​Hospedagem Para Mochileiros em Colônia na Alemanha

A Catedral de Colônia tem 157 metros de altura e fica a 100 metros do hostel mais bem localizado da cidade.

a&o Köln Dom

Colônia não tem a aura revolucionária de Berlim nem o peso da Baviera em Munique. É uma cidade que age com a segurança de quem não precisa provar nada — a quarta maior da Alemanha, fundada pelos romanos em 38 a.C. com o nome de Colonia Claudia Ara Agrippinensium, às margens do Reno, num ponto onde o rio é largo e navigável o suficiente para ter determinado a vocação comercial da cidade por dois milênios. Essa história dá a Colônia uma qualidade rara: é uma cidade onde o presente e o passado não disputam a atenção do visitante, coexistem com uma naturalidade que só os lugares muito velhos conseguem.

Mas o que a maioria das pessoas sabe sobre Colônia — antes de ir — se resume a três coisas: a catedral, a cerveja Kölsch e o Carnaval. É pouco. A cidade tem mais de quarenta museus, um dos maiores museus de arte moderna da Alemanha na margem do Reno, um bairro portuário do século XIX reconvertido em espaço gastronômico e cultural, uma das maiores comunidades gay da Europa, dois rios convivendo com a cidade de formas completamente diferentes — o Reno passando largo e grandioso pela margem, o canal do porto dando ritmo ao bairro histórico —, e o Kölschglas, o copo de 200 mililitros que é a arma diplomática dos garçons de Colônia para garantir que a cerveja sempre chega fria antes que a anterior esquente.

A rede a&o tem três unidades em Colônia. Cada uma tem um perfil diferente. Juntas, cobrem quase todas as situações de quem quer a cidade inteira por um preço razoável.


Os Três Hostels: Dom, Neumarkt e a Estação Central

O a&o Köln Dom é o mais bem localizado de qualquer hostel da rede a&o em qualquer cidade europeia que este texto visitou: 0,17 quilômetro do centro da cidade, a 100 metros da Estação Central e da Catedral de Colônia. Funciona num edifício pintado de amarelo na Komödienstraße, bem no coração da Altstadt Norte. No Hostelworld, a nota de localização é 8,9 — a mais alta das três unidades — e no Booking.com a localização chega a 9,4, com nota global de 7,1. O staff tem nota 8,5 no Booking.com. É o menor das três unidades, com atmosfera mais íntima. Para quem quer levantar de manhã e estar em frente à maior catedral gótica do mundo em três minutos a pé, não existe opção mais direta.

O a&o Köln Dom tem quartos individuais, duplos e familiares com banheiro privativo, Wi-Fi gratuito, recepção 24 horas, café da manhã buffet à vontade disponível, guarda de bagagens e suporte para reserva de passeios.

O a&o Köln Neumarkt é o maior e o mais completo das três unidades colonienses. Fica no bairro Mauritiusviertel — um dos mais agradáveis da cidade velha, com restaurantes e bares ao longo da Mauritiuswall — a 1,31 quilômetro do centro. Foi completamente renovado em 2019 e tem 173 quartos com mobiliário moderno em diversas categorias. A nota no Hostelworld é 7,7 com mais de 2.490 avaliações, com staff em 8,5 e custo-benefício em 7,8. No Trip.com, com avaliações verificadas, a nota geral é 8,0 e o serviço sobe para 8,2. Tem estacionamento subterrâneo próprio — importante para quem chega de carro — salas de conferência para grupos e viagens corporativas, e eventos regulares no lobby (noites de música ao vivo às sextas e sábados). A localização no Mauritiusviertel tem a vantagem silenciosa de um bairro central sem o barulho imediato da área ao redor da estação.

O a&o Hotel Cologne Central Station é a unidade mais nova da rede na cidade, com a infraestrutura mais recente e quartos com banheiro privativo em padrão atual, posicionada na região da Hauptbahnhof. Recepção e bar 24 horas, salas de conferência, cozinha para hóspedes, lavanderia e guarda de bagagens. Para viagens de negócios e grupos com necessidades de salas de trabalho, é a opção mais equipada das três.

Todas as unidades aceitam cães e outros animais mediante taxa por noite e têm dormitórios femininos disponíveis.


A Catedral: 632 Anos em Construção e Ainda É a Mais Alta do Centro

O Kölner Dom — a Catedral de Colônia — é Patrimônio da Humanidade pela Unesco e, por mais que a fotografia prepare o visitante para ela, a escala ao vivo produz um impacto que as imagens sistematicamente subestimam. As duas torres góticas chegam a 157 metros de altura. A fachada sul tem 61 metros de largura. A nave central tem 43 metros de pé-direito — mais alta do que um edifício de doze andares. A construção começou em 1248, parou por quase trezentos anos por falta de recursos em 1473 — com uma grua medieval abandonada no topo por décadas, que se tornou símbolo da cidade mesmo inacabada —, e foi concluída em 1880 numa construção que durou 632 anos no total.

De 1880 até 1884, foi o edifício mais alto do mundo — brevemente, antes de ser superada pela Igreja de Ulm e depois pelos arranha-céus americanos. Hoje é o quinto maior templo cristão do planeta e o maior da Alemanha.

A entrada na nave é gratuita. As visitas guiadas e o acesso ao Tesouro da Catedral têm ingresso pago. A torre — 533 degraus que levam à plataforma de observação a 97 metros de altura — custa €6 para adultos e oferece a melhor vista disponível sobre Colônia: o Reno ao sul, a cidade velha embaixo, a Hohenzollernbrücke com seus milhares de cadeados ao lado, e os dois bancos do rio com suas arquiteturas completamente distintas.

O Tesouro da Catedral (Domschatzkammer) guarda o acervo mais extraordinário da catedral: o Dreikönigenschrein — o Relicário dos Três Reis Magos — é a maior peça de arte em ouro da Idade Média que sobreviveu intacta, datada do século XII, que guarda as relíquias que, segundo a tradição cristã medieval, são os ossos dos três magos que visitaram Cristo no nascimento. É a principal razão pela qual Colônia se tornou um dos maiores destinos de peregrinação da Europa no Período Medieval — mais visitado do que Roma ou Jerusalém em certos séculos.


A Hohenzollernbrücke: A Ponte com Mais Cadeados do Mundo

A Hohenzollernbrücke — a Ponte de Hohenzollern — é a ponte ferroviária mais movimentada da Alemanha, com mais de 1.200 trens cruzando por dia. Fica ao lado da catedral e conecta a margem esquerda ao bairro de Deutz na margem direita do Reno.

Nas grades laterais da ponte há cadeados. Muitos cadeados. Uma estimativa recente fala em mais de 500.000 cadeados presos às grades, cada um colocado por casais como símbolo de amor eterno — com a chave jogada no Reno. O peso total dos cadeados chegou a cifras que preocuparam os engenheiros responsáveis pela estrutura. Mas a tradição continua, e a densidade de metal brilhando no sol sobre o Reno criou um efeito visual que a maioria das fotografias não consegue capturar na escala real.

A vista da Hohenzollernbrücke sobre o Reno — com as duas torres da catedral ao fundo da margem esquerda — é o enquadramento fotográfico mais clássico de Colônia e continua sendo justo: é uma das vistas mais bonitas de qualquer cidade alemã.


O Museu Romano-Germânico: Roma Está Debaixo das Pedras de Colônia

O Römisch-Germanisches Museum fica ao lado da catedral, na Roncalliplatz. É um dos mais importantes museus arqueológicos da Europa — e o mais subestimado por visitantes internacionais em Colônia, onde a catedral e o Museu do Chocolate tendem a concentrar a atenção.

O museu foi construído literalmente sobre Roma: no seu subsolo está o Dionysosmuseum — um mosaico romano do século III d.C. encontrado durante obras em 1941, que permaneceu in situ e é hoje o núcleo da coleção. O mosaico tem 70 metros quadrados e representa cenas do culto dionisíaco com uma qualidade de preservação que deveria ser impossível após dois milênios. Ao redor do mosaico, o museu organiza uma narrativa arqueológica sobre os 400 anos de presença romana em Colonia Claudia — a cidade que os romanos fundaram aqui em 38 a.C. como colônia para veteranos militares.

Esculturas, joias, vidros romanos soprados, inscrições, moedas e objetos do cotidiano traçam a vida urbana romana com uma concretude que qualquer texto histórico não consegue reproduzir. A coleção de vidro romano é considerada uma das mais importantes do mundo — o vidro transparente de alta qualidade foi desenvolvido pelos artesãos de Colonia nos primeiros séculos da era cristã e exportado para todo o Império.


O Museu Ludwig: Picasso, Warhol e a Maior Coleção de Arte Pop da Alemanha

O Museum Ludwig fica na Heinrich-Böll-Platz, entre a catedral e o Reno — um edifício pós-moderno de 1986 com telhados em dentes de serra que provocou polêmica quando foi construído e que hoje é parte do skyline histórico da cidade. Tem uma das três maiores coleções de Picasso do mundo, ao lado do Museu Picasso de Barcelona e do Museu Picasso de Paris. Mais de 780 obras do artista espanhol — pinturas, esculturas, cerâmicas, desenhos, gravuras — cobrem toda a sua trajetória desde os períodos azul e rosa até o cubismo tardio.

Mas o Museu Ludwig não é só Picasso. É o maior museu de arte pop da Alemanha — com obras de Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Jasper Johns, Robert Rauschenberg e Claes Oldenburg em quantidade que surpreende. A coleção de expressionismo alemão — Ernst Ludwig Kirchner, Max Beckmann, Otto Dix — está entre as mais abrangentes disponíveis para o público. E a seção de arte contemporânea tem obras de Sigmar Polke, Gerhard Richter e Joseph Beuys que situam Colônia firmemente no mapa da arte europeia do segundo pós-guerra.

O ingresso custa €13 para adultos, com entrada reduzida nos horários específicos. O KölnCard dá desconto.


A Altstadt e o Kölsch: O Sistema de Cerveja Que Nenhuma Outra Cidade Tem

A Altstadt — a cidade velha de Colônia — foi largamente destruída nos bombardeios da Segunda Guerra Mundial, especialmente nos ataques de 1942 a 1945. A reconstrução foi feita com critérios que equilibraram restauração histórica e construção moderna, e o resultado é um centro histórico que tem autenticidade suficiente para ser agradável sem tentar fingir que nada aconteceu. As ruas de paralelepípedos, as casas coloridas de fachada estreita e os bares ao longo do Reno criam uma atmosfera que é genuinamente coloniense.

O Kölsch é a cerveja regional de Colônia — a única cerveja do mundo com Denominação de Origem Protegida reconhecida pela União Europeia, o que significa que só pode ser chamada de Kölsch se for produzida dentro da cidade de Colônia. É uma cerveja de fermentação alta, cor dourada clara, leve amargor, baixa carbonatação e corpo delicado — muito diferente da cerveja bávara. É servida exclusivamente em copos de 200 mililitros (Kölschglas) para manter a temperatura fria, e o garçom — o Köbes, a figura característica das cervejarias colonienses — não pergunta se você quer mais: ele simplesmente troca o copo vazio por um cheio até que você coloque a tampa (Deckelchen) sobre o copo para sinalizar que terminou.

Esse sistema aparentemente simples tem uma profundidade social considerável. A regra do Köbes não é inconveniência — é hospitalidade coloniense. A cerveja fria é um direito, e garantir que chegue antes de aquecer é obrigação do serviço.

As cervejarias mais tradicionais da AltstadtPäffgen, Früh e Gaffel — têm décadas ou séculos de funcionamento contínuo e são, junto com as da Heumarkt e da Alter Markt, o epicentro da vida social de Colônia para moradores e visitantes igualmente.


O Rheinauhafen: Três Guindastes do Século XIX Transformados em Apartamentos

O Rheinauhafen — o porto do Reno — foi o porto comercial histórico de Colônia, construído no final do século XIX para acomodar o crescimento do comércio fluvial. Com a decadência do transporte por água e a modernização do porto, o bairro foi desativado e ficou em deterioração até os anos 2000, quando uma das maiores reconversões urbanas da Alemanha transformou os armazéns históricos em apartamentos, escritórios, galerias e restaurantes.

O símbolo do Rheinauhafen são as três Kranhäuser — as Casas-Guindaste — edifícios de escritórios construídos em formato de guindaste portuário, com a parte superior em balanço sobre o Reno, projetados pelo escritório de arquitetura BRT Architekten e inaugurados entre 2008 e 2010. O resultado é uma silhueta arquitetônica que parece improvável mas que funciona visualmente melhor do qualquer descrição sugere — e que se tornou um dos enquadramentos fotográficos favoritos de Colônia.

O bairro tem restaurantes e bares com terraços voltados para o Reno, o Chocolate Museum na extremidade norte (mais sobre ele abaixo), galerias de arte, lojas de design e o Museu Alemão do Sport e das Olimpíadas. Caminhar ao longo da margem do Reno do Rheinauhafen até a Altstadt — com a catedral crescendo progressivamente no horizonte — é um dos percursos mais satisfatórios de Colônia.


O Museu do Chocolate: Cinco Mil Anos de História do Cacau Num Navio

O Schokoladenmuseum de Colônia — o Museu do Chocolate — é o museu privado mais visitado da Alemanha e um dos mais visitados da Europa. Está instalado num edifício em forma de navio na ponta sul do Rheinauhafen, com fachada de vidro e aço sobre o Reno, inaugurado em 1993.

O museu percorre a história do cacau desde as civilizações mesoamericanas — os astecas e os maias, que consumiam o cacau como bebida ritualística amarga misturada com pimenta, muito diferente do chocolate adocicado que conhecemos — até a industrialização do chocolate no século XIX e a produção contemporânea global. Há uma fonte de chocolate em funcionamento — chocolate derretido que circula continuamente numa estrutura de três metros de altura — e degustações em vários pontos da visita.

O ingresso custa €15 para adultos. A reserva online é recomendada nos fins de semana e na alta temporada, quando as filas são consideráveis. Fica a aproximadamente vinte minutos a pé do a&o Köln Dom, ao longo da margem do Reno.


O Perfume Eau de Cologne: Colônia Inventou uma Indústria Global

Colônia deu nome a um dos produtos de higiene mais vendidos do mundo. O Eau de Cologne — a água de Colônia — foi criado aqui em 1709 pelo perfumista Giovanni Maria Farina, um italiano radicado na cidade que nomeou sua criação em homenagem à sua cidade adotiva. Era uma fragrância leve de cítricos e ervas — limão, bergamota, tomilho, lavanda — pensada como alternativa às pesadas essências florais então dominantes na Europa.

A empresa de Farina — a Johann Maria Farina gegenüber dem Jülichs-Platz — continua em funcionamento na mesma localização original na Obenmarspforten, gerida pela mesma família por mais de trezentos anos, sendo a empresa de perfumes mais antiga do mundo em operação contínua. O museu da empresa, no mesmo edifício, documenta a história da fragrância e da família com uma coleção de embalagens, documentos e frascos históricos que é surpreendentemente fascinante para quem nunca pensou muito sobre perfume como objeto cultural.

A Kölnisches Wasser — o nome alemão da mesma fragrância — é também o produto mais vendido de 4711, a empresa concorrente fundada em 1792, cujo endereço histórico na Glockengasse (número 4711) deu nome à marca. As duas empresas existem em paralelo há séculos, num caso de rivalidade comercial que é parte do folclore da cidade.


O Carnaval de Colônia: Seis Dias Que Paralisam Tudo

O Carnaval de Colônia — o Kölner Karneval — é o maior da Alemanha e um dos maiores do mundo por número de participantes. Começa oficialmente na quinta-feira anterior ao Rosenmontag — a “Segunda-Feira de Rosa” — e dura seis dias, com o pico entre o sábado e a terça-feira de Carnaval, em fevereiro ou início de março dependendo do calendário pascal.

A Altstadt transforma-se completamente. A tradição exige fantasia — não como sugestão, mas como norma social tão forte que aparecer sem fantasia em bares e festas durante o Carnaval é genuinamente incomum. As figuras clássicas do Carnaval coloniense — o Jekkesdreigestirn, o trio composto pelo Príncipe, o Camponês e a Virgem (um homem fantasiado de mulher por tradição) — presidem os eventos oficiais.

O Rosenmontagszug — o desfile da Segunda-Feira de Rosa — tem entre um e um milhão e meio de espectadores nas ruas, com carros alegóricos, bandas, grupos de dança e uma chuva de doces (Kamelle) e flores (Strüüßjer) jogados da procissão para a multidão. Os hotéis e hostels esgotam meses antes para os fins de semana do Carnaval, e os preços sobem significativamente. Reservar com muita antecedência é a única estratégia que funciona.


O Belgisches Viertel: O Bairro Mais Hipster e Mais Genuíno de Colônia

O Belgisches Viertel — o Bairro Belga — fica a cerca de quinze minutos a pé da catedral, na direção sudoeste. O nome vem das ruas nomeadas em homenagem a cidades belgas — Brüsseler Platz, Lütticher Straße, Aachener Straße — e o bairro desenvolveu nas últimas duas décadas uma identidade de gastronomia alternativa, design, moda e vida noturna que o tornou o mais badalado de Colônia.

A Brüsseler Platz — uma praça triangular cercada de casas art nouveau do início do século XX — é o epicentro da vida do bairro nas noites de primavera e verão, quando os bares e restaurantes ao redor espalham mesas pela praça e os colonienses de todas as idades ficam sentados nos bancos da calçada com uma Kölsch na mão. É a cena mais descontraída e mais autenticamente local de Colônia — mais do que qualquer cervejaria turística da Altstadt.

O bairro tem cafés independentes, restaurantes do Oriente Médio, bares de vinho natural, lojas de vinil, ateliês e o Kunsthaus Rhenania — um espaço cultural num antigo armazém industrial às margens do Reno que combina galerias, eventos de música ao vivo e ateliês de artistas residentes.


O Planten un Blomen de Colônia: O Stadtgarten e o Parque do Reno

Colônia tem vários parques, mas dois merecem destaque. O Stadtgarten — o Jardim da Cidade — fica no Belgisches Viertel e tem um dos mais populares jardins de cerveja ao ar livre de Colônia, além de um palco externo onde concertos gratuitos acontecem nos meses de verão. É o parque dos moradores — usado como pulmão urbano nos dias da semana e como espaço de convivência social nos fins de semana.

Os jardins ao longo da margem do Reno — o Rheinpark na margem direita, em Deutz — têm vistas sobre a cidade velha com a catedral ao fundo que são a versão oposta do enquadramento clássico: o Reno em primeiro plano, a silhueta gótica no horizonte. O teleférico que atravessa o Reno entre o Rheinpark e o jardim do Zoobrücke — o Kölner Seilbahn, em funcionamento desde 1957 — é a única cabine aérea urbana da Alemanha e cobre a travessia em quatro minutos.


Quando Ir e Como Chegar

Colônia é interessante o ano inteiro, com características distintas por estação. A primavera e o verão — abril a setembro — têm as margens do Reno ao máximo com as Biergärten e os restaurantes com terraço. O Carnaval em fevereiro ou março é o evento mais intenso, com preços de hospedagem triplicados e esgotamento antecipado das opções. Dezembro tem um dos mercados de Natal mais aclamados da Alemanha — o mercado na Roncalliplatz em frente à catedral, com as torres iluminadas ao fundo, é uma das imagens mais reproduzidas do Natal alemão.

O Aeroporto Köln/Bonn (CGN) fica a 14 quilômetros do centro. A linha S13 conecta ao centro em quinze minutos, com frequência constante. De Amsterdã e Bruxelas via Thalys, o trem chega em menos de duas horas. De Frankfurt via ICE, em uma hora. De Paris por Thalys, em menos de três horas. A posição geográfica de Colônia — no cruzamento das rotas ferroviárias que conectam o norte da Europa ao sul e o leste ao oeste — torna a cidade um dos hubs de mobilidade mais bem servidos do continente.

A KölnCard — disponível em versões individuais e familiares de 24, 48 e 72 horas — inclui transporte público ilimitado na rede KVB (metrô, bonde e ônibus) e descontos em museus, incluindo o Museum Ludwig e o Museu Romano-Germânico. Para quem vai visitar dois ou mais museus, o cartão costuma ser vantajoso na comparação com ingressos individuais.


Colônia tem dois mil anos de história, uma catedral que levou 632 anos para ser concluída e um copo de cerveja que os garçons vão trocar antes que você perceba que estava vazio. É uma cidade que opera com uma lógica própria — nem a grandiosidade prussiana de Berlim, nem o orgulho bávaro de Munique, mas uma urbanidade renana que combina a seriedade histórica de uma antiga capital romana com a hospitalidade de quem sabe que a conversa melhora com a segunda rodada de Kölsch. Os três endereços da a&o — o Dom a cem metros da catedral, o Neumarkt no Mauritiusviertel e o Central Station para quem precisa de infraestrutura de negócios — são três formas de estar dentro dessa cidade sem que o custo da cama limite o tempo que sobra para descobri-la.

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