Os Melhores Hostels de Mendoza na Argentina

Mendoza tem uma cena de hostels que poucos destinos da América do Sul conseguem igualar nessa faixa de preço. Não é exagero. A combinação de cidade universitária, destino de enoturismo em expansão e ponto de passagem para o Aconcágua e a Patagônia criou uma demanda permanente de viajantes que ficam dias, às vezes semanas, na cidade — e que precisam de hospedagem que vai além de uma cama e chuveiro quente. Os hostels de Mendoza respondem a isso com eventos, tours, bares próprios, piscinas, cafés da manhã que hóspedes de hostels na Europa pagariam bem para ter. O resultado é um nível de oferta que surpreende quem chega esperando o básico.

Gorilla Hostel

Nove endereços que formam o mapa dos melhores hostels da cidade, cada um com um perfil diferente.


Gorilla Hostel — terceiro melhor hostel da Argentina e o mais social de Mendoza

Quando um hostel ganha o prêmio Hoscar 2025 como terceiro melhor da Argentina inteira — votado pelos próprios hóspedes, publicado pelo Hostelworld —, há algo acontecendo ali que vai além de camas confortáveis e Wi-Fi rápido. O Gorilla, na Martin Zapata 155, é o hostel mais falado de Mendoza entre mochileiros internacionais, e a reputação é justificada.

A proposta é explicitamente social. Jardim enorme com piscina, churrasqueira, redes, jogos, tênis de mesa, matraquilhos, beer pong. Bar com música todas as noites — até meia-noite nos dias de semana, até as 2h nos fins de semana. Eventos semanais: asado, pizza party, noite de empanadas, hambúrgueres. Toda semana tem alguma coisa. É o tipo de hostel onde você chega sem conhecer ninguém e sai com grupo de WhatsApp de viajantes de cinco países diferentes.

A equipe é inteiramente de Mendoza. Isso parece detalhe, mas faz diferença: eles conhecem a cidade de dentro para fora e recomendam os spots que não aparecem nos guias de viagem. A nota 9,5 no Hostelworld com 875 avaliações é uma das mais altas entre todos os hostels da Argentina. O café da manhã básico está incluído na diária. Para quem quer o hostel com mais energia de Mendoza, o Gorilla é a resposta sem hesitação.


Windmill Hostel — sete anos consecutivos como o melhor hostel de Mendoza

Enquanto o Gorilla é o mais social, o Windmill, na Rua 9 de Julio, é o mais consistente. Sete anos sendo escolhido como o melhor hostel de Mendoza em todas as plataformas — segundo os próprios responsáveis pela propriedade. Nota 9,1 com mais de 1.070 avaliações no Hostelworld.

A proposta é diferente do Gorilla. O Windmill tem apenas 24 leitos, o que significa que a escala menor permite um atendimento que grandes hostels não conseguem replicar: você não é um rosto no meio de cem viajantes, é um hóspede que a equipe conhece pelo nome. O café da manhã é frequentemente citado por hóspedes como “um dos melhores da América do Sul” — e isso, num hostel, é raridade.

Tem piscina, terraço no rooftop, sala de jogos com ping pong e área de chill out. O Wi-Fi é de alta velocidade — um dado específico que o hostel destaca, e que qualquer viajante que precisou trabalhar remotamente de um hostel sabe o quanto vale. A localização fica a três quadras da estação de ônibus e da avenida principal. Os cachorros da casa são parte da identidade do lugar — aparece até na apresentação oficial: “para saber, temos cachorros.”

Para o mochileiro que quer cama confortável, café da manhã decente, Wi-Fi sério e atmosfera amigável sem o pique de balada do Gorilla, o Windmill é o melhor endereço de Mendoza.


Hostel Lagares — o número 1 entre os 50 melhores hostels de Mendoza no Wanderlog

Na lista compilada pelo Wanderlog com os 50 melhores hostels de Mendoza, o Hostel Lagares aparece em primeiro lugar. O que o coloca ali não é estrutura espetacular ou eventos toda semana — é serviço. O Javier, da equipe, aparece mencionado pelo nome em avaliação após avaliação de hóspedes internacionais como o funcionário que “vai além do esperado para garantir que a estadia seja boa”.

O hostel fica num bairro tranquilo a uma caminhada do centro, num casarão com decoração calorosa e ambiente relaxado. Há dorms, quartos privados, cozinha compartilhada, terraço e área de jogos. O café da manhã inclui pão fresco — detalhe pequeno que quem viaja muito aprende a valorizar. É o tipo de hostel para quem já ficou em lugares barulhentos demais e quer algo mais tranquilo, sem perder o espírito de hostel.

“Funcionários amigáveis e prestativos, camas confortáveis, chuveiros quentes e um café da manhã delicioso com pão fresco” — é o resumo que aparece com variações em dezenas de avaliações. Para quem prioriza serviço acima de ambiente de festa, o Lagares é onde dormir em Mendoza.


Sin Fin Hostel — design hostel em frente à Plaza Independencia

O Sin Fin tem um argumento geográfico difícil de bater: está na General Espejo 298, 100 metros da Peatonal Sarmiento e a 300 metros da Plaza Independencia. Na escala de centralidade dos hostels de Mendoza, é o endereço mais central da lista.

A proposta é de “design hostel” — conceito que o próprio Sin Fin usa para se posicionar. Os espaços comuns têm curadoria visual, com piso de parquete, mobiliário cuidado e terraço com vista para a praça. Dorms mistos e quartos privados com ar-condicionado e Wi-Fi gratuito. Cozinha compartilhada, área de churrasco, sala de TV e recepção 24 horas.

O café da manhã não está incluído na diária padrão — apenas bufê aos fins de semana, mediante custo extra — o que distingue o Sin Fin da maioria dos hostels desta lista. A política de check-in até 23h é prática para quem chega de voo ou ônibus noturno. Para o viajante que quer hostel absolutamente central, com visual acima do padrão e fácil acesso a tudo de Mendoza a pé, o Sin Fin resolve.


Clover Hostel — a 300 metros da estação de ônibus, colchões de alta densidade e sem frescura

O Clover está na mesma posição que o Windmill em termos de distância ao centro — a 1,82 km do miolo da cidade — e tem um perfil prático e direto. Está a 300 metros da estação de ônibus: para quem vai e vem de circuito pelo Cone Sul, esse detalhe de logística vale muito. Chegou de ônibus de Mendoza depois de duas semanas na Patagônia? O Clover está ali.

São dorms mistos de seis e oito leitos, dormitório feminino de seis leitos e quartos privados com banheiro próprio. Colchões de alta densidade com pillow de espuma de memória — os responsáveis pelo hostel enfatizam especificamente a qualidade do colchão, o que sugere que receberam esse feedback de hóspedes com frequência. Wi-Fi de alta velocidade em toda a propriedade. Área externa com grelha grande. Café da manhã incluso. Equipe disponível 24 horas. Limpeza 365 dias por ano.

A nota 8,9 com apenas 20 avaliações no Hostelworld indica que é um hostel ainda construindo volume de avaliações — mas as que existem são consistentemente positivas.


Mora Hostel — colonial, com piscina e lareira, para um ritmo mais pausado

O Mora tem uma estética diferente dos outros hostels da lista. É uma propriedade de estilo colonial — com lareira no saguão, jardim, terraço e piscina externa sazonal. A nota 7,6 com 28 avaliações no Hotels.com é a mais baixa da lista, o que indica que a entrega tem mais variação do que os concorrentes. Mas o perfil é específico: é para quem quer hostel com charme arquitetônico e ambiente tranquilo, não para quem busca pique de bar e eventos.

A cozinha individual em alguns quartos, combinada com fogão, micro-ondas e geladeira, transforma o Mora num meio-caminho entre hostel e apart-hotel para estadias mais longas. Trilhas de caminhada e bicicleta nas proximidades. Churrasqueira. Biblioteca. Máquina automática de vendas para fome noturna. O check-in 24 horas e a recepção permanente garantem operação funcional. Para quem vai ficar uma semana em Mendoza e quer algo com mais alma do que eficiência, o Mora tem essa proposta — mas vale verificar avaliações recentes antes de reservar.


Hostel de Los Artistas — jardim, vista para o jardim e localização a duas quadras do governo

Na 9 de Julio 318, o Hostel de Los Artistas tem uma localização particular: duas quadras da sede do governo provincial e do Parque Cívico, quatro quadras do cassino, a 750 metros da parada de ônibus para as vinícolas. Não é o endereço mais central da lista — está a dez quarteirões da Plaza Independencia —, mas é bem conectado ao transporte público que leva às adegas.

Todos os quartos têm banheiro privativo — detalhe que em hostel representa uma diferença real de conforto —, ar-condicionado e vista para o jardim. Os dorms têm beliches com armário individual com chave. A cozinha compartilhada é espaçosa. Há computador disponível para hóspedes, churrasqueira e sala de estar com TV e DVD. Café da manhã incluso. Sem toque de recolher. Recepção 24 horas.

O Hostel de Los Artistas tem nota 8,8 no site próprio e 7,9 no Hostelworld — uma discrepância comum entre plataformas que reflete perfis de público diferentes. Para quem viaja em grupo pequeno ou quer hostel tranquilo perto do ponto de ônibus para as vinícolas, é uma opção funcional.


Hostel Pituco — no coração da cidade, para o viajante que quer localização acima de tudo

O Pituco se apresenta com precisão no próprio subtítulo: “no coração da cidade de Mendoza”. A localização central é o argumento principal — e para um hostel, estar no centro facilita a exploração da cidade a pé sem precisar de transporte para cada deslocamento menor.

O perfil é de hostel urbano enxuto: espaços comuns funcionais, quartos com ar-condicionado, Wi-Fi, e o essencial para quem usa o hostel como base de operação de um roteiro ativo. Para o mochileiro que vai passar dois ou três dias em Mendoza antes de continuar viagem para Bariloche ou Santiago — e que precisa de localização central, preço baixo e nada além de cama decente e conexão —, o Pituco resolve sem complicação.


Hostel Estação Mendoza — o ponto de chegada e de partida

O Hostel Estação Mendoza tem na própria lógica de nome o argumento de existência: é um hostel de passagem para quem chega de ônibus e precisa de base imediata. A proximidade com o terminal rodoviário é o diferencial prático. Para o circuito do Cone Sul — Mendoza como ponto de conexão entre Buenos Aires, Santiago, Bariloche e San Juan —, ter hostel perto do terminal com preço acessível e estrutura decente tem valor que nenhuma quantidade de comodidades premium substitui.


Como escolher entre eles

Mendoza é uma cidade que premia quem escolhe hostel certo para o perfil certo de viagem. Há uma separação clara que qualquer viajante com alguma experiência de hostel reconhece: de um lado, os hostels sociais — projetados para criar conexões entre viajantes, com bar, eventos e vida noturna integrada; do outro, os tranquilos — que priorizam descanso, serviço de qualidade e ambiente sem barulho excessivo.

O Gorilla é o líder indiscutível da categoria social. Se você vai a Mendoza sozinho e quer conhecer gente, é onde você vai estar entre amigos em 48 horas. O Windmill é o melhor hostel para quem quer qualidade absoluta com escala pequena — sete anos seguidos de reconhecimento não são coincidência. O Lagares é para quem coloca serviço personalizado acima de qualquer outra coisa. O Sin Fin é para quem quer o endereço mais central possível com visual cuidado.

Para quem sobe o Aconcágua, o Gorilla tem storage de equipamento de ski. Para quem vai nas vinícolas de bicicleta, o Windmill organiza o tour de bikes e vinho saindo do próprio hostel. Para quem chega e sai de ônibus, o Clover e o Estação Mendoza resolvem a logística antes de qualquer outra consideração.

Mendoza é uma cidade que fica na memória. O hostel certo é parte disso — não porque foi o mais barato ou o mais bonito, mas porque foi onde você comeu empanada numa noite de asado com desconhecidos que viraram amigos de viagem. E isso, na cena de hostels de Mendoza, acontece com uma frequência que poucos destinos da América do Sul conseguem replicar.

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