Erros ao Usar os Dados de Internet do eSIM na Viagem ao Exterior
Conheça os principais erros que viajantes cometem ao usar os dados do eSIM em viagens internacionais e aprenda a evitá-los para não ficar sem internet nem pagar conta alta ao voltar.

Erros ao usar os dados de internet do eSIM na viagem ao exterior
A tecnologia do eSIM simplificou a vida de quem viaja para o exterior. Acabou o tempo de procurar loja de operadora no aeroporto, ficar fazendo mímica com vendedor que não fala inglês, ou torrar uma fortuna em roaming internacional. Hoje, em teoria, é só comprar um plano pelo celular, instalar antes da viagem e embarcar tranquilo.
Só que, na prática, muita gente ainda comete erros que transformam essa facilidade em dor de cabeça. Erros que parecem pequenos, mas que podem significar conta alta da operadora brasileira, plano de eSIM consumido antes da hora, ou — pior — ficar sem internet justamente quando mais precisa, no meio de uma cidade desconhecida.
Abaixo, os equívocos mais comuns que viajantes cometem ao usar os dados do eSIM no exterior, com o que fazer para evitar cada um deles.
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Deixar o roaming de dados do chip brasileiro ligado
Esse é, de longe, o erro mais caro. E o mais comum.
Você comprou o eSIM, instalou, configurou — mas esqueceu de desativar o roaming de dados no chip brasileiro. O resultado? O celular pode, em algumas situações, usar a rede da operadora brasileira em roaming internacional, gerando cobranças que chegam a custar dezenas ou centenas de reais por dia.
Isso acontece especialmente em momentos de transição, como quando o eSIM ainda não conectou à rede local ao desembarcar, ou se o sinal dele cair em alguma região do destino. O celular, “inteligente” demais, tenta manter você conectado usando a outra linha disponível — que é justamente a que você não quer usar.
Como evitar: antes de embarcar, entre nas configurações do chip brasileiro (geralmente em Ajustes > Celular > [linha brasileira], no iPhone, ou no Gerenciador de SIM, no Android) e desative o roaming de dados. Só isso. Com o roaming desligado, mesmo que o celular tente usar a linha brasileira para dados, ele simplesmente não conseguirá gerar cobrança.
Instalar o eSIM na última hora
Outro erro clássico: deixar para instalar o eSIM no aeroporto, ou pior, já no destino.
A instalação do perfil do eSIM exige conexão com internet estável. Em Wi-Fi de aeroporto, a conexão costuma ser instável, lenta, cheia de logins que expiram. Se o download do perfil for interrompido no meio, você pode ter problemas sérios — em alguns casos, o QR Code fica inutilizado depois da primeira tentativa falha.
Já vi viajantes pagando pelo Wi-Fi do aeroporto na chegada só para tentar instalar um eSIM que deveria já estar funcionando. É uma situação estressante que poderia ser evitada em casa, com Wi-Fi decente e tempo sobrando.
Como evitar: instale o eSIM na véspera da viagem, com Wi-Fi estável, em casa. Instalar não significa ativar. O eSIM fica gravado no aparelho mas não começa a contar o tempo do plano — isso só acontece quando ele se conecta à rede no destino.
Ativar o eSIM antes da hora
A contraparte do erro anterior: instalar certo, mas deixar o eSIM ativo em paralelo no Brasil, e acabar consumindo parte do plano antes mesmo de embarcar.
Alguns eSIMs começam a contar o tempo a partir do momento em que se conectam a qualquer rede parceira — e algumas operadoras do exterior têm acordo de roaming com redes brasileiras. Se você deixou o eSIM ligado e ele pegou sinal aqui, pronto: o relógio do plano começou a rodar.
Como evitar: depois de instalar, mantenha o eSIM desativado (a chave desligada nas configurações) até pisar no destino. Ligue só depois de aterrissar.
Não verificar a compatibilidade do celular antes de comprar
Parece básico, mas acontece. Pessoa compra um plano, recebe o QR Code, tenta escanear, e o celular não reconhece. Descobre, naquele momento, que o aparelho não suporta eSIM ou está bloqueado para operadoras.
A maioria dos smartphones lançados a partir de 2019 ou 2020 aceita eSIM, mas não todos. E celulares comprados de operadoras em outros países podem vir travados, recusando eSIMs de empresas diferentes da original.
Como evitar: antes de comprar, digite *#06# no teclado do telefone. Se aparecer um número EID além do IMEI, o celular é compatível. Também vale conferir nas configurações se existe a opção “Adicionar eSIM”. E, se o aparelho foi comprado fora do Brasil, confirme que está desbloqueado para outras operadoras.
Escolher um plano com GB insuficiente
Subestimar o consumo é um erro comum, especialmente em primeira viagem com eSIM. A pessoa olha o plano de 3 GB por 15 dias, acha suficiente, e acaba esgotando a franquia em uma semana porque usou Google Maps o dia inteiro, assistiu vídeos no Instagram, fez videochamada com a família.
Uma viagem média consome mais dados do que o uso doméstico sugere. No exterior, o celular é usado para muitas coisas que em casa você faz em Wi-Fi: navegação em tempo real, tradutor, pesquisa de restaurantes, reservas em apps, stories com vídeo, chamadas para matar saudade.
Como evitar: para viagens de 7 a 10 dias com uso médio, calcule pelo menos 5 GB. Para uso intenso ou streaming, 10 GB ou mais. Se tiver dúvida, vale considerar um plano ilimitado (Holafly, Yesim) e esquecer o contador. Outra saída é comprar um plano menor e recarregar se precisar — quase todas as empresas oferecem top-up pelo app.
Usar streaming em 4G sem necessidade
Esse erro é consequência do anterior. Assistir Netflix, YouTube ou séries em streaming em 4G/5G consome dados como nenhuma outra atividade. Uma hora de vídeo em alta qualidade pode gastar 2 GB ou mais. Em planos de franquia limitada, isso derruba o orçamento rápido.
Como evitar: use streaming somente em Wi-Fi (hotel, restaurante, café). Se precisar mesmo assistir algo com dados móveis, baixe o conteúdo antecipadamente em Wi-Fi. Netflix, Spotify, YouTube Premium e outros serviços permitem download para uso offline.
E, no celular, configure os apps para usar qualidade reduzida em dados móveis. A diferença visual num vídeo de três minutos é mínima, mas o consumo de dados cai pela metade.
Não desativar atualizações automáticas
Outra fonte silenciosa de consumo são as atualizações automáticas de aplicativos e sistema. O celular, ao detectar conexão de dados, baixa silenciosamente atualizações que somam gigabytes em pouco tempo. Backup automático de fotos no iCloud ou Google Fotos também entra nessa lista.
Você pode usar 2 GB em um único dia sem abrir nada de especial, só porque o aparelho resolveu sincronizar backup, atualizar dez aplicativos e baixar uma versão nova do sistema.
Como evitar: antes da viagem, entre nas configurações e desative:
- Atualização automática de apps em dados móveis (App Store e Play Store).
- Backup automático de fotos em dados móveis (iCloud, Google Fotos, OneDrive).
- Atualização automática do sistema operacional.
- Sincronização em segundo plano de serviços menos essenciais.
Deixe essas atualizações para quando estiver em Wi-Fi. É um ajuste pequeno que faz enorme diferença no consumo.
Confiar cegamente no Wi-Fi público
Por economia, muita gente tenta usar Wi-Fi público o tempo inteiro — aeroportos, cafés, praças, hotéis — e acaba em duas armadilhas. A primeira é de segurança: redes públicas são notoriamente vulneráveis, e dados sensíveis podem ser capturados por terceiros.
A segunda é de conveniência: o Wi-Fi público costuma ser lento, instável, com logins que expiram. Você perde tempo, fica frustrado, e no fim acaba usando dados móveis do eSIM mesmo — só que com stress extra.
Como evitar: use Wi-Fi público com moderação, preferencialmente para tarefas não sensíveis (ler notícias, ver mapas previamente salvos). Para banco, compras online, emails importantes, use os dados do eSIM, que são mais seguros. Se o eSIM for da Saily ou de alguma empresa com proteção embutida, melhor ainda. Alternativamente, use uma VPN em redes públicas.
Esquecer de configurar o eSIM como linha de dados padrão
Quando você tem duas linhas ativas (chip brasileiro e eSIM), o celular precisa saber qual delas usar para dados móveis. Se o chip brasileiro estiver configurado como padrão, e você desativou o roaming nele, o resultado é simples: celular sem internet.
E o eSIM ali, instalado, funcionando, mas não sendo usado para nada.
Como evitar: depois de ativar o eSIM no destino, vá em Ajustes > Celular (iPhone) ou no Gerenciador de SIM (Android) e defina o eSIM como linha padrão de dados móveis. Mantenha o chip brasileiro só para chamadas e SMS.
Essa configuração leva 30 segundos e é facilmente esquecida.
Ignorar o APN quando há problema de conexão
Em alguns destinos ou com algumas operadoras parceiras, o eSIM não se conecta automaticamente. O aparelho reconhece a linha, mas os dados não funcionam. A causa, quase sempre, é a configuração de APN (Access Point Name) — um código técnico que diz ao celular como se conectar à rede local.
Muita gente, ao ver que os dados não funcionam, conclui que o eSIM está com defeito e contata o suporte. Só que, na maioria dos casos, a solução é simples: configurar o APN manualmente.
Como evitar: guarde as instruções de APN enviadas pela operadora do eSIM no momento da compra. Se os dados não funcionarem ao chegar no destino:
- Android: Configurações > Conexões > Redes Móveis > Nomes de Ponto de Acesso > Adicionar.
- iPhone: Ajustes > Celular > Dados Celulares > Rede de Dados Celulares > APN.
Insira os dados fornecidos e reinicie o celular. Em 90% dos casos de “eSIM não funciona”, essa é a solução.
Não monitorar o consumo durante a viagem
Comprar o plano e esquecer é receita para desastre. Quando você se dá conta, o plano acabou — geralmente num momento inconveniente, tipo no meio do dia em uma cidade nova, precisando do Uber.
Como evitar: abra o app da operadora de eSIM a cada dois ou três dias. Verifique quantos GB foram consumidos e quantos dias restam. Se o ritmo de consumo sugerir que a franquia não vai durar até o fim, é hora de decidir: reduzir o uso, comprar um top-up de dados extras, ou assinar um plano adicional.
É muito mais barato e tranquilo perceber isso no dia 7 de 15 do que no dia 14.
Compartilhar a conexão sem saber se o plano permite
Algumas pessoas usam o eSIM também como hotspot — ligam o celular como ponto de acesso e conectam o notebook ou outro celular (da família, por exemplo). Na maioria dos planos da Airalo, isso é permitido. Em alguns planos ilimitados da Holafly, pode ser restrito ou gerar redução de velocidade.
Fazer hotspot sem checar as condições pode resultar em conexão reduzida ou, em casos extremos, no plano sendo suspenso.
Como evitar: antes de compartilhar a conexão, verifique nos termos do plano se o hotspot é liberado e se tem limite. Se for ilimitado com restrição de hotspot, considere comprar um plano separado para o segundo aparelho ou usar o Wi-Fi do hotel para trabalho em notebook.
Assumir que o número de WhatsApp muda
Existe uma confusão frequente: a pessoa compra um eSIM de viagem e acha que, por isso, o WhatsApp vai parar de funcionar com o número brasileiro.
Não é assim. O WhatsApp é vinculado ao número de telefone original, não à linha de dados ativa no momento. Mesmo usando dados do eSIM estrangeiro, seu WhatsApp continua funcionando normalmente com o número brasileiro. Você manda e recebe mensagens, faz chamadas, tudo como sempre.
Como evitar: não se preocupe. Só mantenha o chip brasileiro instalado (mesmo com roaming desligado) para que o número continue ativo como identidade. O WhatsApp usa apenas os dados — que virão do eSIM — para funcionar.
Comprar o plano errado para o destino
Um erro mais sutil: comprar um plano local quando seria melhor um regional, ou vice-versa.
Exemplo: você vai passar três dias em Paris, dois em Amsterdã e três em Roma. Se comprar um plano local da França, ele não funciona nos outros países. O ideal seria um plano regional europeu, como o Eurolink da Airalo, que cobre a Europa inteira.
No caminho inverso: você vai passar duas semanas só no Japão. Comprar um plano regional asiático seria mais caro e desnecessário — um plano local japonês sai mais em conta.
Como evitar: mapeie o roteiro antes de comprar. Destino único? Plano local. Multidestino na mesma região? Plano regional. Roteiro em continentes diferentes? Considere um plano global ou comprar dois eSIMs para economizar.
Não ter plano B para imprevistos
Tecnologia falha. Operadoras têm problemas pontuais. Um eSIM pode, ocasionalmente, ter dificuldade em um destino específico.
Viajantes que dependem 100% de um único eSIM, sem alternativa, podem se ver sem internet em momentos críticos. Especialmente quem viaja sozinho em países onde o idioma é barreira.
Como evitar: tenha sempre um plano B. Pode ser:
- Um segundo eSIM de outra empresa, instalado mas desativado, pronto para ligar se o principal falhar.
- O chip brasileiro com um pacote de roaming comprado da operadora (caro, mas funcional como último recurso).
- Dinheiro em espécie para comprar um chip local físico no aeroporto em caso de emergência.
- Endereços de hotel, embaixada e contatos importantes salvos offline no celular.
Resumo dos principais erros
| Erro | Consequência | Solução |
|---|---|---|
| Roaming brasileiro ligado | Conta alta da operadora | Desativar antes de embarcar |
| Instalar no aeroporto | QR Code pode falhar | Instalar em casa com Wi-Fi |
| Ativar antes do destino | Plano começa antes | Manter eSIM desativado até chegar |
| Plano com pouco GB | Acaba antes do fim | Estimar consumo com margem |
| Streaming em 4G | Gasta GB rápido | Baixar conteúdo em Wi-Fi |
| Atualizações automáticas | Consumo invisível | Desligar antes da viagem |
| eSIM não é linha padrão de dados | Celular sem internet | Configurar como padrão no destino |
| APN mal configurado | Dados não funcionam | Inserir APN manual |
| Não monitorar consumo | Plano acaba sem aviso | Checar o app periodicamente |
| Plano errado para o roteiro | Sem cobertura em parte da viagem | Mapear antes de comprar |
| Sem plano B | Risco de ficar sem internet | Ter alternativa de emergência |
Olhando a lista inteira, o padrão fica claro: quase todos os erros vêm de falta de preparo antes da viagem. O eSIM é uma tecnologia simples e confiável, mas exige que você dedique uns 20 minutos a configurações antes de embarcar. Quem faz isso, viaja tranquilo. Quem não faz, corre riscos bobos que poderiam ser evitados.
O erro que ninguém comenta: não testar antes de viajar
Um último ponto, menos discutido mas importante: a maioria das pessoas não testa o eSIM antes de viajar. Instala, desativa, embarca. Só descobre que algo estava errado ao chegar no destino.
Uma forma simples de evitar isso: depois de instalar em casa, ative rapidamente o eSIM por alguns segundos (sim, isso pode consumir um pouquinho do plano, mas geralmente alguns MB). Confirme que o perfil está funcional, que o celular reconhece a linha, que as configurações estão corretas. Depois, desative imediatamente.
Esse teste rápido, de dois minutos, dá segurança para embarcar sabendo que está tudo pronto. Se houver algum problema, você ainda está em casa, com tempo para contatar o suporte e resolver.
Não é obrigatório, mas recomendo. Principalmente para quem vai usar eSIM pela primeira vez ou está viajando para um destino onde a conectividade será crítica.
A tranquilidade que compensa o cuidado
No fim, todos os cuidados listados aqui são razoavelmente simples. Desativar roaming, instalar antes, configurar APN, monitorar consumo. Nada complicado. Mas o somatório de todos esses detalhes faz a diferença entre uma viagem em que o celular funciona perfeitamente do pouso à partida, e uma viagem em que você passa a primeira noite tentando descobrir por que não tem internet no hotel.
Preparação é quase tudo. O eSIM não decepciona quando o viajante faz a parte dele. E, depois de uma ou duas viagens acertando todos os passos, tudo isso vira automático — a ponto de você fazer sem pensar, como quem confere passaporte antes de sair de casa.
Essa naturalização é o objetivo. Transformar a tecnologia nova em algo invisível, que simplesmente funciona. E, principalmente, livrar o cérebro de mais uma preocupação para que ele possa se dedicar ao que realmente importa: aproveitar a viagem.