Trens Panorâmicos na Suíça que são Imperdíveis

Os trens panorâmicos da Suíça transformam deslocamentos entre lagos, Alpes e vilarejos históricos em experiências de viagem que realmente justificam incluir o país no roteiro.

Vídeo mostra como é a viagem no Glacier Express

Trens panorâmicos da Suíça: quais são imperdíveis e realmente valem a viagem

Na Suíça, o trem não serve apenas para ir de uma cidade a outra. Ele faz parte do passeio. Em muitos trajetos, deixar de olhar pela janela por alguns minutos já parece desperdício: aparecem lagos de água muito clara, casinhas de madeira em encostas verdes, igrejas pequenas, vacas nos pastos, pontes ferroviárias e montanhas que ocupam quase todo o horizonte.

É fácil se empolgar com fotos de vagões de vidro e nomes famosos como Bernina Express, Glacier Express e GoldenPass Express. Mas há uma diferença importante entre um trem turístico que é bonito e um que funciona bem dentro de uma viagem. Alguns exigem reserva, têm operação sazonal ou consomem um dia inteiro. Outros são menos conhecidos, mas encaixam perfeitamente no roteiro e entregam paisagens memoráveis por uma fração do custo extra.

A boa notícia é que os principais trens panorâmicos suíços podem ser combinados sem carro. E, em boa parte dos casos, o Swiss Travel Pass cobre o trajeto-base, embora reservas obrigatórias e suplementos continuem sendo cobrados em alguns serviços. Isso muda bastante a conta final e merece atenção antes de comprar qualquer passe.

A seleção abaixo reúne os trens que mais valem a viagem, com o que se vê em cada rota, para quem fazem sentido e como incluí-los em um roteiro realista pela Suíça.

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GoldenPass Express: de Montreux a Interlaken sem trocar de trem

O GoldenPass Express liga Montreux, às margens do Lago Léman, a Interlaken Ost, porta de entrada para a região de Jungfrau. O percurso leva cerca de 3 horas e 15 minutos, passa por Gstaad e faz uma transição muito bonita entre a Riviera suíça de língua francesa e o cenário alpino do Oberland Bernês.

É um trem que funciona muito bem para quem quer montar um roteiro lógico, e não apenas colecionar passeios panorâmicos. Montreux combina com Genebra, Lausanne e Lavaux. Interlaken abre caminho para Lauterbrunnen, Wengen, Mürren, Grindelwald e Jungfraujoch. Ou seja, o trem conecta duas bases excelentes de viagem.

A paisagem começa com vinhedos, encostas acima do Lago Léman e um ar quase mediterrâneo em Montreux. Aos poucos, o cenário fica mais rural. Surgem chalés de madeira, vales estreitos, riachos, florestas e montanhas cada vez mais próximas. Gstaad, uma das paradas mais conhecidas, traz aquele visual clássico de Alpes suíços que muita gente espera encontrar no país.

O grande diferencial do GoldenPass Express é ser direto. Durante décadas, a diferença entre as bitolas ferroviárias obrigava os passageiros a trocar de trem em Zweisimmen. Desde dezembro de 2022, o serviço passou a usar uma tecnologia de mudança automática de bitola, permitindo viajar entre Montreux e Interlaken sem sair do vagão.

Classes do GoldenPass Express

O trem tem três categorias: segunda classe, primeira classe e Prestige.

A segunda classe já conta com janelas panorâmicas grandes e oferece uma experiência muito boa. Para a maior parte dos viajantes, ela resolve perfeitamente. A primeira classe oferece mais espaço e ambiente um pouco mais tranquilo.

A Prestige Class é a categoria mais exclusiva. São apenas 11 assentos, elevados e rotativos, permitindo ajustar a posição para acompanhar a paisagem ou viajar voltado para o sentido da marcha. Os bancos têm aquecimento, reclinação e controle individual de temperatura. É uma experiência sofisticada, pensada para quem quer transformar aquele trecho em um momento especial da viagem, não apenas em transporte.

A reserva é obrigatória na Prestige Class. Nas demais classes, reservar é recomendável, sobretudo entre junho e setembro, em feriados e no período de neve.

Quando vale a pena escolher o GoldenPass Express

O GoldenPass Express é uma das melhores escolhas para:

  • Quem vai de Montreux a Interlaken, ou no sentido inverso.
  • Casais em lua de mel ou em viagem comemorativa.
  • Quem deseja ver a mudança de paisagem entre a Suíça francesa e os Alpes berneses.
  • Roteiros de 7 a 10 dias combinando Genebra, Montreux, Interlaken, Lucerna e Zurique.
  • Viajantes que preferem uma experiência panorâmica sem perder um dia inteiro dentro do trem.

A rota também pode ser feita por trens regionais, normalmente com troca em Zweisimmen. Essa alternativa costuma ser mais flexível e pode economizar a taxa de reserva. Ainda assim, o GoldenPass Express tem o valor de fazer a viagem de forma contínua, com vagões desenhados para admirar a paisagem.

Bernina Express: o trem que atravessa os Alpes até a Itália

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Se existe um trem panorâmico suíço que entrega contraste de paisagens, é o Bernina Express. A rota clássica liga Chur ou St. Moritz, na Suíça, a Tirano, na Itália. No caminho, o trem cruza áreas alpinas de alta montanha, acompanha lagos, passa por geleiras e termina em um ambiente totalmente diferente, já com sotaque, gastronomia e clima italianos.

O trecho ferroviário entre Albula e Bernina é reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial. E não é difícil entender o motivo. A linha foi construída em uma geografia complicada, usando viadutos, túneis, curvas fechadas e trechos em que o trem parece avançar lentamente por uma paisagem que seria quase inacessível de carro.

O percurso pode durar entre quatro e cinco horas, dependendo da origem escolhida e do serviço. Quem sai de Chur passa pelo Vale do Reno e pela linha de Albula antes de alcançar a região de St. Moritz. A partir dali, começam alguns dos momentos mais impressionantes: o Lago Bianco, o Ospizio Bernina, áreas de geleira e o famoso viaduto circular de Brusio, onde o trem desenha uma curva completa em uma estrutura de pedra.

A chegada a Tirano é uma mudança de clima e atmosfera. Depois de horas entre montanhas e neve, o viajante encontra palmeiras, construções italianas e uma cidade de ritmo bem mais mediterrâneo. É justamente essa quebra de cenário que torna a rota tão marcante.

Bernina Express ou trem regional?

Essa é uma dúvida importante. O Bernina Express tem vagões panorâmicos e exige reserva. Porém, os trens regionais da Rhätische Bahn percorrem praticamente a mesma ferrovia e permitem maior liberdade para parar em vilas e lagos pelo caminho.

Para quem quer fazer apenas a travessia panorâmica e seguir viagem, o Bernina Express é prático. Para quem dispõe de mais tempo e gosta de construir o próprio dia, os regionais podem ser ainda melhores. Eles permitem, por exemplo, descer em Alp Grüm para admirar o Vale de Poschiavo, fazer uma pausa em Pontresina ou adaptar o itinerário caso o tempo mude.

Uma estratégia inteligente é usar o trem panorâmico em um sentido e o regional no outro, se o roteiro permitir. Assim, dá para aproveitar os dois estilos sem repetir exatamente a mesma experiência.

Como encaixar o Bernina Express em um roteiro

O encaixe mais bonito é este:

  1. Chegar a St. Moritz ou Chur.
  2. Seguir até Tirano no Bernina Express.
  3. Continuar de ônibus ou trem até o Lago de Como.
  4. Dormir em Varenna, Bellagio ou Como.
  5. Finalizar em Milão.

Para quem sai do Brasil, esse caminho funciona muito bem como parte final de uma viagem pela Suíça. Em vez de voltar para Zurique só para pegar um voo, é possível descer dos Alpes para a Itália e retornar por Milão.

Glacier Express: o clássico entre Zermatt e St. Moritz

O Glacier Express é provavelmente o trem panorâmico suíço mais famoso. Ele liga Zermatt a St. Moritz, ou faz o percurso inverso, atravessando boa parte dos Alpes em cerca de oito horas.

Apesar do nome, ele não é um trem rápido. A proposta é exatamente oposta. O Glacier Express é conhecido como um dos “trens expressos mais lentos do mundo”, porque percorre vales, pontes, túneis e passagens montanhosas em um ritmo que favorece a contemplação.

A rota passa por lugares como Andermatt, Chur e o Desfiladeiro do Reno, muitas vezes chamado de “Grand Canyon suíço”. Um dos trechos mais emblemáticos é a travessia do Landwasser Viaduct, ponte ferroviária de pedra que entra diretamente em um túnel escavado na montanha.

É uma viagem longa, portanto deve ser tratada como atividade principal do dia. Não faz sentido marcar chegada em Zermatt pela manhã, pegar o Glacier Express e imaginar que ainda haverá energia para explorar St. Moritz no fim da tarde. Até pode haver algumas horas livres, mas o ideal é dormir no destino e seguir o roteiro no dia seguinte.

Para quem o Glacier Express vale mais

O Glacier Express é excelente para quem:

  • Tem pelo menos 8 ou 9 dias na Suíça.
  • Quer visitar tanto Zermatt quanto St. Moritz.
  • Busca uma experiência ferroviária clássica e completa.
  • Está disposto a reservar um dia quase inteiro para o trajeto.
  • Viaja no inverno e quer ver a paisagem alpina coberta de neve.

Ele pode ser menos interessante para roteiros curtos. Se a viagem total tem cinco ou seis dias, talvez seja melhor concentrar o tempo em Lucerna, Interlaken, Lauterbrunnen e Montreux, usando o GoldenPass ou o Luzern-Interlaken Express.

O Glacier Express exige reserva obrigatória. O Swiss Travel Pass pode cobrir a tarifa do trajeto, mas não elimina o custo da reserva de assento.

Luzern-Interlaken Express: o trem subestimado que merece entrar no roteiro

O Luzern-Interlaken Express costuma receber menos atenção do que Glacier e Bernina, mas é um dos trajetos mais fáceis de recomendar. Ele liga Lucerna a Interlaken Ost em cerca de 1 hora e 50 minutos, conectando duas das melhores regiões para se hospedar na Suíça.

O trem passa perto dos lagos de Lungern e Brienz, cruza paisagens rurais e sobe a região do Passo de Brünig. É um trajeto compacto, muito bonito e útil. Não exige que o viajante crie uma volta complicada no roteiro apenas para fazê-lo.

Para quem está em Lucerna e pretende seguir para Lauterbrunnen ou Grindelwald, esse é simplesmente o caminho mais agradável. A viagem começa quase ao lado do Lago de Lucerna e termina em Interlaken, entre os lagos Thun e Brienz, com as montanhas do Oberland Bernês surgindo ao fundo.

Não há reserva obrigatória. Isso é especialmente positivo para quem viaja com Swiss Travel Pass e prefere manter alguma flexibilidade. Em alta temporada, porém, vale chegar com antecedência para escolher um lugar junto à janela.

É um daqueles trechos que provam que nem todo trem memorável precisa ter suplemento ou marketing de luxo.

Gotthard Panorama Express: de Lucerna a Lugano, entre lago e cultura italiana

O Gotthard Panorama Express é diferente dos demais porque combina barco e trem. A rota vai de Lucerna a Lugano, passando por Flüelen e Bellinzona, e leva cerca de cinco horas e meia.

A primeira parte acontece em um barco pelo Lago de Lucerna. Dependendo do serviço e da época, o percurso pode ser feito em embarcação histórica ou moderna. O lago é cercado por montanhas, pequenas comunidades e construções que parecem muito distantes do ambiente urbano de Zurique, embora a cidade esteja relativamente perto.

Depois, em Flüelen, começa o trecho ferroviário panorâmico pela antiga linha do Gotthard. É uma rota histórica, construída antes da abertura dos túneis modernos de alta velocidade. Em vez de atravessar o maciço alpino pelo caminho mais rápido, ela sobe, contorna e revela paisagens que o trem comum mais veloz simplesmente não mostra.

A viagem termina em Lugano, no Ticino, a parte de língua italiana da Suíça. É uma transição curiosa: o viajante sai de lagos cercados por montanhas da Suíça central e chega a uma região com palmeiras, praças e uma atmosfera muito próxima do norte da Itália.

Em 2026, o Gotthard Panorama Express opera diariamente entre 18 de abril e 18 de outubro, incluindo feriados. O serviço é sazonal e exige reserva no trecho ferroviário. Os vagões panorâmicos são de primeira classe, então quem tem passe de segunda classe precisa comprar o complemento correspondente.

Esse é um trem que vale muito para quem pretende seguir de Lucerna para Lugano, Como ou Milão. Ele substitui um deslocamento comum por uma experiência completa, sem criar desvios artificiais no roteiro.

Centovalli Railway: a alternativa bonita entre Locarno e Domodossola

O Centovalli Railway, também chamado de Vigezzina-Centovalli, não costuma aparecer no topo das listas mais famosas, mas é uma das viagens ferroviárias mais agradáveis do sul da Suíça. Ele liga Locarno, no Ticino, a Domodossola, na Itália.

O percurso passa por vales profundos, riachos, pontes, florestas e vilarejos pequenos. É um trem regional, mais simples do que os serviços de luxo, porém muito charmoso. Também é uma ótima conexão para quem deseja sair de Lugano ou Locarno em direção ao Piemonte italiano, ao Lago Maggiore ou a Milão.

A grande vantagem é que ele une deslocamento e paisagem sem a formalidade de uma experiência premium. Para viajantes que preferem explorar com mais liberdade, pode ser mais interessante do que passar o dia inteiro em um trem turístico com assento marcado.

Qual trem panorâmico escolher em cada tipo de roteiro

Roteiro ou perfil de viagemTrem mais indicadoMotivo principal
Primeira viagem à Suíça com 5 a 7 diasLuzern-Interlaken ExpressÉ lindo, prático e conecta duas bases essenciais
Viagem romântica entre Montreux e InterlakenGoldenPass ExpressUne lagos, vilas alpinas e conforto panorâmico
Suíça com final na ItáliaBernina ExpressFaz a travessia dos Alpes até Tirano e facilita seguir ao Lago de Como
Roteiro longo e foco em grandes trens suíçosGlacier ExpressÉ a experiência ferroviária mais extensa e clássica
Lucerna, Lugano e Milão no mesmo itinerárioGotthard Panorama ExpressCombina lago, ferrovia histórica e transição cultural
Viagem mais livre e fora do roteiro óbvioCentovalli RailwayTem belas paisagens e conecta a Suíça ao norte da Itália

Swiss Travel Pass, reservas e custos extras

O Swiss Travel Pass pode valer muito a pena quando há vários deslocamentos em poucos dias, especialmente se o roteiro inclui cidades, lagos e trens panorâmicos. Ele normalmente cobre a tarifa básica de muitos trechos ferroviários, além de barcos e transportes urbanos selecionados.

Mas existe uma regra que evita frustração: passe de transporte não significa reserva incluída.

Nos principais trens panorâmicos, a situação costuma ser esta:

TremTarifa-base coberta pelo Swiss Travel PassReserva ou suplemento
GoldenPass ExpressGeralmente simRecomendada, obrigatória na Prestige
Bernina ExpressGeralmente simReserva obrigatória
Glacier ExpressGeralmente simReserva obrigatória
Gotthard Panorama ExpressGeralmente simReserva obrigatória no trecho de trem
Luzern-Interlaken ExpressSimNão obrigatória
Centovalli RailwayDepende do trecho e do passe usadoNormalmente sem a lógica de suplemento premium

As condições podem mudar conforme a temporada, a categoria de assento e o tipo de passe. Por isso, antes de fechar o planejamento, o melhor caminho é conferir os detalhes no aplicativo ou site da SBB, a ferrovia federal suíça, e nas operadoras de cada trem.

Também é importante não confundir trem panorâmico com trem de montanha. Excursões como Jungfraujoch, Gornergrat, Rigi, Pilatus e Schilthorn têm regras próprias de cobertura e, em muitos casos, apenas desconto com o Swiss Travel Pass.

Melhor época para viajar nos trens panorâmicos suíços

Cada estação muda completamente a experiência.

No verão, de junho a setembro, os dias são longos, os pastos ficam verdes e as trilhas estão abertas. É a melhor época para combinar os trens com paradas em Lauterbrunnen, Mürren, Wengen, Zermatt e St. Moritz. Por outro lado, é também o período mais cheio e mais caro.

No outono, entre setembro e outubro, as paisagens ganham tons dourados e há menos movimento. É um excelente momento para o Bernina, o GoldenPass e o Gotthard Panorama Express, observando sempre as datas de operação sazonal deste último.

No inverno, os Alpes nevados entregam um visual muito especial, principalmente no Glacier Express, em Zermatt e no Oberland Bernês. Os dias são curtos, algumas rotas podem ter visibilidade reduzida por neve ou neblina, mas o cenário branco tem um charme próprio.

A primavera pode ser ótima para cachoeiras, especialmente em Lauterbrunnen, mas ainda há neve em áreas elevadas. É uma época de transição. Para trens de alta montanha, a paisagem pode misturar neve, vegetação ainda discreta e tempo instável.

Dicas práticas para aproveitar de verdade

Escolha o lado da janela com base no sentido da viagem, mas não transforme isso em obsessão. As paisagens mudam bastante ao longo do caminho e, em vários trechos, os dois lados têm boas vistas. No GoldenPass, por exemplo, o cenário é amplo e varia muito entre montanhas, campos e vilas. No Bernina, o lado ideal muda conforme o trecho.

Leve água, lanche e uma camada extra de roupa. Os vagões são confortáveis, mas o clima fora pode variar muito ao longo de uma rota alpina. Além disso, algumas viagens duram várias horas e o serviço de bordo pode ser mais caro do que comprar algo antes na estação.

Evite encaixar dois grandes trens panorâmicos no mesmo dia. A Suíça é eficiente, mas o objetivo não deveria ser passar horas correndo entre plataformas. Um trecho panorâmico merece espaço no roteiro, alguma margem para atrasos e, se possível, uma noite no destino.

Reserve cedo os trens mais concorridos. Glacier Express, Bernina Express, Gotthard Panorama Express e a Prestige Class do GoldenPass podem esgotar em datas de verão, Natal, Ano-Novo e períodos de férias escolares europeias.

Por fim, vale lembrar que a imagem mais bonita da Suíça nem sempre aparece em um trem com nome famoso. Muitas linhas regionais oferecem trajetos espetaculares, especialmente entre Interlaken, Lauterbrunnen, Wengen, Mürren, Grindelwald, Zermatt e St. Moritz. O país inteiro foi desenhado para ser visto pela janela.

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