Guia Real dos 9 Restaurantes de Paris que Aparecem em Toda Lista
Guia real dos 9 restaurantes de Paris que aparecem em toda lista de “must visit”: o que realmente faz sentido e como conseguir mesa em cada um deles sem perder a viagem na fila.

Le Relais de l’Entrecôte / “Saint-Germain-des-Prés” a casa de Saint-Germain fica na 20, rue Saint-Benoît, que é 6º arrondissement, e existem outras unidades em Paris (Marbeuf, no 8º, Montparnasse e Saint-Honoré). Não é um restaurante único. A rede é uma história de família iniciada em 1959 por Paul Gineste de Saurs e continuada pela filha, Marie-Paule.
Bouillon Chartier / “9th Arrondissement” Existem três Bouillons Chartier em Paris: Grands Boulevards (o original, de 1896, na 7 rue du Faubourg Montmartre, 9º), Montparnasse e Gare de l’Est. O salão dos Grands Boulevards, tombado como patrimônio desde 1989. E ele não aceita reserva.
Bistrot Paul Bert / “11th” Rua Paul Bert, no 11º, e a casa passou dos vinte anos de funcionamento.
Septime / “11th” 80 rue de Charonne. É restaurante estrelado pelo Michelin, com Estrela Verde de sustentabilidade, presença recorrente no World’s 50 Best, aberto em 2011 por Bertrand Grébaut. Reservas abrem 21 dias antes, às 10h de Paris, e somem em minutos.
Frenchie / “2nd Arrondissement” Rua du Nil, aberto em 2009 por Gregory Marchand, uma estrela Michelin. O traço mais marcante é a influência anglo-francesa do chef, que passou por cozinhas em Londres e Nova York.
Clamato / “11th” é irmão do Septime, duas portas ao lado, dos mesmos sócios. Sem reserva.
Le Comptoir du Relais / “Saint-Germain-des-Prés” 9 carrefour de l’Odéon, 6º, casa do chef Yves Camdeborde, um dos nomes fundadores da chamada bistronomia.
Pink Mamma / “Pigalle” endereço na rue de Douai, no 9º, do grupo Big Mamma. Cozinha italiana, sim, mas a fila é o assunto principal.
Café de Flore / “Saint-Germain-des-Prés” Café histórico do boulevard Saint-Germain, aberto no fim do século XIX, ligado à memória de Sartre e Simone de Beauvoir. É café e brasserie, não restaurante de destino gastronômico.
Paris não é uma cidade onde se come bem por acidente
Existe uma fantasia de que em Paris qualquer esquina serve uma refeição memorável. Não é assim. A cidade tem cerca de 40 mil estabelecimentos de comida e uma parte considerável deles vive de turista distraído, com fotos de comida na porta e menu traduzido em seis idiomas. Esse é o sinal de alerta mais confiável que existe: menu plastificado com bandeirinhas na calçada quase sempre significa cozinha congelada e requentada.
O contraponto é que Paris também abriga uma cultura de bistrô que não existe em nenhum outro lugar com a mesma densidade. Casas pequenas, com trinta ou quarenta lugares, giz no quadro-negro, carta de vinhos com produtores que ninguém conhece fora da França, e um cozinheiro que decide o menu na terça de manhã, depois de conversar com o fornecedor de peixe.
A lista das nove casas das imagens mistura três categorias bem diferentes, e entender essa divisão evita frustração:
- Instituições históricas de preço acessível (Chartier, Relais de l’Entrecôte, Café de Flore)
- Bistrôs clássicos de qualidade (Paul Bert, Comptoir du Relais)
- A geração da bistronomia e alta cozinha informal (Septime, Frenchie, Clamato)
E o Pink Mamma, que é uma categoria própria: o restaurante mais fotografado de Paris no Instagram.
| Restaurante | Bairro / Arr. | Reserva | Faixa de preço |
|---|---|---|---|
| Bouillon Chartier | 9º, Grands Boulevards | Não aceita | Até €20 |
| Le Relais de l’Entrecôte | 6º, Saint-Germain | Não aceita | €30 a €40 |
| Bistrot Paul Bert | 11º | Sim, essencial | €50 a €70 |
| Septime | 11º, rue de Charonne | 21 dias antes, 10h | €100+ |
| Frenchie | 2º, rue du Nil | Cerca de 30 dias | €100+ |
| Clamato | 11º | Não aceita | €40 a €60 |
| Le Comptoir du Relais | 6º, Odéon | Jantar com meses | €30 a €90 |
| Pink Mamma | 9º, Pigalle | Aplicativo / fila | €30 a €45 |
| Café de Flore | 6º, Saint-Germain | Não precisa | €20 a €50 |
Bouillon Chartier: o melhor negócio da cidade, e não é exagero
Aberto em 1896 pelos irmãos Chartier, o salão dos Grands Boulevards é uma das coisas mais impressionantes de se ver em Paris sem pagar ingresso. Pé-direito altíssimo, colunas de ferro, espelhos, mezanino, lustres, gavetinhas de madeira onde os clientes antigos guardavam o próprio guardanapo. Em 1989 o interior entrou na lista de monumentos históricos da França.
A promessa da casa é a mesma de 1896: uma refeição decente por um valor modesto. Entradas a partir de €1, pratos principais a partir de €7, sobremesas a partir de €2. O compromisso público do restaurante é garantir uma refeição por menos de €20. Numa cidade onde um sanduíche perto da Torre Eiffel custa €12, isso é quase absurdo.
O funcionamento é peculiar e vale entender antes de chegar. Serviço todos os dias, das 11h30 à meia-noite, sem intervalo, sem reserva. A fila se forma no pátio e às vezes chega à calçada. Você pode ser sentado em mesa compartilhada com estranhos, e isso não é um problema, é o espírito da casa. A conta é escrita a caneta direto na toalha de papel. Os garçons usam o rondin, aquele colete preto justo com vários bolsos e avental branco longo, e trabalham com uma velocidade que beira o esporte.
O que comer? Ovo com maionese, cabeça de vitela, escargots, blanquette, steak frites, profiteroles. É comida de brasserie tradicional, honesta, sem refinamento. Quem espera cozinha de revista vai sair reclamando. Quem entende que está pagando €18 para almoçar dentro de um monumento histórico sai encantado.
A fila anda rápido, mais rápido do que parece. Evite chegar às 20h de sábado. Almoço às 11h30 na abertura, ou jantar às 22h, é bem mais tranquilo.
Le Relais de l’Entrecôte: um prato só, e nada de menu
Talvez o conceito mais teimoso da cidade. Você senta, o garçom pergunta o ponto da carne, e é isso. Não há menu de comida. Chega uma salada de nozes com molho de mostarda, depois vem o contrafilé fatiado com o famoso molho de manteiga e ervas, cuja receita é segredo da família, acompanhado de batata frita fininha. E depois vem a segunda porção, sempre. Ela faz parte do combinado, mantida quente na cozinha, servida quando você termina a primeira.
A história começa em 1959, com Paul Gineste de Saurs, no Relais de Venise em Porte Maillot. A filha, Marie-Paule, criou o Relais de l’Entrecôte, e hoje há casas em Paris, Genebra, Zurique e outras cidades. O prato gira na casa dos €30, e a carta de vinhos é onde a conta cresce, geralmente com um Gaillac da propriedade da família.
O único trabalho é a fila, que na unidade de Saint-Benoît vira esquina em dia de movimento. Não aceitam reserva. Horário mais civilizado: 18h30 na abertura do jantar, ou depois das 21h30.
Vale? Se você gosta de carne e de fritas, sim, e é uma experiência divertida de contar. Se você quer variedade, escolha, ou não come carne vermelha, passe longe. Literalmente não há alternativa no salão.
Bistrot Paul Bert: o bistrô que outros bistrôs tentam ser
Se eu tivesse que indicar um único endereço para alguém que quer entender o que é um bistrô parisiense de verdade, seria esse. Rua Paul Bert, no 11º, fachada antiga, piso quadriculado, banco de couro vermelho, quadro-negro escrito à mão com preços riscados e corrigidos. Nada ali foi desenhado por um escritório de design. Envelheceu assim.
A cozinha é clássica sem ser museológica. Entrecôte com pimenta e molho, purê de batata com quantidade de manteiga que ninguém deveria saber, terrines, peixe do dia, e o Paris-Brest de sobremesa, que é tradicionalmente servido em tamanho absurdo para dividir. A carta de vinhos é longa e ali está uma parte grande do prazer da casa, com muitos produtores pequenos do Loire, Jura e Beaujolais.
Preço numa faixa razoável para o padrão da cidade, entre €50 e €70 por pessoa sem exageros no vinho. Reserva é praticamente obrigatória, com alguns dias ou semanas de antecedência dependendo da época. A casa costuma fechar domingo e segunda.
Um detalhe prático: a mesma rua concentra outros endereços da mesma família de negócios, incluindo uma peixaria-restaurante e um bar de vinhos. Se o Paul Bert estiver cheio, você não precisa mudar de calçada.
Septime: o mais difícil de conseguir, e provavelmente o mais interessante
Bertrand Grébaut abriu o Septime em 2011 na rue de Charonne, e mudou o centro de gravidade da gastronomia parisiense para o leste da cidade. Sala pequena, madeira crua, luz baixa, mesas sem toalha, cozinha aberta ao fundo. Nenhum sinal externo de restaurante estrelado, e é exatamente por isso que funciona.
O jantar é menu único, degustação, que muda toda semana conforme o que chega. Legumes tratados com a mesma seriedade que proteína, cocções curtas, acidez presente, poucos elementos no prato. A carta de vinhos é quase toda de vinho natural, com uma lista de produtores que parece um manifesto. O Michelin reconhece a casa com estrela e também com a Estrela Verde de sustentabilidade, e o restaurante figura há anos em rankings internacionais.
Agora a parte chata. As reservas abrem todos os dias às 10h da manhã, hora de Paris, para a data exatamente três semanas à frente. E fecham em minutos. Quinta e sexta à noite são as piores. Almoço no meio da semana é sensivelmente mais fácil, e o almoço custa bem menos que o jantar. Minha recomendação prática para quem vem do Brasil: mire no almoço de terça, quarta ou quinta, coloque o despertador, e tente em dias consecutivos. Duas a quatro tentativas costumam resolver. Lembre do fuso: 10h em Paris é 5h ou 6h em Belo Horizonte, dependendo do horário de verão europeu.
O restaurante fecha sábado e domingo, e tira férias longas em agosto. Vale checar antes de montar o roteiro em torno dele.
Clamato: o plano B que não é plano B
Duas portas ao lado do Septime, dos mesmos sócios, Grébaut e Théophile Pourriat. Frutos do mar, sem reserva, sem menu fixo. Você chega, coloca o nome, espera, senta no balcão de mármore ou numa mesinha, e pede pratos pequenos para dividir.
Ostras, pescados crus, vieiras, crustáceos, vegetais grelhados, tudo com uma mão leve e muita acidez. A carta de vinhos segue a mesma linha natural da casa vizinha, com bastante coisa borbulhante e sem filtragem. O preço fica pela metade do Septime, algo entre €40 e €60 por pessoa dependendo do apetite.
Aqui está a dica que economiza frustração de viagem: se você não conseguiu mesa no Septime, vá ao Clamato. É a mesma cultura de cozinha, mais rápida e mais informal. Chegar na abertura do serviço, por volta das 19h, dá muito mais chance. Nos fins de semana eles também servem almoço, e é um dos melhores almoços da cidade nessa faixa de preço.
Frenchie: a casa que abriu o caminho da rue du Nil
Gregory Marchand abriu o Frenchie em 2009 numa ruazinha então esquecida do 2º arrondissement, depois de passar por cozinhas em Londres e Nova York. O apelido “Frenchie” veio dos colegas estrangeiros. Sala pequena, tijolo, azulejo branco, quadro-negro com o menu do mercado, e uma cozinha que mistura técnica francesa com uma sensibilidade anglo-saxã, ou seja, mais direta, mais ácida, menos reverente.
Hoje a rue du Nil inteira gira em torno dessa família de negócios: o restaurante, o bar de vinhos do outro lado da rua (sem reserva, fila a partir das 19h, mesma brigada), o balcão de sanduíches, e a loja de produtos da Terroirs d’Avenir, que abastece boa parte dos bons restaurantes de Paris. Passear naquela rua no fim da tarde é um programa por si só.
O restaurante trabalha com menu fechado, tem uma estrela Michelin desde 2018, e as reservas abrem com cerca de um mês de antecedência no site. É jantar, geralmente de segunda a sexta. A conta passa dos €100 por pessoa com vinho.
Se você quer a comida sem o compromisso de agenda, o bar de vinhos resolve. Menos formal, pratos menores, mesma origem.
Le Comptoir du Relais: o bistrô que virou dois restaurantes na mesma porta
Yves Camdeborde é um dos nomes que fundaram a bistronomia, o movimento de chefs formados em cozinha de luxo que decidiram cozinhar em casas pequenas e baratas nos anos 1990. O Comptoir, no carrefour de l’Odéon, é a versão mais visitada do que ele faz.
O funcionamento tem duas caras. No almoço e nos fins de semana, funciona como brasserie à la carte, sem reserva, com fila na calçada e clientela sentada muito perto uma da outra. À noite, de segunda a sexta, vira menu de degustação com número limitado de lugares e reserva que costuma exigir meses de antecedência. São experiências completamente distintas na mesma porta.
Minha leitura honesta: o almoço é ótimo e desnecessariamente estressante por causa da fila. O jantar é bom, mas o esforço de reserva não é proporcional ao resultado, considerando que Paris tem dezenas de casas com cozinha equivalente e agenda mais fácil. Se você está em Saint-Germain e vê mesa livre no terraço, sente. Se não, siga adiante sem culpa.
Ao lado funciona o balcão de crepes e sanduíches da mesma casa, que é uma solução rápida e barata na região.
Pink Mamma: bonito, divertido, e não é o motivo pelo qual você veio a Paris
O Pink Mamma é do grupo Big Mamma, que trouxe para a França uma versão energética e barata de trattoria italiana. Quatro andares em Pigalle, escada em espiral, plantas por toda parte, teto de vidro no último piso, luz neon rosa, música alta, garçons italianos jovens e falantes. É um dos interiores mais fotografados da cidade e a fila costuma dar volta na esquina.
A comida é italiana, honesta, com massas frescas, trufa quando é época, carnes na brasa, e preços razoáveis, algo entre €30 e €45 por pessoa. Não é a melhor cozinha italiana de Paris, mas é boa o suficiente e o ambiente é genuinamente animado. As reservas funcionam pelo aplicativo do grupo, e as mesas abrem com poucos dias de antecedência, desaparecendo rápido. Sem reserva, a fila física pode passar de uma hora em horário de pico.
Sendo direto: se você tem quatro noites em Paris, gastar uma delas comendo massa italiana num lugar com fila de uma hora é uma escolha estranha. Se você tem dez noites, ou está viajando com adolescentes que querem o cenário para foto, faz todo sentido. Não há nada de errado em querer o restaurante bonito. Só é bom saber que a razão de estar ali é o ambiente, não o prato.
Café de Flore: pague pela cadeira, não pela comida
O Flore é um café histórico do boulevard Saint-Germain, ativo desde o fim do século XIX, e ficou associado à intelectualidade francesa do pós-guerra, especialmente Sartre e Simone de Beauvoir, que frequentavam a casa quase como escritório. O vizinho Les Deux Magots divide a mesma fama e a mesma clientela de turistas.
Aqui a expectativa precisa ser calibrada. Um café expresso custa muito mais que a média da cidade. Um chocolate quente, um croque-monsieur, uma omelete, todos com preço de restaurante. A comida é correta, nada memorável. O que você está comprando é uma hora sentado numa cadeira de vime no terraço, vendo Saint-Germain passar, num lugar que faz parte da história cultural da cidade.
E isso, para mim, vale. Só não vale como refeição principal. Vá tomar café da manhã lá, ou um copo de vinho no fim da tarde, e jante em outro lugar. Sem reserva, sem fila longa, funciona até tarde e todos os dias.
Como eu encaixaria essas nove casas num roteiro de verdade
Roteiro é onde a maioria das listas falha. Elas dão nomes e não dão ordem. Uma sugestão de distribuição para cinco dias:
| Dia | Almoço | Jantar |
|---|---|---|
| 1 | Bouillon Chartier | Bistrot Paul Bert |
| 2 | Clamato | Café de Flore (leve) |
| 3 | Septime (se conseguir) | Pink Mamma |
| 4 | Le Comptoir du Relais | Frenchie |
| 5 | Le Relais de l’Entrecôte | livre, por bairro |
A lógica: as casas sem reserva ficam no almoço, quando a fila é menor. As com reserva difícil ficam no jantar, porque é para isso que a agenda existe. E sempre deixar uma noite livre, porque Paris tem a mania de te colocar num bairro simpático às 20h e o roteiro fechado impede que você aproveite.
Cinco coisas práticas que mudam a experiência
Horário francês é rígido. Cozinha de bistrô serve almoço entre 12h e 14h30 e jantar das 19h30 às 22h30. Chegar às 15h30 com fome é receita para comer mal. Fora desses horários, brasseries e cafés de serviço contínuo são a solução, e o Chartier é o rei dessa categoria.
Domingo e segunda fecham. Muitos dos melhores bistrôs, incluindo Paul Bert, Septime e Frenchie, não abrem no fim de semana ou no começo dele. Monte o roteiro checando isso. Chartier, Flore e o Relais de l’Entrecôte abrem todos os dias, e servem de rede de segurança.
Agosto é armadilha. Boa parte das casas independentes fecha por duas ou três semanas nas férias de verão. Se sua viagem cai em agosto, confirme cada endereço na semana anterior.
Água e pão são de graça. Peça “une carafe d’eau” e vem água da torneira, que é boa e gratuita. Pão vem sem cobrança na maioria das casas. Couvert, no sentido brasileiro, não existe.
Serviço já está incluído. A conta traz “service compris”. Deixar dois ou três euros na mesa quando o atendimento foi bom é gesto simpático, não obrigação. Ninguém espera dez ou quinze por cento.
O que eu diria para alguém decidindo entre esses nove
Se o orçamento é curto, Chartier e Relais de l’Entrecôte entregam mais memória por euro que qualquer outra coisa da lista. Se você quer a refeição que vai lembrar dez anos depois, o esforço de reserva no Septime compensa, e o Clamato compensa ainda mais porque não exige esforço nenhum. Se você quer entender o que é um bistrô, Paul Bert. Se você quer foto, Pink Mamma e Flore.
E se você tiver que escolher só uma coisa dessa lista para não deixar de fora, escolha o almoço no Clamato numa terça, sem pressa, com um vinho branco de produtor pequeno e uma dúzia de ostras. Não custa fortuna, não exige planejamento militar, e resume melhor do que qualquer estrela o que Paris faz de bom hoje com comida.

