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Roteiro de Viagem de 11 Dias na Tailândia, Vietnã e Camboja

Roteiro de 11 dias pela Tailândia, Vietnã e Camboja em família, organizado por conta própria, com Bangkok, Chiang Mai, Hanói, Halong, Siem Reap e os templos de Angkor.

Imagem representativa dos países feita em IA

Roteiro Tailândia, Vietnã e Camboja em família por conta própria

Dia 1 (terça) — Bangkok

Chegada ao Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi (BKK). Depois de pegar as malas e passar pela imigração, a ideia é ir direto para o hotel. Vale já deixar um transfer contratado por aplicativo ou pegar um táxi oficial na fila do saguão de desembarque (evite os que ficam oferecendo corrida antes da fila, costumam cobrar bem mais).

O resto do dia fica livre para uma primeira caminhada tranquila pela cidade. Bangkok é uma das capitais mais antigas do sudeste asiático e mistura templos e mercados centenários com shoppings enormes e modernos. É onde vive a família real, onde funciona o governo e onde se concentra boa parte da atividade comercial e financeira do país. Um bom primeiro dia é sem pressa, só para sentir o ritmo da cidade e ajustar o corpo ao fuso.

Noite no hotel.

Klook.com

Dia 2 (quarta) — Bangkok

Café da manhã e um dia dedicado ao coração histórico da cidade. Comece cedo pelo Grande Palácio Real, um dos conjuntos mais impressionantes da antiga corte do Sião. Lá dentro dá para ver o palácio funerário, a sala do trono, a sala de coroação, a casa de hóspedes reais e o famoso Templo do Buda de Esmeralda. Uma dica prática para quem viaja com crianças ou adolescentes: o código de vestimenta é rígido, ombros e joelhos cobertos, então leve roupa adequada para todo mundo para não ter dor de cabeça na entrada.

Depois siga a pé até o Wat Pho, ali pertinho, com o Buda reclinado de 46 metros e os chedis (túmulos) dos reis. É um dos templos mais antigos da cidade.

Na sequência, uma boa pedida é pegar um tuk tuk até o cais e embarcar em um dos barcos públicos que cruzam o rio até o Icon Siam, o shopping mais impressionante de Bangkok. São mais de sete mil lojas e uma praça de alimentação gigantesca, ótima para almoçar experimentando várias coisas ao mesmo tempo, o que costuma agradar a família inteira. A volta ao hotel pode ser de táxi por aplicativo, prático e barato.

Noite no hotel.

Dia 3 (quinta) — Bangkok

Café da manhã e dia totalmente livre para explorar a cidade no seu ritmo. Bangkok é conhecida entre os próprios moradores como “a cidade dos anjos”. Algumas sugestões para preencher o dia em família: o mercado de fim de semana de Chatuchak (se calhar no seu dia), o Wat Arun ao entardecer do outro lado do rio, ou um passeio pelos canais de barco. Se o grupo estiver cansado, vale um dia mais leve com massagem tailandesa, que é acessível e existe em cada esquina.

Noite no hotel.

Dia 4 (sexta) — Bangkok para Chiang Mai

Café da manhã e tempo livre até a hora de ir ao aeroporto. Os vôos internos entre Bangkok e Chiang Mai são frequentes e baratos, com companhias como AirAsia, Thai Vietjet e Nok Air. Reserve com antecedência para pegar preço melhor e um horário que caiba bem no dia. Chegando em Chiang Mai, transfer ou táxi por aplicativo até o hotel.

Noite no hotel.

Dia 5 (sábado) — Chiang Mai

Café da manhã e saída em direção a um santuário de elefantes. Vale muito a pena pesquisar antes e escolher um santuário sério, daqueles em que os elefantes vivem soltos, não são montados e recebem cuidados de verdade. São refúgios que ajudam a preservar a espécie, e a experiência de alimentá-los sob supervisão da equipe é o tipo de coisa que fica na memória das crianças por anos. Muitos desses lugares fazem busca no hotel, é só combinar na reserva.

Na sequência dá para visitar uma plantação de orquídeas, planta muito presente na cultura tailandesa, com jardins de borboletas de espécies pouco comuns. Almoço em algum restaurante local da região.

À tarde, suba até o Wat Doi Suthep, o templo mais conhecido de Chiang Mai, no alto de uma colina a uns 15 km a noroeste da cidade. A vista de lá compensa a subida das escadarias. Volta ao hotel.

Noite no hotel.

Dia 6 (domingo) — Chiang Mai para Hanói

Café da manhã e tempo livre até o horário do vôo. Aqui vale um aviso importante para quem monta a viagem sozinho: os trechos aéreos entre os países precisam ser comprados por vocês com antecedência. O trecho Chiang Mai para Hanói costuma ter conexão (normalmente por Bangkok), então planeje bem os horários e o tempo de baldeação.

Chegando ao Aeroporto Internacional de Hanói, transfer ou táxi até o hotel. O resto do dia fica livre. Hanói é a capital do Vietnã, no norte do país, a leste do Rio Vermelho. O nome mudou várias vezes ao longo da história e hoje significa algo como “a cidade entre dois rios”. É um dos grandes centros culturais do país, com forte herança francesa, e guarda uma cidadela imperial do século XI que é Patrimônio Mundial da Unesco.

Noite no hotel.

Dia 7 (segunda) — Hanói

Café da manhã e um dia para explorar Hanói a pé e de táxi. Comece pelo Mausoléu de Ho Chi Minh (por fora), que guarda o corpo embalsamado do fundador do Vietnã moderno, e pelo Pagode de um só pilar, ali ao lado, um exemplo bonito da arquitetura asiática.

Depois vale conhecer o Templo da Literatura, que abrigou a primeira universidade do país e é dedicado a Confúcio. Os alunos que concluíam os estudos tinham a honra de ter o nome gravado em placas de pedra, que ainda estão lá.

Almoce em um restaurante local antes de seguir para o bairro antigo, conhecido como “as 36 ruas”, um emaranhado de becos organizados por setores (ferragens, farmácias, móveis, tecidos, artesanato). Termine no Lago Hoan Kiem, cheio de estudantes locais, e atravesse a famosa ponte vermelha até o Templo Ngoc Son, o “Templo da Montanha de Jade”.

Antes de voltar, uma dica que rende boas histórias em família: sentar em algum canto do bairro antigo para provar o café vietnamita ou uma cerveja local com petiscos, cercado pela população da cidade. É o tipo de programa simples que costuma ser o mais lembrado depois.

Noite no hotel.

Dia 8 (terça) — Hanói para Halong

Café da manhã e viagem rumo à Baía de Ha Long, uma das maravilhas naturais do mundo. São mais de três mil ilhotas de calcário emergindo de uma água esverdeada. O nome, em vietnamita, significa “o dragão descendente”, uma mistura de mitologia e história. Muitas dessas ilhas escondem grutas com estalactites e estalagmites.

Para quem organiza tudo sozinho, o pulo do gato aqui é reservar diretamente com uma empresa de cruzeiro pela baía, dessas que fazem o pernoite a bordo. Boa parte delas inclui o transporte de ida e volta de Hanói, o que resolve o deslocamento sem precisar de operadora.

Chegando em Ha Long, embarque no cruzeiro. O almoço costuma ser servido logo após subir a bordo, já entrando no clima da gastronomia vietnamita. Durante o passeio dá para observar o cotidiano dos moradores da região, que vivem basicamente da pesca. Passar a noite a bordo é quase obrigatório para aproveitar de verdade os mais de 100 km da costa e, com sorte, ver o pôr do sol e o nascer do sol de dentro da baía.

Jantar e noite a bordo.

Dia 9 (quarta) — Halong para Hanói para Siem Reap

Ao amanhecer, muitos cruzeiros oferecem uma sessão de Tai Chi no convés, ótima para começar o dia. Café da manhã a bordo enquanto ainda dá para apreciar a paisagem, até a hora de voltar ao píer, geralmente antes do meio-dia.

De Ha Long, siga para o aeroporto de Noi Bai (em Hanói) para o vôo até Siem Reap, no Camboja. Atenção a um detalhe prático: procure um vôo que saia depois das 17h30, para dar tempo tranquilo de voltar da baía. Como já citado, esse trecho aéreo é um dos que precisam ser comprados por vocês com antecedência.

Chegando em Siem Reap, transfer ou táxi até o hotel. O resto do dia fica livre. A cidade é a porta de entrada para os templos de Angkor e tem uma vida noturna bem animada, com boutiques, galerias, lojas e uma variedade enorme de restaurantes e bares. Bom para uma primeira noite mais relaxada.

Noite no hotel.

Dia 10 (quinta) — Siem Reap

Café da manhã e o dia mais importante da viagem: os templos de Angkor. É um parque histórico de cerca de 400 km², uma das maiores realizações arquitetônicas da humanidade e o coração do Camboja. Para visitar por conta própria, contrate um tuk tuk com motorista para o dia inteiro (é a forma mais comum e prática de circular entre os templos) e compre o ingresso do parque logo na chegada. Contar com um guia local avulso para algumas horas ajuda bastante a entender o que se está vendo.

Comece pelos templos mais afastados, como Banteay Srei e Banteay Samre, onde às vezes é possível participar de uma cerimônia de bênção conduzida por monges.

Um programa que vale encaixar é uma parada gastronômica no vilarejo de Preah Dak, nos arredores de Siem Reap. É um mergulho de verdade na cozinha cambojana, com barracas e restaurantes ao ar livre, vendedores simpáticos e a chance de entender o significado cultural de cada prato. Para uma família curiosa, é dos momentos mais autênticos do dia.

À tarde, conheça o Ta Prohm, o templo tomado pela selva, com raízes gigantes abraçando as pedras. Ficou famoso por aparecer no filme Tomb Raider e permanece quase intacto desde que foi redescoberto, o que preserva boa parte do seu mistério.

Deixe o Angkor Wat para o fim. É a maior estrutura religiosa do mundo e o orgulho do país, tanto que aparece na bandeira. Foi a antiga cidade dos templos do Império Khmer e reúne um complexo enorme com galerias, câmaras, pátios e imagens em pedra das dançarinas apsara. As cinco torres apontando para o céu, o foso ao redor e o nível de conservação fazem dele o monumento mais impressionante de toda Angkor.

Volta ao hotel.

Noite no hotel.

Dia 11 (sexta) — Siem Reap

Café da manhã e transfer de saída para o aeroporto de Siem Reap. Fim da viagem.

O que muda ao fazer por conta própria

ItemComo resolver sozinho
TrasladosTáxi oficial no aeroporto ou aplicativo (Grab funciona bem na região)
Vôos internos e entre paísesComprar com antecedência (AirAsia, Vietjet, Bamboo, entre outras)
PasseiosReservar direto com santuários, cruzeiros e motoristas de tuk tuk
GuiasContratar guia local avulso em Angkor e no Grande Palácio
IngressosComprar na hora ou online (Angkor, templos e cruzeiros)

Um lembrete final que faz diferença numa viagem em família por três países: cada país tem regras próprias de visto e de vacinas, então confirme tudo antes de comprar as passagens. E como os trechos aéreos entre Chiang Mai/Hanói e Hanói/Siem Reap não vêm com nenhum pacote, deixe esses vôos comprados e confirmados bem antes de embarcar. É o tipo de detalhe que, quando resolvido com calma em casa, transforma a viagem inteira numa experiência muito mais leve.

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