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Roteiro de Viagem Pelos Vinhos do Chianti na Itália

Um roteiro pelos vinhos Chianti na Itália, percorrendo as estradas entre Florença e Siena com paradas nas principais vinícolas, vilarejos medievais e produtores familiares da região do Chianti Classico, com dicas práticas de quantos dias dedicar, onde dormir, como dirigir pela ZTL toscana e quais degustações realmente valem o tempo e o dinheiro.

Fonte: Civitatis

Dirigir pela região do Chianti é uma daquelas experiências que mudam a forma como você entende vinho. Não é exagero. Você sai do Brasil achando que Chianti é aquela garrafa com palha que aparece em filme antigo, e volta sabendo a diferença entre um Chianti Classico Annata, um Riserva e uma Gran Selezione, conseguindo identificar o gosto de Sangiovese no escuro, e com uma lista de produtores favoritos que ninguém da sua roda conhece. A região faz isso com a gente.

O problema é que muito viajante chega na Toscana com a ideia genérica de “passar um dia no Chianti”, encaixa entre Florença e Siena, visita uma vinícola qualquer escolhida pelo Google, prova três taças correndo, compra um vinho turístico e vai embora. Saiu da região sem entender nada. E o pior: achando que entendeu.

Vou montar aqui um roteiro real, com lógica de quem já percorreu aquelas estradas várias vezes, com produtores que valem o desvio, vilarejos onde parar para almoçar e dormir, e os erros que costumam aparecer no caminho. Sem enrolação.

Antes de tudo: entendendo o que é Chianti

Esse é o primeiro nó da história. A palavra Chianti se refere a duas coisas diferentes, e isso confunde quase todo mundo.

A região geográfica do Chianti fica entre Florença e Siena, e é dividida em sub-zonas. Mas existe também a denominação Chianti, que é um vinho produzido em uma área muito maior, espalhada por boa parte da Toscana. E dentro disso existe ainda o Chianti Classico, que é o vinho feito especificamente na região histórica original, com regras mais rígidas e qualidade geralmente superior.

Ou seja: todo Chianti Classico é Chianti, mas nem todo Chianti é Classico. E a diferença na taça é enorme.

O símbolo do Chianti Classico é o galo preto (Gallo Nero), que aparece no lacre da garrafa. Quando bater o olho em um vinho da região, procure esse galo. Se ele estiver lá, você está bebendo o vinho da zona histórica, feito majoritariamente com a uva Sangiovese, dentro de regras de produção controladas pelo consórcio.

Dentro do Chianti Classico ainda existem três níveis principais:

CategoriaTempo mínimo de envelhecimentoO que esperar
Annata12 mesesMais jovem, fresco, frutado
Riserva24 mesesMais estruturado, complexo
Gran Selezione30 meses, uvas topO topo da pirâmide, raro

Saber isso antes de visitar muda completamente a degustação. Você passa a perguntar coisas certas, a comparar safras, a entender o que está pagando.

Quantos dias dedicar

A resposta honesta: o mínimo decente são três dias. Quatro ou cinco é o ideal. Um dia só não funciona, e quem tenta força a barra para encaixar tudo entre Florença e Siena acaba vendo paisagem pela janela do carro e visitando uma vinícola corrida.

A região é mais extensa do que parece no mapa. As estradas são sinuosas, lentas, e o ritmo certo no Chianti é exatamente esse: lento. Você precisa de tempo para almoçar com calma, para fazer duas degustações no mesmo dia sem ficar bêbado, para parar em um mirante por meia hora, para entrar em uma igreja medieval que apareceu sem aviso.

A divisão que costuma funcionar:

  • Três dias: passe por Greve in Chianti, Panzano, Radda e Castellina. Duas a três vinícolas no total.
  • Quatro dias: acrescente Gaiole e uma vinícola mais ao sul, na divisa com Siena.
  • Cinco dias: dá tempo de pegar também San Casciano (lado norte) e fazer um dia inteiro dedicado a um produtor maior, com almoço incluído.

Por onde entrar: começando por Florença

A lógica geográfica mais natural é começar por Florença, descer pelo Chianti em direção a Siena, e terminar a viagem por lá ou já partindo para o Val d’Orcia. Faz sentido pela direção do sol, pela ordem das visitas, e porque os produtores do norte (mais perto de Florença) costumam ser mais comerciais, e à medida que você desce vai encontrando lugares mais autorais, mais íntimos, mais escondidos.

A estrada principal é a SR222, conhecida como Chiantigiana. É a rota clássica, e é por ela que praticamente toda viagem pelo Chianti acontece. Ela liga Florença a Siena passando pelo coração da região, com curvas constantes, vistas absurdas, e velocidade média baixa.

Aviso prático que pouca gente dá: alugue o carro fora do centro de Florença. As locadoras dentro da cidade obrigam você a sair por ruas estreitas próximas à ZTL, e qualquer erro custa caro. Pegue o carro perto do aeroporto ou em alguma locadora na periferia, e saia direto para o sul.

Saindo de Florença pela SR222, em pouco mais de meia hora você está em San Casciano in Val di Pesa, que já é tecnicamente Chianti Classico. Algumas pessoas começam o roteiro aqui, mas eu prefiro descer mais um pouco e fazer da primeira parada uma cidade que tem mais personalidade: Greve in Chianti.

Greve in Chianti: o portão de entrada

Greve é a cidade mais conhecida da região, e funciona bem como base para os primeiros dias. Tem a Piazza Matteotti, que é aquela praça triangular meio torta com soportais nos dois lados, várias enotecas, restaurantes decentes e uma estátua do Giovanni da Verrazzano (sim, o navegador que descobriu Nova York, nasceu ali perto).

Não é a cidade mais bonita do Chianti, sendo honesto. Panzano e Radda têm mais charme. Mas Greve compensa com boa estrutura, hospedagens de todos os tipos, e localização central na rota.

O que vale fazer em Greve:

  • Antica Macelleria Falorni, na praça principal. É um açougue histórico, da família Falorni, que faz embutidos há mais de 200 anos. Você pode entrar, provar salames, pecorino, presunto de javali. Tem mesinhas onde dá para comer ali mesmo com uma taça de vinho.
  • Enoteca Falorni, dos mesmos donos, ali ao lado. Sistema de cartão pré-pago, dezenas de máquinas dispensadoras com pequenas doses de Chianti Classico de vários produtores. É didático, ótimo para começar a entender a região comparando vinhos lado a lado.
  • Caminhar até o Castello di Verrazzano, alguns quilômetros para o norte, que tem visitas guiadas com degustação. A vista do alto é uma das mais bonitas da região.

Greve serve como base por dois ou três dias. De lá você sai para visitas em Panzano (15 minutos ao sul), Castellina (meia hora), Radda (40 minutos) e até Gaiole (uma hora). Tudo bate-volta tranquilo.

Panzano: o desvio obrigatório

Quinze quilômetros ao sul de Greve, encarapitada em uma colina com vista de 360 graus, está Panzano in Chianti. Um vilarejo minúsculo, com pouquíssimos moradores, mas com uma concentração de coisas boas que justifica parar.

Aqui está a famosa Antica Macelleria Cecchini, do açougueiro Dario Cecchini, que virou personagem internacional depois de aparecer em séries de gastronomia. O açougue dele vira espetáculo. Ele recita Dante enquanto corta carne, distribui pedaços de lardo em pãezinhos, faz brincadeiras com os turistas. É turístico? Demais. Mas vale a experiência uma vez na vida.

Ele tem três restaurantes praticamente colados:

  • Officina della Bistecca, no andar de cima, focada na bistecca fiorentina.
  • Solociccia, com cardápio fixo de carnes variadas.
  • Dario DOC, mais casual, para hambúrgueres e sanduíches.

Reserve com antecedência. Sério, com semanas de antecedência. Sem reserva, esquece.

Mas Panzano não é só Cecchini. A vila tem produtores de vinho excelentes ao redor. Fontodi é uma das vinícolas mais respeitadas do Chianti Classico, com o famoso Flaccianello (que tecnicamente é Super Tuscan, IGT, mas vale provar). Le Cinciole é menor, biológico, atendimento mais íntimo. Castello dei Rampolla, ali perto, é outro nome histórico.

O conselho prático: agende uma visita em uma vinícola de Panzano para a manhã, almoce no Cecchini, e use a tarde para outra parada mais curta antes de voltar para Greve.

Castellina in Chianti

Continuando pela SR222 em direção ao sul, você chega a Castellina in Chianti. Cidadezinha murada, com uma via principal coberta (a Via delle Volte) que é uma das ruas mais bonitas que conheço, com aberturas para o lado mostrando a paisagem em arcos sucessivos.

Castellina tem menos pompa turística que Greve ou Panzano, e por isso mesmo é mais agradável para passar uma tarde. Tem boas enotecas, restaurantes familiares, e uma fortaleza com um pequeno museu arqueológico que vale meia hora.

Próximo a Castellina, vinícolas que valem visita:

  • Castello di Fonterutoli, da família Mazzei, uma das mais antigas da região. Visita estruturada, instalações modernas, vinho consistente.
  • Rocca delle Macìe, mais conhecida, faz tour completo com degustação e refeição se quiser.
  • Castellare di Castellina, pequena, com rótulos lindos (cada safra traz um pássaro diferente na etiqueta) e qualidade alta.

A escolha entre uma ou outra depende muito do estilo de visita que você prefere. Vinícola grande tem estrutura, horários fixos, tour didático. Vinícola pequena tem alma, conversa direta com produtor, vinhos mais raros.

Radda in Chianti: o coração antigo

Se eu tivesse que escolher uma única base no Chianti, seria Radda. Sem dúvida.

Radda foi a capital histórica da Liga do Chianti, formada no século 13, e ainda hoje conserva o tecido medieval praticamente intacto. É menor que Greve, mais autêntica, com menos turistas, hospedagens charmosas e uma localização perfeita para visitar tanto o oeste (Castellina, Panzano) quanto o leste (Gaiole, Volpaia) da região.

Dentro da própria comuna de Radda está Volpaia, que é um castelo do século 11 que virou vilarejo, onde quase tudo pertence à mesma família e funciona como uma vinícola integrada à vila. Você pode caminhar entre as ruas, ver os tanques de fermentação escondidos atrás de portas medievais, almoçar na trattoria local, fazer degustação e ainda dormir lá. É das coisas mais especiais da Toscana.

Outras vinícolas próximas a Radda:

  • Castello di Albola, com torres medievais e parque interno bonito.
  • Montevertine, lendária, faz o Le Pergole Torte, um dos Sangiovese mais cultuados da Itália. Não usa a denominação Chianti Classico (eles escolheram sair do consórcio há décadas), o que dá pano para conversa.
  • Poggerino, menor, biológico, atendimento muito pessoal.

Para hospedar em Radda, vale pesquisar agriturismi (hospedagens em fazendas) nos arredores. A experiência de dormir cercado de vinhedos, acordar com o som de nada, e tomar café da manhã olhando para colinas onduladas é o que muita gente vai buscar no Chianti.

Gaiole in Chianti e os castelos

Mais ao leste, Gaiole é o lado menos óbvio do Chianti. É a parte mais rural, mais selvagem, com estradas brancas (strade bianche), florestas mais densas, e uma concentração de castelos medievais que parece coisa de cenário.

A própria Gaiole, a cidade, é menos interessante. Linear, sem aquele charme medieval comprimido das outras. Mas o entorno compensa.

Os destaques:

  • Castello di Brolio, da família Ricasoli, é onde Bettino Ricasoli, no século 19, formulou a primeira receita oficial do Chianti. Visita ao castelo, jardins italianos, vinícola e restaurante. É um dos pontos mais históricos da região para quem gosta de vinho.
  • Badia a Coltibuono, antiga abadia beneditina convertida em vinícola, com hospedagem, restaurante e escola de cozinha. Lugar lindo.
  • Castello di Ama, mais ao sul, mistura vinho de altíssimo nível com arte contemporânea instalada pela propriedade. Faz visitas guiadas que vale agendar com antecedência.

Gaiole funciona como um dia inteiro saindo de Radda ou de Castellina. Pegue uma das vinícolas-castelo para visita guiada com degustação, almoce em Badia a Coltibuono ou em algum agriturismo da região, e volte no fim da tarde.

Como agendar as visitas (e por que isso é importante)

Esse é um ponto que confunde muito brasileiro. Na Toscana, vinícola não funciona como na Serra Gaúcha, onde você bate na porta e entra. Aqui, quase todas as visitas precisam ser agendadas com antecedência, normalmente por e-mail ou pelo site do produtor.

As visitas costumam custar entre 25 e 80 euros por pessoa, dependendo do que inclui (tour da adega, número de vinhos, se tem comida, etc). Os pacotes mais comuns:

Tipo de visitaPreço médioDuração
Degustação simples25 a 35 euros1 hora
Tour + degustação ampla45 a 65 euros1h30 a 2 horas
Tour + almoço harmonizado80 a 130 euros3 horas
Experiência completa premium150 euros ou mais4 horas

A regra de bolso que uso: duas visitas por dia, no máximo. Uma de manhã (por volta das 10h ou 11h) e uma à tarde (por volta das 15h ou 16h), com almoço calmo no meio. Mais que isso vira maratona, você não absorve nada e ainda corre risco no volante.

A propósito: o limite de álcool no sangue na Itália é de 0,5 g/L. Em duas degustações cheias, com cinco ou seis vinhos cada, você passa fácil desse limite. A solução é dividir o motorista do dia entre os viajantes, ou cuspir mesmo nos baldinhos (é o que os profissionais fazem, e ninguém vai te julgar), ou contratar motorista privado para o dia, o que vira opção real se vocês estão em grupo.

Onde comer

O Chianti não é só vinho. A comida da região é o complemento natural, e ignorar isso é desperdiçar metade da experiência.

Pratos que você precisa procurar:

  • Pici (espaguete grosso feito à mão), normalmente servido com ragu de javali ou com cacio e pepe.
  • Pappa al pomodoro, sopa rústica de pão amanhecido com tomate.
  • Ribollita, parente próxima da anterior, mais densa.
  • Bistecca alla fiorentina, a famosa peça de carne grelhada da raça Chianina, servida malpassada por definição (não peça bem passada, vão te olhar atravessado).
  • Cinghiale (javali), em ragu, em embutido, em prato principal.
  • Pecorino toscano, em várias maturações, idealmente acompanhado de mel ou geleia de figo.

Restaurantes que vale anotar:

  • La Cantinetta di Rignana, perto de Greve, dentro de um agriturismo histórico, com pici excepcional.
  • Osteria di Passignano, em uma antiga abadia próxima a Tavarnelle, estrelada Michelin mas com almoço de preço razoável.
  • Ristoro di Lamole, encarapitado em uma estrada de difícil acesso (vale por isso), com terraço que dá vista para vinhedos em socalcos.
  • L’Antica Trattoria La Torre, em Castellina, clássica, sem firulas, comida da região do jeito que a vovó faria.

Reserve sempre. Especialmente no jantar. Especialmente nos meses de alta temporada (maio, junho, setembro, outubro).

Quando ir

A pior época para visitar o Chianti são os meses de julho e agosto. Calor pesado, vinícolas lotadas, hospedagens caras. Eu sei que muita gente só consegue viajar nessa janela, e dá para fazer, mas se houver flexibilidade de calendário, mude.

As melhores épocas:

  • Maio e início de junho: tempo bom, vinhedos verdes, paisagem em pico de beleza.
  • Setembro: colheita (vendemmia) em andamento, atmosfera única nas vinícolas, mas reserve com muita antecedência porque é também alta temporada.
  • Outubro: cores de outono nos vinhedos, temperatura ideal, menos turistas.

Inverno tem seu charme também, com lareiras acesas, vinhedos podados criando aquela paisagem geométrica, e preços bem mais baixos. Mas vários produtores menores fecham para visitação entre dezembro e fevereiro, então confira antes.

Erros que vejo se repetirem

Vou listar rápido, porque cada um daria um parágrafo separado:

  • Entrar na ZTL de Florença ou Siena com o carro alugado. Multa quase certa, chega meses depois.
  • Reservar tudo na mesma vinícola enorme só porque é famosa. Misture pequeno e grande.
  • Achar que dá para fazer Chianti em um dia saindo de Florença. Não dá.
  • Comprar vinho para levar para casa sem checar regras de bagagem aérea (cada companhia tem limite, e garrafa quebra fácil).
  • Ignorar o seguro completo no carro alugado. As estradas brancas do Chianti são lindas, mas riscam pintura e furam pneu com facilidade.
  • Confiar 100% no GPS. Ele te leva por estradinhas de terra que tecnicamente são “atalho” e tecnicamente são um inferno. Em algumas, você não consegue dar meia volta.
  • Querer provar vinho demais. Cinco taças com calma valem mais que vinte taças correndo.

Comprar vinho para trazer ao Brasil

Esse é um capítulo à parte, mas vale o resumo. Toda viagem ao Chianti termina com o dilema: quantas garrafas trazer?

O Brasil permite a entrada com isenção de impostos de até 12 litros de bebida alcoólica por pessoa, dentro da cota total de US$ 1.000 em compras. Doze litros são 16 garrafas de 750ml. Parece muito, mas em vinícola enchem o cesto rápido.

Cuidados práticos:

  • Compre malas semi-rígidas ou rígidas e leve embalagens de proteção (várias vinícolas vendem ou dão).
  • Distribua o peso. Garrafa de vinho com a embalagem pesa 1,5 kg em média. Quinze garrafas são 22,5 kg só de vinho.
  • Despache. Jamais coloque vinho na mão (não passa na inspeção, líquido acima de 100ml).
  • Considere comprar uma mala extra (wine box) específica para vinhos. Várias marcas vendem com proteção interna individual.
  • Os produtores costumam aceitar enviar pelo correio também, mas o frete internacional para o Brasil é caro e o vinho fica sujeito a tributação na chegada.

Um roteiro fechado de quatro dias

Para terminar com algo prático, aqui vai uma versão concreta:

Dia 1: Saída de Florença pela manhã, parada em San Casciano para almoço leve, chegada em Greve in Chianti no início da tarde. Caminhada pela Piazza Matteotti, parada na Antica Macelleria Falorni, sessão de degustação na Enoteca Falorni. Pernoite em Greve ou em agriturismo próximo.

Dia 2: Café da manhã sem pressa, visita agendada em vinícola de Panzano (Fontodi ou Le Cinciole) por volta das 10h30. Almoço no Cecchini com reserva. Tarde livre em Panzano, passeio pelos arredores, retorno para a hospedagem.

Dia 3: Saída para o sul, visita em Castellina de manhã (Castello di Fonterutoli ou Castellare), almoço em Castellina, tarde em Radda com caminhada pelo centro histórico e visita rápida a Volpaia. Pernoite em Radda ou agriturismo próximo.

Dia 4: Dia em Gaiole com visita ao Castello di Brolio pela manhã, almoço em Badia a Coltibuono, tarde no Castello di Ama (se conseguir agendar) ou retorno calmo até Siena para devolver o carro e seguir viagem.

É um roteiro denso, mas factível, e que dá uma visão real do Chianti Classico sem cair na armadilha do “ver tudo correndo”.

A região recompensa quem desacelera. Você vai voltar para casa com a sensação de ter ficado pouco. É assim mesmo. O Chianti não se entrega em quatro dias, nem em quatro viagens. Mas a primeira vez deixa marca para sempre.

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