Perfis de Viajantes que vão Gostar de Conhecer Oxford

Perfis de viajantes que vão se apaixonar por Oxford: descubra se você é o tipo de pessoa que vai amar essa cidade universitária inglesa antes mesmo de comprar a passagem.

Fonte: Civitatis

Tem cidade que agrada todo mundo. Oxford não é bem assim. Ela tem personalidade forte, um jeito próprio de existir, e por isso conquista certos tipos de gente de um jeito quase apaixonado, enquanto deixa outros indiferentes. Não é defeito, é característica. E entender isso antes de incluir Oxford no roteiro pode te poupar de uma decepção ou, ao contrário, te fazer perceber que aquele é exatamente o lugar que você precisava conhecer.

Depois de pensar bastante sobre o que faz Oxford funcionar tão bem para algumas pessoas, separei os perfis de viajantes que costumam sair de lá encantados. Veja em quais deles você se encaixa. Provavelmente vai se reconhecer em mais de um.

O apaixonado por história e arquitetura

Esse é o perfil mais óbvio, e por bons motivos. Oxford é, basicamente, uma aula de história a céu aberto. A universidade é a mais antiga do mundo de língua inglesa, com quase mil anos de existência. E isso não fica só nos livros, está nas pedras, nas torres, nas fachadas escurecidas pelo tempo.

Quem gosta de andar por uma cidade e sentir o peso dos séculos vai encontrar em Oxford um prato cheio. As faculdades, ou colleges, são construções de tirar o fôlego. A Christ Church, com seu pátio imenso. A Magdalen, com seus jardins e a torre que vira cartão postal. A biblioteca Bodleian, uma das mais antigas da Europa, com aquele ar de templo do conhecimento.

Se você é o tipo de pessoa que tira foto de portal, que para pra ler placas, que fica imaginando quem passou por aquelas ruas há quinhentos anos, Oxford foi feita pra você. A arquitetura gótica e medieval está em cada esquina. E o melhor: dá pra ver muita coisa só caminhando, sem precisar entrar em lugar nenhum, embora valha muito a pena entrar em pelo menos um college.

O amante de literatura e dos livros

Aqui é onde Oxford brilha de um jeito que poucos lugares no mundo conseguem. A cidade respira literatura. Não é exagero.

Foi em Oxford que J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis se encontravam, num grupo literário chamado Inklings, frequentemente num pub chamado The Eagle and Child. Foi ali que parte do universo de O Senhor dos Anéis e das Crônicas de Nárnia tomou forma, entre uma cerveja e outra. Pisar nesse lugar tem um significado especial pra quem cresceu lendo esses autores.

Lewis Carroll escreveu Alice no País das Maravilhas inspirado em Oxford. A própria Alice era filha do reitor da Christ Church. E por falar em Christ Church, os fãs de Harry Potter vão reconhecer cenários por toda parte, já que vários ambientes dos filmes foram inspirados ou filmados nos colleges de Oxford. O famoso refeitório de Hogwarts tem tudo a ver com o salão da Christ Church.

Quem ama livros vai andar por Oxford com aquela sensação gostosa de estar caminhando dentro de um cenário literário. A Blackwell’s, uma livraria histórica da cidade, é parada obrigatória. Tem uma sala subterrânea gigante, cheia de prateleiras, que é o tipo de lugar onde dá vontade de passar a tarde inteira.

O viajante que foge do óbvio turístico

Tem gente que enjoou de pontos turísticos lotados, de filas, de selfies em massa. Esse viajante quer algo mais autêntico, mais respirável. Oxford entrega isso muito bem.

Comparada a Londres, Oxford é tranquila. Você consegue caminhar com calma, sentar num café sem disputar mesa, entrar numa igreja antiga e ficar praticamente sozinho. Claro que tem turismo, especialmente no centro e nos meses de verão, mas a escala é completamente diferente. Não tem aquela sensação de formiguinha humana que algumas capitais provocam.

Para quem quer uma experiência mais contemplativa, mais slow travel, Oxford é ideal. Dá pra alugar um barquinho no rio Cherwell, fazer aquele passeio de punting onde você empurra o barco com uma vara comprida. Dá pra perder a hora num jardim botânico, o mais antigo da Inglaterra, aliás. Dá pra simplesmente existir num ritmo mais humano.

O casal em busca de romantismo

Oxford é surpreendentemente romântica. E olha que muita gente não associa a cidade a isso de cara.

Pense num fim de tarde, com aquela luz dourada batendo nas pedras dos colleges. Pense num passeio de barco pelo rio, devagar, sem destino. Pense num pub aconchegante, com lareira acesa no inverno, daqueles que parecem não ter mudado em cem anos. Pense em jantar num restaurante escondido numa viela de pedra.

Para casais, principalmente os que gostam de um clima mais intimista do que agitado, Oxford funciona muito bem. Não é a cidade da balada, do agito, da noite intensa. É a cidade do vinho com calma, da conversa sem pressa, do passeio de mãos dadas por ruas que parecem saídas de outro tempo. Tem charme de sobra para uma viagem a dois.

O bate e volta a partir de Londres

Esse não é exatamente um perfil de personalidade, mas de logística, e merece menção porque Oxford é perfeita pra isso. Quem está baseado em Londres e quer fugir um dia da metrópole encontra em Oxford um dos melhores destinos possíveis.

Como já falei em outra ocasião, a viagem é curta. Pouco mais de uma hora de trem, ou um ônibus que roda o tempo todo. Dá pra sair de manhã, passar o dia inteiro explorando e voltar à noite sem precisar de hotel. Para quem tem poucos dias em Londres mas quer ver algo diferente da capital, Oxford é uma escolha certeira.

O viajante prático, que gosta de otimizar o tempo e tirar o máximo de cada dia, vai gostar de saber que consegue conhecer uma cidade tão rica num único dia, sem grandes complicações de planejamento.

O estudante e o curioso intelectual

Tem um tipo de viajante que se sente energizado por ambientes de conhecimento. Gente que adora museus, universidades, bibliotecas, debates. Para essas pessoas, Oxford é quase uma peregrinação.

A cidade vive em torno da universidade. Você cruza com estudantes de toga em época de prova, vê professores andando de bicicleta com livros debaixo do braço, sente aquela atmosfera acadêmica que poucos lugares têm de forma tão genuína. E o melhor é que muito disso é gratuito ou barato.

O Ashmolean Museum, por exemplo, é o museu universitário mais antigo do mundo e tem entrada gratuita. Coleções incríveis de arte e arqueologia. O Museu de História Natural e o Pitt Rivers Museum, esse último com uma coleção etnográfica fascinante e meio caótica de objetos do mundo inteiro, também valem a visita e não cobram entrada.

Quem se considera um eterno curioso, daqueles que gostam de aprender por aprender, vai se sentir em casa em Oxford. É uma cidade que valoriza a mente.

PerfilO que mais vai gostarDica certeira
Apaixonado por históriaColleges e arquitetura medievalVisite a Christ Church por dentro
Amante de literaturaCenários de Tolkien e Harry PotterConheça a livraria Blackwell’s
Foge do óbvioClima tranquilo e contemplativoFaça um passeio de punting no rio
Casal românticoPubs antigos e fim de tarde douradoJante numa viela de pedra
Bate e volta de LondresPraticidade e proximidadeCompre passagem de trem antecipada
Curioso intelectualMuseus gratuitos e clima acadêmicoReserve tempo para o Ashmolean

O fotógrafo e o criador de conteúdo

Não dava pra deixar esse de fora. Oxford é um sonho para quem fotografa.

A cidade tem uma estética muito particular. Aquelas torres pontudas recortando o céu, as pedras douradas, os pátios internos dos colleges, os detalhes góticos. A luz inglesa, quando colabora, cria uma atmosfera difícil de descrever. Aquele famoso “dreaming spires”, as torres dos sonhos, expressão que o poeta Matthew Arnold criou para descrever o horizonte de Oxford, faz total sentido quando você está lá com a câmera na mão.

Há cantos pitorescos por toda parte. A Bridge of Sighs, uma ponte que lembra a de Veneza. As ruelas estreitas. As fachadas centenárias. Para quem produz conteúdo de viagem ou simplesmente gosta de guardar boas imagens, Oxford rende muito material e quase não tem ângulo ruim.

E quem talvez não goste tanto?

Por honestidade, vale dizer. Oxford pode não ser o destino dos sonhos pra todo mundo.

Quem viaja em busca de vida noturna intensa, de praias, de aventura radical ou de grandes parques de diversão, provavelmente vai achar Oxford parada demais. A cidade é pequena, calma, voltada para a história e a contemplação. Não é um destino de adrenalina nem de festa.

Famílias com crianças muito pequenas também podem sentir que o passeio é um pouco “adulto” demais, embora os museus de história natural costumem agradar a garotada. E quem não tem o menor interesse em história, arquitetura ou literatura pode achar que viu tudo em poucas horas e ficar sem saber o que fazer depois.

Mas, sinceramente, esses casos são minoria. A maioria das pessoas que dá uma chance a Oxford sai de lá com vontade de voltar.

No fim das contas, Oxford é uma cidade que premia quem chega com a curiosidade aberta. Se você se reconheceu em algum desses perfis, e aposto que sim, pode incluir Oxford no roteiro com tranquilidade. É daqueles lugares que ficam na memória não pela grandiosidade, mas pela alma. E alma, Oxford tem de sobra.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário