Quanto se Gasta com Passeios nas Ilhas Maldivas?

Guia completo sobre quanto custa fazer passeios nas Maldivas, com valores em dólares para snorkeling, mergulho, sandbanks, ilhas desertas, jantares românticos, passeios de barco e pacotes para diferentes perfis de viajante.

Foto de Asad Photo Maldives: https://www.pexels.com/pt-br/foto/28843913/

Quem chega nas Maldivas pensando que basta deitar no bangalô e olhar para o mar costuma mudar de ideia no primeiro dia. A vontade de entrar na água, de ver o que tem por baixo dela, de pegar um barco até uma ilha deserta e voltar com a memória cheia bate forte. E aí surge a pergunta que ninguém gosta de fazer durante a viagem, mas que precisa ser feita antes dela: quanto custa, na prática, fazer passeios nesse país?

A resposta curta é que depende muito de onde você está hospedado. Os mesmos passeios, com o mesmo cenário e quase a mesma estrutura, podem custar três, quatro, às vezes cinco vezes mais quando contratados dentro de um resort do que quando comprados em uma ilha local. Essa diferença é uma das coisas que mais surpreende quem viaja pela primeira vez. E entender como funciona essa lógica ajuda a planejar o orçamento sem levar susto.

Vale lembrar de um detalhe que vai aparecer em todos os preços: nas Maldivas, a maioria dos valores anunciados não inclui taxa de serviço de dez por cento e o GST, o imposto local sobre bens e serviços, que hoje gira em torno de dezesseis por cento para o setor turístico. Ou seja, um passeio anunciado por cem dólares pode chegar perto de cento e trinta na hora de pagar. Esse acréscimo é padrão, ninguém escapa, e melhor já contar com ele desde o começo.

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Snorkeling: o passeio mais barato e mais comum

O snorkeling é, sem dúvida, a atividade mais popular do país. As águas cristalinas, a temperatura constante em torno de vinte e oito graus, a visibilidade que costuma ultrapassar vinte metros e a quantidade de vida marinha tornam quase obrigatório passar boa parte do dia com máscara e nadadeiras.

Em ilhas locais, como Maafushi, Dhiffushi ou Dhigurah, o snorkeling em barco compartilhado costuma sair entre vinte e cinco e cinquenta dólares por pessoa, dependendo do destino e do tempo de passeio. Esse valor geralmente cobre o transporte, o equipamento básico e a parada em dois ou três pontos diferentes. Costuma incluir também tentativas de avistar tartarugas, pequenos tubarões de recife e arraias.

Em resorts, o mesmo passeio sai bem mais caro. Saídas de snorkeling em grupo organizadas pelo hotel ficam, em média, entre setenta e cento e cinquenta dólares por pessoa. Quando o passeio envolve barco maior, café da manhã a bordo ou guia particular, o valor passa facilmente de duzentos.

Existe ainda o snorkeling de casa, que costuma ser gratuito quando a ilha do resort tem house reef bom. Alguns hotéis emprestam o equipamento sem cobrar, outros alugam por valores entre cinco e quinze dólares por dia. Para quem viaja muito a esse tipo de destino, vale levar máscara e snorkel próprios, porque pagam-se em dois ou três dias.

Mergulho com tubarão-baleia

Esse é um dos passeios mais procurados das Maldivas, principalmente no atol Ari Sul, onde o tubarão-baleia aparece o ano inteiro. Existem operadoras saindo de Dhigurah, Dhangethi e Maamigili, e também de Maafushi em viagens mais longas.

Saindo de uma ilha local próxima, como Dhigurah, o passeio de dia inteiro com snorkeling com tubarão-baleia, parada em sandbank e em algum ponto adicional de mergulho fica entre setenta e cento e vinte dólares por pessoa. Inclui geralmente almoço a bordo, equipamento e algumas paradas extras.

Saindo de Maafushi, que é mais distante, o passeio sobe para algo entre cento e vinte e cento e oitenta dólares por pessoa, com o dia inteiro de barco. Não há garantia de avistamento, ainda que a região tenha índice de sucesso alto. Se o tubarão não aparece, o que é raro mas acontece, algumas operadoras oferecem desconto em uma segunda tentativa, e outras não. Vale perguntar antes.

Saindo de resort, esse mesmo passeio pode passar de trezentos dólares por pessoa, e em alguns hotéis chega a quatrocentos.

Mergulho com arraia-manta

Outro encontro marcante das Maldivas, especialmente entre maio e novembro, na temporada da Hanifaru Bay, no atol Baa. A baía é Reserva da Biosfera da Unesco, com regras rígidas: só pode entrar de snorkeling, sem cilindro, com tempo limitado de permanência e em horários definidos por ranger.

Saindo de Dharavandhoo, ilha local dentro do atol Baa, o passeio fica entre sessenta e cento e vinte dólares por pessoa. Inclui taxa de entrada na reserva, que ronda vinte dólares, mais o transporte de barco e o equipamento.

Saindo dos resorts do Baa, o mesmo passeio passa fácil de duzentos e cinquenta dólares e em alguns hotéis chega a quatrocentos. A vantagem é que muitos desses resorts têm barcos próprios e equipe de biólogos a bordo, o que torna a experiência mais informativa.

Fora da Hanifaru, é possível encontrar mantas em outros pontos do país, como o atol Ari, em formação de cleaning station. Esses mergulhos ficam, em geral, entre setenta e cento e cinquenta dólares por pessoa em ilhas locais, e entre cento e cinquenta e duzentos e cinquenta dólares em resorts.

Mergulho com cilindro

Para quem tem certificação de mergulho, as Maldivas são um dos destinos mais queridos do mundo. Os pontos cobrem desde recifes rasos para iniciantes até paredões e canais de correnteza para mergulhadores experientes.

Em ilhas locais, um mergulho avulso com cilindro custa em média entre cinquenta e oitenta dólares, equipamento incluído. Pacotes de cinco mergulhos saem entre duzentos e duzentos e oitenta. Pacotes de dez ficam entre trezentos e quinhentos dólares, dependendo do operador.

Em resorts, os preços disparam. Um mergulho avulso fica entre cento e vinte e duzentos dólares, e os pacotes seguem proporcionalmente caros. Em alguns hotéis premium, dez mergulhos passam dos mil dólares.

Quem nunca mergulhou pode fazer batismo, conhecido como discover scuba diving. O preço gira entre cento e cinquenta e duzentos e cinquenta dólares em ilhas locais, e entre duzentos e cinquenta e quatrocentos em resorts. Curso completo de Open Water, que dá certificação internacional, custa entre trezentos e cinquenta e seiscentos dólares em ilhas locais, e mais que o dobro em resorts.

Sandbank: o passeio que vira foto

Sandbank é aquele banco de areia que aparece sozinho no meio do mar, sem vegetação, sem nada além de areia branca e água azul em volta. Visitar um deles é praticamente obrigatório, e o passeio costuma ser combinado com snorkeling.

Saindo de ilha local, o sandbank com almoço picnic e parada de snorkeling fica entre quarenta e oitenta dólares por pessoa em barco compartilhado. Em barco privado para grupo pequeno, o valor sobe para entre cento e cinquenta e trezentos dólares por barco, dependendo do tamanho.

Em resort, o passeio para sandbank costuma vir como excursão privada e fica entre duzentos e quinhentos dólares por casal. Alguns hotéis incluem champanhe e arrumação especial, com almofadas, mesa e sombra montada na areia, e aí o valor passa fácil de seiscentos dólares.

Ilha deserta com piquenique

Outra modalidade clássica é a visita a uma ilha desabitada para passar o dia. As Maldivas têm centenas dessas ilhas, algumas pequenas como uma quadra, outras maiores com vegetação fechada e praia em todos os lados.

Saindo de ilha local, o passeio em grupo com almoço incluído fica entre cinquenta e cem dólares por pessoa. Saindo de resort, o mesmo passeio em formato privado passa de quatrocentos dólares por casal e pode chegar facilmente a setecentos quando inclui montagem de mesa, churrasco e equipe de garçom esperando.

Pesca tradicional e pesca grande

A pesca é parte importante da cultura maldiviana, e os passeios pegam uma carona nesse aspecto local. Existem dois formatos principais.

A pesca de fim de tarde, conhecida como sunset fishing, é mais relaxada. Sai pouco antes do pôr do sol, dura cerca de duas a três horas, com linha de mão e iscas simples. Em ilha local, fica entre trinta e sessenta dólares por pessoa. Em resort, entre cento e cinquenta e duzentos e cinquenta dólares.

A pesca de profundidade, chamada de big game fishing, é uma operação completamente diferente. Saída de barco maior, dia inteiro, equipamento profissional, alvo em peixes grandes como atum, dourado, marlim. Os preços partem de quinhentos dólares por barco em ilhas locais e passam de mil e quinhentos em resorts, com viagens de meio dia ou dia inteiro.

Cruzeiros ao pôr do sol

O passeio de fim de tarde em barco tradicional, o dhoni, é outro clássico. Em ilha local, custa entre vinte e cinquenta dólares por pessoa e dura cerca de uma hora e meia. Costuma incluir parada para nadar, observação de golfinhos quando aparecem, e a vista do sol caindo sobre o oceano.

Em resort, o mesmo passeio fica entre cem e duzentos e cinquenta dólares por pessoa em barco compartilhado, e entre quatrocentos e setecentos dólares quando é privado. Alguns resorts oferecem o sunset cruise com champanhe, que costuma cobrar valor adicional ou já vir embutido em pacotes mais caros.

Passeios de submarino e atividades aquáticas motorizadas

Em Malé existe o Whale Submarine, um passeio de submarino real, que desce a cerca de quarenta metros de profundidade e mostra a vida marinha sem necessidade de mergulho. O ingresso fica em torno de cento e vinte dólares por adulto. É uma curiosidade interessante para quem viaja com família e quer ver coral sem precisar entrar na água.

Atividades motorizadas como jet ski, banana boat, parasailing, fly board e seabob estão presentes na maioria dos resorts e em algumas ilhas locais. Os preços variam bastante:

AtividadeDuraçãoPreço Médio em ResortPreço Médio em Ilha Local
Jet ski30 minUS$ 100 a US$ 180US$ 50 a US$ 90
Parasailing15 minUS$ 120 a US$ 200US$ 70 a US$ 110
Banana boat20 minUS$ 60 a US$ 100US$ 30 a US$ 50
Fly board30 minUS$ 180 a US$ 280US$ 90 a US$ 140
Seabob30 minUS$ 100 a US$ 180US$ 60 a US$ 100
Stand up paddle1 horaUS$ 30 a US$ 50US$ 10 a US$ 25
Caiaque1 horaUS$ 25 a US$ 40gratuito a US$ 15

Em alguns resorts, especialmente os que trabalham com pacote all-inclusive premium, atividades não motorizadas como caiaque, paddle, snorkeling e windsurf são gratuitas. Vale conferir antes, porque isso pode pesar no orçamento total.

Spa: a despesa silenciosa que pode estourar a conta

Spa nas Maldivas é parte da experiência, especialmente em resorts. E aqui mora um cuidado importante. Os preços são altos, e quem não checa antes acaba descobrindo só na hora.

Uma massagem de sessenta minutos em resort fica, em média, entre cento e oitenta e trezentos e cinquenta dólares. Tratamentos completos, como rituais de duas horas, passam fácil de quinhentos dólares. Em ilhas locais, é possível encontrar massagem por valores entre cinquenta e cem dólares, mas a estrutura é mais simples.

Alguns resorts incluem créditos de spa em pacotes promocionais ou em estadias longas. Esse tipo de benefício, quando aparece, costuma valer a pena.

Jantares românticos e experiências gastronômicas

Outra categoria de passeio que aparece nas Maldivas é a gastronômica. Os resorts oferecem jantares privados na praia, jantares em sandbank, em barco e até dentro de cabanas suspensas no meio da vegetação.

Um jantar romântico privado em praia, com mesa montada, garçom exclusivo e menu de várias etapas, custa entre quatrocentos e mil dólares por casal. Em sandbank, com transporte de barco e estrutura completa, passa fácil de mil e duzentos dólares.

Restaurantes submarinos, como o Ithaa, do Conrad Rangali, e o 5.8 Undersea, do Hurawalhi, ficam entre os mais caros do país. Almoço no Ithaa custa em torno de trezentos a quatrocentos dólares por pessoa, e o jantar passa de seiscentos. Não é apenas refeição, é experiência. E precisa ser reservado com antecedência.

Aulas, certificações e cursos rápidos

Quem fica vários dias em uma mesma ilha pode aproveitar para fazer cursos curtos. Aulas de cozinha maldiviana, em ilhas locais, ficam entre quarenta e oitenta dólares por pessoa. Cursos de yoga em resort variam de vinte a cinquenta dólares por aula avulsa, e algumas redes oferecem retiros completos com valores que partem de mil dólares por pacote.

Cursos de fotografia subaquática, observação de plâncton, biologia marinha e identificação de corais aparecem em resorts mais sofisticados, com valores entre cinquenta e duzentos dólares por sessão.

Quanto separar para passeios em uma viagem real

Olhando o quadro inteiro, dá para montar algumas faixas que costumam funcionar bem como referência de orçamento.

Para uma viagem de sete dias em ilha local, fazendo dois ou três passeios principais, como mergulho com tubarão-baleia, sandbank, snorkeling em pontos próximos e talvez uma saída de pesca ao pôr do sol, vale separar entre trezentos e quinhentos dólares por pessoa só com atividades. Quem mergulha com cilindro pode acrescentar mais duzentos a quatrocentos dólares.

Para uma viagem semelhante em resort, com dois ou três passeios contratados pelo hotel, o orçamento mínimo de passeios sobe para algo entre mil e dois mil dólares por pessoa. Adicionando jantares românticos, spa e atividades motorizadas, fica fácil chegar em três mil ou mais.

Para quem combina ilha local com resort em uma mesma viagem, o que é uma estratégia inteligente, vale fazer os passeios mais caros, como mergulhos e excursões de dia inteiro, na parte da ilha local, e reservar o resort para descanso, gastronomia, spa e experiências exclusivas que só fazem sentido nesse formato.

Dicas práticas para gastar menos sem perder experiência

Algumas escolhas reduzem o gasto com passeios sem comprometer a viagem. Comprar passeios diretamente com operadoras locais, e não pelo balcão do hotel, costuma cortar trinta a cinquenta por cento do preço, mesmo quando você está hospedado em resort. Isso só vale, claro, em ilhas onde existe esse tipo de operação independente. Em ilhas privadas, todos os passeios são exclusivos do hotel.

Combinar passeios em pacotes também ajuda. Várias operadoras em Maafushi e em ilhas do Ari oferecem combos de três, quatro ou cinco passeios com desconto considerável em relação a comprar avulso.

Levar o próprio equipamento de snorkel é outra economia simples. Máscara, snorkel e par de nadadeiras podem custar quarenta a cem dólares no Brasil, e se pagam em poucos dias na viagem. Roupa de neoprene fina é útil em mergulhos longos.

Negociar diretamente com as guesthouses, especialmente fora de alta temporada, costuma render passeios incluídos no pacote sem custo adicional. Snorkeling no recife próximo, transporte para a bikini beach e até saídas de barco em grupo já entram em algumas hospedagens como cortesia.

E vale, sempre, perguntar o que está incluído antes de fechar. Equipamento, almoço, água, taxas de área de proteção, transporte. Em passeio que parece barato e depois cobra cada item à parte, o valor final acaba surpreendendo.

O que costuma valer cada centavo

Tirando o orçamento da conversa por um momento, alguns passeios costumam ser citados como aqueles que ninguém se arrepende de ter feito. Snorkeling em sandbank ao amanhecer, com poucas pessoas e mar liso. Manhãs em Hanifaru Bay na temporada das mantas. Mergulho noturno com tubarões em pontos especializados. Jantar à beira-mar em ilha deserta. Vôo de hidroavião em si, mesmo que seja apenas o transporte para o resort, já entra na lista das experiências marcantes.

Tudo somado, dá para viver as Maldivas com orçamento bem variado. Existe quem faça uma semana inteira gastando menos de mil dólares com passeios e quem gaste isso em um único jantar. As duas viagens são possíveis, e nenhuma é mais certa do que a outra. O segredo está em saber, antes de embarcar, qual é o tipo de experiência que faz sentido para você, e onde vale colocar o dinheiro que foi tão bem guardado para chegar até esse pedaço de Oceano Índico.

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