Templo Budista Wat Plai Laem em Koh Samui na Tailândia

Wat Plai Laem em Koh Samui: o templo colorido que reúne mitologia, arte e uma deusa de 18 braços à beira do lago.

https://pixabay.com/photos/thailand-temple-architecture-4217832/

Guia completo do Wat Plai Laem, um dos templos mais fotogênicos da ilha de Koh Samui, na Tailândia, com dicas de visita, história, regras de vestimenta e o que esperar de perto.

Tem lugares que você vê em foto e pensa: “isso deve ser tratado, deve ter filtro”. O Wat Plai Laem é justamente o contrário. Ao vivo, ele é ainda mais intenso do que qualquer imagem consegue mostrar. As cores gritam, o branco reflete o sol de um jeito quase agressivo, e aquela estátua gigante de uma deusa com dezoito braços surge no meio de um lago como se tivesse saído de um sonho.

Se você vai a Koh Samui pela primeira vez e nunca pisou num templo budista, esse é um ótimo lugar para começar. Ele é acessível, é visualmente impressionante e, ao contrário de alguns templos mais rígidos, tem uma atmosfera relativamente leve e receptiva a turistas. Vou tentar te contar tudo o que vale saber antes de ir, do básico ao detalhe que muita gente ignora.

Onde fica e o que é, afinal

Koh Samui é uma ilha no Golfo da Tailândia, na região sul do país. É conhecida principalmente pelas praias, mas tem um punhado de templos que valem a parada, e o Wat Plai Laem é um dos mais visitados.

Ele fica na parte nordeste da ilha, relativamente perto do aeroporto e do famoso Big Buddha (o Wat Phra Yai), outro templo que quase todo mundo acaba visitando no mesmo passeio. Os dois estão a poucos minutos um do outro, o que faz total sentido combinar as visitas.

O nome pode confundir. “Wat” significa templo em tailandês. Então sempre que você vir “Wat” antes de um nome, já sabe: é um templo. O complexo do Wat Plai Laem não é antigo no sentido de séculos e séculos. Ele é relativamente recente em termos de construção, mas segue toda a tradição arquitetônica e religiosa do budismo tailandês, com uma pegada que mistura influências chinesas e tailandesas.

A tal deusa de dezoito braços

O que mais chama atenção no lugar é a estátua enorme e branca de Guanyin, a deusa da misericórdia e da compaixão. Ela aparece aqui com dezoito braços, cada um segurando um objeto simbólico. Guanyin é uma figura muito importante no budismo, especialmente na tradição de influência chinesa, e representa basicamente a compaixão infinita, a ideia de acolher e ajudar quem sofre.

Ver aquilo de perto impressiona pela escala. A estátua fica sobre uma base no meio do lago, e você chega até ela por uma passarela. É o tipo de coisa que faz você parar, olhar para cima e ficar alguns segundos em silêncio, mesmo sem entender toda a simbologia por trás.

Do outro lado do complexo tem uma segunda figura gigantesca: uma estátua de Buda sorridente e rechonchudo, no estilo que muita gente associa ao “Buda da fortuna”. Essa também é linda, dourada em partes, e cria um contraste bonito com o branco de Guanyin.

O lago e as carpas

O templo é cercado por um lago artificial cheio de peixes. E aqui vai uma das coisas mais divertidas do passeio, principalmente se você estiver com crianças ou for daqueles que gostam de interagir com o ambiente.

Você pode comprar pequenos pacotes de ração perto da entrada, geralmente por um valor bem baixo, e alimentar as carpas e os peixes que ficam ali. No momento em que a comida cai na água, é um festival. Dezenas de peixes brigando pela ração, bocas abertas, tudo num movimento meio caótico e engraçado. Parece bobo, mas é o tipo de detalhe que torna a visita mais leve e menos “museu”.

A arquitetura que vale olhar de perto

É fácil chegar, tirar a foto da deusa e ir embora. Mas quem faz isso perde metade da graça. O Wat Plai Laem tem detalhes trabalhados que merecem atenção.

Os prédios principais têm aquelas cores fortes tailandesas, muito vermelho, dourado, branco e detalhes em azul. As bordas dos telhados são recurvadas, terminando em pontas que apontam para o céu, algo típico da arquitetura de templos na Tailândia. Por dentro, quando aberto à visitação, há murais pintados que contam histórias budistas, com um nível de detalhe que impressiona.

Repare nas esculturas menores espalhadas pelo complexo. Dragões, figuras mitológicas, guardiões. Cada elemento tem um significado, e mesmo que você não conheça todos, dá para sentir que nada ali está por acaso.

Como chegar

Koh Samui é uma ilha pequena, então nada fica realmente muito longe. As formas mais comuns de chegar ao templo são estas:

Meio de transporteObservações
TáxiPrático, mas costuma ser mais caro; combine o valor antes
Scooter alugadaOpção preferida de muitos turistas; liberdade total, mas exige atenção no trânsito
SongthaewAquelas picapes adaptadas com bancos; baratas, mas com rotas fixas
Grab (aplicativo)Funciona na ilha e evita negociação de preço
Passeio guiadoCostuma incluir Big Buddha e outros pontos no mesmo roteiro

Um aviso sobre a scooter. É a maneira mais barata e livre de circular por Koh Samui, mas o trânsito na Tailândia não perdoa amador. Se você nunca pilotou, uma ilha estrangeira não é o melhor lugar para aprender. Muita gente se machuca exatamente assim, achando que ia ser tranquilo.

Quanto custa e horário

A entrada no Wat Plai Laem, como na maioria dos templos budistas da Tailândia, costuma ser gratuita. O que você gasta ali é opcional: a ração para os peixes, alguma doação que queira deixar, ou algum item comprado nas barraquinhas próximas.

O templo geralmente abre de manhã cedo e fica aberto até o fim da tarde. O melhor horário, na minha opinião, é logo cedo ou no fim do dia. Ao meio-dia o sol tailandês é impiedoso, e como boa parte do complexo é aberta e reflete muita luz branca, você acaba torrando. De manhã ou no finzinho da tarde a luz fica mais bonita para fotos e o calor é mais suportável.

Regras de vestimenta e comportamento

Isso aqui é importante e muita gente escorrega. Templo na Tailândia não é praia, e o país leva a religião a sério, mesmo em pontos turísticos.

Algumas orientações básicas:

  • Ombros cobertos. Nada de regata ou top.
  • Pernas cobertas pelo menos até os joelhos. Shorts muito curtos podem barrar sua entrada em áreas específicas.
  • Tire os sapatos ao entrar em determinados recintos internos. Sempre observe se há calçados na porta; é o sinal.
  • Fale baixo. É um lugar de culto, mesmo cheio de turista.
  • Cuidado ao apontar os pés para as imagens de Buda. Na cultura tailandesa, os pés são considerados a parte mais impura do corpo, então evite sentar com os pés esticados em direção às estátuas.

Uma dica prática: leve um lenço ou canga leve na bolsa. Se você estiver de shorts ou de ombros de fora, dá para improvisar uma cobertura e resolver na hora.

O que combinar com a visita

Como o templo em si não toma muito tempo, o ideal é encaixá-lo num roteiro maior pela região nordeste da ilha. Alguns pontos que ficam próximos e fazem sentido no mesmo dia:

AtraçãoPor que vale
Big Buddha (Wat Phra Yai)Estátua dourada gigante, super perto
Praias do nordesteBoa parada após os templos
Mercados e feiras locaisÓtimos para experimentar comida tailandesa de rua

Fazer o combo Wat Plai Laem mais Big Buddha é quase automático para quem visita a região. Eles se complementam bem e você aproveita o deslocamento.

Vale a pena mesmo?

Vale. E olha que templo é uma daquelas coisas que, depois de ver alguns, começam a parecer repetitivos para o turista desavisado. O Wat Plai Laem foge disso justamente pela combinação de escala, cor e aquele cenário do lago. É diferente do Big Buddha, é diferente de templos mais sóbrios, e tem uma identidade própria.

Não é um lugar para passar horas. Em geral você resolve a visita em quarenta minutos, talvez uma hora se quiser explorar com calma e alimentar os peixes. Mas é o tipo de parada que fica na memória, principalmente pela imagem daquela deusa branca refletida na água.

Alguns lembretes que fazem diferença

Leve água. O calor tailandês desidrata rápido e nem sempre tem onde comprar bebida gelada dentro do complexo.

Passe protetor solar antes de sair. Aquele branco todo reflete sol de um jeito que você nem percebe até chegar em casa vermelho.

Respeite o silêncio nas áreas internas. Por mais turístico que seja, gente reza ali de verdade.

E não tenha pressa na foto perfeita. O lugar é lindo de qualquer ângulo, então relaxa, olha em volta, presta atenção nos detalhes das esculturas. Templo bom é aquele que você olha devagar.

Koh Samui tem muito mais do que praia, e o Wat Plai Laem é uma prova disso. Para quem nunca entrou num templo budista, é uma primeira experiência cheia de cor, símbolo e um pouco daquela sensação boa de estar diante de algo maior. Vá cedo, vista-se com respeito, e deixe a ilha te surpreender.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário