Voar Barato na Tailândia: Vietjet, AirAsia e Lion Air
Aprenda a montar roteiros aéreos econômicos dentro da Tailândia com Thai Vietjet Air, Thai AirAsia e Thai Lion Air, seja viajando de mochila nas costas ou com a família inteira, incluindo dicas para conectar ilhas do sul e o norte do país sem estourar o orçamento.

Existe uma diferença enorme entre viajar sozinho com uma mochila e atravessar o aeroporto de Don Mueang com duas crianças, três malas e um carrinho de bebê. As duas situações são possíveis na Tailândia, e as duas podem ser baratas. Mas exigem estratégias completamente diferentes.
Este guia parte dessa ideia: o mochileiro e a família têm necessidades opostas quando o assunto é voar. Um quer pagar o mínimo absoluto e viaja com tudo nas costas. O outro precisa de logística, espaço para bagagem e assentos garantidos lado a lado. As mesmas três companhias low cost servem aos dois perfis, mas de maneiras diferentes.
Parte 1: O mochileiro e a arte de voar quase de graça
Quem viaja de mochila tem uma vantagem gigantesca no jogo das low costs: normalmente não precisa despachar bagagem. E como já vimos que a bagagem despachada é o que mais encarece uma passagem aérea na Tailândia, isso muda tudo.
A mochila cabe na franquia de mão?
Aqui está o ponto que separa quem economiza de quem paga a mais. As três companhias permitem 7 kg de bagagem de mão na tarifa básica, geralmente uma peça principal mais um item pessoal.
O limite de peso costuma ser mais rígido do que o de dimensão. Uma mochila de 40 litros bem organizada normalmente cabe nas medidas exigidas (56cm x 36cm x 23cm na Vietjet e na AirAsia). O problema é o peso. Sete quilos acabam rápido.
Algumas dicas de mochileiro para não estourar os 7 kg:
- Vista as roupas mais pesadas no dia do vôo. Bota, jaqueta e calça jeans no corpo não contam como bagagem.
- Distribua o peso entre a mochila principal e o item pessoal (bolsa ou daypack).
- Deixe eletrônicos pesados, como notebook e carregadores, no item pessoal, que costuma ter fiscalização mais frouxa.
Vale saber que a fiscalização de peso da bagagem de mão varia bastante. Em vôos cheios e em alta temporada, os funcionários pesam com mais rigor. Contar com a sorte é arriscado, mas na prática muita gente passa com um pouco mais do que 7 kg.
A tática das promoções relâmpago
Para o mochileiro, a paciência é dinheiro. As três companhias fazem vendas promocionais em que a tarifa base cai para valores próximos de zero.
- Thai AirAsia: campanhas como “BIG SALE” e “Free Seats”, geralmente no aniversário da empresa e no fim de ano.
- Thai Vietjet Air: vendas de “0 baht” recorrentes, em que você paga apenas as taxas.
- Thai Lion Air: costuma ter as tarifas base mais baixas do dia a dia, mesmo fora de promoção.
Quem tem flexibilidade de datas leva vantagem. Se você não está preso a um roteiro fixo, deixe o destino ser definido pelo preço. É assim que muita gente monta viagens absurdamente baratas pelo Sudeste Asiático.
Ferramentas que o mochileiro precisa ter
O aplicativo Skyscanner tem uma função chamada “qualquer lugar” que mostra os destinos mais baratos a partir de uma cidade e uma data. Combinado com o Google Flights, dá para caçar os menores preços entre as três companhias sem abrir cada site separadamente.
Instale também os aplicativos das próprias companhias. Além de promoções exclusivas, o check-in fica mais fácil e você evita a taxa de check-in no balcão, que a AirAsia cobra de quem não faz online.
Roteiro clássico de mochileiro: Norte para o Sul
Um itinerário que funciona bem e economiza tempo combina vôo com transporte terrestre e balsas:
| Trecho | Como fazer | Observação |
| Bangkok a Chiang Mai | Vôo (DMK), 1h15 | Barato e rápido, base do norte |
| Chiang Mai a Pai | Van ou ônibus | Trajeto de montanha, sem aeroporto |
| Chiang Mai a Bangkok | Vôo de volta (DMK) | Conecta ao vôo do sul |
| Bangkok a Krabi ou Phuket | Vôo (DMK), 1h20 | Porta de entrada das ilhas do sul |
Voar do norte direto para o sul costuma ser mais caro e ter menos frequência. Passar por Bangkok, apesar de parecer volta, muitas vezes sai mais barato por causa da concorrência entre as três companhias nessa rota.
Parte 2: A família e a logística de voar sem quebrar
Agora vamos para o outro extremo. Viajar em família na Tailândia com low costs é totalmente viável, mas exige planejar detalhes que o mochileiro simplesmente ignora.
Bagagem: aqui não tem como fugir
Família viaja com mala despachada. Ponto. E como despachar bagagem no aeroporto custa até o dobro do preço online, a regra de ouro é: compre toda a franquia de bagagem no momento da reserva.
Uma dica que economiza dinheiro: em vez de comprar uma franquia para cada passageiro, verifique se a companhia permite compartilhar bagagem entre membros da mesma reserva. Muitas famílias pagam por 20 kg individuais quando poderiam comprar um pacote maior compartilhado, que sai mais barato por quilo.
| Estratégia | Como funciona | Vantagem |
| Franquia individual | Cada pessoa paga sua bagagem | Só vale se cada um leva muita coisa |
| Franquia compartilhada | Um pacote grande para o grupo | Mais barato por quilo, permite equilibrar pesos |
| Comprar antecipado | Sempre online, junto com a passagem | Até 50% mais barato que no aeroporto |
Crianças, bebês e as regras que economizam
Crianças acima de 2 anos pagam tarifa cheia nas três companhias. Já bebês de colo (abaixo de 2 anos) pagam apenas uma pequena taxa, sem direito a assento próprio.
Para quem viaja com bebê, vale saber que carrinho de bebê geralmente pode ser despachado gratuitamente na maioria das low costs, mesmo sem franquia de bagagem contratada. Confirme sempre a política da companhia específica antes do vôo, mas essa é uma cortesia comum.
O drama dos assentos separados
Nas low costs, se você não paga pela escolha de assento, o sistema distribui os lugares aleatoriamente. Isso significa que uma família de quatro pessoas pode acabar espalhada pela aeronave. Com crianças pequenas, isso é um problema real.
Existem dois caminhos:
- Pagar pela escolha de assento, garantindo que todos fiquem juntos. Custa alguns baht por assento, mas evita dor de cabeça.
- Escolher uma tarifa que já inclui escolha de assento, como a Deluxe da Vietjet, a Premium Flex da AirAsia ou a Flexy da Lion Air. Em famílias grandes, o pacote muitas vezes sai mais barato do que pagar cada assento avulso.
Minha recomendação para quem viaja com crianças é não economizar nesse ponto. A diferença de valor é pequena perto do desconforto de embarcar sozinho com uma criança em um vôo lotado.
Alimentação a bordo
Low cost não serve comida de graça. Em vôos domésticos curtos de uma hora, isso raramente é problema. Leve lanches e água comprada depois do controle de segurança. Sai muito mais barato do que os snacks vendidos a bordo, que costumam ter preço inflacionado.
Roteiro familiar: focado em praia e conforto
Famílias geralmente preferem menos deslocamentos e mais tempo em cada destino. Um roteiro que funciona bem:
| Trecho | Como fazer | Por quê |
| Bangkok a Phuket | Vôo (DMK), 1h20 | Muita infraestrutura, bom para crianças |
| Phuket a Krabi | Balsa ou van | Trajeto curto, sem precisar voar |
| Krabi a Bangkok | Vôo de volta (DMK), 1h15 | Fecha o roteiro |
Esse formato evita vôos internos demais, que geram cansaço com crianças, e concentra a viagem no sul, região das melhores praias.
arte 3: Roteiros entre ilhas, o ponto que confunde todo mundo
Aqui vale um esclarecimento importante que serve tanto para mochileiros quanto para famílias: nem toda ilha tem aeroporto. E isso muda completamente a logística.
As ilhas mais famosas do sul se dividem em dois grupos, conforme o mar em que estão:
Mar de Andaman (lado oeste)
Phuket e Krabi são os grandes hubs dessa região e ambos têm aeroporto. A partir deles, você chega de balsa a ilhas como Phi Phi, Koh Lanta e Koh Yao.
- Voe até Phuket (HKT) ou Krabi (KBV) com qualquer uma das três companhias.
- De lá, pegue balsas para as ilhas.
Golfo da Tailândia (lado leste)
Aqui estão Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao. E existe uma pegadinha clássica:
- Koh Samui tem aeroporto, mas ele é privado e operado quase exclusivamente pela Bangkok Airways. As low costs geralmente não pousam lá, e quando pousam, é caro.
- A alternativa econômica é voar até Surat Thani (URT) com Thai Vietjet, Thai AirAsia ou Thai Lion Air, e de lá pegar ônibus mais balsa até Samui, Phangan ou Tao.
| Ilha de destino | Voe até | Depois |
| Phi Phi, Koh Lanta | Phuket ou Krabi | Balsa |
| Koh Samui (barato) | Surat Thani | Ônibus + balsa |
| Koh Phangan | Surat Thani | Ônibus + balsa |
| Koh Tao | Surat Thani | Ônibus + balsa |
Voar até Surat Thani e completar por terra e mar economiza muito em comparação a insistir num vôo direto para Samui. Para mochileiros, essa é quase sempre a melhor escolha. Para famílias com crianças pequenas, o traslado mais longo pode cansar, e aí vale avaliar se o conforto do vôo direto para Samui compensa o custo maior.
Combos de passagem mais balsa
As três companhias, em parceria com operadoras de balsa, às vezes vendem bilhetes combinados que incluem o vôo, o traslado terrestre e a balsa até a ilha, tudo numa compra só. Pode ser conveniente, mas nem sempre é o mais barato. Compare o preço do combo com o de comprar cada parte separadamente antes de fechar.
Diferenças práticas entre os dois perfis de viajante
Para deixar claro como as mesmas companhias servem a públicos tão diferentes, vale um resumo comparativo:
| Aspecto | Mochileiro | Família |
| Bagagem | Só de mão, dentro dos 7 kg | Despachada, comprada antecipada |
| Tarifa ideal | A mais básica possível | Pacote com bagagem e assento |
| Escolha de assento | Não importa | Essencial, pagar ou incluir na tarifa |
| Flexibilidade de datas | Alta, caça promoções | Baixa, datas fixas de férias |
| Roteiro | Muitos destinos, movimento constante | Poucos destinos, mais tempo em cada |
| Prioridade | Preço mínimo | Logística e conforto |
Erros que os dois perfis cometem
Alguns tropeços são universais, não importa se você viaja leve ou com a família toda.
Confundir os aeroportos de Bangkok. As três low costs operam no Don Mueang (DMK), não no Suvarnabhumi (BKK). Chegar no aeroporto errado é um pesadelo que custa caro em táxi e pode fazer você perder o vôo.
Comprar bagagem no balcão. Já foi dito, mas nunca é demais. Sempre compre bagagem online.
Subestimar o tempo de traslado até as ilhas. Um vôo de uma hora até Surat Thani pode virar uma jornada de meio dia até Koh Tao quando somados ônibus e balsa. Planeje isso no roteiro, especialmente para não marcar vôos de conexão apertados.
Ignorar o horário de fechamento do portão. As low costs fecham o embarque com rigor. No Don Mueang, movimentado como é, chegar em cima da hora é receita para perder o vôo.
O essencial para levar na bagagem de conhecimento
Se você é mochileiro, seu foco é peso e preço. Viaje leve, seja flexível com datas, cace promoções relâmpago e monte roteiros passando por Bangkok quando isso baratear as conexões.
Se você viaja em família, seu foco é logística e previsibilidade. Compre bagagem antecipada, garanta assentos juntos, escolha roteiros com menos deslocamentos e avalie quando o conforto de um vôo direto compensa pagar um pouco mais.
As três companhias, Thai Vietjet Air, Thai AirAsia e Thai Lion Air, cabem nos dois estilos. O segredo não está em escolher a “melhor” delas, e sim em entender qual tarifa e qual estratégia se encaixam no seu jeito de viajar. Feito isso, voar pela Tailândia deixa de ser um custo assustador e vira apenas mais uma parte prática e barata da aventura.