5 Hospedagens de Conforto Real na Puglia e no Entorno

Cinco hospedagens de conforto real na Puglia e no entorno: Masseria Torre Coccaro e Masseria San Domenico em Savelletri di Fasano, o resort Borgo Egnazia, o Palazzo Margherita de Francis Ford Coppola em Bernalda e as grutas do Sextantio Le Grotte della Civita em Matera, com o que cada uma entrega e para quem funciona.

Palazzo Margherita

Antes de falar dos hotéis, uma correção necessária

A lista que circula por aí mistura endereços, e vale esclarecer isso de saída, porque muda o planejamento do roteiro.

Masseria Torre Coccaro, Masseria San Domenico e Borgo Egnazia estão na Puglia, todas na mesma faixa de litoral entre Fasano e Savelletri, praticamente vizinhas. Isso é uma informação prática valiosa e volto a ela mais adiante.

Palazzo Margherita não fica em Martina Franca. Fica em Bernalda, na Basilicata, e não é hotel boutique de centro histórico de cidade pugliesa. É um palazzo do século 19 restaurado por Francis Ford Coppola.

Le Grotte della Civita também não está na Puglia. Está em Matera, igualmente na Basilicata, dentro dos Sassi.

Isso não invalida nada. Matera e Bernalda ficam a pouco mais de uma hora de Bari e entram em quase todo roteiro sério da região. Só é bom saber onde você vai dormir de verdade antes de fechar o carro e as distâncias.

Vou falar das cinco, porque as cinco valem, mas com o mapa correto na mão.

O que é uma masseria e por que isso importa

Antes de entrar nos nomes, um contexto que ajuda a entender o que você está comprando.

A masseria é a antiga fazenda fortificada da Puglia. Nasceram entre os séculos 15 e 17, muitas delas como estrutura de defesa contra incursões pelo mar, com torre, muro grosso, pátio interno e capela. Em volta, olival. Não olival decorativo: oliveiras de centenas de anos, algumas milenares, retorcidas, que são parte da identidade visual da região.

Quando essas propriedades foram convertidas em hospedagem, a partir dos anos 1990 e sobretudo nos anos 2000, criaram um tipo de hotel que não existe em outro lugar da Itália nos mesmos termos. Pedra calcária branca, teto abobadado, pátio, piscina, horta própria, cozinha baseada no que a propriedade planta.

É por isso que a Puglia virou destino de hospedagem, não só de passeio. Em muitas viagens ali, o hotel é uma das atrações.

E é por isso que vale pagar por isso pelo menos algumas noites, mesmo que o resto da viagem seja mais simples. Alternar dois ou três dias numa masseria com o resto em cidade é uma estratégia que funciona bem para o bolso e para a experiência.

1. Masseria Torre Coccaro, em Savelletri di Fasano

Essa é a que mais gente cita quando pergunta qual masseria escolher, e tem razão de ser.

A propriedade nasceu como casale fortificado no século 16, com a torre de vigia que dá nome ao lugar. Hoje é um hotel cinco estrelas de gestão familiar, com cerca de 44 quartos, o que a coloca numa escala interessante: grande o suficiente para ter estrutura de resort, pequena o suficiente para não parecer hotel de rede.

A distribuição dos quartos é a parte mais charmosa. Alguns estão na antiga casa da fazenda, outros dentro da torre, outros sob os tetos abobadados, e há quartos escavados na rocha calcária, sendo que um deles abre para um pomar de laranjeiras com piscina privativa. Várias suítes e vilas têm piscina própria.

O spa foi instalado nas grutas naturais da propriedade, que é uma característica geológica da região. É um Aveda Spa, com piscina interna, banho turco, jacuzzi, sauna e uma linha de tratamentos com azeite de oliva da própria fazenda, o que localmente chamam de olivetherapy. Também tem academia e aulas de yoga.

A cozinha se baseia numa fazenda orgânica no terreno, e há duas frentes gastronômicas: o restaurante instalado no antigo estábulo e o do beach club, esse último com peixe e sushi.

Falando de praia: os hóspedes têm acesso a dois beach clubs, o Coccaro Beach e o Le Palme Beach, com serviço de shuttle. Isso resolve um problema real da região, que é o acesso ao mar quando você está hospedado no campo.

Tem ainda campo de golfe de 9 buracos na propriedade, centro equestre para cavalgada pelo campo e uma escola de cozinha que inclui aulas de pizza, de mozzarella e visita ao mercado de peixe e de verduras da região. Essa última parte é o que costuma render as melhores lembranças da viagem, mais do que a piscina.

A masseria é membro da Small Luxury Hotels of the World e tem reconhecimento de uma Chave Michelin no guia, além do selo Mr & Mrs Smith.

Para quem funciona: casais e famílias que querem base fixa de quatro a cinco noites, com dias de fazer nada intercalados com passeios curtos. Fica a menos de uma hora de carro de Bari e de Brindisi, o que a torna prática logo na chegada.

Ponto de atenção: é um lugar para quem tem carro ou para quem contrata transfer. A área de Savelletri é rural e você não faz nada ali a pé além de ficar na propriedade.

2. Borgo Egnazia, em Savelletri di Fasano

Se Torre Coccaro é a masseria histórica, o Borgo Egnazia é o oposto conceitual e um dos hotéis mais comentados da Itália.

Ele não é uma masseria antiga convertida. É uma construção nova, projetada para parecer um vilarejo pugliês, com a mesma pedra calcária local, praças, becos, casas caiadas e a organização de um borgo de verdade. Essa escolha divide opiniões. Uma parte das pessoas acha que é cenografia. Outra parte, provavelmente maior, acha que funciona perfeitamente porque foi feito com o material certo e pela mão de artesãos locais.

A estrutura é organizada em três formatos, e entender isso é o que evita reservar errado. Há a parte principal, tipo hotel, chamada de La Corte. Há as casas de vila, chamadas de Le Corti, com dois ou três quartos, jardim e às vezes piscina, boas para família e grupo. E há as villas maiores, com serviço mais dedicado, piscina privativa e privacidade total.

O resort tem várias piscinas, spa grande, campo de golfe de 18 buracos, praia privativa com clube, quadras, kids club com programação séria e uma oferta gastronômica ampla, com restaurantes de perfis diferentes dentro da própria propriedade.

Ganhou notoriedade internacional por ser um lugar de casamento e de estadia de gente muito conhecida, e por ter recebido eventos de grande visibilidade. Isso tem um efeito prático: as tarifas em julho e agosto são altas e a antecedência necessária para reservar é grande, especialmente para as vilas.

O que Borgo Egnazia entrega melhor que quase todo mundo é programação. Aulas de cozinha, oficina de artesanato, ateliê de cerâmica, atividades para criança, treino, música ao vivo à noite nas praças. Você pode passar uma semana ali sem sair, e isso não é o mesmo que dizer que você deveria.

Para quem funciona: famílias com crianças, grupos, gente que quer resort com estrutura e não quer se preocupar com logística. Também para casais que buscam algo mais movimentado do que a quietude do campo.

Ponto de atenção: é grande. Se você procura silêncio e a sensação de ter a propriedade só para você, Torre Coccaro ou uma masseria pequena entregam mais isso.

3. Masseria San Domenico, em Savelletri di Fasano

Aqui entra a mais clássica das três vizinhas, e talvez a de espírito mais tradicional.

A San Domenico é uma antiga propriedade cuja história remonta a uma estrutura de defesa ligada aos Cavaleiros de Malta, com torre de vigia do século 15, cercada por um olival enorme de oliveiras seculares. Isso é parte da experiência: caminhar entre aquelas árvores no fim da tarde é uma das melhores coisas que aquela parte da Puglia oferece de graça.

A masseria tem porte médio, ambiente mais formal e sereno que o dos vizinhos, e um público historicamente mais maduro. É o tipo de hotel onde o jantar tem toalha branca e o ritmo é lento de propósito.

Duas coisas se destacam. A primeira é a piscina de água do mar em formato irregular, cercada de rocha, que é uma das imagens mais reproduzidas da hotelaria italiana. A segunda é o spa de talassoterapia, com tratamentos à base de água do mar, algas e azeite, num programa de bem-estar que é uma das razões pelas quais parte dos hóspedes volta todos os anos.

campo de golfe associado, praia privativa a poucos minutos com serviço de shuttle, e uma cozinha que trabalha bastante com produto próprio e com peixe do Adriático.

O detalhe que precisa ser dito é que a San Domenico, historicamente, fecha durante parte do inverno, o que é comum nas propriedades de litoral da região. Se você viaja entre novembro e março, confirme a operação antes.

Para quem funciona: casais, viagem de aniversário de casamento, quem valoriza spa e quer um ambiente elegante e tranquilo. Também para quem joga golfe.

Ponto de atenção: não é o lugar mais indicado para criança pequena querendo correr e fazer barulho. E o clima é mais formal que o das outras duas.

Um parênteses útil: as três estão praticamente juntas

Vale registrar isso porque muda a decisão.

Torre Coccaro, San Domenico e Borgo Egnazia estão todas na área de Savelletri di Fasano, a poucos minutos de carro uma da outra. Existe ainda a Masseria Torre Maizza na mesma zona, ligada à Torre Coccaro pela origem familiar e hoje sob outra bandeira, e várias outras propriedades de alto padrão.

Isso significa que essa faixa de litoral entre Fasano e Savelletri é o polo de hotelaria de luxo da Puglia. Se o objetivo é ficar num lugar desses, você não precisa escolher a região, só o hotel.

E a localização é boa de verdade. Dali, de carro, você chega a Polignano a Mare em uns trinta minutos, a Monopoli em vinte, a Ostuni em vinte e cinco, a Alberobello e ao Vale d’Itria em trinta a quarenta, e ao Parque Arqueológico de Egnazia, sítio de cidade messápica e romana com museu, em poucos minutos. Bari e Brindisi, com seus aeroportos, ficam em torno de uma hora.

Ou seja: uma base de quatro noites nessa área cobre a metade norte de qualquer roteiro pugliês sem trocar de hotel. É um dos motivos pelos quais essas propriedades funcionam tão bem.

4. Palazzo Margherita, em Bernalda, Basilicata

Aqui a viagem muda de tom, e para melhor.

O Palazzo Margherita foi construído em 1892 pela família Margherita, em Bernalda, cidade no alto de uma colina na Basilicata. Bernalda foi o berço de Agostino Coppola, avô de Francis Ford Coppola, que chamava a cidade de “Bernalda bella”.

Coppola comprou o palazzo em 2004 e o transformou num hotel pequeno, com nove suítes. Não é um hotel grande fingindo ser intimista. É intimista mesmo.

O que se encontra ali: teto com fresco pintado à mão, poltrona de vime, lustre de vidro colorido, banheira com pé de garra, flor fresca. É um estilo clássico sem ser rígido, o tipo de lugar onde você senta com os pés para cima. Cada suíte tem um tema próprio, e uma delas, batizada com o nome da primeira neta de Coppola, tem fresco com Amore e Psiquê.

A propriedade tem jardim histórico com fonte, piscina, uma cozinha onde se pode comer junto, o Cinecittà Bar com referências ao cinema, e um café com pizzaria voltado para a praça principal de Bernalda. Esse detalhe é bonito: o hotel não se fecha para a cidade, ele se abre para ela.

A comida é preparada ali mesmo, com foco em cozinha regional e produto local e orgânico. E há um programa de experiências desenhadas sob medida, do tipo que leva o hóspede para lugares que não estão nos roteiros.

O palazzo tem uma Chave Michelin no guia e faz parte da coleção de hideaways de Coppola.

Sobre a localização: Bernalda fica a uns dez minutos de carro do Mar Jônico, com as praias de Metaponto e da costa lucana por perto, e a distância curta de Matera. Os aeroportos de Bari e Brindisi ficam a cerca de uma hora e meia de carro cada um. A região em volta é território da Magna Grécia, com sítios gregos como Metaponto, o que dá camada histórica ao passeio.

Para quem funciona: casais, viagem de comemoração, quem gosta de hotel pequeno com personalidade e não quer resort. Também para quem quer combinar Matera com litoral jônico numa base só.

Ponto de atenção: com nove suítes, a disponibilidade é limitada e a antecedência é essencial. E é preciso carro, tanto para chegar quanto para se mover.

5. Sextantio Le Grotte della Civita, em Matera, Basilicata

Esse é o mais singular dos cinco, e provavelmente o que fica mais na memória.

Matera é uma das cidades habitadas mais antigas do mundo. Os Sassi, os bairros escavados na rocha, são patrimônio da UNESCO desde 1993, e a cidade foi Capital Europeia da Cultura em 2019. Os primeiros vestígios de ocupação remontam à Idade da Pedra e do Bronze. Na Idade Média a área abrigou comunidades monásticas, e depois se tornou centro agrícola.

O Le Grotte della Civita fica na Civita, a parte mais antiga dos Sassi, voltada para o Parque da Murgia e para as igrejas rupestres do outro lado do vale. São 18 quartos, quase todos dentro de grutas de verdade, mais uma antiga cripta, a Cripta della Civita, hoje usada como área comum.

O conceito é o que diferencia. O projeto Sextantio trabalha com a ideia de albergue difuso e de preservação do patrimônio menor, aquele que não é monumento mas é civilização material. A intervenção nos quartos foi deliberadamente minimalista: móveis geométricos, reduzidos ao essencial, muitos construídos pela própria equipe e frequentemente encaixados na rocha, para não quebrar a continuidade da forma original.

Na prática, isso significa dormir numa caverna com pouca coisa dentro, iluminação em boa parte por velas em vários ambientes, banheira de pedra, silêncio absoluto e paredes que têm milhares de anos. Não é hotel de televisão grande e minibar cheio. É outra proposta.

A casa tem uma Chave Michelin nos guias de 2024 e 2025 e integra a Design Hotels, entre outras associações.

Para quem funciona: quem quer uma experiência de hospedagem que seja em si um dos motivos da viagem. Casais, viajantes que gostam de arquitetura, gente que aguenta e valoriza austeridade estética.

Ponto de atenção: e aqui é onde precisa ser bem direto. Matera é uma cidade de escada. Os Sassi são um labirinto vertical de degraus irregulares, e chegar ao hotel envolve caminhada com desnível. Não é adequado para quem tem mobilidade reduzida nem para quem viaja com mala grande sem ajuda. Além disso, gruta é gruta: a umidade é sensível, a luz natural é escassa em vários quartos e a ideia de conforto é diferente daquela de um resort no olival.

Sobre carro em Matera: o centro histórico é área de tráfego restrito com acesso complicado. O procedimento normal é combinar com o hotel a chegada, deixar o carro em estacionamento indicado e completar o trajeto a pé ou com apoio da casa.

Como distribuir essas cinco opções num roteiro que faz sentido

Reunir os cinco endereços numa única viagem é possível, mas só faz sentido em duas semanas. Em uma semana, escolha dois.

Uma combinação que funciona bem em oito a nove dias:

Quatro noites na área de Savelletri di Fasano, escolhendo entre Torre Coccaro, San Domenico e Borgo Egnazia conforme o perfil. Usando essa base para Polignano, Monopoli, Ostuni, Alberobello, Locorotondo, Cisternino e Egnazia, com dias de praia intercalados.

Duas noites em Matera, no Le Grotte della Civita, que é a quantidade certa: uma tarde e um dia inteiro na cidade, mais o pôr do sol visto do mirante do outro lado do vale, que é o momento em que Matera acontece de verdade.

Duas ou três noites em Bernalda, no Palazzo Margherita, aproveitando o litoral jônico e os sítios da Magna Grécia, ou então trocando essa parte por Lecce e o Salento, dependendo do que interessa mais.

A logística funciona porque Matera fica entre a Puglia e Bernalda. Você desce de Fasano para Matera em cerca de uma hora e meia, e de Matera para Bernalda em pouco mais de uma hora. Nada de retorno inútil.

O que checar antes de fechar qualquer uma dessas reservas

Alguns pontos práticos que evitam surpresa.

Sazonalidade. Boa parte das masserias de litoral da Puglia fecha em algum trecho do inverno, tipicamente entre novembro e março, e reabre na primavera. Isso vale checar diretamente com a propriedade, porque as datas mudam de ano para ano.

Preço por temporada. A diferença entre junho e agosto nesses hotéis é grande, e agosto é o pico absoluto, porque a Itália inteira está de férias. Setembro costuma ser o melhor equilíbrio: mar ainda quente, tarifa mais civilizada, cidades esvaziando. Maio e começo de junho têm campo florido e preço menor, com mar mais frio.

Antecedência. Para as vilas do Borgo Egnazia, para as suítes do Palazzo Margherita e para as grutas melhores do Sextantio em alta temporada, a reserva precisa ser feita com meses de folga.

Transfer. Todas essas casas organizam traslado de aeroporto sob solicitação. Vale perguntar o valor antes, porque em alguns casos alugar carro e pagar estacionamento sai mais barato que dois transfers, e em outros o contrário.

Câmbio manual. Se você vai alugar carro para se mover entre essas hospedagens, saiba que o padrão italiano é manual. Automático existe, custa mais e a frota é pequena, então reserve com antecedência.

ZTL. As zonas de tráfego restrito dos centros históricos italianos geram multa por câmera automática, e a locadora repassa a cobrança com taxa administrativa por cima. Isso pega quem tenta chegar de carro no centro de Matera, de Ostuni, de Lecce e de Polignano. Estacionar fora e caminhar é a regra.

O que essas cinco casas têm em comum, e o que não têm

O que une: todas são reconhecidas por guias sérios, todas trabalham com material e cozinha local, e todas colocam o edifício no centro da experiência. Você não está pagando só por cama boa. Está pagando por dormir dentro de uma torre do século 16, de um palazzo de 1892 ou de uma gruta pré-histórica.

O que separa: a escala e o grau de isolamento. Borgo Egnazia é resort com programação e movimento. Torre Coccaro é masseria familiar com estrutura completa mas escala menor. San Domenico é a mais formal e tranquila. Palazzo Margherita é hotel de nove suítes numa cidade real, sem clima de resort nenhum. Le Grotte della Civita é uma proposta quase monástica, dentro de patrimônio da UNESCO.

Escolher entre elas não é escolher qual é melhor. É decidir se você quer o mar na porta com serviço, o silêncio do olival, a intimidade de uma casa ou o choque de dormir numa caverna com vista para um vale de igrejas escavadas.

Uma sugestão que quase ninguém dá

Se o orçamento não permite passar a viagem inteira em hospedagem desse nível, e para a maioria das pessoas não permite, a estratégia que funciona é misturar.

Duas ou três noites numa dessas casas, no momento certo da viagem, e o resto em hospedagem boa mas simples: um B&B no centro de Lecce, um apartamento em Polignano, uma casa de campo modesta no Vale d’Itria. A Puglia tem uma camada intermediária de hospedagem muito decente, com preço razoável, especialmente fora de julho e agosto.

O efeito é melhor do que diluir o orçamento em sete noites medianas. Você tem a experiência real de uma masseria ou de uma gruta em Matera, e continua tendo dinheiro para comer bem, que na Puglia é metade da viagem.

E se for para escolher o momento, coloque a hospedagem boa no final, não no começo. Chegar cansado de fuso é desperdício. Terminar a viagem com três dias de piscina no olival, com o roteiro todo já feito, é o jeito de sair da Puglia querendo voltar.

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