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Destinos de Viagem Imperdíveis na Croácia

O Mar Adriático é absurdamente azul. Não é força de expressão de guia turístico. É um azul que parece editado, daqueles que fazem você piscar algumas vezes ao desembarcar num ferry qualquer entre Split e Hvar, tentando entender se aquilo é real. A Croácia é exatamente assim: uma sucessão de paisagens que parecem construídas para um filme, mas estão ali, sólidas, desde muito antes de qualquer câmera existir.

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O país tem pouco mais de 56 mil quilômetros quadrados, o equivalente ao estado da Paraíba, mas com uma costa recortada que se estende por 1.777 quilômetros de extensão continental, com 5.835 quilômetros de litoral total quando se contam as ilhas. São 1.244 ilhas, ilhotas e recifes espalhados pelo Adriático, dos quais apenas cerca de 50 são habitados de forma permanente. Em 2025, a Croácia recebeu 21,8 milhões de turistas, um recorde histórico. O país adotou o euro em janeiro de 2023 e no mesmo dia entrou para o Espaço Schengen, o que facilitou enormemente a vida de quem chega de outros países europeus.

A questão não é se a Croácia merece estar no seu radar. A questão é por onde começar. E é sobre isso que este texto trata.

Dubrovnik: a cidade que desafia o tempo

Dubrovnik é daqueles lugares que parecem ter um acordo secreto com o tempo. As muralhas que circundam a cidade velha foram erguidas entre os séculos XII e XVII e resistiram a terremotos, cercos e à guerra mais recente, nos anos 1990. Caminhar por elas é a primeira coisa que todo visitante deveria fazer. São 1.940 metros de percurso, com torres, fortalezas e mirantes que oferecem ângulos diferentes da cidade e do mar a cada curva.

A melhor estratégia é chegar às oito da manhã, quando as bilheterias abrem. Em julho e agosto, as muralhas recebem multidões a partir das dez, e os cruzeiros que atracam no porto despejam milhares de passageiros de uma vez só. O ingresso custa 35 euros por adulto em 2026 (cerca de 190 reais na cotação atual) e inclui também a entrada na Fortaleza de Lovrijenac, aquela que aparece em Game of Thrones como a Fortaleza Vermelha de Porto Real.

Aliás, Game of Thrones transformou Dubrovnik. Para o bem e para o mal. As ruas de mármore do centro histórico — que brilham de tanto serem pisadas ao longo de séculos — viraram cenário de Porto Real. Os tours temáticos pipocaram, as lojas de souvenirs abraçaram dragões e tronos de ferro, e o fluxo de visitantes aumentou de forma irreversível. Mas a essência da cidade continua lá. À noite, quando os cruzeiros partem e as excursões voltam para os hotéis, o centro velho recupera uma atmosfera quase intimista. As vielas laterais, longe da Stradun, a rua principal, têm restaurantes familiares com mesas na calçada, luz amarelada e frutos do mar grelhados na hora.

Dois programas que entregam mais do que prometem: o teleférico até o monte Srđ, com vista panorâmica que vai das muralhas até as ilhas Elafiti, e o barco de 15 minutos até a ilha de Lokrum, um paraíso de pinheiros, pavões soltos e enseadas para nadar. Lokrum é uma reserva natural onde não se pode pernoitar. O último barco sai às 18h no verão, e perder esse horário significa dormir com os pavões.

Split e o palácio que virou cidade

Split não é uma cidade que tem um palácio romano. Split é um palácio romano que virou cidade. O Palácio de Diocleciano foi construído entre os anos 295 e 305 d.C. para servir de residência de aposentadoria do imperador romano. Tinha 30 mil metros quadrados, muralhas de até 25 metros de altura e quatro portões monumentais. Depois que Diocleciano morreu, o palácio ficou abandonado por séculos. Até que, no século VII, habitantes da cidade vizinha de Salona, fugindo de invasões, se abrigaram dentro das muralhas. Começaram a construir casas, igrejas, lojas. O palácio virou cidade.

Hoje, caminhar por Split é atravessar camadas de história sem perceber. As ruelas estreitas do centro são as antigas vias do palácio. O peristilo, a praça central com colunas de mármore e esfinges egípcias trazidas por Diocleciano, ainda é o coração da cidade. Bares, cafés, lojas e apartamentos ocupam espaços que já foram quartos imperiais, salas do trono e depósitos.

A Catedral de São Dômnio ocupa o que originalmente era o mausoléu de Diocleciano. O imperador perseguiu cristãos durante seu reinado e, séculos depois, seus restos foram removidos do mausoléu e o espaço foi consagrado como catedral dedicada a São Dômnio, um dos mártires que o próprio Diocleciano mandou executar. A ironia histórica é perfeita.

A Riva, o calçadão à beira-mar, funciona como sala de estar coletiva. Dezenas de palmeiras alinhadas, bancos de pedra, barcos ancorados e uma sucessão de cafés que ficam lotados do fim da tarde até tarde da noite. É dali que saem os ferries para as ilhas. Split é o principal hub de transporte marítimo do país.

As ilhas: um país dentro do país

A Croácia tem ilhas para todos os gostos. Hvar é a mais famosa — e também a mais dividida entre opiniões. A cidade de Hvar tem um porto elegante, uma fortaleza espanhola no alto da colina com vista para as ilhas Pakleni e um ambiente que transita entre o sofisticado e o festivo. À noite, os bares e clubes à beira-mar atraem um público jovem e internacional. De dia, barcos particulares levam às ilhas Pakleni, um arquipélago de enseadas de água cristalina, praias de pedra e restaurantes isolados.

Mas Hvar é muito mais do que a cidade portuária. Alugar uma scooter ou um carro pequeno e cruzar a ilha revela campos de lavanda, vinhedos, vilarejos de pedra como Vrboska e Jelsa, e praias que não aparecem nos guias. Stari Grad, na costa norte, é uma das cidades mais antigas da Europa, fundada por gregos em 384 a.C. A planície agrícola de Stari Grad, com seu sistema de parcelamento de terra que remonta à colonização grega, é Patrimônio Mundial da UNESCO.

Brač tem o Zlatni Rat, o Chifre de Ouro, uma das praias mais fotografadas do Mediterrâneo. É uma ponta de areia e seixos brancos que avança mar adentro perto da cidade de Bol, mudando ligeiramente de forma conforme os ventos e as correntes. A praia em si não é de areia fina — é de seixos, como quase todas na Croácia –, mas a água é absurdamente transparente e o formato é único. Chegue cedo no verão: o estacionamento custa 20 euros por dia, e as vagas somem antes das dez da manhã.

Korčula é frequentemente chamada de mini-Dubrovnik. A cidade velha ocupa uma península minúscula, toda murada, com um traçado em espinha de peixe que canaliza naturalmente a brisa do mar. A catedral de São Marcos domina o centro. E há uma suposta casa de Marco Polo, o navegador veneziano que, segundo a tradição, teria nascido ali. Historiadores sérios debatem se é verdade ou não, mas a cidade abraçou a lenda.

Vis é diferente de tudo. Foi base militar do exército iugoslavo até 1989 e ficou fechada para estrangeiros durante décadas. Esse isolamento preservou a ilha de um jeito quase intocado. Hoje, Vis atrai viajantes que fogem do turismo de massa. A praia de Stiniva, uma enseada escondida com entrada estreita entre falésias, foi eleita a melhor praia da Europa em 2016 e a fama trouxe mais gente, mas ainda é um lugar que exige esforço para chegar: uma trilha íngreme de 15 minutos ou um táxi-boat.

Mljet é a ilha do silêncio. Um terço da ilha é parque nacional, com dois lagos salgados conectados ao mar por um canal estreito. No meio do lago maior há uma ilhota com um mosteiro beneditino do século XII. Dá para alugar caiaques, bicicletas e passar o dia explorando as trilhas que circundam os lagos. É um lugar para desacelerar completamente.

Os Lagos de Plitvice: algo que não se descreve direito

O Parque Nacional dos Lagos de Plitvice é o parque nacional mais antigo da Croácia, declarado em 1949, e Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1979. Ocupa quase 300 quilômetros quadrados de floresta e água no interior do país, entre Zagreb e Zadar. E é, com folga, o espetáculo natural mais impressionante do país.

São 16 lagos dispostos em cascata, conectados por cachoeiras e divididos em dois conjuntos: os lagos superiores e os inferiores. A água tem uma coloração que vai do azul-turquesa ao verde-esmeralda, dependendo da luz, dos minerais dissolvidos e dos organismos que habitam os lagos. Passarelas de madeira serpenteiam sobre a água, permitindo caminhar literalmente por cima dos lagos. Peixes nadam sob os pés. Cachoeiras despencam ao lado, algumas com mais de 70 metros de queda.

O parque oferece percursos de diferentes durações. O programa completo leva de cinco a seis horas e combina caminhada, barco elétrico entre os lagos e veículo panorâmico no trecho final. Em 2026, o ingresso de alta temporada (de junho a setembro) custa 40 euros por adulto até as 16h e 25 euros depois desse horário. Crianças de 7 a 18 anos pagam 15 euros. É imprescindível comprar online com antecedência no verão. O parque limita o número diário de visitantes, e quem chega sem ingresso arrisca ficar de fora.

A melhor época para Plitvice é maio e setembro, quando o fluxo de visitantes é menor e o clima ainda está agradável. Em outubro, o outono pinta a floresta de tons dourados e vermelhos, e o parque ganha uma atmosfera ainda mais mágica. No inverno, as cachoeiras congelam parcialmente, as passarelas podem ser interditadas por causa do gelo e o parque opera com restrições. Mas quem tem sorte de visitar num dia de sol com neve se depara com um cenário que não cabe em fotografia nenhuma.

Dica prática: leve água, protetor solar e um lanche. Há restaurantes dentro do parque, mas são caros e ficam superlotados no verão. Use calçado confortável e antiderrapante. As passarelas podem ficar molhadas com o spray das cachoeiras.

Krka: as cachoeiras onde ainda se pode nadar

O Parque Nacional de Krka fica na Dalmácia central, perto de Šibenik, e é frequentemente comparado a Plitvice. A comparação é compreensível, mas os dois parques são experiências diferentes. Krka tem sete cachoeiras distribuídas ao longo do rio de mesmo nome, sendo Skradinski buk a mais espetacular: um conjunto de quedas d’água que se espalham por quase 800 metros de largura, formando piscinas naturais entre as rochas.

Durante anos, o grande diferencial de Krka em relação a Plitvice era a possibilidade de nadar nas águas do parque. Em Skradinski buk, as piscinas naturais ao pé das cachoeiras eram abertas ao banho. A partir de 2021, a natação foi proibida em Skradinski buk para preservar o ecossistema, mas ainda é permitida em áreas designadas em outras partes do parque, como na região de Roški slap.

O parque também tem um patrimônio histórico interessante: a ilhota de Visovac, no meio do rio, abriga um mosteiro franciscano do século XV com uma biblioteca e uma coleção de arte sacra. Há ruínas de fortalezas medievais, moinhos restaurados e uma rede de trilhas e ciclovias que somam 388 quilômetros.

Krka fica a menos de uma hora de carro de Split, o que o torna um bate-volta perfeitamente viável. O ingresso de alta temporada custa cerca de 30 euros. Assim como Plitvice, é aconselhável comprar com antecedência.

A Ístria: a Croácia que parece Itália

A península da Ístria, no noroeste do país, é um pedaço da Croácia que parece ter sido importado da Toscana ou do Vêneto. A influência italiana está em toda parte: na arquitetura veneziana, nos nomes bilíngues das cidades, no dialeto local e na gastronomia que mistura frutos do mar com massas, trufas e azeite de oliva.

Rovinj é a joia da Ístria. O centro histórico ocupa uma península oval que avança sobre o Adriático, com casas coloridas de fachadas venezianas, vielas de paralelepípedo e uma basílica dedicada a Santa Eufêmia no topo, cujo campanário de 60 metros é uma réplica em escala reduzida do campanário de São Marcos, em Veneza. Subir os degraus de madeira até o topo custa 5 euros e entrega a melhor vista da região. Ao entardecer, a luz dourada sobre os telhados vermelhos e o mar cria um dos cenários mais fotogênicos do país.

Pula fica no extremo sul da Ístria e guarda um dos anfiteatros romanos mais bem preservados do mundo. A Arena de Pula foi construída no século I d.C. e tinha capacidade para 23 mil espectadores. Hoje ainda recebe concertos e o festival de cinema da cidade. Caminhar pela arena, descer aos corredores subterrâneos e pisar na areia onde gladiadores lutaram é uma experiência que rivaliza com o Coliseu de Roma, com a vantagem de ter uma fração dos visitantes. O ingresso custa entre 12 e 18 euros.

Motovun é o mais famoso dos vilarejos de colina da Ístria. Uma muralha medieval circunda o topo de um morro que se ergue sobre o vale do rio Mirna, uma região de florestas de carvalho que produzem algumas das trufas mais valorizadas do mundo. Motovun em si é pequena: uma rua principal que sobe até a praça central, algumas vielas laterais, um campanário veneziano. O que faz o lugar especial é a paisagem ao redor e a gastronomia. Restaurantes da região servem pratos com trufas negras e brancas a preços que, embora elevados, ainda são mais acessíveis do que na Itália ou na França. Há excursões de caça às trufas com cães treinados, experiências que mostram como funciona a busca por esse ingrediente que vale ouro.

Grožnjan, a poucos quilômetros de Motovun, é um vilarejo de artistas com galerias, estúdios e uma atmosfera boêmia que lembra certas vilas do interior francês. No verão, concertos de música clássica e jazz ocupam as praças e igrejas.

Zadar e o órgão que toca com o mar

Zadar é uma cidade de 3.000 anos que combina ruínas romanas, igrejas medievais, arquitetura modernista e duas instalações contemporâneas que viraram símbolo da cidade.

O Órgão do Mar é uma obra do arquiteto Nikola Bašić instalada no calçadão à beira-mar. Tubos embutidos sob os degraus de mármore produzem sons quando as ondas empurram o ar através deles. O resultado é uma melodia aleatória, hipnótica, que muda conforme a intensidade do mar. As pessoas sentam nos degraus, às vezes por horas, ouvindo o mar tocar. Ao lado, a Saudação ao Sol é um círculo de painéis solares no chão que acumulam energia durante o dia e criam um show de luzes à noite.

Apesar dessas atrações modernas, Zadar mantém uma alma antiga. A Igreja de São Donato, cilíndrica, do século IX, é um dos exemplos mais importantes da arquitetura pré-românica na Europa. O Fórum Romano ao lado, do século I a.C., tem colunas e pedras espalhadas pela praça. O centro histórico fica numa península pequena, perfeitamente caminhável.

Zadar também é ponto de partida para visitar o Parque Nacional de Kornati, um arquipélago de 89 ilhas, ilhotas e recifes que formam um dos labirintos marítimos mais impressionantes do Mediterrâneo. As ilhas são em grande parte desabitadas, áridas e estranhamente belas. O acesso é exclusivamente de barco, e os passeios são vendidos em agências de Zadar ou de Šibenik.

Zagreb: a capital que muitos ignoram

Muita gente chega à Croácia pelo aeroporto de Zagreb e pega imediatamente a estrada para o litoral. É compreensível: o Adriático exerce um magnetismo difícil de resistir. Mas Zagreb merece pelo menos um dia e meio. A cidade se divide em duas partes: a Cidade Alta, medieval, com ruas de paralelepípedo, a Catedral de Zagreb com suas torres góticas e a Igreja de São Marcos com seu telhado de telhas coloridas com os brasões da Croácia, da Dalmácia e da Eslavônia; e a Cidade Baixa, com avenidas largas, parques em formato de ferradura e arquitetura austro-húngara.

O Museu dos Relacionamentos Terminados é uma das atrações mais originais do país. Foi criado por um casal que terminou o relacionamento e decidiu expor objetos que representassem histórias de amor fracassadas. Hoje tem contribuições do mundo inteiro: cartas, vestidos de noiva, machados, próteses, bilhetes. Ganhou o prêmio de museu mais inovador da Europa em 2011.

O Dolac, o mercado central ao ar livre, funciona todas as manhãs e é o melhor lugar para sentir o pulso cotidiano da cidade. Barracas de frutas, verduras, queijos, presuntos, flores. As senhoras de vermelho — as kumice — vendem produtos que elas mesmas cultivam nos arredores.

Informações práticas para planejar sua viagem

A Croácia adotou o euro em 1º de janeiro de 2023. A cotação em julho de 2026 gira em torno de R$ 6,20 por euro. Levar euros em espécie é útil para pequenas compras em mercados e vilarejos, mas cartões são amplamente aceitos em hotéis, restaurantes e estabelecimentos turísticos.

A melhor época para visitar é junho e setembro. O clima está quente o suficiente para nadar (média de 22 a 26 graus na água), o fluxo de turistas é menor do que em julho e agosto, e os preços de hospedagem são mais razoáveis. O pico de julho e agosto é intenso em Dubrovnik, Split e Hvar, e as temperaturas podem passar dos 35 graus.

Para brasileiros, não é necessário visto para estadias de até 90 dias dentro do Espaço Schengen (do qual a Croácia faz parte desde 2023). É preciso ter passaporte com validade de pelo menos três meses após a data prevista de saída.

A melhor forma de explorar o país é alugando um carro. As estradas são boas, as distâncias são administráveis (a viagem mais longa, de Dubrovnik a Zagreb, leva cerca de seis horas) e a liberdade de parar em enseadas isoladas, vilarejos de pedra e mirantes não sinalizados é parte essencial da experiência. O único ponto de atenção é a faixa de território da Bósnia e Herzegovina que corta a costa dálmata em Neum, entre Split e Dubrovnik. São cerca de 20 quilômetros com controle de fronteira. A Ponte de Pelješac, inaugurada em 2022, contorna esse trecho e conecta diretamente o território croata, mas o pedágio custa cerca de 5 euros.

Para quem prefere transporte público, ônibus e catamarãs conectam as principais cidades e ilhas. Os ferries entre Split e as ilhas operam de maio a outubro e esgotam nos meses de verão: reservar com alguns dias de antecedência é prudente.

Um orçamento realista para um casal em viagem confortável (hotéis de categoria média, refeições em restaurantes, aluguel de carro e ingressos para atrações) gira em torno de 150 a 250 euros por dia no verão. É possível gastar menos ficando em guesthouses, cozinhando algumas refeições e viajando na baixa temporada. É possível gastar muito mais em hotéis cinco estrelas e restaurantes estrelados, especialmente em Dubrovnik e Hvar.

A Croácia não é um destino barato como era há 15 anos. A entrada no euro trouxe um ajuste de preços para cima. Mas ainda oferece uma relação custo-benefício melhor do que destinos equivalentes como a costa amalfitana na Itália ou as ilhas gregas mais badaladas. E a combinação de mar cristalino, cidades medievais perfeitamente preservadas, parques naturais de beleza incomum, gastronomia que vai da trufa ao peixe grelhado na brasa e uma infraestrutura turística que funciona sem ser invasiva é algo que poucos países no mundo conseguem reunir num território tão compacto.

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