Motivos Para Escolher Voar com a Lufthansa na Próxima Viagem

Planejar uma viagem internacional envolve dezenas de decisões: datas, roteiro, hospedagem, documento, moeda… e, no meio de tudo isso, a escolha da companhia aérea. Muita gente acaba olhando apenas o preço da passagem e esquece que a forma como você chega ao destino influencia todo o resto da viagem. Chegar cansado, com a bagagem extraviada, depois de uma escala apertada e um atendimento frio pode estragar os primeiros dias de férias ou uma reunião importante. Por isso, vale a pena entender o que está por trás de uma empresa como a Lufthansa, a bandeira da Alemanha e uma das maiores e mais antigas companhias aéreas do planeta.

Planejar uma viagem internacional envolve dezenas de decisões: datas, roteiro, hospedagem, documento, moeda… e, no meio de tudo isso, a escolha da companhia aérea

Neste texto, vamos percorrer os pontos que fazem muita gente escolher a Lufthansa uma e outra vez: a história, a segurança, a frota, as novas cabines, o programa de fidelidade, os lounges, as rotas que saem do Brasil, o trabalho com sustentabilidade e também os pontos de atenção que você precisa conhecer antes de reservar. A ideia é que, ao final, você consiga decidir com clareza se ela faz sentido para o seu próximo vôo.

Uma marca com 100 anos de história

Poucas empresas no mundo do turismo conseguem comemorar um século de atividade. A Lufthansa chegou a essa marca em 6 de janeiro de 2026. A história começa em 1926, com a fusão de duas companhias alemãs que deu origem à Deutsche Luft Hansa. Depois da Segunda Guerra Mundial, a empresa foi recriada em 6 de janeiro de 1953, em Colônia, e retomou as operações comerciais em 1955. Desde então, construiu uma trajetória marcada por pioneirismo: foi uma das primeiras a operar jatos comerciais, ajudou a criar o conceito de alianças globais e, hoje, é a marca central do Lufthansa Group, que reúne também SWISS, Austrian Airlines, Brussels Airlines, ITA Airways, Eurowings e Discover Airlines, além da Lufthansa Cargo e da Lufthansa Technik.

Em 1997, a Lufthansa entrou para a história da aviação mundial ao ser uma das cinco membros fundadoras da Star Alliance, ao lado de Air Canada, SAS, Thai Airways e United. A aliança, que existe até hoje, se tornou a maior do gênero no mundo e permite que passageiros acumulem e usem milhas em dezenas de companhias, façam check-in compartilhado e acessem lounges em centenas de aeroportos. Para quem viaja com frequência, essa rede faz uma diferença enorme: um bilhete da Lufthansa pode, na prática, levar você a praticamente qualquer lugar do planeta com uma única reserva.

Essa longa trajetória não é apenas curiosidade de livro. Ela significa que a empresa passou por crises do petróleo, guerras, pandemias e transformações tecnológicas e continuou de pé. Para o passageiro, isso se traduz em estabilidade: programas de milhas que não desaparecem de um ano para o outro, frota que é renovada de forma planejada e um atendimento que segue padrões há décadas.

Segurança: o ponto de partida de tudo

Quando o assunto é avião, a segurança não é um diferencial de luxo  é o básico que todo passageiro espera. Ainda assim, existem diferenças importantes entre as companhias, e a Lufthansa costuma aparecer bem nas avaliações independentes. A AirlineRatings.com, site especializado em segurança aérea que analisa mais de 380 empresas, incluiu a Lufthansa (junto com a SWISS) entre as 25 companhias aéreas mais seguras do mundo em sua lista de 2025. A empresa também mantém a certificação IOSA, a auditoria operacional da IATA, considerada um dos selos mais rigorosos do setor, e é classificada como uma companhia de 4 estrelas pela Skytrax, tendo ficado entre as 20 melhores do mundo no ranking de 2025 e entre as cinco melhores da Europa.

Por trás desses números existe uma estrutura que poucas companhias têm: a Lufthansa Technik, braço de manutenção do grupo, é uma das maiores empresas de engenharia e manutenção de aeronaves do planeta, atendendo não só a Lufthansa mas a dezenas de outras companhias ao redor do mundo. Isso significa que os aviões da frota passam por um controle de manutenção próprio, com padrões alemães, e que a empresa entende profundamente cada modelo que opera. A frota também é relativamente jovem  a idade média gira em torno de 11 anos , o que reduz riscos mecânicos e permite contar com aviões equipados com a tecnologia mais recente de navegação e segurança.

Vale lembrar também que a aviação comercial é, estatisticamente, o meio de transporte mais seguro que existe. Escolher uma empresa com histórico sólido e investimento constante em manutenção é a forma mais tranquila de viajar. A Lufthansa não tem acidentes fatais em sua operação principal há décadas, e o seu nome costuma ser sinônimo de rigor nos procedimentos de solo e de bordo.

Uma frota moderna, diversificada e até nostálgica

A frota da Lufthansa é um capítulo à parte. São mais de 260 aeronaves na operação principal, com uma variedade rara no setor. De um lado, a empresa aposta na modernidade: o Airbus A350-900, o Boeing 787-9 Dreamliner e a família A320neo consomem até 30% menos combustível por passageiro do que aviões mais antigos, geram menos ruído e oferecem cabines mais confortáveis, com maior umidade do ar e janelas maiores. A empresa tem dezenas de aeronaves novas encomendadas, incluindo o Boeing 777-9 (com entregas previstas a partir de 2026) e mais 20 aeronaves de fuselagem larga entre 787-9 e A350-900, para entrega entre 2032 e 2034.

De outro lado, a Lufthansa mantém vivos dois ícones da aviação. Ela é a maior operadora do mundo do Boeing 747-8, a versão mais moderna do famoso “Jumbo”, e ainda voa com o 747-400, que deve ser aposentado até 2028. Para quem ama aviação, fazer um vôo num 747  com sua famosa corcunda onde fica a classe executiva  é uma experiência à parte. A empresa também trouxe de volta à operação o Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo, com dois andares inteiros, após um período de pausa durante a pandemia. Em outras palavras: na Lufthansa, você pode escolher entre o que há de mais novo e o que há de mais clássico nos céus.

Essa diversidade também importa na prática. Rotas de alta densidade, como Frankfurt–São Paulo, chegam a ser operadas por aviões grandes como o 747 ou o A350, o que significa mais assentos disponíveis e, muitas vezes, preços mais competitivos. E a renovação constante da frota significa que, com o tempo, a tendência é que os aviões mais antigos deem lugar a modelos mais silenciosos e confortáveis.

A revolução Allegris: a nova experiência a bordo

Se existe um motivo que tem feito passageiros escolherem a Lufthansa nos últimos tempos, ele se chama Allegris. Lançada em maio de 2024 a bordo do Airbus A350 com saída de Munique, a nova plataforma de cabines representa a maior mudança de produto da empresa em décadas. Ela atinge todas as classes  Primeira, Executiva, Premium Economy e Econômica  e promete dar ao passageiro muito mais escolha.

Na classe executiva, a mudança é radical. Adeus ao antigo layout 2-2-2, no qual quem sentava no meio precisava passar por cima do vizinho para ir ao banheiro. No Allegris, todos os assentos têm acesso direto ao corredor, em configurações 1-2-1 e até 1-1-1. São cinco tipos de poltrona diferentes para você escolher conforme o seu perfil: a clássica, que pode ser reservada sem custo adicional na maioria das tarifas; a de cama extra-longa, que chega a cerca de 2,18 metros (86 polegadas) quando totalmente reclinada  ideal para pessoas altas; a de espaço extra, com mais área ao redor; a de privacidade, junto à janela; e a assento duplo, para quem viaja acompanhado e quer ficar mais próximo. Há ainda a suíte executiva, com porta que fecha e minibar pessoal. Todas as poltronas contam com aquecimento e resfriamento reguláveis, divisórias com mais de 1,10 metro de altura para privacidade, carregamento sem fio e conexão Bluetooth para você usar os seus próprios fones de ouvido no sistema de entretenimento.

A Primeira Classe também voltou ao A350 com o Allegris, depois de anos restrita ao Boeing 747-8. A implantação vai se estender ao 747-8, ao 777-9 e ao A350-1000 ao longo dos próximos anos, até cerca de 2028. Um aviso importante: nem todas as aeronaves e nem todas as rotas já têm o novo produto. Na hora de reservar, vale checar qual aeronave vai operar o seu vôo, porque a diferença entre a executiva antiga e a nova é grande.

Primeira Classe: do terminal ao avião, um tratamento à parte

Para quem pode investir um pouco mais, a Primeira Classe da Lufthansa é uma experiência que vai muito além do assento no avião. O ponto alto é o First Class Terminal, em Frankfurt: um prédio separado do terminal principal, onde você chega com carro particular, faz a imigração e a segurança de forma privada, é recebido por funcionários dedicados e pode relaxar em salas de estar, restaurante com menu à la carte, adega, fumôria e suítes de banho com banheira  onde, diz a lenda, os passageiros ganham um patinho de borracha que muita gente coleciona. Na hora do embarque, você é levado até a porta do avião em um Porsche ou Mercedes com motorista. É um daqueles rituais que justificam, para muitos, o investimento.

Quem não tem acesso ao terminal separado pode usar a First Class Lounge, dentro do Terminal 1, com serviço de mesa completo, área de silêncio com camas de descanso e chuveiros. A bordo, a Primeira Classe do 747-8 oferece oito suítes, com cama totalmente plana, roupa de cama de alta qualidade, menu assinado por chefs e um nível de atenção da tripulação que dificilmente se vê em outras classes. Mesmo que você não viaje de Primeira, vale saber que clientes com status HON Circle (o nível mais alto do Miles & More) também podem usar essas instalações em determinadas condições.

Premium Economy e Economy: conforto sem precisar ir para a classe executiva

Nem todo mundo pode ou quer pagar por uma classe premium, e a Lufthansa tem opções interessantes para quem viaja na classe econômica. A Premium Economy, introduzida há alguns anos, é um meio-termo bastante atrativo: assentos mais largos, com mais espaço para as pernas, encosto reclinável em maior ângulo, kit de amenidades, refeição servida em louça melhor e uma franquia de bagagem maior. Em vôos de 11 ou 12 horas, como os que ligam o Brasil à Alemanha, esse espaço extra faz uma diferença enorme no cansaço ao chegar.

Já na Economy tradicional, a Lufthansa mantém o padrão das companhias europeias de serviço completo: refeição e bebidas incluídas nos vôos intercontinentais, sistema de entretenimento individual com dezenas de filmes e séries, e a rede FlyNet de internet a bordo, disponível por pacotes pagos. A franquia de bagagem varia conforme a tarifa (Light, Classic e Flex), então é importante ler com atenção o que está incluído. Tarifas Light, por exemplo, costumam ser mais baratas mas não incluem bagagem despachada  um detalhe que pode custar caro na hora do check-in.

Frankfurt e Munique: duas portas de entrada para a Europa e o mundo

Dois hubs na Alemanha concentram a operação da Lufthansa: Frankfurt (FRA) e Munique (MUC). Frankfurt é um dos aeroportos mais conectados do mundo e a principal base da Star Alliance na Europa. Dali, a Lufthansa e suas parceiras levam você a praticamente qualquer capital europeia em um vôo de duas a três horas, além de dezenas de destinos na Ásia, África, Oriente Médio e Américas. No verão de 2026, o Lufthansa Group como um todo oferece mais de 14 mil conexões semanais para cerca de 330 destinos em aproximadamente 100 países  uma rede difícil de igualar.

Para quem está no Brasil, as opções diretas são boas. São Paulo (GRU) tem vôo diário para Frankfurt, operado em geral por Boeing 747 ou Airbus A350, além de vôos não diretos também para Munique três vezes por semana. O Rio de Janeiro (GIG) tem ligação direta com Frankfurt de cinco a seis vezes por semana, em geral com o Boeing 787 Dreamliner. Isso significa que, saindo do Brasil, você faz apenas uma escala na Alemanha e segue para quase qualquer lugar da Europa. E se quiser, pode programar uma escala mais longa  um stopover  para conhecer Frankfurt ou Munique por um ou dois dias sem custo adicional da passagem, transformando a conexão em mais um destino da viagem.

Miles & More: cada vôo que você faz vira vantagem

O programa de fidelidade da Lufthansa se chama Miles & More e é um dos mais antigos e respeitados da Europa. Ele vale para todas as companhias do Lufthansa Group e para as parceiras da Star Alliance, o que significa que você acumula pontos mesmo voando com outras empresas. Desde 2024, o programa funciona com um sistema de pontos, pontos qualificáveis e pontos HON Circle, que variam conforme a classe de vôo e se o trecho é continental ou intercontinental.

Os níveis de status são três. O primeiro, Frequent Traveller, corresponde à prata da Star Alliance e libera check-in prioritário, embarque prioritário, franquia de bagagem maior, bônus de 25% nas milhas e acesso às Business Lounges na Alemanha. O segundo, Senator, é ouro da Star Alliance e abre as portas das Senator Lounges (um nível acima), das lounges das parceiras pelo mundo, do check-in de Primeira Classe, da escolha de assento gratuita e de vouchers de upgrade. O topo é o HON Circle, para quem voa muito em classes premium, que garante atendimento dedicado e acesso ao First Class Terminal em Frankfurt.

As milhas podem ser usadas para passagens, upgrades de classe, produtos de lojas parceiras e até experiências exclusivas. Um detalhe prático: enquanto você mantém um status ativo, as milhas de premiação não expiram  um incentivo a mais para concentrar os vôos no programa.

Lounges que valem a visita: Business, Senator e First

Quem viaja com frequência sabe que um bom lounge pode transformar uma espera longa em um momento agradável. A rede de lounges da Lufthansa é dividida em três níveis. As Business Lounges são as mais numerosas, com comida e bebida de qualidade, espaço para trabalhar, tomadas e chuveiros. Já as Senator Lounges, presentes em Frankfurt e Munique e em alguns aeroportos importantes, são mais tranquilas, com menu quente, áreas de silêncio e um ambiente menos movimentado. No topo estão as First Class Lounges e o First Class Terminal, já mencionados, com serviço de restaurante e atendimento personalizado.

O acesso depende da classe do bilhete e do status no Miles & More. Passageiros de classe executiva têm acesso às Business Lounges; quem tem status Senator ou equivalente ouro na Star Alliance pode levar um acompanhante e usar as lounges das companhias parceiras em qualquer aeroporto. Para quem faz escala longa, ter um lugar para tomar um banho, comer comida de verdade e trabalhar com tranquilidade faz toda a diferença.

Sustentabilidade: voar com menos impacto no planeta

Viajar de avião tem impacto ambiental, e é bom saber que a empresa que você escolhe leva isso a sério. O Lufthansa Group tem metas climáticas claras: reduzir pela metade as emissões líquidas de CO₂ até 2030 em comparação com 2019 e chegar à neutralidade de carbono até 2050. A empresa também tem uma meta validada pela iniciativa Science Based Targets (SBTi) de reduzir a intensidade de emissões em 30,6% por tonelada-quilômetro transportada até 2030.

Na prática, isso se traduz em ações concretas. A empresa investe mais de 2,5 bilhões de euros por ano em aeronaves novas, que consomem menos combustível. Também aposta no SAF, o combustível de aviação sustentável, e oferece, na hora da reserva, a opção de compensar as emissões do vôo ou até de voar com uma parcela de SAF. Para o passageiro que se preocupa com o tema, é possível escolher uma tarifa que inclua essa contribuição. A frota moderna, com A350, 787 e A320neo, também ajuda: esses aviões queimam até 30% menos querosene por passageiro do que os modelos antigos que substituem.

Serviço, tecnologia e a famosa “precisão alemã”

A reputação alemã de organização e pontualidade também aparece na Lufthansa. O aplicativo da empresa é bem avaliado e permite fazer check-in, baixar o cartão de embarque, acompanhar a bagagem em tempo real e receber notificações de qualquer mudança no vôo. O rastreamento de bagagem por RFID, adotado pela empresa, permite saber onde está a sua mala em cada etapa do trajeto  uma tranquilidade a mais em conexões apertadas.

A tripulação de bordo costuma ser elogiada pela discrição e pela eficiência. O serviço é mais contido do que o de companhias asiáticas, mas é consistente: você sabe o que vai receber, e o padrão se repete vôo após vôo. Nos aeroportos, o check-in é organizado por classes e por status, o que reduz filas. Frankfurt, por ser um hub enorme, pode ter caminhadas longas entre os portões  mas as conexões são bem planejadas e, em caso de atraso, a equipe da Lufthansa costuma remarcar passageiros com agilidade.

Vantagens para quem viaja a trabalho

Para o viajante corporativo, a Lufthansa oferece uma estrutura que facilita a vida. A rede de vôos pela Europa permite fazer viagens de ida e volta no mesmo dia entre muitas cidades. Os lounges têm espaço para trabalho com internet rápida, as cabines Allegris têm tomadas e carregamento sem fio, e a classe executiva vira cama para você chegar descansado a uma reunião de manhã. O programa Miles & More emite faturas e relatórios que facilitam a prestação de contas com a empresa, e existem tarifas corporativas negociadas que incluem flexibilidade para alterar datas sem multa.

Além disso, por ser membro fundador da Star Alliance, a Lufthansa permite que um bilhete único combine trechos operados por parceiras como United, Air Canada, Singapore Airlines, ANA, Copa e muitas outras. Isso é especialmente útil em viagens para os Estados Unidos e Ásia, onde a rede das parceiras é muito mais densa do que a da própria Lufthansa.

Pontos de atenção antes de reservar

Nenhum texto sobre uma companhia aérea seria útil se só apontasse qualidades. Há pontos que você precisa conhecer para não ter surpresas. O primeiro é o produto Allegris: como ele está sendo implantado aos poucos, o seu vôo pode ter a cabine antiga, especialmente em rotas operadas por 747 ou A340. Se a experiência da classe executiva for importante para você, confirme o tipo de aeronave e a configuração da cabine antes de comprar.

O segundo ponto é que, na nova classe executiva, vários tipos de assento têm custo extra de reserva. A poltrona clássica sai de graça na maioria das tarifas, mas suítes, camas extra-longas e assentos duplos são pagos. Se você quer uma experiência específica, coloque esse valor no orçamento.

O terceiro ponto são as tarifas Light na economia: elas são atraentes pelo preço, mas não incluem bagagem despachada e têm restrições de alteração. Para quem viaja com mala, muitas vezes vale a pena subir para a tarifa Classic.

O quarto ponto é o hub de Frankfurt: por ser um dos aeroportos mais movimentados da Europa, em dias de mau tempo ou greves podem ocorrer atrasos e cancelamentos. A dica é evitar conexões muito curtas (menos de uma hora) e, se possível, escolher Munique, que costuma ser menos congestionado.

Por fim, o programa Miles & More tem regras complexas de acúmulo e resgate, e as tarifas com desconto muitas vezes acumulam poucos pontos. Leia as regras da tarifa antes de comprar se o acúmulo de milhas for importante para você.

Dicas práticas para aproveitar ao máximo

Algumas dicas simples podem fazer a sua viagem com a Lufthansa render mais. Primeiro, cadastre-se no Miles & More antes de comprar a passagem  é gratuito e garante que os pontos sejam creditados corretamente. Segundo, se tiver flexibilidade de datas, use o calendário de preços do site para encontrar tarifas mais baixas. Terceiro, considere fazer uma escala mais longa em Munique ou Frankfurt: ambas são cidades charmosas, com ótima cerveja, comida e museus, e um stopover de um dia pode enriquecer muito a viagem. Quarto, faça o check-in online 23 horas antes do vôo para ter mais opções de assento. E quinto, se for viajar na classe executiva com cabine Allegris, reserve o assento com antecedência, porque os tipos mais procurados esgotam rápido.

A Lufthansa combina com o seu perfil?

Depois de percorrer todos esses pontos, fica mais fácil saber se a Lufthansa é a escolha certa para você. Ela combina especialmente com quem valoriza segurança, consistência de serviço e uma rede de conexões vasta pela Europa e pelo mundo. É uma boa pedida para quem vai à Alemanha ou a países do Leste e Norte da Europa, para quem quer acumular milhas num programa sólido e para quem sonha em experimentar a Primeira Classe com o famoso First Class Terminal. Também é interessante para quem gosta de aviação e quer ter a chance de voar num 747 ou num A380, aeronaves que estão sumindo das frotas de outras empresas.

Por outro lado, se o seu único critério é o preço mais baixo possível, companhias de baixo custo ou promoções de outras bandeiras podem ofertar tarifas menores  mas, como vimos, é preciso colocar na conta bagagem, conforto e risco de atrasos. E se o seu destino é a Ásia, talvez uma companhia asiática ofereça um produto de bordo ainda mais elogiado, embora com conexão mais longa.

Para fechar

Escolher uma companhia aérea é, no fundo, escolher como você quer começar e terminar a sua viagem. A Lufthansa oferece um pacote que pesa a favor: um século de história, segurança reconhecida por entidades independentes, uma frota que mistura modernidade e charme, o novo produto Allegris que está entre os mais avançados da Europa, uma rede de hubs e parceiras que leva a todos os cantos, um programa de fidelidade robusto e lounges que são referência no mundo. Não é a opção mais barata do mercado, e nem todos os vôos já têm o produto novo  mas, para quem busca tranquilidade e serviço consistente em um vôo internacional, ela figura entre as escolhas mais sensatas que existem.

Na próxima vez que você planejar uma viagem ao exterior, vale a pena colocar a Lufthansa na sua lista de comparação. Compare tarifas, horários, tipo de aeronave e franquia de bagagem, e pese o que você valoriza mais: o preço imediato ou a experiência como um todo. Muitas vezes, a diferença de preço é pequena diante da diferença de conforto e tranquilidade. E, se você decidir voar com ela, há boa chance de que o trajeto até o destino vire uma parte agradável da viagem, e não apenas um meio de chegar lá.

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