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Romênia: O que Todo Turista Gosta e o que Frustra

Da natureza exuberante dos Cárpatos à comida que nem sempre é fácil de encontrar, um guia sincero sobre o que esperar da Romênia como destino de viagem, com preços atualizados, dicas de transporte, alimentação e as pequenas surpresas que fazem toda a diferença.

Foto de Jakub Zerdzicki: https://www.pexels.com/pt-br/foto/cidade-meio-urbano-estrada-via-27362959/

A Romênia é um daqueles países que dividem opiniões sem fazer esforço. Quem vai pela primeira vez costuma voltar com uma sensação ambígua: uma mistura de encantamento genuíno com pequenas frustrações que, no fim das contas, também fazem parte da experiência. E é justamente nesse equilíbrio entre o que funciona e o que ainda engatinha que mora o charme do país.

O que mais impressiona, e isso é quase unânime entre os viajantes, é a natureza. A Romênia ainda tem florestas densas, montanhas que parecem não acabar e uma quantidade de beleza natural que na Europa ocidental já foi domesticada ou simplesmente desapareceu. Os Cárpatos cortam o país de norte a sul, e em qualquer estação do ano existe um jeito de aproveitar. No verão, as trilhas se multiplicam. No outono, as cores explodem em tons de laranja e vermelho que transformam cada estrada sinuosa num cenário de filme. Na primavera, os campos florescem num verde quase agressivo de tão vivo. E no inverno, as estações de esqui entram em cena, especialmente em lugares como Poiana Brașov, que fica a minutos do centro de Brașov.

O Delta do Danúbio merece um parágrafo próprio. É um dos ecossistemas mais ricos da Europa, com aves migratórias, canais labirínticos e uma sensação de isolamento difícil de encontrar em qualquer outro canto do continente. Dá para passar dias explorando de barco, dormindo em pousadas rústicas e sentindo que o mundo civilizado ficou em algum lugar muito distante dali.

E tem os ursos. Sim, ursos de verdade. Na região de Brașov existe um santuário que resgata animais que foram mantidos em cativeiro, e a visita é educativa e impressionante. Mas a presença dos ursos também significa que, se você for fazer trilhas mais afastadas, especialmente nas montanhas ao redor de Brașov, é essencial seguir os caminhos indicados e, de preferência, ir com guias que conheçam a área. Não é alarmismo. É bom senso. A natureza romena é exuberante, mas não é um parque temático.

Para quem não tem perfil aventureiro, há alternativas confortáveis. Teleféricos e lifts de esqui funcionam até no verão em algumas áreas, levando os visitantes a mirantes de tirar o fôlego sem exigir preparo físico. Em Brașov, o teleférico sobe o Monte Tâmpa e entrega uma vista da cidade que vale cada lei gasto. Dá para ver o centro medieval, a Igreja Negra, as montanhas ao fundo. É o tipo de paisagem que não cansa.

Agora, a gastronomia romena é um capítulo mais complicado. E não porque a comida seja ruim, longe disso. O problema é encontrá-la. Parece contraditório, mas os restaurantes de comida tradicional romena não são tão abundantes quanto se imagina, especialmente fora dos circuitos turísticos. Os pratos que definem a culinária do país são preparados em casa, nos fins de semana, pelas avós que fazem sarmale (rolinhos de repolho recheados) e outras receitas que passam de geração em geração. O romeno comum não vai ao restaurante comer comida típica. Ele come em casa. E quando sai, muitas vezes prefere uma pizzaria ou um italiano.

Isso significa que o turista que chega querendo provar a verdadeira cozinha local pode acabar num restaurante turístico do centro histórico, cercado por outros estrangeiros, pagando mais e recebendo uma versão adaptada dos pratos. Não é o fim do mundo, mas não é a experiência autêntica que muitos imaginam. Nas cidades com mais fluxo de visitantes, como Brașov, Sibiu e Sighișoara, a oferta de comida típica é maior e mais acessível. Fora desses eixos, a busca exige paciência e um olhar atento para os restaurantes menos óbvios.

Dito isso, há coisas que valem cada garfada. O mici é uma delas. São pequenas salsichas de carne moída temperada, grelhadas na brasa, servidas com mostarda. Simples e perfeito. A mostarda romena, aliás, merece menção. É forte, rústica, diferente das versões industrializadas que dominam os supermercados ocidentais. A sopa de feijão, o ciorbă, é outro destaque: azedinha, servida num pão redondo em alguns lugares, reconfortante como poucas coisas na vida. E de sobremesa, o papanasi. Uma massa frita que lembra um donut, coberta com creme azedo e geleia de frutas vermelhas. Doce na medida certa, com a acidez do creme equilibrando o açúcar.

Sobre a sopa de tripas, tão defendida por alguns locais como uma iguaria tradicional, a recomendação é honesta: não precisa provar. É um gosto muito específico, e muita gente se arrepende. Deixe para os romenos. Eles que aproveitem.

Prato típicoO que é
MiciMini salsichas grelhadas de carne moída temperada
SarmaleRolinhos de repolho ou folha de uva recheados com carne e arroz
CiorbăSopa azeda, geralmente de feijão ou carne
PapanasiMassa frita doce com creme azedo e geleia
Tripe soupSopa de tripas (dispensável para a maioria dos turistas)

O comércio romeno tem uma característica que chama atenção positivamente: a força das lojas independentes. Não é como andar por qualquer capital europeia onde as mesmas redes se repetem a cada quarteirão. Na Romênia, especialmente em cidades como Brașov e Sibiu, as lojas têm personalidade. Roupas de marcas locais, produtos artesanais, butiques que não seguem a cartilha das grandes redes. Dá para comprar peças com estilo próprio, diferente do que se encontra no shopping center padrão. O empreendedorismo romeno aparece nessas vitrines, e é um prazer genuíno entrar numa loja e descobrir algo que não está à venda em outras dez cidades europeias.

Claro que as grandes redes estão chegando. Já existem Starbucks em algumas esquinas, já existem shoppings com lojas internacionais. Mas o ritmo dessa invasão é mais lento do que em outros países do leste europeu. Ainda dá para sentir o caráter independente do comércio, e isso é um atrativo que merece ser valorizado enquanto dura.

Quanto a segurança e golpes, a Romênia melhorou muito nos últimos anos. Há vinte anos, os relatos de turistas enganados por taxistas eram frequentes. Hoje, o cenário é outro. Mas algumas precauções continuam válidas. A principal: use aplicativos de transporte como Bolt ou Uber em vez de táxis de rua. O preço é definido antes da corrida, o trajeto fica registrado, e a chance de ser enrolado cai a praticamente zero. Nas estações de trem e aeroportos, onde taxistas abordam turistas com mais insistência, o aplicativo resolve tudo sem estresse.

Outra dica: confira a conta. Em restaurantes muito turísticos, especialmente nas proximidades de castelos como o de Bran, pode aparecer uma bebida a mais ou um valor arredondado para cima. Não é regra, não é frequente, mas acontece. Olhar a conta antes de pagar é um hábito simples que evita aborrecimentos.

E como em qualquer lugar com concentração de turistas, os pickpockets existem. Carteira no bolso da frente, bolsa cruzada, atenção redobrada em locais muito cheios. Nada diferente do que se faria em Barcelona, Roma ou Paris. Nas áreas ao redor do Castelo de Bran e de outros pontos turísticos, os preços de souvenirs e comidas sobem bastante. É o esperado. Dá para comprar o imã de geladeira ou o caneco do Drácula, mas sabendo que está pagando acima do valor justo.

A infraestrutura turística da Romênia está em evolução visível. As estações de trem vêm sendo modernizadas, e já existem hotéis para todos os bolsos, de hostels econômicos a resorts com spa. O inglês é falado em praticamente todos os estabelecimentos que atendem turistas, e mesmo em vilarejos menores sempre aparece alguém mais jovem disposto a ajudar com a comunicação. Os cardápios em inglês são comuns nas cidades turísticas.

Mas essa melhora não chegou às estradas com a mesma força. As rodovias prometidas pelo governo ao longo dos anos ficaram muito aquém do planejado. De mais de 4.000 quilômetros prometidos, pouco mais de 1.000 foram entregues. O resultado é um trânsito que pode transformar trajetos aparentemente curtos em jornadas exasperantes. O trecho entre Brașov e Bucareste é o exemplo clássico. O Google Maps diz pouco mais de três horas. Na realidade, especialmente em fins de semana, o tempo pode facilmente chegar a cinco horas.

As estradas sinuosas dos Cárpatos são lindas de percorrer. Visualmente, é um comercial de carro. Mas se você fica atrás de um caminhão numa subida longa, a paciência é testada. Os motoristas romenos têm um código informal entre caminhoneiros: pisca-alerta direito significa que a pista está livre para ultrapassar; pisca-alerta esquerdo significa que não dá, vem carro na direção contrária. Só que nem todo mundo respeita esse código, e algumas ultrapassagens são feitas no escuro, na base da fé. Para quem enjoa fácil, um dramamine na bagagem não é exagero. As curvas são muitas e o ritmo pode ser imprevisível.

Agora, o que torna essa logística um pouco complicada mais tolerável é o custo. A Romênia é um destino acessível. Em 2026, um viajante com orçamento enxuto consegue se virar em Brașov com algo entre €40 e €60 por dia, incluindo hospedagem em hostel, alimentação em restaurantes simples e transporte público. Um perfil médio, que fica em hotel confortável, come bem e faz alguns tours guiados, gasta entre €80 e €130 diários. No patamar de luxo, com hotéis boutique, restaurantes sofisticados e transporte privativo, o custo fica entre €150 e €250 por dia.

A moeda local é o leu romeno (RON), e a cotação atual gira em torno de 5,24 RON por euro. Para o turista brasileiro, a conta depende do câmbio do real, mas em termos de poder de compra europeu, a Romênia entrega muito mais por cada euro do que qualquer país da Europa ocidental.

ItemPreço em Brașov (USD)
Refeição em restaurante econômico12,59
Jantar para 2 (3 pratos, sem bebidas)54,72
Combo McDonald’s7,66
Chope nacional (500ml)3,28
Cappuccino3,73
Cerveja nacional (garrafa 500ml, supermercado)1,27
Garrafa de vinho (qualidade média)7,66
Leite (1 litro)1,57
Pão branco fresco1,30
Ovos (12 unidades)3,67
Filé de frango (450g)3,19
Batata (450g)0,37
Categoria de hotel (Brașov)Preço médio (EUR/noite)
Hostel / Albergue14
1 estrela15
2 estrelas25
3 estrelas53
4 estrelas62
5 estrelas119

Mas, de novo, um ponto de sensibilidade: não diga que é barato. Para o romeno que vive e trabalha no país, os preços subiram muito nos últimos anos, e os salários não acompanharam na mesma proporção. O que é acessível para o turista europeu pode ser pesado para o bolso local. É uma questão de respeito, não de economia.

Cartão de crédito é aceito em muitos lugares, mas nem sempre funciona. As maquininhas às vezes perdem a conexão, a rede cai, e você fica ali esperando. Tenha dinheiro em espécie. Visa e Mastercard são as bandeiras aceitas. American Express, esqueça. Praticamente ninguém passa. Além disso, padarias de janela, barraquinhas de rua, lojinhas em vilarejos menores e gorjetas pedem cédulas. A gorjeta na Romênia fica entre 10% e 15%, e pode ser dada em dinheiro ou adicionada na máquina de cartão.

O serviço nos restaurantes romenos é outro ponto que divide opiniões. Para quem está acostumado com a eficiência alemã ou com o atendimento exuberante dos Estados Unidos, o ritmo romeno pode parecer lento. Não espere que o garçom apareça imediatamente. Não espere que a conta chegue sem ser solicitada. O serviço é amigável, mas desacelerado. A boa notícia é que você também não será apressado para liberar a mesa. Dá para ficar o tempo que quiser depois da refeição, sem olhares de reprovação. É uma troca justa, no fim das contas.

E a amabilidade do povo romeno é, talvez, o maior trunfo do país. A Romênia carrega uma reputação injusta em parte da Europa. Piadas sobre o país são comuns, e a figura do Drácula às vezes funciona mais como estereótipo do que como atrativo. Mas a realidade no terreno é outra. Os romenos são acolhedores, curiosos, e nos últimos anos vêm desenvolvendo um orgulho mais vocal pelo próprio país. Vinte anos atrás, era comum ouvir os próprios romenos falando mal da Romênia. Hoje, o tom mudou. Existe um humor autodepreciativo, um senso de ironia, mas também um desejo genuíno de que o visitante conheça o melhor que o país pode oferecer.

Nos restaurantes, não é raro um garçom sugerir um prato mais barato e mais tradicional do que aquele que o turista escolheu. Aconteceu em Brașov, num jantar em que o atendente literalmente moveu a faca no cardápio para indicar uma opção mais autêntica. Não era a mais cara. Era a melhor. Esse tipo de atitude é comum e diz muito sobre a relação dos romenos com sua cultura. Eles querem ser bem representados.

Os jovens falam inglês sem problemas. Os mais velhos podem falar russo e romeno. Dependendo da região, a terceira língua varia. Em Bucareste, o francês aparece com força. Na Transilvânia, região que historicamente se chamava Siebenbürgen e foi parte do Império Austro-Húngaro, o alemão ainda é falado por uma parcela da população. Em Brașov, que tem uma herança saxônica evidente na arquitetura e na própria Igreja Negra, o alemão surge como idioma de comunicação com turistas da Alemanha e Áustria.

Falando na Transilvânia, é aqui que a Romênia concentra algumas de suas experiências mais memoráveis. As cidades medievais da região são um espetáculo. Brașov, a preferida de muitos viajantes, combina montanhas ao fundo, uma praça central ampla e colorida, a imponente Igreja Negra (que é luterana, herança saxônica) e ruas de paralelepípedo que convidam a andanças sem rumo. Sighișoara, cidade natal de Vlad Tepes, o Drácula histórico, é um museu a céu aberto com torres medievais e casas que parecem saídas de um livro de contos. Sibiu, com seus telhados que parecem ter olhos, é elegante e vibrante. Cluj-Napoca tem uma energia jovem, universitária, com uma vida noturna que movimenta a cidade inteira.

Mas não são só as cidades grandes que encantam. Os vilarejos da Transilvânia e de outras regiões da Romênia são verdadeiras cápsulas do tempo. As igrejas de madeira, especialmente as da região de Maramureș, são obras de arte pintadas à mão com cenas bíblicas e motivos florais. As igrejas ortodoxas espalhadas pelo país impressionam pela iconografia, pelos afrescos, pelo cheiro de incenso e cera que gruda na memória. Em muitas delas não se pode fotografar o interior, mas a experiência de simplesmente entrar e observar já vale a visita.

Há também as fortalezas. A de Râșnov, empoleirada numa colina perto de Brașov, conta histórias de cercos e resistência. E claro, os castelos. O Castelo de Bran, a meia hora de Brașov, é o mais famoso e o mais turístico. Vendido mundo afora como o castelo do Drácula, a conexão histórica com Vlad Tepes é frágil, para dizer o mínimo. Mas o castelo em si é interessante. Só que prepare-se: ele fica lotado. Os corredores são estreitos, o calor dentro das paredes de pedra pode ser opressivo, e a sensação de aperto é constante. Vale pela curiosidade, mas vá com expectativas moderadas.

O Castelo de Peles, entre Brașov e Bucareste, é outro patamar. Uma construção de conto de fadas, com arquitetura que mistura estilos, jardins impecáveis e um interior suntuoso. Era a residência de verão da família real romena, e cada sala conta um pouco dessa história. Dá para visitar saindo de Brașov ou de Bucareste, e é uma das atrações mais impressionantes do país.

O turismo familiar encontra terreno fértil na Romênia. Muitos restaurantes têm cardápio infantil. Cadeirinhas para crianças existem, embora não em todos os lugares. O país tem parques aquáticos, spas e atrações pensadas para os pequenos. Nos arredores de Brașov, o Dino Park de Râșnov é um parque temático com réplicas de dinossauros em tamanho real. Crianças pequenas adoram. Acima dos sete ou oito anos, talvez já achem meio bobo. Depende da criança, claro.

E Bucareste? A capital divide opiniões. Não é o melhor cartão de visitas da Romênia. Quem chega direto ao aeroporto de Otopeni e só conhece Bucareste sai com uma impressão parcial do país. A cidade tem seus atrativos: o Palácio do Parlamento, um dos maiores edifícios do mundo, impressiona pelo tamanho descomunal. Mas é um impacto mais de escala do que de beleza. O Museu do Camponês Romeno, por outro lado, é uma joia. Conta a história do país através do olhar do povo, com roupas típicas, objetos do cotidiano, recriações de ambientes rurais. O atendimento é acolhedor e o acervo é fascinante. O parque que reúne réplicas de construções tradicionais de várias regiões da Romênia também merece uma visita, especialmente para quem não terá tempo de rodar o país inteiro.

A vida noturna de Bucareste é vibrante. Bares, clubes, uma energia que vai até tarde. Mas se a ideia for priorizar o que a Romênia tem de mais único, talvez Bucareste entre como quarta ou quinta opção no roteiro. Brașov, Cluj, Sighișoara, Sibiu e o Delta do Danúbio vêm antes.

Cidade/RegiãoDestaque
BrașovCentro medieval, Igreja Negra, proximidade com montanhas e castelos
SighișoaraCidade medieval preservada, torres, casas coloridas
SibiuArquitetura saxônica, telhados com “olhos”, atmosfera elegante
Cluj-NapocaCidade universitária, vida noturna, arte contemporânea
Delta do DanúbioNatureza intocada, aves, canais, isolamento
BucarestePalácio do Parlamento, Museu do Camponês, vida noturna

A Romênia não é um destino que entrega tudo mastigado. Exige um pouco de paciência com as estradas, uma dose de flexibilidade com o ritmo do serviço, uma atenção extra com a conta do restaurante e um olhar curioso para encontrar a comida tradicional que não está nas vitrines mais óbvias. Mas o que ela devolve em troca é generoso. A natureza continua selvagem de um jeito que a Europa esqueceu. As cidades medievais da Transilvânia são de uma beleza que rivaliza com qualquer roteiro do continente. E o povo, com seu orgulho discreto e sua hospitalidade sem afetação, faz o resto.

Se o roteiro incluir os castelos lotados, tudo bem. Se incluir as trilhas guiadas, melhor ainda. Se incluir um jantar com mici, mostarda e uma cerveja local no fim do dia, aí a viagem já valeu. E se sobrar tempo para se perder numa estrada sinuosa dos Cárpatos, com o outono pintando as montanhas de laranja e o rádio tocando alguma coisa em romeno que você não entende mas acha bonito, talvez essa seja a Romênia que fica.

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