11 Bebidas Coreanas Imperdíveis Para Provar na sua Viagem
Conheça as 11 bebidas coreanas imperdíveis para provar na sua viagem, desde o clássico leite de banana das lojas de conveniência até o tradicional vinho de arroz makgeolli.

A Coréia do Sul é um destino que ataca todos os sentidos de forma simultânea e fascinante. Quando planejamos um roteiro por lá, a mente corre direto para os palácios impecáveis de Seul, o burburinho de Myeongdong, a cultura pop que domina o mundo e, claro, o churrasco coreano acompanhado de soju. O soju tem a fama, não há como negar. Mas a verdadeira alma da hidratação e do paladar cotidiano sul-coreano vive em outro lugar. Vive nas prateleiras iluminadas das lojas de conveniência, nos mercados de rua e nos restaurantes familiares.
Existe um universo de sabores líquidos que vai muito além das bebidas alcoólicas famosas. São chás milenares servidos frios, refrigerantes leitosos que confundem e encantam o paladar ocidental, sucos texturizados e curas engarrafadas para a ressaca ou para o cansaço de um longo dia de turismo. Compreender o que os coreanos bebem no dia a dia é uma das formas mais deliciosas de entender a própria cultura do país.
As lojas de conveniência, conhecidas como Pyeon-uijeom, são verdadeiros oásis urbanos. Marcas como GS25, CU e 7-Eleven estão em cada esquina, abertas 24 horas por dia. Elas não são apenas lugares para comprar um lanche rápido. São pontos de encontro, locais para recarregar o celular, esquentar uma refeição e, principalmente, explorar uma variedade impressionante de bebidas. Vamos explorar detalhadamente o que você deve buscar nessas geladeiras e nos menus pela cidade.
Começamos pelos grandes favoritos das lojas de conveniência, aquelas garrafinhas e latas que você verá nas mãos de estudantes, trabalhadores e turistas o tempo todo.
Klook.comO Leite de Banana, ou Banana Mat Uyu, é talvez o ícone supremo das bebidas não alcoólicas da Coréia do Sul. A embalagem gordinha de plástico, que lembra vagamente um barril tradicional, é inconfundível. O sabor é exatamente o que o nome promete, um leite doce, cremoso e com um aroma muito presente de banana. É uma bebida simples, mas que carrega um peso nostálgico imenso para a população local. A história conta que o governo sul-coreano queria incentivar o consumo de leite na década de 1970 para melhorar a saúde da população. Como o leite puro não era muito popular, a adição do sabor de banana (uma fruta cara e rara na época) transformou a bebida em um sucesso absoluto. É o par perfeito para um pão doce ou apenas para quebrar o ritmo de uma caminhada pela manhã.
Na sequência, temos algo que costuma causar certa hesitação em quem vem do ocidente. O Milkis. Imagine a mistura de leite com refrigerante de limão. Soa estranho, certo? Mas na prática, o resultado é brilhante. O Milkis é uma bebida gaseificada, levemente leitosa, com um toque cítrico suave. É doce, refrescante e tem uma textura cremosa que as bolhas do gás quebram de forma muito agradável. Além do sabor original, você encontra variações de morango, melão e pêssego. A acidez e a cremosidade do Milkis funcionam de maneira fantástica para acalmar o paladar depois de comer algo muito apimentado, como um Tteokbokki comprado em uma barraca de rua.
Se você busca algo mais próximo do território familiar, a Chilsung Cider é a resposta. Não se deixe enganar pela palavra cidra, pois não há maçã ou álcool aqui. É a versão coreana do clássico refrigerante de limão, semelhante ao Sprite ou 7-Up, mas com uma história que remonta à década de 1950. A Chilsung Cider é conhecida por ser extremamente limpa no paladar, crocante e muito carbonatada. É a bebida que você quer ter ao lado em um dia úmido de verão em Seul, ou para acompanhar uma refeição pesada de carne de porco grelhada, ajudando a limpar a gordura do paladar.
Mudando a textura da experiência, chegamos ao Aloe Vera King. Bebidas de aloe vera já podem ser encontradas em vários lugares do mundo, mas a Coréia do Sul tem um domínio especial sobre elas. A grande sacada dessa bebida não é apenas o sabor levemente doce e muito refrescante, mas a presença de pedaços reais da planta flutuando no líquido. A textura mastigável do aloe vera adiciona uma camada de diversão ao ato de beber. Nos dias de calor intenso, uma garrafa bem gelada de Aloe Vera King oferece uma sensação de frescor imediato e os locais acreditam que ajuda bastante na digestão.
Fechando a ala das conveniências mais populares, temos a Demisoda. Os sul-coreanos fazem refrigerantes de frutas com uma maestria invejável, evitando aquele gosto de xarope artificial que costumamos encontrar em outras partes do mundo. A Demisoda é um refrigerante com suco de fruta real na composição. Os sabores de pêssego, maçã e uva são os mais procurados. A carbonatação é um pouco mais suave que a da Chilsung Cider, o que a torna uma bebida muito agradável para o meio da tarde, sendo doce na medida certa, sem ser enjoativa.
Agora, precisamos mergulhar na tradição. A Coréia moderna, cheia de neon e tecnologia, convive harmoniosamente com suas raízes seculares. Isso se reflete de forma cristalina no que é servido nos copos.
O Sikhye é um soco de conforto líquido. Trata-se de uma bebida tradicional feita de arroz doce fermentado e extrato de malte. O líquido em si é turvo, de coloração amarelada pálida, e sempre traz grãos de arroz macios descansando no fundo do copo ou da lata. O sabor é amadeirado, doce e profundamente reconfortante. Tradicionalmente, o Sikhye é servido como sobremesa após grandes refeições em restaurantes tradicionais, pois ajuda na digestão. Mas a verdadeira experiência cultural é beber um copo bem gelado de Sikhye dentro de um Jjimjilbang, as tradicionais casas de banho coreanas, depois de suar nas saunas quentes. É possível encontrar sikhye em latas nas lojas de conveniência, mas o servido em tigelas nas casas de banho ou restaurantes é o mais autêntico.
O Sujeonggwa caminha por um caminho de especiarias. É um ponche escuro, feito à base de canela, gengibre, pimenta e adoçado com caqui seco. Ao ler os ingredientes, a lógica nos diz que é uma bebida de inverno, servida quente. O curioso é que o Sujeonggwa é quase sempre servido frio, muitas vezes com alguns pinhões flutuando na superfície. O primeiro gole traz a doçura do caqui, seguido imediatamente pelo calor picante da canela e do gengibre descendo pela garganta. É uma bebida forte, de personalidade marcante, excelente também para o fim das refeições.
Em muitos países ocidentais, sentar em um restaurante significa receber um copo de água gelada. Na Coréia do Sul, o padrão é outro. O Boricha, ou chá de cevada torrada, é a água sul-coreana. Ele é servido na maioria absoluta dos restaurantes tradicionais, muitas vezes quente no inverno e gelado no verão. A cevada torrada confere à bebida uma cor âmbar bonita e um sabor terroso, levemente tostado, com notas que lembram nozes. Não contém cafeína, é incrivelmente leve e você logo se acostuma a beber litros disso durante as refeições, achando a água pura quase sem graça depois de alguns dias no país.
Primo próximo do Boricha, temos o Oksusu Suyeom-cha, o chá de seda de milho. Se o chá de cevada é o arroz com feijão das bebidas, o chá de seda de milho é a versão um pouco mais refinada e suave. Feito a partir daqueles fios que envolvem a espiga de milho, torrados e infusionados, ele tem um sabor adocicado natural, muito sutil, também lembrando nozes e grãos tostados. Nas prateleiras das lojas de conveniência, você verá muitas marcas apelando para os supostos benefícios estéticos do chá, que os locais acreditam ter propriedades diuréticas, ajudando a desinchar o rosto e o corpo. Independentemente das promessas, é uma opção fantástica e livre de cafeína para se manter hidratado.
E falando em hidratação, nenhuma viagem exploratória intensa está completa sem o Pocari Sweat. O nome pode parecer pouco convidativo em inglês (suor), mas esta é a bebida esportiva definitiva da Ásia, de origem japonesa, mas adotada com fervor pelos sul-coreanos. Diferente das bebidas esportivas neon do ocidente, o Pocari Sweat tem uma cor opaca e um sabor muito suave, que lembra uma água de toranja levemente salgada e doce. Não é agressivo ao paladar. Depois de passar o dia subindo as ladeiras íngremes da Bukchon Hanok Village ou dançando em um festival de música, uma garrafa de Pocari Sweat devolve a vida ao corpo de forma rápida e eficiente.
Por fim, não podemos montar um guia de bebidas sul-coreanas sem mencionar a estrela do menu adulto tradicional. A idade legal para consumo de álcool na Coréia do Sul é de 19 anos, e a cultura boêmia é vibrante. Embora o soju seja o rei das vendas, o Makgeolli é a alma da festa tradicional.
O Makgeolli é o vinho de arroz tradicional coreano, o mais antigo do país. Ao contrário do soju, que é destilado e transparente, o makgeolli é fermentado, não filtrado, possuindo uma coloração branca leitosa, quase como um leite ralo. O sabor é complexo e fascinante. Ele é doce, azedo, tem um toque de fermento, é cremoso na boca e levemente carbonatado naturalmente devido ao processo de fermentação. O teor alcoólico costuma ficar entre 6% e 8%, sendo muito mais suave de beber do que outras opções alcoólicas.
A cultura em torno do Makgeolli é rica em detalhes. Ele raramente é bebido em copos comuns. A tradição exige que seja servido em pequenas tigelas de metal ou cerâmica, muitas vezes despejado a partir de uma chaleira de latão amassada que confere um charme rústico à experiência. E o mais importante, o makgeolli exige comida. A regra de ouro nas ruas de Seul é que, quando chove, é hora de beber makgeolli com Pajeon (panquecas coreanas salgadas de cebolinha e frutos do mar). O som da chuva caindo lembra o som da panqueca fritando no óleo, criando uma conexão poética que enche os bares tradicionais de madeira em todas as tardes chuvosas. Também é um par espetacular para o churrasco coreano e para pratos muito picantes, já que a textura leitosa acalma o fogo da pimenta no paladar.
Klook.comPara ajudar na organização visual das suas futuras degustações, o quadro abaixo resume o que acabamos de explorar.
| Bebida | Categoria | Perfil de Sabor | Onde Encontrar |
| Leite de Banana | Conveniência | Doce, cremoso, nostálgico | GS25, CU, 7-Eleven |
| Milkis | Conveniência | Gaseificado, leitoso, cítrico | Supermercados, Conveniência |
| Chilsung Cider | Conveniência | Crocante, limão, limpo | Conveniência, Restaurantes |
| Aloe Vera King | Conveniência | Refrescante, com pedaços | Mercados locais, Conveniência |
| Demisoda | Conveniência | Frutas reais, doce equilibrado | Lojas de Conveniência |
| Sikhye | Tradicional | Arroz doce, malte, reconfortante | Jjimjilbangs, Restaurantes |
| Sujeonggwa | Tradicional | Canela, caqui, picante frio | Casas de chá tradicionais |
| Boricha (Chá de Cevada) | Tradicional | Terroso, torrado, sem cafeína | Servido em todos restaurantes |
| Chá de Seda de Milho | Tradicional | Suave, adocicado, nozes | Conveniência, Supermercados |
| Pocari Sweat | Hidratação | Toranja leve, isotônico suave | Qualquer lugar do país |
| Makgeolli (18+) | Alcoólica | Leitoso, azedo-doce, frisante | Bares tradicionais, Mercados |
Organizar uma viagem exige planejamento logístico, mas viver a viagem exige curiosidade. Entrar em uma loja de conveniência em Seul e não comprar a água engarrafada de marca internacional, optando por uma garrafa plástica cheia de chá de cevada torrada, é um pequeno passo que muda a forma como o seu corpo entende o destino.
Algumas dicas práticas valem ouro nesse contexto. Primeiro, mantenha a mente aberta para texturas. Bebidas com pedaços de aloe vera, uvas descascadas flutuando ou grãos de arroz no fundo da lata são o padrão, e não a exceção. Essa mastigabilidade na bebida faz parte da experiência sensorial coreana. Segundo, preste atenção na temperatura. Chás que você espera que sejam servidos fervendo muitas vezes aparecem trincando de gelo, e vice-versa. Terceiro, no que diz respeito ao álcool, as regras de etiqueta são levadas a sério. Se for beber com locais, lembre-se de servir a bebida usando as duas mãos na garrafa em sinal de respeito, e nunca encha o próprio copo.
Ao andar pelas ruas de Myeongdong, Gangnam ou pelas vielas de Itaewon, o cansaço vai inevitavelmente chegar. Nesses momentos, em vez de procurar a rede de cafeteria ocidental mais próxima, procure o brilho neon verde e azul de uma loja de conveniência. Compre uma Demisoda de pêssego ou um Leite de Banana. Sente-se nos pequenos bancos do lado de fora da loja. Observe o movimento frenético e sinta o gosto prático e diário de um país que sabe muito bem como misturar tradição com conveniência absoluta. A Coréia do Sul tem um sabor único para cada momento do dia, basta saber qual garrafa escolher na prateleira.
