Hospedagem Para Mochileiros em Berlim na Alemanha
Berlim é barata para quem sabe onde dormir — e os quatro hostels da a&o que provam isso.

Berlim tem uma reputação paradoxal. É ao mesmo tempo uma das capitais europeias mais baratas para viver e uma das mais caras para se hospedar no centro durante a alta temporada. A contradição é real: a cidade onde um café custa menos do que em Lisboa e onde se come bem por €10 num mercado de rua é a mesma onde hotéis na Mitte cobram €200 por quarto duplo numa semana movimentada de verão. A solução, para quem quer Berlim inteira sem sacrificar o orçamento no colchão, passa por escolher bem onde pousar — e a rede a&o tem quatro endereços que resolvem essa equação em bairros distintos, com perfis diferentes e a mesma infraestrutura consistente que a rede aplica em toda a Europa.
a&o Berlin Hauptbahnhof — nota 8,6 no Hostelworld, a mais alta das quatro unidades berlinenses, completamente renovado em março de 2019, a dez minutos a pé da Estação Central, com terraço panorâmico sobre Berlim e agenda semanal de eventos: noites de música ao vivo, shows de mágica, karaokê, noites de DJ. a&o Berlin Mitte — nota 7,8, 479 quartos completamente reformados em design moderno, a 1,79 quilômetro do centro, duas estações de metrô até a Alexanderplatz e dez minutos a pé da Ostbahnhof, com jardim de cerveja, cozinha para hóspedes, aluguel de bicicletas, air hockey e mesa de sinuca. a&o Berlin Friedrichshain — o original, o primeiro hostel da rede a&o, aberto na virada do milênio num antigo prédio de fábrica em Friedrichshain, nota 7,3, a cinco minutos da estação Ostkreuz, no bairro mais efervescente da cena noturna berlinense. a&o Berlin Kolumbus — no bairro de Lichtenberg, a 6,27 quilômetros do centro, o mais acessível das quatro unidades, com quartos de seis pessoas e estacionamento para grupos e ônibus de excursão, com carregador para carros elétricos.
O Portão de Brandemburgo e o Eixo do Poder Prussiano
O Brandenburger Tor foi construído entre 1788 e 1791 como parte de uma série de portões que marcavam os limites da cidade prussiana. Com 26 metros de altura e coroado pela Quadriga — a escultura de Vitória conduzindo uma carruagem de quatro cavalos — foi o portão principal da via real que ligava Berlim à cidade de Brandemburgo.
Durante um século e meio, o portão atravessou e sobreviveu a guerras, bombardeios, ocupações e divisões. Quando o Muro de Berlim foi construído em 1961, o portão ficou do lado oriental, intocável e inacessível para os berlinenses ocidentais. Em 1987, Ronald Reagan fez aqui o discurso “Senhor Gorbachev, abra este muro”. Em 9 de novembro de 1989, quando o muro caiu, foi sobre e ao redor do Portão de Brandemburgo que as multidões de ambos os lados se encontraram.
O portão hoje é o ponto turístico mais fotografado da Alemanha e é de acesso completamente gratuito. A Pariser Platz — a praça à frente do portão — está cercada pelos edifícios das embaixadas americana e francesa, pelo Hotel Adlon (onde Michael Jackson famosamente pendurou o bebê pela janela em 2002) e pelo DZ Bank, cujo interior projetado por Frank Gehry é uma das surpresas arquitetônicas mais inesperadas do centro de Berlim. O acesso ao interior do banco durante horário comercial é possível, e o átrio com o teto de vidro ondulado de Gehry é gratuito para visitar.
O Reichstag e a Cúpula de Vidro: A Vista Mais Democrática de Berlim
A duzentos metros do Portão de Brandemburgo, o Reichstag é o edifício do Parlamento alemão — construído em 1884, incendiado em 1933 num episódio que Hitler usou para consolidar o poder nazista, bombardeado em 1945, dividido entre as duas Alemanhas, reunificado e transformado na sede do Bundestag a partir de 1999, com a cúpula de vidro projetada por Norman Foster como o símbolo visível da reunificação.
A cúpula é de acesso gratuito, mas exige reserva prévia obrigatória pelo site oficial do Bundestag — as vagas são liberadas com algumas semanas de antecedência e esgotam rapidamente. A rampa helicoidal interna da cúpula sobe até uma plataforma a 47 metros de altura com vista panorâmica sobre o centro histórico de Berlim: o Tiergarten a oeste, a Unter den Linden ao sul, a Torre de TV à leste. O sistema de espelhos no centro da cúpula ilumina o plenário embaixo — uma solução técnica e estética que Norman Foster desenvolveu como metáfora da transparência parlamentar.
A visita à cúpula é uma das experiências gratuitas mais bem cuidadas de qualquer capital europeia, com audioguia incluído em dezesseis idiomas que acompanha o percurso da rampa.
O Memorial do Holocausto: 2.711 Estelas de Concreto
O Denkmal für die ermordeten Juden Europas — o Memorial aos Judeus Assassinados da Europa — ocupa um campo de 19.000 metros quadrados entre o Portão de Brandemburgo e a antiga localização da Chancelaria do Reich. Foi inaugurado em 2005 com projeto do arquiteto Peter Eisenman e consiste em 2.711 estelas de concreto dispostas em grid regular sobre um terreno levemente ondulado, que cria uma sensação de desorientação e claustrofobia à medida que o visitante penetra as fileiras mais internas.
O efeito é deliberadamente perturbador. As estelas variam de altura de zero a quatro metros, o terreno oscila, a perspectiva se fecha. A experiência física produz uma sensação que nenhuma explicação intelectual prepara completamente. O acesso ao campo é gratuito e permanente — sem horários, sem bilhetes, disponível a qualquer hora do dia ou da noite. No subsolo funciona o Ort der Information — o Centro de Informação com documentação sobre o Holocausto, aberto ao público com ingresso gratuito.
O Muro de Berlim: O Que Restou de Uma Ferida de Concreto
O Muro de Berlim foi construído na noite de 12 para 13 de agosto de 1961 e ao longo dos vinte e oito anos seguintes cresceu de uma cerca de arame farpado para um sistema de 155 quilômetros de extensão com dois muros paralelos, uma faixa de areia nivelada e rastreada (Todesstreifen — faixa da morte), torres de observação a intervalos regulares, campos minados e holofotes. Ao menos 140 pessoas morreram tentando atravessá-lo.
Em 9 de novembro de 1989, um funcionário do governo da Alemanha Oriental leu em coletiva de imprensa uma nova regulamentação sobre viagens — e ao ser perguntado quando ela entraria em vigor, respondeu “imediatamente, sem demora”. As multidões foram aos postos de controle; os guardas, sem ordens claras, abriram os portões. Em horas, o muro estava sendo derrubado pela população.
O que sobrou do muro físico está espalhado pela cidade em fragmentos e trechos preservados. Os principais:
A East Side Gallery é a maior galeria de arte ao ar livre do mundo — 1,3 quilômetro do muro original preservado, coberto em 1990 por 118 murais de artistas de todo o mundo. O painel mais famoso é o Fraternal Kiss — o beijo entre Brezhnev e Honecker pintado por Dmitri Vrubel com a inscrição “Deus, salva-me dessa amorte fatal”. É de acesso livre e fica em Friedrichshain, a poucos minutos dos hostels a&o Friedrichshain e Mitte.
O Memorial do Muro de Berlim (Gedenkstätte Berliner Mauer) na Bernauer Straße é o local onde o muro foi mais documentado e onde um trecho de 200 metros foi preservado com a faixa da morte, as torres e as redes de arame. É o único lugar onde a estrutura completa do sistema de segurança pode ser vista e compreendida integralmente. Um centro de documentação ao lado do memorial tem entrada gratuita.
O Checkpoint Charlie foi o posto de controle entre os setores americano e soviético — o único ponto de passagem para estrangeiros entre Berlim Ocidental e Oriental. A cabine de madeira original não existe mais; o que está no local é uma réplica instalada após a reunificação, transformada em atração turística com figurantes vestidos de soldados americanos e soviéticos para fotos pagas. O museu do Checkpoint Charlie ao lado tem ingresso pago. A localização em si, na esquina da Friedrichstraße, é de acesso livre e é onde se compreende fisicamente como a cidade foi dividida — as placas no chão mostram onde o muro passava.
A Ilha dos Museus: Patrimônio da Humanidade no Centro de Berlim
A Museumsinsel — a Ilha dos Museus — é uma ilha no rio Spree, no coração de Mitte, declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1999. Nela estão concentrados cinco dos maiores museus de Berlim, construídos entre 1830 e 1930 como parte do projeto prussiano de criar o maior conjunto museológico da Europa.
O Museu Pergamon (Pergamonmuseum) é o mais visitado da Alemanha — e um dos maiores do mundo por acervo de antiguidades. O nome vem do Altar de Pérgamo, uma construção monumental do século II a.C. trazida da Turquia e reconstruída no interior do museu com suas dimensões originais de 36 por 34 metros. O mesmo museu abriga o Ishtar Gate — o Portão de Ishtar de Babilônia, construído pelo rei Nabucodonosor II em 575 a.C. e revestido de azulejos azuis com figuras de leões, touros e dragões — e a Processional Way, a avenida de procissão babilônica parcialmente reconstruída. A reserva de ingresso com horário marcado é essencial, especialmente nos meses de verão.
O Neues Museum abriga o Egito Antigo e a Pré-história. A peça mais famosa é o busto de Nefertiti — a rainha egípcia que reinou por volta de 1340 a.C., cujo busto pintado de 3.300 anos é considerado um dos objetos de arte mais bem preservados da Antiguidade. O museu foi parcialmente destruído na Segunda Guerra Mundial e reconstruído entre 2003 e 2009 pelo arquiteto David Chipperfield, que optou por integrar os danos do bombardeio à arquitetura restaurada — as marcas dos impactos são visíveis nas paredes como camadas históricas que Chipperfield se recusou a apagar.
O Bode Museum na ponta norte da ilha tem uma coleção de esculturas bizantinas, moedas e artes decorativas medievais. O Altes Museum tem arte grega e romana. O Alte Nationalgalerie tem a coleção de pintura do século XIX — Caspar David Friedrich, Adolph Menzel, Schinkel.
O Museumspass Berlin — disponível por €29 por três dias consecutivos — dá acesso a mais de trinta museus da cidade, incluindo todos os da Ilha. Para quem vai visitar dois ou mais museus da ilha, o passe é matematicamente mais vantajoso do que os ingressos individuais.
O Tiergarten e o Reichstag por Dentro: O Pulmão Central de Berlim
O Tiergarten é o parque central de Berlim — 210 hectares de bosques, lagos artificiais e alamedas que atravessam o centro da cidade de leste a oeste. Foi originalmente a reserva de caça dos eleitores de Brandemburgo no século XVII; no século XIX foi transformado em parque público por Peter Joseph Lenné, o mesmo paisagista que projetou os jardins de Sanssouci em Potsdam.
No centro do parque está a Siegessäule — a Coluna da Vitória — uma coluna de 67 metros coroada pela estátua dourada de Vitória, construída para celebrar as guerras prussianas de unificação do século XIX. Barack Obama fez aqui seu discurso em Berlim em 2008, para uma multidão de duzentas mil pessoas. A subida ao topo da coluna — 285 degraus em espiral — custa €4 e dá a melhor vista sobre o Tiergarten e o eixo leste-oeste da cidade.
O parque é de uso contínuo pelos berlinenses: corredores de manhã cedo, famílias com crianças nos fins de semana, churrascos nos gramados nas tardes de verão — prática tolerada e comum em toda a cidade —, ciclistas que usam o parque como rota cotidiana. A entrada é sempre gratuita.
A Topografia do Terror e a Memória do Nazismo
No espaço onde ficavam as sedes da Gestapo, das SS e do SD — os instrumentos centrais do terror nazista — funciona hoje o museu Topographie des Terrors. Uma escavação arqueológica na calçada revela os alicerces dos subterrâneos onde as interrogações e torturas aconteciam entre 1933 e 1945.
A exposição permanente documenta o funcionamento do sistema de terror nazista com profundidade e rigor — fotografias, documentos, testemunhos, tabelas — num nível de detalhamento que poucas exposições sobre o período conseguem manter sem se tornar inacessíveis. A entrada é completamente gratuita. Ao lado da entrada, um trecho original do Muro de Berlim ainda de pé, grafitado, é um dos poucos lugares onde os dois períodos mais sombrios da história alemã do século XX se tocam geograficamente.
Kreuzberg e Friedrichshain: Onde Berlim Não Dorme
Berlim tem uma cena noturna que é genuinamente diferente de qualquer outra capital europeia. Não porque tenha mais bares ou mais clubes — tem, mas não é isso. É porque tem uma cultura de vida noturna que começa tarde, termina quando acaba e não tem o desconforto social de outras capitais com a ideia de dançar até o meio-dia do domingo. O Techno foi desenvolvido em Berlim nos anos imediatamente após a queda do muro — nos armazéns e bunkers abandonados do leste, onde a ausência de regulamentação e o excesso de espaço vazio criaram condições únicas para uma cena musical que hoje define a identidade da cidade tanto quanto o muro.
Friedrichshain — onde fica o a&o Berlin Friedrichshain, o hostel original da rede — é o bairro mais diretamente conectado a essa história. A estação Ostkreuz, a cinco minutos do hostel, conecta a toda a cidade. O bairro tem a East Side Gallery na margem do Spree, o parque Volkspark Friedrichshain com sua colina artificial feita de entulho da guerra, e uma concentração de bares, restaurantes e clubes por volta da Warschauer Straße e da Simon-Dach-Straße que funciona de forma mais ou menos ininterrupta nos fins de semana.
Kreuzberg — ao qual o a&o Berlin Mitte fica adjacente — tem uma identidade diferente de Friedrichshain, mais ligada à imigração turca que transformou o bairro a partir dos anos 1970, às feiras de domingo na Maybachufer, à cena alternativa das gerações de squatters que ocuparam os prédios abandonados do pós-guerra. O Mauerpark — no limite entre Prenzlauer Berg e Friedrichshain — tem um mercado de pulgas monumental nos domingos, com sarau de karaokê ao ar livre que começa às 15h e dura até o anoitecer. O público participa em massa, sem ironia, e o resultado é uma das coisas mais genuinamente berlínenses que qualquer visitante pode presenciar.
O Palácio de Charlottenburg: Quando Berlim Era Prussiana
A cinco quilômetros a oeste do centro histórico, o Palácio de Charlottenburg foi construído no final do século XVII como residência de verão da Rainha Sofia Carlota, esposa do Rei Frederico I da Prússia. O nome do bairro ao redor do palácio — Charlottenburg — homenageia a rainha que morreu em 1705 antes de vê-lo concluído.
O palácio foi quase inteiramente destruído pelos bombardeios da Segunda Guerra Mundial e reconstruído ao longo das décadas seguintes com um nível de fidelidade histórica que, em muitas salas, torna difícil distinguir o original do restaurado. Os apartamentos históricos de Frederico I e da Rainha Sofia Carlota, a galeria de porcelana chinesa, o apartamento de Frederico o Grande nas alas laterais e os jardins formais com o Belvedere — uma casa de chá do século XVIII transformada em museu de porcelana prussiana — justificam uma tarde inteira.
Os jardins são de acesso gratuito. O ingresso para o palácio custa €12 para adultos, com acesso a diferentes alas vendido separadamente ou em combinação.
O Tempelhofer Feld: O Aeroporto que Virou Parque
O Aeroporto de Tempelhof foi construído durante o regime nazista como o maior edifício do mundo na época de sua conclusão — com quase 1,2 quilômetro de fachada e capacidade para 6 milhões de passageiros. Foi aqui que a Ponte Aérea de Berlim operou entre 1948 e 1949, quando a União Soviética bloqueou o acesso terrestre a Berlim Ocidental e os Aliados sustentaram a cidade inteira por avião durante onze meses.
O aeroporto foi desativado em 2008 e o campo — 386 hectares no centro de Berlim — foi transformado em parque público em 2010. O resultado é um espaço sem paralelo em nenhuma outra capital europeia: pistas de pouso convertidas em pistas de bicicleta, patinete e skate, gramados imensos para piqueniques e futebol, jardins comunitários cultivados pelos moradores, hortas urbanas e, ao fundo, o terminal nazista preservado como monumento histórico.
Em dias de sol no verão, o Tempelhofer Feld reúne dezenas de milhares de berlinenses num espetáculo de uso urbano coletivo que não existe com essa escala em nenhuma outra cidade. É de acesso gratuito, permanente, e está a vinte minutos do a&o Berlin Mitte de bicicleta.
Potsdam: O Versalhes Prussiano a Trinta Minutos de Trem
A trinta minutos de S-Bahn da Berlim central, Potsdam foi a cidade de residência dos reis prussianos — e o parque de Sanssouci, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1990, é o que resulta de cento e cinquenta anos de construção de palácios e jardins por uma série de monarcas que tinham recursos, gosto e tempo.
O Palácio de Sanssouci foi construído por Frederico o Grande entre 1745 e 1747 como sua residência de verão privada — o nome é francês e significa “sem preocupação”, a filosofia que Frederico queria para aquele espaço. O palácio é pequeno para os padrões reais — dez salas no andar único —, inteiramente dourado no interior, com um jardim em terraços que desce em linha reta até os chafarizes. Frederico o Grande está enterrado na varanda do palácio, ao lado de seus cachorros, conforme determinação testamentária cumprida apenas em 1991.
O parque tem outros palácios — o Neues Palais, o Schloss Charlottenhof, o Chinesisches Haus — distribuídos por 500 hectares de jardins. O acesso ao parque é gratuito; os palácios têm ingressos separados. Um dia completo em Potsdam é insuficiente para ver tudo, e muitos visitantes fazem dois dias.
Quando Ir e Como Chegar
Berlim funciona bem em qualquer época, mas a primavera — abril a junho — combina clima agradável, dias longos e a cidade viva sem o pico absoluto de turismo do verão. Julho e agosto são os meses mais lotados e mais caros. O outono de setembro a novembro tem uma luz que os fotógrafos de viagem perseguem, com as árvores do Tiergarten e do Charlottenburg em transição, e preços de hospedagem fora do pico.
O Natal e o Réveillon têm uma tradição específica em Berlim: o Réveillon berlinense acontece na Pariser Platz, em frente ao Portão de Brandemburgo, com um dos maiores shows de fogos da Europa e centenas de milhares de pessoas na rua. É uma experiência que precisa de logística (chegar cedo, planejar como sair) mas que qualquer pessoa que estiver em Berlim em 31 de dezembro não deveria perder.
O Aeroporto BER de Berlim-Brandemburgo, inaugurado em 2020 após décadas de atrasos e escândalos de construção que se tornaram símbolo de ineficiência alemã, fica a 25 quilômetros do centro. As linhas de S-Bahn S9 e S45 conectam ao centro em 35 a 45 minutos. O Berlin WelcomeCard — disponível em versões de 48 horas a seis dias — inclui transporte público ilimitado e descontos em atrações, e é geralmente vantajoso para quem vai visitar museus com frequência.
Berlim é uma das cidades europeias que mais justifica voltar. Não porque seja inexaurível em pontos turísticos — embora seja — mas porque tem a qualidade rara de mudar a perspectiva de quem passa tempo nela. Toda aquela história acumulada de tragédia, divisão, colapso e reinvenção criou uma cidade que trata o passado com uma honestidade brutal que poucas outras capitais conseguem manter. Os quatro hostels da a&o — com a melhor nota da rede em Berlim no Hauptbahnhof, com o hostel original em Friedrichshain, com a centralidade do Mitte e a opção econômica do Kolumbus — são quatro maneiras diferentes de entrar nessa Berlim sem que o custo da hospedagem determine o quanto dela cabe na viagem.