ETA Para Brasileiros em 2026: Como Pedir a Autorização Para Viajar ao Reino Unido
ETA para brasileiros em 2026: veja quem precisa da autorização para viajar ao Reino Unido, quanto custa, como solicitar no site oficial e quais cuidados tomar antes de embarcar.

A passagem está comprada, a hospedagem reservada e o roteiro de Londres já começa a ganhar forma. É nesse momento que muita gente se depara com uma sigla que não fazia parte do planejamento de viagens ao Reino Unido há alguns anos: ETA. Para brasileiros que viajam a turismo em 2026, entender essa exigência antes de ir ao aeroporto é tão importante quanto conferir o passaporte.
A ETA, sigla de Electronic Travel Authorisation, é uma autorização eletrônica de viagem. Ela é solicitada pela internet ou pelo aplicativo oficial do governo britânico e fica vinculada ao passaporte usado no pedido. Não é um visto. Também não substitui a análise feita na entrada do país. Sua função é permitir que uma pessoa elegível viaje ao Reino Unido sem precisar solicitar previamente um visto de visitante.
A distinção parece pequena, mas evita um erro caro. Ter uma passagem para Londres e um passaporte brasileiro válido, por si só, não basta para embarcar quando a ETA é exigida. Por outro lado, conseguir a autorização não significa que a entrada no país esteja garantida. São etapas diferentes da mesma viagem.
O processo costuma ser simples, mas merece ser feito com atenção. Uma foto inadequada, um número de passaporte digitado incorretamente ou a decisão de deixar o pedido para a véspera podem criar um problema desnecessário. A seguir, o que vale saber para solicitar a ETA em 2026 sem confundir regras britânicas com as de outros destinos europeus.
O que é a ETA do Reino Unido?
A ETA é uma permissão digital para viajar ao Reino Unido. Em 2026, ela faz parte das exigências aplicáveis a visitantes de diversas nacionalidades que não precisam de visto para determinadas estadias curtas. O Brasil está entre os países cujos cidadãos podem solicitar essa autorização, conforme a lista oficial de nacionalidades elegíveis.
Para um brasileiro que pretende passar férias em Londres, visitar familiares ou fazer uma viagem curta dentro das atividades permitidas, a ETA geralmente é o documento a providenciar antes do embarque. A regra depende, porém, da nacionalidade indicada no passaporte usado para viajar e do motivo da visita. Quem possui outra cidadania ou pretende trabalhar, estudar por um período que exija visto ou realizar uma atividade fora das regras de visitante precisa verificar sua situação específica.
O governo britânico deixa claro que a ETA não garante a entrada. Ao chegar, o viajante ainda precisa cumprir as condições aplicáveis à sua visita. Essa é uma boa forma de pensar no documento: a ETA permite apresentar-se para a viagem, mas não elimina os controles de fronteira.
Ela também não é um documento em papel que precise ser retirado em um consulado. Depois da aprovação, fica associada eletronicamente ao passaporte informado no formulário. Ainda assim, é sensato guardar o e-mail recebido e manter o número de referência acessível, caso seja necessário consultar a situação do pedido.
Brasileiros precisam de ETA em 2026?
Em regra, sim, quando viajam com passaporte brasileiro para uma visita ao Reino Unido em uma situação coberta pela autorização e não possuem outra permissão que os dispense dela.
A exigência para brasileiros começou em 8 de janeiro de 2025, segundo as orientações do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Em 2026, portanto, não se trata de uma mudança que ainda vai entrar em vigor. Quem encontra um texto dizendo que a ETA “será exigida em breve” provavelmente está lendo material antigo.
Existe, porém, uma diferença importante entre dizer “brasileiros precisam” e dizer “toda pessoa nascida no Brasil precisa”. O que importa para o pedido é a situação migratória e o passaporte com que a pessoa vai viajar. Um cidadão brasileiro que também seja britânico ou irlandês, por exemplo, está sujeito a regras próprias e não deve simplesmente solicitar uma ETA como se fosse apenas visitante brasileiro.
Também há dispensas para pessoas que já têm visto válido do Reino Unido ou permissão para viver, trabalhar ou estudar no país. Por isso, antes de pagar a taxa, vale conferir a página oficial sobre quando a ETA não é necessária. Esse cuidado é especialmente útil para quem já morou no Reino Unido ou possui dupla cidadania.
Para uma família em férias, há outro detalhe fácil de esquecer: cada viajante precisa da própria ETA, inclusive bebês e crianças. A autorização dos pais não cobre os filhos. Se quatro pessoas viajarão com passaportes brasileiros e todas precisarem de ETA, serão quatro solicitações e quatro taxas.
Quanto custa a ETA em 2026?
Em setembro de 2026, o pedido feito pelo site oficial do governo britânico ou pelo aplicativo UK ETA custa £20 por pessoa. A taxa não é reembolsável após a solicitação.
Esse valor merece ser conferido diretamente no GOV.UK quando a viagem se aproximar. Taxas podem mudar, e artigos publicados no início do ano podem mostrar números que já não estão em vigor. O governo britânico informou, por exemplo, o valor de £20 em sua página de orientação sobre a ETA. É nela, e não em um anúncio patrocinado que aparece primeiro na busca, que o viajante deve confirmar a cobrança atual.
Há sites intermediários que oferecem o preenchimento do pedido mediante uma taxa de serviço. Eles podem cobrar mais do que o valor oficial e não conseguem acelerar a decisão por esse motivo. Para a maioria das pessoas, usar diretamente o canal do governo evita um gasto sem benefício claro.
O pagamento pode ser feito pelos meios aceitos na plataforma oficial, incluindo cartão de crédito ou débito e, conforme o canal utilizado, Apple Pay ou Google Pay. Para quem paga com um cartão emitido no Brasil, o custo final em reais dependerá da conversão aplicada pelo emissor, de eventuais tarifas e dos tributos incidentes na operação. Por isso, £20 não corresponde a um valor fixo em reais.
Qual é a validade da ETA?
A ETA permite múltiplas viagens durante dois anos ou até o vencimento do passaporte usado na solicitação, o que ocorrer primeiro. Para visitas enquadradas nas regras aplicáveis, cada estadia pode ser de até seis meses. Isso não significa, contudo, que a autorização dê direito de morar no país ou de permanecer entrando e saindo continuamente para contornar as regras de residência.
O vínculo com o passaporte é o ponto que mais merece atenção. Imagine alguém que peça a ETA agora usando um passaporte que vencerá daqui a alguns meses. Embora a autorização possa ter validade de até dois anos, ela não continuará utilizável com um passaporte novo. Se o documento de viagem mudar, será preciso pedir outra ETA para o novo passaporte, quando ela for exigida.
Essa informação também importa para quem está decidindo a ordem das providências. Se o passaporte está perto de vencer e já existe a intenção de renová-lo antes da viagem, faz mais sentido resolver a renovação primeiro. Solicitar a ETA com o documento antigo e depois trocá-lo pode significar pagar novamente.
A validade da autorização não dispensa outros cuidados básicos: confira se os dados da passagem correspondem aos do passaporte com que você embarcará e verifique as exigências do seu itinerário. Uma conexão em outro país pode trazer regras próprias, separadas das britânicas.
Onde pedir a ETA sem pagar a mais?
O caminho direto é a página oficial de solicitação da ETA, no domínio gov.uk, ou o aplicativo UK ETA, indicado nessa mesma página. Há opção de fazer o procedimento on-line sem instalar o aplicativo.
Isso é útil para quem não quer depender do celular, não consegue baixar o aplicativo ou prefere preencher o pedido no navegador. A exigência é apresentar as informações e imagens solicitadas no processo, de acordo com as instruções do governo.
Ao pesquisar no Google, preste atenção no endereço antes de informar dados do passaporte ou de pagar. Alguns sites usam nomes muito parecidos com os de serviços oficiais. Outros vendem apenas a intermediação de um procedimento que o próprio viajante pode realizar. A aparência profissional da página não é prova de que ela pertença ao governo britânico.
A referência mais segura é começar por gov.uk/eta. A partir dali, os links oficiais levam à explicação das regras e ao formulário. Parece uma precaução pequena, mas faz diferença quando o assunto envolve informações pessoais, fotografias e pagamento.
O que é necessário para fazer o pedido?
Segundo o governo britânico, você precisará do passaporte com o qual pretende viajar, de um endereço de e-mail e de uma forma de pagamento aceita. Também será necessário fornecer uma foto do rosto. No pedido on-line, o processo envolve imagens do passaporte e da pessoa solicitante; no aplicativo, são usadas funções de leitura e câmera do celular conforme as instruções apresentadas.
O ponto central é usar o passaporte certo. Não faça o pedido com um documento e planeje embarcar com outro. A ETA aprovada será ligada ao passaporte informado, não apenas ao seu nome.
Antes de começar, vale separar alguns minutos em um lugar com boa iluminação e conexão estável. Veja se o passaporte está legível, sem partes encobertas na imagem, e siga as orientações exibidas para a fotografia do rosto. O próprio GOV.UK alerta que uma foto fora dos padrões pode atrasar ou comprometer a solicitação.
Também revise o e-mail informado. É por ele que chega a resposta. Um erro de digitação nessa etapa pode dificultar o acompanhamento do pedido, mesmo que os demais dados estejam corretos.
Não há necessidade de contratar alguém apenas porque o formulário está em inglês. Se a língua for uma dificuldade, é possível ler previamente as instruções oficiais com auxílio de tradução, avançar com calma e pedir ajuda a uma pessoa de confiança. O mais importante é não adivinhar respostas nem entregar os dados do passaporte a um site cuja procedência você não verificou.
Como solicitar a ETA, passo a passo
O primeiro passo é entrar em gov.uk/eta e confirmar se a ETA é adequada ao seu caso. Uma viagem de turismo costuma ser diferente de uma mudança para trabalhar, de um curso longo ou de um casamento no Reino Unido. A autorização não cobre automaticamente todos os motivos de viagem.
Depois, acesse a página de pedido ou o aplicativo oficial. Tenha o passaporte à mão e preencha as informações exatamente como aparecem nele. Faça as imagens solicitadas, responda às perguntas apresentadas e revise os dados antes de pagar. Não trate essa revisão como mera formalidade: se o passaporte informado não for o que você usará, a aprovação pode não servir para a viagem planejada.
Na etapa final, pague a taxa no próprio canal oficial e acompanhe o e-mail cadastrado. Quando o pedido for decidido, a comunicação chegará por esse endereço. O e-mail de aprovação traz uma referência da ETA, mas a autorização fica vinculada digitalmente ao passaporte; o governo informa que, para viajar, você deve apresentar o passaporte associado a ela.
É possível fazer uma solicitação para outra pessoa. As instruções variam conforme o pedido seja feito pelo aplicativo ou pela versão on-line e conforme a pessoa esteja presente para realizar as etapas exigidas. Se você estiver cuidando da viagem de parentes ou filhos, leia a orientação específica da página de aplicação antes de começar. Cada viajante continua precisando de um pedido individual.
O processo não exige marcar entrevista consular para uma ETA comum. Isso não quer dizer que todos os pedidos serão aprovados automaticamente nem que qualquer situação particular possa ser resolvida pelo formulário. Quem tem dúvidas sobre uma recusa anterior, antecedentes relevantes ou a finalidade da viagem deve conferir as regras oficiais correspondentes antes de assumir que a ETA é o caminho adequado.
Quanto tempo demora a resposta?
O governo britânico informa que a decisão geralmente chega por e-mail em até um dia, mas pode levar até três dias úteis. Alguns pedidos são decididos mais rapidamente; outros exigem mais tempo. A orientação oficial é esperar a confirmação da ETA antes de viajar.
Três dias úteis não são a mesma coisa que três dias corridos. Fins de semana e feriados podem afetar o planejamento. Além disso, ninguém ganha uma decisão mais rápida apenas por pagar a um intermediário. A página oficial afirma expressamente que outro site ou aplicativo não acelera a análise.
Por isso, deixar o pedido para a noite anterior ao embarque é uma economia de tempo que pode sair muito cara. O sensato é solicitar a autorização com folga suficiente para lidar com uma eventual demora ou com a necessidade de esclarecer algum problema. Não existe vantagem prática em testar o prazo no limite.
Se a resposta não chegar depois de três dias úteis, verifique também a pasta de spam ou lixo eletrônico antes de buscar atendimento. Em viagens de família, pedidos enviados juntos podem receber decisões em momentos diferentes. Não suponha que a aprovação de uma pessoa signifique a aprovação das demais.
A ETA aprovada garante a entrada no Reino Unido?
Não. A orientação oficial do GOV.UK é clara: a ETA permite viajar, mas não garante a entrada. Essa diferença vale para qualquer viajante, não apenas para brasileiros.
Na prática, sua visita precisa ser coerente com as condições permitidas. Se você diz que vai passar férias, é razoável conseguir explicar onde ficará, por quanto tempo e como pretende custear a estadia. Manter reservas, informações de hospedagem, passagem de saída quando aplicável e dados básicos do roteiro organizados facilita a vida caso sejam solicitados durante o deslocamento ou na fronteira.
Não se trata de montar uma pasta enorme para impressionar alguém. Trata-se de saber responder perguntas simples sobre a própria viagem. Uma pessoa que chega a Londres sem conhecer o endereço onde vai dormir ou sem conseguir explicar o motivo da visita pode passar por dificuldades evitáveis.
A ETA também não transforma uma atividade proibida para visitantes em atividade permitida. O governo britânico explica que ela não autoriza, como regra geral, trabalhar para uma empresa britânica ou como autônomo, viver no país por meio de visitas frequentes e sucessivas, receber benefícios públicos ou permanecer além do período permitido. Há situações específicas previstas nas regras, por isso qualquer viagem que não seja turismo ou visita comum merece uma consulta à página oficial sobre o que se pode fazer com uma ETA.
É preciso pedir ETA para fazer conexão no Reino Unido?
Depende de como será a conexão, não apenas do tempo entre os trechos.
Se você passar pelo controle de fronteira britânico antes de seguir viagem, em geral precisará de ETA quando ela for exigida para sua nacionalidade e você não tiver outra permissão válida. Isso pode acontecer, por exemplo, quando o itinerário exige sair da área internacional, retirar bagagem e fazer um novo despacho. Não presuma, porém, que toda troca de terminal funciona do mesmo jeito: as condições variam conforme aeroporto, companhias aéreas e bilhetes.
Por outro lado, o governo britânico informa que quem faz trânsito sem passar pelo controle de fronteira, permanecendo na área internacional do aeroporto, não precisa de ETA por esse motivo. Em caso de dúvida, a recomendação oficial é confirmar com a companhia aérea como ocorrerá a conexão. A página sobre dispensas da ETA detalha essa diferença.
Uma escala curta pode exigir autorização; uma conexão mais longa pode não exigir. O relógio, sozinho, não responde à pergunta. O que define a situação é a necessidade ou não de passar pelo controle migratório do Reino Unido.
Há ainda uma questão prática: se os trechos foram comprados separadamente, verifique quem é responsável por transferir a bagagem e se você terá de fazer novo check-in. Esse detalhe pode mudar o caminho pelo aeroporto e, com ele, a necessidade de cumprir requisitos para entrar no país.
Quem não precisa solicitar a ETA?
Existem exceções. O GOV.UK informa que cidadãos britânicos e irlandeses não precisam de ETA. O mesmo vale, entre outras situações previstas, para quem já possui um visto válido do Reino Unido ou permissão para viver, trabalhar ou estudar no país. Há também a dispensa para determinados trânsitos aeroportuários sem passagem pelo controle de fronteira.
O caso da dupla cidadania britânica ou irlandesa exige cuidado especial. A orientação oficial diz que essa pessoa não pode obter uma ETA e deve comprovar a cidadania pelos documentos aceitos para viajar. Quem é brasileiro e britânico ou brasileiro e irlandês não deve tentar resolver a viagem preenchendo o formulário como se a segunda cidadania não existisse.
Se você possui status migratório no Reino Unido, confira como comprovar sua condição e se os dados do documento usado na viagem estão atualizados nos registros correspondentes. É melhor resolver uma divergência documental antes de chegar ao balcão da companhia aérea.
Também não faz sentido pagar por uma ETA se sua viagem já exige outro tipo de visto. A existência da autorização eletrônica não eliminou os vistos britânicos para atividades e situações que dependem deles. Quando houver dúvida sobre a categoria correta, consulte o GOV.UK antes de apresentar o pedido.
ETA, visto e ETIAS são a mesma coisa?
Não, e a confusão é compreensível. As siglas aparecem juntas em pesquisas sobre viagens internacionais, mas pertencem a contextos diferentes.
A ETA britânica é a autorização eletrônica descrita neste texto, aplicável a viajantes elegíveis que pretendem ir ao Reino Unido em determinadas condições. Um visto britânico é outra forma de permissão, necessária para situações que não se enquadram na ETA ou para pessoas que não são elegíveis a ela.
Já o ETIAS está ligado a regras de viagem de países europeus participantes de outro sistema. O Reino Unido tem suas próprias regras migratórias. Portanto, não presuma que uma autorização relacionada à Europa continental servirá para entrar em Londres. Também não presuma que a ETA britânica substituirá exigências de uma viagem posterior a Paris, Roma ou outra cidade fora do Reino Unido.
Esse cuidado é importante para roteiros com vários países. Você pode cumprir todas as exigências para embarcar rumo a Londres e ainda precisar verificar documentos diferentes para a etapa seguinte. O mesmo vale no sentido contrário: ter passado alguns dias em um país europeu não dispensa automaticamente a autorização britânica.
O jeito mais seguro de organizar a documentação é olhar o itinerário trecho por trecho, considerando o passaporte utilizado, o objetivo da viagem e as regras de cada destino e conexão.
O que acontece se o pedido for recusado?
A primeira providência é não contar com a viagem como se a autorização tivesse sido aprovada. A companhia aérea pode verificar a permissão necessária antes do embarque, e o governo britânico orienta o viajante a esperar o e-mail de confirmação da ETA antes de viajar.
Uma recusa ou um problema no pedido pode ter consequências diferentes conforme o caso. O GOV.UK informa que uma pessoa cuja ETA seja recusada poderá precisar solicitar um visto para viajar ao Reino Unido. Também orienta quem tem antecedentes criminais ou já teve a entrada no país recusada a considerar se um visto de visitante é a opção apropriada para sua situação.
Aqui, respostas genéricas ajudam pouco. A medida adequada depende do motivo indicado na comunicação oficial e das circunstâncias de cada pessoa. Leia a mensagem recebida, consulte as instruções do governo e não apresente informações diferentes em uma nova tentativa apenas para ver se o sistema aprova.
Também vale separar recusa de erro de preenchimento. Se você percebeu que usou dados de um passaporte que não levará ou precisa alterar informações depois de enviar o pedido, confira as instruções oficiais. A taxa paga pela solicitação não é reembolsável, e corrigir o planejamento pode exigir um novo pedido.
Posso viajar se o passaporte mudou depois da aprovação?
A ETA está vinculada ao passaporte usado na solicitação. Portanto, se você renovar ou trocar esse passaporte, deverá verificar a necessidade de pedir uma nova ETA com o documento novo. Não basta guardar o e-mail da autorização anterior e apresentá-lo junto ao novo passaporte.
Esse cenário aparece com frequência em viagens planejadas com muita antecedência. A pessoa resolve primeiro a ETA, depois percebe que precisará renovar o documento antes de embarcar. O cuidado mais econômico é checar a situação do passaporte antes de pagar a autorização.
Perda ou roubo também exigem atenção. Se o passaporte associado à ETA não será mais utilizado, a autorização anterior não deve ser tratada como válida para qualquer documento emitido em seu lugar. Assim que souber qual passaporte levará, consulte novamente as regras e organize a nova solicitação com tempo suficiente.
Para famílias, vale fazer essa conferência individualmente. O documento de uma criança pode vencer em data diferente do dos adultos, e a ETA de cada pessoa seguirá o passaporte utilizado no respectivo pedido.
Quando pedir a ETA dentro do planejamento da viagem?
Não é necessário transformar a ETA na primeira tarefa de uma viagem que ainda não tem data, especialmente se o passaporte será renovado. Mas também não é prudente deixá-la para depois de arrumar as malas.
Uma ordem prática é confirmar o passaporte que será usado, verificar se a finalidade da viagem se enquadra na ETA e fazer o pedido com antecedência confortável em relação ao embarque. Como a autorização pode valer por até dois anos, respeitado o vencimento do passaporte, não há motivo para depender dos últimos três dias.
Se você ainda está comparando itinerários, inclua as conexões na análise. Quem vai diretamente ao Reino Unido para turismo tende a ter uma pergunta documental mais simples do que quem combina Londres com outros países, bilhetes separados e troca de aeroportos. A autorização britânica resolve apenas a parte a que se aplica.
Depois da aprovação, confira se o passaporte usado no pedido será o mesmo apresentado no embarque. Salve o e-mail em um local acessível, de preferência também disponível sem conexão à internet. Isso não transforma a mensagem em um documento físico obrigatório, mas facilita uma eventual consulta ao número de referência.
Na semana da viagem, uma última verificação das orientações oficiais é uma boa ideia. Regras e taxas podem mudar, e um texto publicado meses antes não substitui o que está indicado no site do governo na data do embarque.
Cuidados que evitam problemas no aeroporto
O primeiro é não confiar em informações antigas sobre preço e início da exigência. Para brasileiros, a ETA já é uma realidade em 2026, e o valor publicado pelo governo britânico em setembro é £20. Um artigo que apresenta outra taxa pode estar desatualizado, mesmo que suas demais dicas pareçam úteis.
O segundo é não confundir aprovação com entrada assegurada. Leve o passaporte correto e tenha clareza sobre seu roteiro. Se a viagem é de férias, suas respostas sobre hospedagem, duração e planos precisam corresponder ao que você realmente pretende fazer.
O terceiro é prestar atenção a crianças e acompanhantes. Toda pessoa que precisa da autorização deve ter a sua própria ETA. Fazer o pedido dos adultos e esquecer o de um bebê é um erro capaz de afetar toda a viagem.
O quarto é tomar cuidado com intermediários. Uma página que promete “ETA expressa” mediante cobrança extra não altera o prazo de análise do governo. Se decidir usar algum serviço privado, entenda exatamente o que está pagando; para solicitar por conta própria, o endereço é gov.uk/eta.
Por fim, guarde uma margem de tempo para resolver imprevistos. O processo digital é conveniente, mas ainda depende de fotografias aceitas, dados corretos, pagamento processado e decisão recebida antes da viagem. Nenhuma dessas etapas fica mais fácil quando faltam poucas horas para o embarque.
Perguntas frequentes sobre a ETA para brasileiros
A ETA é um visto para Londres? Não. Londres segue as regras de entrada do Reino Unido, e a ETA é uma autorização eletrônica de viagem para pessoas elegíveis. Algumas finalidades de viagem ou situações pessoais exigem visto.
Preciso imprimir a autorização? O governo britânico informa que a ETA fica vinculada ao passaporte utilizado no pedido. Você deve viajar com esse passaporte. Guardar o e-mail de aprovação é uma precaução útil, embora a autorização não seja emitida como um visto colado nas páginas do documento.
Posso pedir a ETA para meu filho? Sim. Um responsável pode realizar a solicitação, seguindo as instruções do canal utilizado. A criança, inclusive se for bebê, precisa de uma ETA própria quando estiver sujeita à exigência.
A taxa é devolvida se eu desistir da viagem? Não. O GOV.UK informa que a taxa não é reembolsável após a solicitação.
Uma ETA serve para visitar o Reino Unido mais de uma vez? Sim, durante sua validade, desde que o passaporte associado continue válido e as viagens respeitem as condições aplicáveis. Ela não autoriza viver no país por meio de visitas repetidas.
Preciso de ETA para uma conexão em Londres? Se você passar pelo controle de fronteira britânico, pode precisar. Se permanecer em trânsito sem passar por esse controle, a orientação oficial prevê dispensa. Confirme com a companhia aérea como funcionará sua conexão específica.
Posso embarcar enquanto meu pedido ainda está em análise? A orientação do governo é esperar o e-mail que confirma a concessão da ETA antes de viajar. Comprar passagem não substitui a autorização exigida.
Fontes oficiais para conferir antes da viagem
As páginas mais úteis para fechar essa etapa do planejamento são as de visão geral da ETA, solicitação e pagamento, situações de dispensa e atividades permitidas, todas no site do governo britânico. Para orientações dirigidas a brasileiros, também vale consultar a página do Ministério das Relações Exteriores sobre viagens ao Reino Unido.
A ETA é uma providência pequena perto de uma viagem internacional, mas está no lugar errado para improvisos. Conferir o passaporte, usar o canal oficial e esperar a aprovação antes de embarcar deixa espaço para gastar a energia com escolhas bem mais agradáveis, como decidir se o primeiro passeio em Londres começa às margens do Tâmisa ou em algum dos museus da cidade.
