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A Melhor Época Para Visitar a Rota 66 nos Estados Unidos

A melhor época para visitar a Rota 66 é a primavera, de abril a junho, e o outono, de setembro a outubro. Veja o clima, os eventos e os cuidados em cada mês.

A melhor época para visitar a Rota 66 é a primavera, de abril a junho, e o outono, de setembro a outubro. Veja o clima, os eventos e os cuidados em cada mês

A melhor época para visitar a Rota 66 costuma ser entre abril e junho ou entre setembro e outubro, quando o clima fica mais equilibrado de Chicago até Santa Monica. Só que essa resposta curta esconde uma coisa importante: a estrada atravessa oito estados, três fusos horários, planícies, montanhas e deserto. O tempo que faz em Illinois numa manhã de abril não tem nada a ver com o que você vai encontrar no Mojave na mesma semana.

É por isso que escolher o mês da viagem pesa tanto. Ele define se você vai pegar neve em Flagstaff, calor de mais de 40 graus na Califórnia, tempestade de primavera em Oklahoma ou aquele céu azul perfeito para fotografar o Cadillac Ranch. Define também quanto vai pagar no hotel e se aquele motel histórico com letreiro de neon vai estar aberto ou fechado.

Não existe mês perfeito para a estrada inteira. Existe o mês que combina melhor com o que você quer viver nela. E entender isso antes de comprar a passagem evita muita frustração.

Por que o clima muda tanto ao longo da estrada

São quase 4 mil quilômetros de estrada. Isso, por si só, já explica bastante. Mas não é só a distância.

A Rota 66 começa no Meio-Oeste americano, numa região de clima continental, com inverno muito frio e verão quente e úmido. Depois passa pelas Grandes Planícies, em Oklahoma, Kansas e no norte do Texas, uma área aberta, sujeita a ventos fortes, tempestades e tornados. Em seguida sobe para o planalto do Novo México e do Arizona, onde a altitude muda tudo. E termina atravessando o deserto de Mojave antes de chegar ao litoral do Pacífico, que tem clima ameno quase o ano inteiro.

A altitude é o detalhe que pega muita gente de surpresa. Albuquerque fica a cerca de 1.500 metros acima do nível do mar. Gallup, perto dos 2 mil. Flagstaff passa dos 2.100 metros, cercada de pinheiros. Williams também está bem alta. Essas cidades podem ter neve forte no inverno e noites frias até na primavera, enquanto poucas horas depois, já descendo para a Califórnia, o termômetro dispara.

Então, quando alguém pergunta qual é a melhor época, a pergunta certa seria outra: qual época tem menos extremos ao longo de todo o caminho? E aí a primavera e o outono saem na frente.

Primavera: de abril a junho

O clima na primavera

A primavera no hemisfério norte vai de março a junho, mas para a Rota 66 o período mais gostoso começa lá por meados de abril. Em março, Chicago ainda pode ter frio forte e até neve. A partir de abril, as temperaturas sobem em Illinois e no Missouri, a paisagem fica verde e os dias vão ficando mais longos.

No Texas, no Novo México e no Arizona, abril e maio costumam trazer dias agradáveis, com sol forte e noites frescas. Nas regiões altas, como Flagstaff e Williams, ainda dá para pegar frio pela manhã e à noite, e uma nevada tardia em abril não é impossível. No Mojave, abril e maio ainda são suportáveis. Junho já começa a esquentar bastante por lá.

Para quem atravessa a estrada inteira, maio é frequentemente apontado como um dos meses mais equilibrados. Nem frio demais no começo, nem calor absurdo no fim.

A temporada de tornados nas planícies

Agora, um ponto que precisa ser dito sem rodeio. A primavera é também a época de maior atividade de tornados nas Grandes Planícies. Oklahoma, Kansas e o norte do Texas ficam na região conhecida como Tornado Alley. O pico costuma acontecer em maio, mas abril e junho também têm tempestades fortes.

Isso não quer dizer que a viagem vira um filme de catástrofe. A grande maioria dos viajantes passa por ali sem ver tornado nenhum. Mas tempestades com granizo, raios e ventania são comuns, e é preciso saber como agir.

O básico é acompanhar a previsão do tempo todos os dias, prestar atenção nos alertas que chegam ao celular e entender a diferença entre os dois avisos principais. O “tornado watch” significa que as condições estão favoráveis para formação de tornado na região. O “tornado warning” significa que um tornado foi avistado ou detectado por radar, e aí é hora de procurar abrigo em construção firme, de preferência num cômodo interno, longe de janelas. Carro não é lugar seguro durante um tornado.

Muitos hotéis e postos dessas regiões têm orientações de abrigo. Perguntar na recepção onde fica o local mais seguro do prédio é uma atitude normal por lá.

Eventos que animam a primavera

A primavera também é quando a estrada começa a acordar depois do inverno. Pequenos negócios reabrem, motéis históricos voltam a funcionar em horário cheio e várias cidades organizam eventos.

No Arizona, a Route 66 Fun Run é um encontro tradicional de carros antigos que acontece no fim de abril ou começo de maio, percorrendo o trecho entre Seligman e a região de Topock, passando por Kingman. A associação que organiza o evento foi fundada justamente com a ajuda de Angel Delgadillo, o barbeiro de Seligman que lutou para salvar a rota no estado.

Em Illinois, o Red Carpet Corridor costuma acontecer no começo de maio, com várias cidadezinhas da rota entre Joliet e Towanda promovendo feiras, vendas de garagem e atrações ao longo da estrada.

As datas mudam um pouco de um ano para outro, então vale conferir no site oficial de cada evento antes de fechar o roteiro.

Vantagens e desvantagens da primavera

O lado bom é claro: clima mais equilibrado, paisagem verde no leste, deserto ainda tranquilo no oeste, preços menores que no auge do verão e menos gente nas atrações mais famosas, principalmente em abril e no começo de maio.

O lado menos bom são as tempestades nas planícies, a possibilidade de frio nas regiões altas e o fato de que, perto do fim de maio, o movimento começa a crescer. O Memorial Day, feriado americano que cai na última segunda-feira de maio, marca o início não oficial do verão por lá. Nesse fim de semana prolongado, hotéis e atrações enchem.

Verão: de junho a agosto

O calor que muda o ritmo da viagem

O verão é a época mais procurada para viajar pela Rota 66. Não é difícil entender o motivo. As escolas americanas estão de férias, os dias são longos e tudo está aberto. Para muitos americanos, a road trip de verão é quase uma tradição de família.

Mas o verão tem um custo: o calor. Em Chicago e St. Louis, os dias de julho costumam ser quentes e abafados, com umidade alta. Em Oklahoma e no Texas, o calor também é forte. E no deserto de Mojave, na Califórnia, a coisa fica séria. Needles, cidade por onde a rota entra no estado, é conhecida como um dos lugares mais quentes dos Estados Unidos, e temperaturas acima de 45 graus não são raras em julho. Barstow e Amboy, mais adiante, também ficam muito quentes.

Nesse período, atravessar o Mojave exige planejamento. Tanque cheio, água sobrando no carro, ar-condicionado funcionando bem e, de preferência, saída bem cedo, antes de o sol ganhar força. Fazer a trilha do Amboy Crater, por exemplo, no meio da tarde em julho é uma péssima ideia. O próprio órgão federal que administra a área recomenda evitar trilhas nas horas mais quentes do verão.

O alívio das regiões altas

Existe um contraponto curioso no verão. Enquanto o deserto ferve, Flagstaff e Williams ficam bem mais frescas por causa da altitude. Os dias costumam ser agradáveis e as noites, frias. Muita gente que mora em Phoenix sobe para Flagstaff justamente para fugir do calor.

Isso faz do norte do Arizona um bom lugar para descansar um ou dois dias no meio da viagem de verão. Dá para visitar o Grand Canyon, que na borda sul também fica numa altitude elevada, e recuperar as energias antes de encarar o trecho final até a Califórnia.

As monções do Arizona e do Novo México

O verão no sudoeste americano tem outro fenômeno que pouca gente conhece antes de viajar: as monções. Oficialmente, o Serviço Nacional de Meteorologia considera a temporada de monções do Arizona entre 15 de junho e 30 de setembro. Na prática, as tempestades ficam mais frequentes a partir de julho.

Elas costumam acontecer à tarde. O dia amanhece limpo, as nuvens crescem depois do almoço e, de repente, vem uma chuva forte com raios, rajadas de vento e às vezes granizo. Depois, tudo passa e o céu fica lindo de novo. Isso cria pores do sol impressionantes, mas também traz riscos.

O primeiro é a inundação repentina, a chamada flash flood. Leitos de rio que parecem secos podem encher em minutos. A orientação oficial americana é clara: nunca atravesse um trecho alagado de carro. O lema usado pelas autoridades é “Turn Around, Don’t Drown”.

O segundo risco são as tempestades de poeira, que podem reduzir a visibilidade a quase nada. O departamento de transportes do Arizona orienta a sair da pista o máximo possível, desligar todas as luzes do carro, puxar o freio de mão e tirar o pé do pedal do freio, para que outros motoristas não sigam suas luzes achando que você está andando.

O terceiro são os raios. No Grand Canyon, por exemplo, os mirantes ficam expostos, e o parque recomenda sair das áreas abertas quando começa a trovejar.

Lotação e preços altos

O verão é alta temporada, e isso aparece em tudo. Os motéis históricos mais famosos, como o Blue Swallow em Tucumcari, o Wigwam em Holbrook e o La Posada em Winslow, ficam lotados com antecedência. O Grand Canyon recebe multidões, o estacionamento perto dos mirantes enche cedo e as filas aumentam.

Os preços de hotel sobem, assim como o aluguel de carro. A taxa de devolução em outra cidade, aquela que aparece quando você pega o carro em Chicago e entrega em Los Angeles, também tende a ficar mais alta quando a demanda está forte.

O feriado de 4 de julho, Dia da Independência, é um dos momentos de maior movimento do ano. Tem fogos, festas e muita gente na estrada. Se a viagem cair nessa data, reservar tudo antes é obrigatório.

E as férias de julho dos brasileiros?

Aqui está um dilema comum. Muitos brasileiros só conseguem viajar em julho, por causa das férias escolares. É totalmente possível fazer a Rota 66 nessa época, só que com alguns ajustes.

Vale começar a dirigir cedo, fazer as atividades ao ar livre de manhã e no fim da tarde, usar as horas mais quentes para museus e lugares com ar-condicionado e não programar dias de direção longos demais. Também ajuda reservar hotel, carro e vôos com bastante antecedência, porque julho coincide com o auge das férias americanas.

Um lado bom do verão: os dias são longos. Em junho e julho, o sol se põe tarde, e isso dá mais horas de luz para dirigir e parar nas atrações.

Outono: de setembro a início de novembro

O clima mais agradável do ano para muita gente

Se a primavera divide o pódio, o outono provavelmente é a estação preferida de quem conhece a Rota 66 a fundo. A partir de meados de setembro, o calor do verão vai diminuindo, as tempestades das planícies ficam menos frequentes e o deserto volta a ser tolerável.

Em setembro, ainda faz calor em boa parte do caminho, principalmente no começo do mês e no Mojave. Mas em outubro o equilíbrio fica muito bom. Chicago e St. Louis têm dias frescos, o Texas e o Novo México ficam agradáveis e o norte do Arizona tem manhãs frias e tardes ensolaradas.

Novembro é um mês de transição. A primeira metade ainda pode ser boa, mas o frio chega com força ao Meio-Oeste e às regiões altas. Neve em Flagstaff em novembro acontece com certa frequência.

As cores das árvores no Missouri e em Illinois

Um bônus do outono são as cores. Em outubro, as árvores do Meio-Oeste mudam de tom, indo do verde ao amarelo, laranja e vermelho. Na região dos Ozarks, no Missouri, por onde a rota passa perto de Devil’s Elbow, Cuba e Lebanon, a paisagem fica muito bonita. O pico das cores costuma ocorrer entre meados e o fim de outubro, variando um pouco a cada ano conforme o clima.

No Arizona, os álamos das montanhas perto de Flagstaff também ficam dourados no fim de setembro e começo de outubro. É um espetáculo que pouca gente associa ao estado.

O Albuquerque International Balloon Fiesta

Outubro também é o mês de um dos maiores eventos da estrada. O Albuquerque International Balloon Fiesta acontece todo ano no início de outubro e dura nove dias. É considerado o maior festival de balões do mundo, com centenas de balões subindo ao mesmo tempo nas primeiras horas da manhã.

É uma experiência linda, mas tem um preço. Durante o festival, os hotéis de Albuquerque ficam caríssimos e lotam com meses de antecedência. Se o seu roteiro passar por lá nessa época e você não quer o festival, vale dormir em outra cidade. Se quer o festival, reserve o quanto antes.

O centenário da Rota 66

Em 11 de novembro de 2026, a Rota 66 completa 100 anos. A data marca o dia em que o sistema numerado de rodovias federais dos Estados Unidos foi oficialmente aprovado, em 1926.

Ao longo de 2026, estados e cidades da rota organizaram festivais, exposições, encontros de carros antigos e celebrações. Tulsa, em Oklahoma, a cidade de Cyrus Avery, conhecido como “Pai da Rota 66”, tem papel de destaque nas comemorações. Com a data se aproximando, o movimento nos destinos mais famosos aumentou, e hospedagens históricas estão mais disputadas que o normal.

Quem está pensando em viajar nas próximas semanas precisa reservar o que puder com urgência. E quem vai mais adiante pode se beneficiar do clima de celebração que deve continuar por um tempo em muitas cidades, com murais novos, placas restauradas e atrações renovadas.

Outros eventos de outono

Em setembro, Springfield, em Illinois, costuma receber o Route 66 Mother Road Festival, com exposição de carros antigos, música e comida, no centro da cidade. Vários outros encontros de carros e festas locais acontecem ao longo da rota entre setembro e outubro, aproveitando o clima bom.

O Labor Day, feriado da primeira segunda-feira de setembro, marca o fim não oficial do verão nos Estados Unidos. No fim de semana prolongado, a estrada ainda fica movimentada. Depois dele, o fluxo de famílias cai bastante, porque as aulas recomeçam. Esse é um dos melhores momentos para pegar a estrada com menos gente e clima ainda quente.

Vantagens e desvantagens do outono

O outono tem clima equilibrado, paisagens coloridas, menos turistas que no verão e quase tudo ainda aberto. Também tem dias razoavelmente longos em setembro, embora em outubro e novembro escureça mais cedo.

A desvantagem é que, conforme o outono avança, algumas atrações pequenas começam a reduzir horário, e as regiões altas podem ter as primeiras nevadas. Além disso, eventos como o festival de balões e o centenário criam picos de procura e preço em datas específicas.

Outro detalhe: o horário de verão americano termina no primeiro domingo de novembro. A partir daí, o sol se põe ainda mais cedo, e o dia de direção fica mais curto.

Inverno: de dezembro a março

Frio forte e neve em vários trechos

O inverno é a época mais difícil para fazer a Rota 66 inteira. Chicago tem frio intenso, com temperaturas abaixo de zero e vento gelado vindo do lago Michigan. Neve é comum. Missouri e Illinois também enfrentam frio forte, gelo nas estradas e, às vezes, tempestades de neve.

Nas planícies, o vento pode ser cortante, e nevascas ocasionais acontecem em Oklahoma e no Panhandle do Texas. Amarillo, por exemplo, pode ter dias muito frios. No Novo México e no Arizona, as regiões altas recebem neve com frequência. Flagstaff é uma das cidades com mais neve no sudoeste americano, e a Interstate 40 na região chega a ter fechamentos temporários em tempestades fortes.

Dirigir na neve exige experiência. Para a maioria dos brasileiros, que não está acostumada com isso, é um risco real. Gelo na pista, a chamada black ice, é quase invisível e muito perigoso, principalmente em pontes e viadutos, que congelam primeiro.

Atrações e motéis fechados

Outro ponto importante no inverno é o funcionamento da estrada. Muitas atrações da Rota 66 são negócios pequenos, familiares, que dependem do turismo. Na baixa temporada, alguns reduzem horário, abrem só em certos dias da semana ou fecham por algumas semanas. Alguns motéis históricos também fecham ou funcionam de forma limitada.

O Thanksgiving, Dia de Ação de Graças, cai na quarta quinta-feira de novembro. Nesse dia, muitos restaurantes, lojas e atrações fecham. O Natal e o Ano Novo também alteram horários. Antes de pegar a estrada, confirme o funcionamento de cada parada importante.

Vantagens que pouca gente considera

Mesmo assim, o inverno não é só problema. Os preços de hospedagem caem bastante em muitas cidades, a estrada fica vazia e as atrações que estão abertas recebem poucos visitantes. Ver o Grand Canyon coberto de neve, com pouca gente nos mirantes, é uma imagem lindíssima. A borda sul do parque funciona o ano inteiro, mas algumas estradas internas podem fechar temporariamente depois de nevascas.

E o deserto de Mojave, que no verão é um forno, fica agradável no inverno durante o dia, embora as noites esfriem bastante.

Uma estratégia possível para quem só tem férias nesse período é fazer apenas o trecho oeste da rota, entre Albuquerque e Los Angeles, evitando o Meio-Oeste mais gelado. Mesmo assim, é preciso acompanhar a previsão para as regiões altas do Novo México e do Arizona.

Um passeio mês a mês pela estrada

Para facilitar o planejamento, vale olhar como cada mês costuma se comportar, lembrando que o clima varia de ano para ano.

Janeiro e fevereiro

Os meses mais frios. Neve e gelo são comuns em Illinois, Missouri, nas planícies e nas regiões altas do Arizona e do Novo México. Muitas atrações operam com horário reduzido. Não é recomendado para quem quer percorrer a rota inteira, a não ser que tenha experiência com direção na neve.

Março

Ainda frio no leste e nas montanhas, com chance de neve. No sul da rota, os dias começam a melhorar. É um mês de transição, e algumas atrações vão reabrindo aos poucos.

Abril

Começa a ficar bom. O Meio-Oeste esquenta, o deserto está agradável e os preços ainda são razoáveis. As tempestades de primavera começam a aparecer nas planícies. Pode haver frio e até neve tardia em Flagstaff.

Maio

Um dos meses mais equilibrados para a estrada inteira. Clima bom na maior parte do caminho, dias longos e tudo funcionando. Atenção às tempestades e tornados em Oklahoma, Kansas e Texas, que têm seu pico nessa época. O fim do mês fica mais movimentado por causa do Memorial Day.

Junho

O verão começa. O calor aumenta, principalmente no Texas e no Mojave. As férias escolares americanas começam e o movimento cresce. Ainda é um mês bom para quem tolera calor e quer dias longos.

Julho e agosto

Auge do calor e da lotação. Mojave muito quente, monções no Arizona e no Novo México com tempestades à tarde, preços altos e atrações cheias. Ótimo para quem quer tudo aberto e não se importa com o calor.

Setembro

Depois do Labor Day, o movimento cai bastante. O calor diminui ao longo do mês, mas ainda pode ser forte no começo. Excelente escolha para quem quer menos gente e clima ainda de verão.

Outubro

Para muitos viajantes, o melhor mês. Temperaturas agradáveis, cores de outono no Missouri e em Illinois, deserto tranquilo e o festival de balões em Albuquerque. As noites ficam frias nas regiões altas.

Novembro

A primeira metade ainda pode ser boa, mas o frio chega. Em 2026, o mês tem o atrativo especial do centenário, no dia 11. Atenção ao Thanksgiving e ao fim do horário de verão, que encurta os dias.

Dezembro

Frio, dias curtos e chance de neve em vários trechos. Clima de Natal nas cidades, com decorações bonitas, mas atrações com horário limitado.

A melhor época para cada tipo de viajante

Para quem vai fazer a rota inteira pela primeira vez

Maio, setembro e outubro são as apostas mais seguras. O clima é equilibrado de ponta a ponta, as atrações estão abertas e o movimento não é tão pesado quanto no verão.

Para quem viaja com crianças

O verão é a escolha natural por causa das férias, e as crianças costumam adorar paradas como a Blue Whale de Catoosa, o Cadillac Ranch, os burros de Oatman e os lugares ligados ao filme Carros. Só é preciso redobrar o cuidado com o calor, a hidratação e o tempo de carro por dia. Para famílias brasileiras, julho funciona, desde que o roteiro seja montado com calma.

Para quem quer economizar

Fim de abril, início de maio, a partir de meados de setembro e o mês de outubro, fora das datas de eventos, costumam ter preços melhores que o verão. O inverno é ainda mais barato, mas com as limitações de clima e funcionamento.

Para quem ama fotografia

O outono é imbatível pelas cores e pela luz mais baixa. As monções do verão também rendem céus dramáticos e pores do sol incríveis no Arizona e no Novo México. E o neon de Tucumcari, de Albuquerque e de Kingman fica lindo em qualquer época, desde que você esteja lá depois do anoitecer.

Para quem quer fazer só um trecho

Quem vai fazer apenas o trecho do oeste, entre Albuquerque e Santa Monica, tem mais flexibilidade. Primavera e outono são ótimos, o inverno é possível com atenção à neve nas regiões altas, e o verão exige cuidado com o calor do Mojave.

Quem vai fazer só o trecho do leste, entre Chicago e Oklahoma, deve evitar o inverno mais rigoroso e ficar atento às tempestades da primavera. O fim do verão e o outono costumam ser excelentes.

O clima estado por estado

Illinois e Missouri

Verões quentes e úmidos, invernos frios e com neve. Primavera bonita, mas chuvosa. Outono com cores lindas, especialmente em outubro.

Kansas e Oklahoma

Calor forte no verão, frio e vento no inverno. Primavera com tempestades fortes e risco de tornados, principalmente em maio. Outono costuma ser estável e agradável.

Texas

O Panhandle tem verões quentes e secos, com muito vento, e invernos que podem ser surpreendentemente frios, com nevascas ocasionais. Primavera e outono são as melhores épocas para Amarillo e arredores.

Novo México

Clima seco, com grande diferença de temperatura entre dia e noite por causa da altitude. Verão com tempestades de monção à tarde. Inverno frio, com neve nas partes mais altas. Outubro é especialmente bonito em Albuquerque e Santa Fé.

Arizona

Dois mundos. O norte, com Flagstaff e Williams, é alto e tem invernos com neve e verões agradáveis. O oeste do estado, perto de Kingman e Oatman, é bem mais quente. O verão tem monções. Lembre que a maior parte do Arizona não adota horário de verão, enquanto a Nação Navajo, dentro do estado, adota.

Califórnia

O Mojave é extremamente quente no verão e agradável no inverno durante o dia. Já Santa Monica tem clima ameno o ano inteiro. No começo do verão, o litoral costuma ter manhãs nubladas, um fenômeno que os moradores chamam de “June Gloom”.

Dicas para planejar a viagem na época certa

Defina primeiro a direção da viagem

O sentido tradicional é de Chicago para Santa Monica. Nesse caso, se você viaja no fim da primavera, vai pegar um clima agradável no começo e um calor crescente no fim. Se viaja no outono, o leste vai estar fresco e bonito e o oeste, mais tolerável. Pensar na data de passagem por cada região ajuda a ajustar o roteiro.

Reserve com antecedência nas datas fortes

Verão, feriados americanos, o festival de balões de Albuquerque e as datas próximas ao centenário exigem reserva antecipada. Isso vale para hotel, carro e vôos. Motéis históricos com poucos quartos são os primeiros a lotar.

Compre os vôos em formato multidestinos

Para quem sai do Brasil, o formato mais prático é chegar por Chicago e voltar por Los Angeles, num vôo multidestinos. Assim você não precisa refazer o caminho. Os preços dos vôos variam bastante conforme a temporada, e julho e dezembro costumam ser períodos de procura alta saindo do Brasil.

Confira o funcionamento das atrações

Muitas atrações da Rota 66 são pequenas e mudam horário conforme a estação. Antes de sair, confira site ou redes sociais de cada uma. Essa simples checagem evita chegar e encontrar a porta fechada.

Acompanhe a previsão todos os dias

Na estrada, olhar a previsão do tempo deveria ser tão automático quanto abastecer. Aplicativos de clima e os alertas de emergência que chegam ao celular nos Estados Unidos ajudam bastante. Em caso de tempestade forte, neve ou alerta de tornado, mudar o plano do dia é sempre a melhor decisão.

Ajuste o horário de direção ao clima

No verão, saia cedo e evite dirigir no deserto nas horas mais quentes. No inverno, evite dirigir à noite, quando o gelo se forma com mais facilidade. Em qualquer época, dirigir com luz do dia nas áreas rurais diminui o risco de animais na pista.

Monte a mala pensando em várias estações

Mesmo viajando em maio ou outubro, leve roupas para frio e calor. Uma manhã em Flagstaff pode estar perto de zero grau e a tarde em Kingman passar dos 25. Casaco leve, camadas de roupa, protetor solar, óculos escuros e chapéu são básicos. Na primavera e no verão, uma capa de chuva também faz sentido.

Não esqueça os documentos

Independentemente da época, brasileiros precisam de passaporte válido e visto americano de turista. Para dirigir, a CNH brasileira válida costuma ser aceita, e a Permissão Internacional para Dirigir, emitida pelo Detran, é recomendada. Um bom seguro viagem com cobertura médica é fundamental, porque atendimento de saúde nos Estados Unidos é muito caro.

O tempo certo é aquele que respeita a estrada

Olhando o ano inteiro, maio, setembro e outubro aparecem como as escolhas mais equilibradas para percorrer a Rota 66 de ponta a ponta. São meses com clima ameno na maior parte do caminho, estrada funcionando a todo vapor e movimento mais tranquilo do que no verão.

Mas a viagem não precisa acontecer só nessas janelas. O verão tem dias longos e energia de férias. O inverno tem preços baixos, estrada vazia e um Grand Canyon coberto de neve. A primavera tem paisagens verdes e o outono, cores que parecem pintadas à mão. Cada estação mostra uma versão diferente da mesma estrada.

O segredo é saber o que esperar e se preparar para isso. Quem entende o clima de cada trecho, reserva com antecedência nas datas mais disputadas e deixa espaço no roteiro para mudar de plano quando o tempo virar consegue aproveitar a Rota 66 em praticamente qualquer mês. E aí a estrada faz o resto.

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