Guia Prático Para Visitar Reiquiavique
Cercada por montanhas, geleiras e paisagens vulcânicas, Reiquiavique é a capital mais ao norte do mundo e a porta de entrada perfeita para as maravilhas naturais da Islândia, e este guia prático mostra como aproveitar cada momento.

Guia prático para visitar Reiquiavique: o que fazer, onde comer e como explorar a capital da Islândia
Reiquiavique é uma cidade como nenhuma outra. Essa frase pode soar como exagero de folheto, mas quem chega ali entende rápido o que ela significa. Com o cenário magnífico de montanhas ao fundo e a localização junto ao litoral sudoeste da Islândia, a capital abraça aquele clima em constante mudança que é, ele próprio, parte da experiência de visitar este destino. O tempo muda, e muda de novo. Faz parte.
Vou organizar aqui o que considero essencial para quem está montando o roteiro. A cidade tem seus encantos, mas o grande segredo de Reiquiavique é que ela funciona como base para explorar tudo o que está ao redor. E é aí que a mágica realmente acontece.
Uma capital diferente de tudo
Reiquiavique é um polo cultural para quem quer mergulhar na história islandesa e também conhecer o lado moderno do país. A variedade de museus agrada a praticamente todos os gostos. Tem a Settlement Exhibition, o Saga Museum, a National Gallery of Iceland, a exposição Whales of Iceland e ainda o Reykjavik Museum of Photography. Ou seja, nunca falta um lugar para se refugiar nos dias de chuva, e acredite, eles vão acontecer.
Essa, aliás, é uma dica prática importante: tenha sempre um plano para dias chuvosos. Os museus cumprem esse papel muito bem.
O que comer: da ousadia ao conforto
Aqui o roteiro fica divertido, sobretudo para quem gosta de experimentar.
Para começar pelo seguro, vá atrás de um bom peixe com batata frita no Reykjavik Fish Restaurant, ali junto ao porto. Outra parada que vale demais é a barraquinha Bæjarins Beztu Pylsur, famosa pelo cachorro-quente. Pode parecer simples, mas é um clássico absoluto da cidade.
Agora, se você estiver com espírito aventureiro, é a chance de provar as iguarias mais tradicionais da Islândia. Estamos falando do tubarão fermentado, o hákarl, da sopa de cordeiro, a kjötsúpa, e do peixe seco, o harðfiskur. Não são para qualquer paladar, eu sei. Mas faz parte de entender o país de verdade.
| Onde comer | O que pedir |
|---|---|
| Reykjavik Fish Restaurant | Peixe com batata frita |
| Bæjarins Beztu Pylsur | Cachorro-quente |
| Cozinha tradicional | Hákarl, kjötsúpa, harðfiskur |
| Reykjavik Roasters | Café artesanal |
Para o café, a parada certa é o Reykjavik Roasters. Um café expertamente preparado que deixa uma impressão duradoura, do tipo que você lembra depois da viagem.
Atenção ao orçamento: a Islândia é cara
Não tem como adoçar essa parte. A Islândia pesa no bolso, e fazer compras por ali pode vir acompanhado de uma etiqueta de preço salgada. Por isso, vale ficar atento e buscar as boas oportunidades sempre que possível, esticando cada moeda ao máximo.
Uma ferramenta que recomendo de olhos fechados é o app AppyHour. Ele mostra a lista de todos os pubs e restaurantes que estão com happy hour rolando a qualquer momento. Numa cidade onde a bebida é cara, isso faz diferença real no orçamento.
A famosa Blue Lagoon e a alternativa esperta
Você não pode visitar Reiquiavique sem mergulhar os pés numa piscina geotérmica para relaxar e aliviar os músculos cansados. A popular Blue Lagoon fica a apenas 50 minutos de carro do centro e custa por volta de 70 libras, algo em torno de 95 dólares por pessoa.
Mas se o orçamento estiver apertado, existe uma alternativa amigável ao bolso: procure as piscinas públicas da cidade. A Vesturbæjarlaug é um ótimo exemplo, onde você curte águas termais em diferentes temperaturas por meras 6 libras, algo como 8 dólares na entrada para adultos. É uma experiência igualmente islandesa, só que muito mais barata.
Reiquiavique como base: o melhor está lá fora
Aqui está o coração do guia. Trate a capital como ponto de partida para explorar o resto do país, porque a maioria das atrações da Islândia pode ser acessada por meio de excursões organizadas ou alugando um carro.
O Círculo Dourado
Reserve um dia para explorar o Golden Circle, um roteiro que reúne algumas das maravilhas naturais mais espetaculares da Islândia. Entre os destaques está o deslumbrante Thingvellir National Park, que quando visitado durante a temporada de neve é verdadeiramente um cenário de inverno encantado. No trajeto você também encontra o Gullfoss, uma cachoeira imensa que despenca de um penhasco e fica visível ao fundo num dia limpo. E há ainda geleiras majestosas, cachoeiras gigantescas e gêiseres em erupção esperando por você.
A aurora boreal
Um passeio para ver a aurora boreal é praticamente obrigatório. Normalmente dura de quatro a cinco horas. E aqui vai um lembrete que considero essencial: não esqueça a câmera para capturar o espetáculo de cores natural em todo o seu esplendor. Comprar as fotos depois, pelo seu operador de turismo, costuma ser uma opção, mas registrar você mesmo tem outro valor.
Informações essenciais para a viagem
| Informação | Detalhe |
|---|---|
| País | Islândia |
| Moeda | Coroa islandesa (kr) |
| Fuso horário | UTC |
| Melhor época | Maio a setembro |
A melhor época para visitar vai de maio a setembro, justamente por causa das horas extras de luz do dia. Mais claridade significa mais tempo para explorar tudo o que a ilha oferece.
E uma dica de planejamento que não dá para ignorar: reserve o passeio de aurora boreal logo no início da viagem. Assim, se o tempo não colaborar em alguma noite, você ainda tem margem para remarcar sem perder a chance.
Sites úteis para planejar
- grapevine.is
- icelandtravel.is
- local-iceland-tours.com
Um último conselho
Vale registrar um dado que diz muito sobre a Islândia: o número de turistas que visita o país todo ano supera em seis vezes a população real da ilha. Isso evidencia o quanto a fama do lugar é justa e o quanto ele virou um destino para não ficar de fora. Também explica por que é tão importante planejar com antecedência e reservar os passeios mais concorridos cedo.
A cena por ali é culturalmente rica, com muito a oferecer para adultos e crianças explorarem. Mas o que fica de verdade é aquela sensação de pequenez diante de uma natureza grandiosa. As montanhas ao fundo, o clima que muda a cada hora, as luzes dançando no céu.
Reiquiavique não é uma cidade que você visita pela cidade em si. É uma porta de entrada. E poucos lugares no mundo abrem para uma paisagem tão impressionante quanto essa.