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Roteiro de Viagem de Trem de Zurique a Milão

Roteiro de trem pela Suíça chegando por Zurique e terminando em Milão, com Lucerna, Interlaken, Alpes, Montreux, Bernina Express e Lago de Como em uma viagem sem carro.

Vídeo mostra como é a viagem de trem entre as duas cidades

A Suíça funciona muito bem para quem quer viajar sem alugar carro. As estações costumam ficar no centro das cidades, os horários são frequentes, as conexões fazem sentido e, na maioria dos trechos, a própria janela do trem já é parte do passeio. Para um roteiro com várias paradas, o segredo é não tentar dormir em uma cidade diferente a cada noite. Escolher boas bases deixa a viagem mais leve, especialmente quando há malas envolvidas.

A rota abaixo começa em Zurique e termina em Milão, passando por destinos muito diferentes entre si: uma cidade cosmopolita, lagos, montanhas, vilarejos alpinos, a região de Montreux e uma travessia espetacular dos Alpes rumo à Itália.

A sugestão principal é de 14 dias e 13 noites, um tempo confortável para conhecer bem sem transformar tudo em deslocamento. Quem tiver menos dias pode cortar algumas bases, mas eu evitaria reduzir demais Interlaken, Lucerna ou a parte final entre St. Moritz, Tirano e Lago de Como.

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Visão geral da rota

DiaRota ou baseNoites
1 e 2Zurique2
3 e 4Lucerna2
5 a 8Interlaken4
9 e 10Montreux2
11Zermatt1
12St. Moritz, via Glacier Express1
13Tirano e Varenna, no Lago de Como1
14Milão1

Se a ideia for uma viagem com mais calma, inclua uma noite extra em Zermatt, Varenna ou Milão. São os três lugares em que esse roteiro ganha bastante com mais tempo.


Dias 1 e 2: Zurique, chegada tranquila à Suíça

Zurique é uma porta de entrada muito prática porque o aeroporto está conectado ao centro por trem em poucos minutos. Ao desembarcar, dá para seguir direto até a estação central, a Zürich HB, e dali caminhar ou pegar bonde até o hotel.

Para uma primeira noite, vale ficar na região da estação central, na Cidade Velha ou perto do lago. A escolha depende mais do estilo da hospedagem do que da logística, porque o transporte urbano funciona bem em toda a cidade.

No primeiro dia, a melhor ideia é não lotar a agenda. Caminhe pela margem do rio Limmat, passe pela Bahnhofstrasse, entre nas ruas antigas da Altstadt e siga até o Lago de Zurique. É uma cidade organizada e bonita, mas não precisa competir com os Alpes no seu roteiro. Um dia inteiro costuma ser suficiente para sentir o clima local.

No segundo dia, há duas boas possibilidades:

  • Conhecer Zurique com calma, incluindo museus, cafés e um passeio de barco pelo lago.
  • Fazer uma escapada até Uetliberg, montanha acessível por trem urbano, para ter uma vista ampla da cidade e dos Alpes quando o tempo está aberto.

Se você chega cedo, pode usar apenas uma noite em Zurique e partir para Lucerna no dia seguinte. Ainda assim, duas noites deixam o começo menos cansativo depois de um voo internacional.


Dias 3 e 4: Lucerna, lago, pontes e montanhas

O trem entre Zurique e Lucerna leva cerca de 41 minutos, então a mudança de base é simples. Não há necessidade de acordar antes do amanhecer ou tratar o trajeto como um grande deslocamento.

Lucerna é uma das cidades mais fáceis de encaixar em uma primeira viagem à Suíça. Ela reúne centro histórico compacto, lago, montanhas acessíveis de transporte público e uma paisagem alpina muito presente. É o tipo de lugar em que caminhar sem objetivo já funciona.

No dia de chegada, faça o básico bem feito: atravesse a Kapellbrücke, a ponte de madeira com flores que virou símbolo da cidade, caminhe pela margem do lago e explore a parte antiga. No fim da tarde, Lucerna costuma ficar especialmente bonita, com os barcos no lago e a luz mudando nas montanhas.

Para o dia seguinte, escolha uma montanha, não duas. Esse é um erro comum de planejamento, porque os passeios parecem próximos no mapa, mas ocupam boa parte do dia.

As opções mais populares são:

  • Monte Rigi, com trem de cremalheira e, dependendo da rota, possibilidade de combinar barco no Lago de Lucerna.
  • Monte Pilatus, mais dramático e íngreme, indicado para quem quer uma experiência de montanha mais marcante.
  • Titlis, em Engelberg, conhecido pela altitude e pelas atrações na neve, mas exige mais tempo de deslocamento.

Para um roteiro equilibrado, o Rigi costuma encaixar melhor. A paisagem é bonita, o trajeto é agradável e o passeio não tem aquele ritmo de atração turística que consome o dia inteiro. Já o Pilatus é uma boa escolha para quem quer teleféricos e uma vista mais impactante.

Trecho de trem: Zurique para Lucerna

RotaTempo aproximadoTroca de trem
Zürich HB → Luzern41 minutosGeralmente direto

Dias 5 a 8: Interlaken como base para Lauterbrunnen e Grindelwald

O trecho de Lucerna a Interlaken já merece atenção. Há rotas rápidas e há a rota panorâmica pelo Luzern-Interlaken Express, que contorna lagos e atravessa paisagens alpinas. O tempo de viagem gira em torno de 1h50, mas vale conferir os horários ao comprar, porque alguns serviços fazem trajetos diferentes.

Interlaken não é o vilarejo alpino mais charmoso da Suíça. É uma cidade turística, com hotéis, restaurantes, lojas e bastante movimento. Ainda assim, ela funciona muito bem como base. A estação fica perto de tudo, há muitos trens e as conexões para Lauterbrunnen, Grindelwald, Jungfraujoch e outras montanhas são excelentes.

A melhor escolha é se hospedar perto da Interlaken Ost. É a estação mais útil para quem pretende circular pela região de trem.

Dia 5: chegada a Interlaken

Chegue sem pressa, deixe a bagagem no hotel e caminhe entre Interlaken Ost e Interlaken West. Se o clima estiver bom, vá até o Höhematte Park, onde é comum ver parapentes pousando com as montanhas ao fundo.

Esse dia pode ser leve. Os próximos três dias são os mais fortes do roteiro em termos de paisagem.

Dia 6: Lauterbrunnen, cachoeiras e Mürren

De Interlaken Ost a Lauterbrunnen, o trem leva cerca de 22 minutos. O vale é conhecido pelas paredes rochosas, pelas cachoeiras e por uma paisagem que parece ter sido desenhada para cartão-postal.

Lauterbrunnen é pequeno e pode ser conhecido em poucas horas, mas não vale a pena ir, tirar fotos e voltar imediatamente. Caminhe até a Staubbachfall, uma das cachoeiras mais conhecidas da região, e considere visitar a Trümmelbach Falls, cachoeiras formadas dentro da montanha. Verifique o funcionamento, pois a atração é sazonal.

Depois, siga para Mürren, vilarejo sem carros em uma encosta acima do vale. A subida é feita por teleféricos e trens, e o trajeto já é parte do passeio. Mürren tem uma vista muito bonita para o maciço de Eiger, Mönch e Jungfrau.

Se quiser uma experiência de montanha mais intensa, continue até o Schilthorn. É um dia longo, então só vale se a previsão estiver boa. Em dias de nuvens baixas, a montanha pode desaparecer completamente.

Dia 7: Grindelwald e First

O trem entre Interlaken e Grindelwald leva cerca de 35 minutos. Grindelwald tem mais estrutura, mais lojas e mais hotéis do que Lauterbrunnen, mas também está em uma posição privilegiada diante das montanhas.

Um plano equilibrado é subir para Grindelwald First. A região oferece trilhas de diferentes níveis e vistas abertas para os Alpes. Quem gosta de caminhar pode fazer a trilha até o Bachalpsee, lago alpino que reflete as montanhas quando o tempo ajuda. Não é uma caminhada difícil para quem tem preparo básico, mas exige calçado adequado e atenção à condição do clima.

Quem não quer trilha longa pode simplesmente subir, aproveitar os mirantes, almoçar com vista e voltar. Não existe obrigação de fazer todas as atrações de aventura da montanha. A paisagem por si só já justifica o passeio.

Dia 8: Jungfraujoch ou dia livre

Este é o dia para decidir entre um passeio de alta montanha ou uma programação mais tranquila.

O Jungfraujoch, conhecido como “Topo da Europa”, é muito procurado e impressionante. A experiência inclui trens de montanha, neve em boa parte do ano, mirantes e alta altitude. Por outro lado, é caro e pode ser cansativo. Não é um passeio obrigatório para todo mundo.

Vale a pena se:

  • Você nunca viu um cenário alpino de alta montanha.
  • O dia está limpo e a visibilidade promete ser boa.
  • O orçamento comporta um passeio mais caro.
  • Você não tem problemas de saúde relacionados à altitude.

Se quiser economizar, use o dia para conhecer Wengen, voltar a Lauterbrunnen com mais calma ou fazer um passeio de barco no Lago de Brienz ou no Lago de Thun. Uma viagem boa também precisa de espaço para sentar, olhar a paisagem e não fazer nada por uma hora.

Deslocamentos principais a partir de Interlaken

RotaTempo aproximadoMelhor uso
Interlaken Ost → Lauterbrunnen22 minutosVale das cachoeiras
Interlaken Ost → Grindelwald35 minutosMontanhas e trilhas
Lauterbrunnen → WengenCerca de 15 minutosVilarejo alpino
Lauterbrunnen → MürrenVaria conforme a conexãoVista elevada e Schilthorn

Dias 9 e 10: Montreux, vinhedos e o Lago de Genebra

De Interlaken a Montreux, conte com cerca de três horas de viagem, normalmente com conexão em Spiez ou outra estação no caminho. É um deslocamento maior, mas muito bonito. A mudança de cenário é clara: você sai do coração alpino e chega ao clima mais suave da região francesa da Suíça.

Montreux fica às margens do Lago de Genebra, com calçadão, palmeiras, hotéis históricos e montanhas ao fundo. É uma cidade para caminhar devagar. O ritmo é diferente de Interlaken, o que ajuda a viagem a não ficar repetitiva.

No dia de chegada, faça a caminhada à beira do lago até o Château de Chillon, castelo medieval construído sobre uma pequena ilha rochosa. Dá para chegar de ônibus, barco ou caminhando, dependendo da disposição.

No dia seguinte, reserve algumas horas para os vinhedos de Lavaux, patrimônio mundial da UNESCO. Os terraços de uvas acima do lago formam uma das paisagens mais bonitas dessa parte da Suíça. As estações de Cully, Lutry, Chexbres-Village e Saint-Saphorin ajudam a montar o passeio de trem, com trechos feitos a pé entre os vinhedos.

A região também é famosa pelo GoldenPass Belle Époque, trem com vagões em estilo clássico que sai de Montreux rumo a Zweisimmen. Não é necessário fazer o percurso inteiro se você já veio de Interlaken, mas pode ser uma boa experiência para quem gosta de trens panorâmicos e quer usar uma manhã ou tarde livre.

A viagem de Montreux a Genebra dura cerca de 1h10. Genebra pode entrar como bate-volta se houver interesse em conhecer a cidade, mas eu não colocaria uma noite extra nela neste roteiro. Há destinos mais interessantes adiante, e o calendário já está bem distribuído.


Dia 11: Zermatt, a montanha do Matterhorn

O deslocamento de Montreux até Zermatt costuma levar entre duas e três horas, dependendo da conexão. É uma viagem bem administrável e leva você de volta ao ambiente alpino.

Zermatt não tem carros convencionais. O centro é servido por veículos elétricos, táxis e transporte local, o que deixa o lugar mais silencioso do que muitas cidades turísticas. A estrela é o Matterhorn, a montanha de formato inconfundível que inspirou até embalagens de chocolate.

A regra aqui é simples: não conte com a montanha como garantida. O Matterhorn pode estar coberto por nuvens mesmo em dias que começam bonitos. Se ele aparecer, aproveite o momento.

No dia de chegada, caminhe pela vila e suba até algum ponto de observação acessível. Se tiver apenas uma noite, o ideal é dormir perto da estação para simplificar a saída do dia seguinte.

Quem puder acrescentar uma noite em Zermatt deve fazê-lo. Assim, é possível visitar o Gornergrat, um dos passeios ferroviários mais bonitos da região, sem a pressão de encaixar tudo em poucas horas.


Dia 12: Glacier Express, de Zermatt a St. Moritz

Este é o dia mais longo do roteiro, mas também um dos mais especiais. O Glacier Express liga Zermatt a St. Moritz em uma jornada panorâmica pelos Alpes suíços, passando por vales, rios, pontes e trechos de grande altitude.

Não é um trem expresso no sentido de velocidade. O nome é histórico. A viagem dura praticamente o dia todo, em torno de oito horas, e por isso deve ser planejada como experiência, não como mero transporte.

A reserva de assento é obrigatória no Glacier Express, mesmo para quem usa determinados passes ferroviários. Vale reservar com antecedência, principalmente entre junho e setembro e durante a temporada de inverno.

Leve água, algum lanche e uma camada de roupa extra. Os vagões são confortáveis, mas é um dia longo. Outra dica prática: escolha o lado da janela conforme a recomendação da operadora no momento da reserva, pois alguns trechos têm vistas melhores de um lado específico.

Ao chegar a St. Moritz, fique perto da estação ou use táxi até o hotel. Não planeje uma grande programação para a noite. Depois de um dia inteiro de trem, um jantar tranquilo e uma caminhada curta pelo lago já bastam.

Se o Glacier Express não operar na data escolhida, ou se o orçamento não comportar a experiência, é possível fazer o trajeto em trens regulares, com conexões. A paisagem continua bonita, mas a logística fica um pouco mais trabalhosa.


Dia 13: Bernina Express, Tirano e Lago de Como

A saída de St. Moritz rumo à Itália é feita pela rota do Bernina Express, uma das mais bonitas travessias ferroviárias da Europa. O trem passa por geleiras, lagos de montanha, viadutos e desce gradualmente dos Alpes suíços até a cidade italiana de Tirano.

O famoso Viaduto de Landwasser é um dos pontos mais fotogênicos da rota, enquanto o trecho próximo ao glaciar Morteratsch e ao Lago Bianco mostra um lado mais frio e aberto dos Alpes. Depois, a paisagem muda aos poucos. A vegetação fica mais mediterrânea, o idioma muda e a sensação de chegada à Itália é muito clara.

Há duas formas de fazer esse trecho:

  • Bernina Express panorâmico, com reserva obrigatória e janelas maiores.
  • Trens regionais da Rhätische Bahn, que percorrem a mesma linha com mais flexibilidade e geralmente sem reserva obrigatória.

Para quem quer facilidade, o Bernina Express é a escolha mais simples. Para quem quer parar no caminho, fazer fotos e gastar menos, os trens regionais são ótimos. A rota é a mesma em grande parte do percurso.

Ao chegar em Tirano, siga para o Lago de Como. Uma alternativa prática é pegar trem até Varenna-Esino, uma das melhores bases para quem quer conhecer o lago sem depender de carro. O caminho pode exigir troca de trem, então confira com antecedência no aplicativo da SBB ou da Trenitalia.

Varenna é menor, mais tranquila e, na minha opinião, mais confortável para dormir do que Como cidade se o foco é a paisagem do lago. A estação fica perto do centro e dos ferries, o que ajuda muito.


Dia 14: Varenna e chegada a Milão

Acorde em Varenna, caminhe à margem do lago e aproveite o começo do dia antes de seguir para Milão. Se houver tempo, use os ferries para conhecer Bellagio ou Menaggio. Bellagio é muito bonita, mas também bastante procurada. Vá cedo ou aceite que haverá mais gente, especialmente entre maio e outubro.

Depois, pegue o trem para Milano Centrale. O trajeto de Varenna a Milão costuma levar pouco mais de uma hora, dependendo do serviço escolhido.

Milão merece pelo menos uma noite, mesmo para quem está mais interessado na Suíça. A cidade é uma mudança completa de atmosfera: mais intensa, urbana, movimentada e italiana em todos os sentidos.

Ao chegar, deixe a mala no hotel e caminhe até o Duomo di Milano. A praça ganha outra energia no fim da tarde. Se tiver uma segunda noite disponível, inclua a Galleria Vittorio Emanuele II, o bairro de Brera, a região dos canais de Navigli ou uma visita ao museu da Última Ceia, que exige reserva antecipada.


Qual passe de trem vale a pena?

Não existe uma resposta única. A melhor escolha depende de quantos trechos você fará, dos passeios de montanha e do nível de flexibilidade desejado.

O Swiss Travel Pass pode ser interessante para quem vai concentrar muitos deslocamentos em dias consecutivos e pretende usar barcos, trens e parte do transporte urbano. Ele cobre a rede ferroviária suíça em muitos trajetos, mas não significa que todos os teleféricos e trens de montanha estejam totalmente incluídos. Em atrações de altitude, como Jungfraujoch, normalmente há desconto ou cobrança complementar.

O Swiss Half Fare Card costuma fazer mais sentido para quem quer pagar metade dos trajetos suíços e não terá deslocamentos ferroviários intensos todos os dias. Pode ser uma boa escolha para viajantes que pretendem fazer várias montanhas pagas.

Também existe a opção mais simples: comprar bilhetes avulsos. Ela pode funcionar se o roteiro tiver poucas viagens longas, mas, neste caso, há vários deslocamentos importantes e pelo menos dois trens panorâmicos. Faça as contas antes.

A viagem para a Itália, a partir de Tirano ou do Lago de Como, deve ser tratada separadamente. Bilhetes italianos são vendidos pela Trenitalia e por outras operadoras, dependendo do trecho.

Para conferir horários atualizados e comprar os trajetos suíços, use o aplicativo ou site da SBB. Para a rota do Glacier Express, veja as regras e reservas no site oficial do Glacier Express. Já o Bernina Express e os trens regionais da região são operados pela Rhätische Bahn.


Dicas práticas para fazer esse roteiro sem carro

A primeira é escolher hotéis perto das estações. Na Suíça, isso costuma valer mais do que uma hospedagem ligeiramente mais bonita, mas isolada. Carregar mala em ruas inclinadas, subir escadas e depender de táxi pode tirar boa parte da leveza de uma viagem ferroviária.

A segunda é baixar o aplicativo da SBB antes de embarcar. Ele mostra plataformas, conexões, eventuais alterações e até a ocupação estimada de alguns trens. É muito confiável, mas mudanças operacionais acontecem, especialmente em períodos de obras ou clima severo.

A terceira é não reservar todos os trens domésticos com antecedência. Nos trens regulares suíços, o bilhete geralmente não exige reserva de assento. Você pode embarcar em outros horários no mesmo dia quando a tarifa permitir. Já os panorâmicos, como Glacier Express e Bernina Express, seguem regras próprias e normalmente exigem reserva.

Também vale levar pouca bagagem. A Suíça é prática, mas há plataformas, conexões e escadas. Uma mala média com rodinhas boas e uma mochila pequena tornam tudo mais simples.

Por fim, deixe espaço para o clima. As montanhas são o ponto alto da viagem, mas também são a parte mais imprevisível. Se estiver hospedado quatro noites em Interlaken, você ganha margem para trocar Jungfraujoch, First, Lauterbrunnen e Mürren de acordo com a previsão. Essa flexibilidade faz uma diferença enorme.

Esse roteiro funciona porque a viagem avança de forma natural: começa em uma grande cidade suíça, entra nos lagos e Alpes, passa por regiões de língua alemã e francesa, cruza paisagens ferroviárias memoráveis e termina na energia de Milão. Tudo de trem, sem a preocupação de dirigir em estradas de montanha, estacionar em cidades caras ou adaptar o roteiro ao carro.

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