Como Levar Bagagem em Vôos da Companhia Aérea easyJet

Levar bagagem nos vôos da easyJet exige atenção às medidas, aos tipos de mala permitidos e às taxas cobradas, principalmente para evitar gastos altos no aeroporto.

Levar bagagem nos vôos da easyJet exige atenção às medidas, aos tipos de mala permitidos e às taxas cobradas

Como Levar Bagagem em Vôos da Companhia Aérea easyJet

Viajar pela Europa com a easyJet pode ser uma ótima escolha para quem quer encontrar passagens com preços competitivos e ligar cidades de diferentes países sem passar por rotas muito complicadas. A empresa britânica opera em uma ampla rede de aeroportos europeus e trabalha no modelo de baixo custo. Isso significa que a passagem mais barata costuma incluir apenas o assento e uma bagagem pequena sob o banco da frente.

Esse detalhe muda tudo.

Muita gente compra o bilhete olhando somente o valor inicial e deixa para pensar na mala depois. Quando chega a hora de organizar a viagem, percebe que a mochila não comporta casacos, calçados, itens de higiene e compras feitas durante o roteiro. Aí vem a tentativa de adicionar bagagem perto do embarque ou, pior, a decisão de levar uma mala maior sem tê-la incluído na reserva. É nesse momento que aparecem taxas que podem custar mais do que a própria passagem.

A boa notícia é que as regras da easyJet são fáceis de entender quando você separa cada tipo de bagagem e faz o planejamento antes de sair de casa. A companhia permite uma bolsa pequena gratuita para todos os passageiros. Também vende o direito de levar uma mala maior na cabine e oferece opções de malas despachadas no porão, com franquias diferentes de peso.

O cuidado principal está em respeitar medidas, peso, momento de compra e limites de segurança. Não adianta ter uma mala bonita, nova e aparentemente pequena se ela não couber no medidor usado no portão. Rodinhas, alças, bolsos externos e partes salientes entram na conta. É uma regra simples, mas muita gente só percebe isso diante do funcionário do embarque.

Neste guia, você vai entender como funciona cada modalidade de bagagem na easyJet, o que cabe na cabine, o que precisa ser despachado, como viajar com crianças, como levar eletrônicos e líquidos, quais são os erros mais caros e como montar uma mala mais funcional para rotas europeias.


Como funciona a política de bagagem da easyJet

A easyJet divide a bagagem dos passageiros em três grandes grupos:

  • Uma bagagem pequena de cabine, incluída para todos.
  • Uma bagagem grande de cabine, que precisa ser adicionada à reserva ou estar incluída em certas tarifas e benefícios.
  • Bagagem despachada, transportada no porão da aeronave e cobrada à parte.

A passagem mais simples não inclui mala de rodinhas no compartimento superior. Esse é um dos pontos que mais gera confusão, sobretudo entre brasileiros acostumados a viajar em empresas que, em algumas tarifas, permitem uma mala pequena de cabine sem cobrança extra.

Na easyJet, a bolsa gratuita vai sob o assento dianteiro. Pode ser uma mochila, uma bolsa de ombro, uma bolsa para notebook ou até uma mala pequena, desde que respeite as dimensões exigidas.

A mala grande de cabine, aquela tradicional de rodinhas, vai no compartimento acima dos assentos. Para levá-la, o passageiro precisa pagar pela opção durante a compra ou depois, pela área de gerenciamento da reserva. Em alguns casos, ela já vem associada à tarifa adquirida, ao assento selecionado ou ao programa easyJet Plus.

Já as malas despachadas são indicadas para viagens longas, roteiros de inverno, deslocamentos com crianças ou situações em que a pessoa realmente precisa levar mais itens. Há opções de 15 kg e 23 kg, além da possibilidade de comprar peso adicional em incrementos de 3 kg. Nenhuma mala despachada pode ultrapassar 32 kg por questão de segurança e de manuseio da equipe aeroportuária.

A regra prática é simples: quanto antes você definir a sua bagagem, menos tende a pagar. Deixar para resolver no aeroporto quase sempre é o caminho mais caro.


A bagagem pequena gratuita: o que todos podem levar

Todo passageiro da easyJet pode embarcar com uma bagagem pequena sem custo adicional. O limite é de:

45 cm de altura x 36 cm de largura x 20 cm de profundidade

Essas dimensões incluem rodinhas, alças, bolsos, zíperes externos e qualquer parte que ultrapasse a estrutura principal da mala. Ela precisa caber sob o banco à frente do passageiro.

A companhia informa um limite de peso de até 15 kg para essa bagagem. Porém, o passageiro deve conseguir carregá-la e levantá-la sozinho. Mesmo sendo permitido levar até 15 kg, dificilmente uma mochila dentro dessas medidas chega a esse peso sem ficar muito desconfortável para caminhar pelo aeroporto.

Esse item gratuito pode ser:

  • Mochila de viagem pequena.
  • Bolsa de notebook.
  • Bolsa de mão.
  • Mochila escolar.
  • Bolsa tiracolo.
  • Pequena mala de cabine que respeite rigorosamente as medidas.

O detalhe importante é que só há direito a uma peça. Não é permitido embarcar, por exemplo, com uma mochila e uma bolsa de mão separada se você estiver usando apenas a franquia gratuita. Tudo deve ficar dentro da mesma bagagem.

Isso vale também para compras feitas antes do embarque. Uma sacola com souvenirs, roupas ou itens de loja pode ser considerada uma segunda peça se não couber dentro da mochila principal. O ideal é deixar espaço na bolsa para acomodar essas compras ou evitar levar volumes extras até o portão.


Onde a bagagem pequena fica durante a viagem

A bagagem pequena da easyJet deve ser posicionada abaixo do assento da frente. Ela não deve ocupar o bagageiro superior, exceto se a tripulação pedir que isso seja feito por uma necessidade operacional.

Pode parecer uma exigência pequena, mas ela influencia bastante no conforto. Se a mochila estiver muito cheia, seus pés terão menos espaço. Para pessoas altas, isso pode tornar o trajeto mais incômodo, especialmente em rotas de duas ou três horas.

Vale pensar na organização da bolsa antes de sair de casa. Os itens de que você vai precisar durante o percurso devem ficar em bolsos de fácil acesso:

  • Passaporte e documentos.
  • Carteira.
  • Celular e carregador.
  • Fones de ouvido.
  • Casaco leve.
  • Remédios de uso necessário.
  • Lanche.
  • Garrafa vazia para encher depois da inspeção de segurança.
  • Lenço de papel.
  • Bateria portátil, dentro dos limites permitidos.

Os objetos maiores e menos usados podem ficar na parte inferior da mochila. Isso evita ficar abrindo a bagagem no corredor ou tentando encontrar um documento enquanto outras pessoas aguardam para passar.


A mala grande de cabine: quando vale a pena pagar

A easyJet também permite levar uma bagagem maior para a cabine, desde que ela seja adquirida antes do embarque ou esteja incluída na reserva. As medidas máximas são:

56 cm de altura x 45 cm de largura x 25 cm de profundidade

Como no caso da bolsa menor, alças e rodinhas entram nessas dimensões. O peso também pode chegar a 15 kg, desde que o passageiro consiga acomodar a mala sem ajuda.

Essa é a mala de rodinhas mais comum em viagens curtas. Ela vai no compartimento superior e pode acomodar roupas para vários dias, dependendo da estação do ano e da forma como a pessoa faz a mala.

A opção costuma valer a pena para quem:

  • Vai passar mais de três ou quatro dias fora.
  • Vai viajar durante o outono ou inverno europeu.
  • Precisa levar um calçado extra.
  • Pretende fazer compras no destino.
  • Carrega roupas sociais, equipamentos fotográficos ou itens que não podem ser despachados.
  • Quer evitar a espera pela esteira de bagagens na chegada.

Ao comprar uma mala grande de cabine, a easyJet também inclui o benefício chamado Speedy Boarding, que é o embarque prioritário da empresa. Em condições normais, quem tem esse direito embarca antes da maior parte dos passageiros e tende a encontrar mais espaço no compartimento superior.

Ainda assim, vale manter uma expectativa realista. Em alguns aeroportos, o embarque é feito por ônibus até a aeronave. Nesse cenário, as pessoas com prioridade entram primeiro no ônibus, mas a ordem de chegada à porta do avião pode mudar dependendo de onde cada um ficou dentro do veículo.

O benefício é útil, mas o maior valor está na própria mala de cabine incluída. O embarque antecipado entra como uma vantagem adicional.


Atenção às medidas das malas vendidas como “bagagem de mão”

Muitas malas comercializadas como “bagagem de mão” não obedecem às medidas da easyJet. Isso acontece porque cada companhia estabelece suas próprias regras, e as lojas costumam usar uma descrição genérica para vender produtos.

Uma mala de 55 cm, muito comum em lojas de viagem, pode servir para diversas empresas, mas precisa ser medida com cuidado antes de ser usada na easyJet. A franquia de mala grande permite até 56 cm de altura, mas a largura e a profundidade também precisam estar dentro do padrão.

Não confie apenas na etiqueta colocada pelo fabricante. Meça a mala em casa com ela cheia, principalmente se houver bolsos frontais expansíveis. Uma mala vazia pode parecer compacta, mas ficar maior depois de receber roupas, nécessaire e sapatos.

As malas rígidas exigem atenção extra. Elas não cedem. Se forem alguns centímetros maiores que o permitido, não haverá como acomodá-las no medidor. Mochilas de tecido, por outro lado, podem se moldar melhor, desde que não estejam exageradamente cheias.

Uma boa prática é procurar produtos feitos para as dimensões específicas da easyJet. Existem malas e mochilas divulgadas como compatíveis com o limite de 45 x 36 x 20 cm e também com o padrão de 56 x 45 x 25 cm. Mesmo assim, é prudente conferir a medida real antes da viagem.


O medidor de bagagem no portão

Nos aeroportos, a easyJet utiliza estruturas metálicas para verificar se as malas estão dentro dos limites. Esses medidores costumam ficar perto do portão de embarque e têm compartimentos com o tamanho correspondente à franquia pequena e à franquia maior.

Se o funcionário entender que sua mochila ou mala parece maior do que o permitido, poderá pedir que você a coloque no medidor. A peça precisa caber sem esforço e sem ultrapassar as bordas.

Tentar apertar a mala, usar o corpo para empurrá-la ou forçar o zíper não ajuda. Se a bagagem não entrar de maneira adequada, ela poderá ser considerada fora do padrão.

Quando isso ocorre, o passageiro pode ter de pagar uma taxa no próprio portão. Segundo a política divulgada pela easyJet, adicionar uma mala grande de cabine nesse momento pode custar £60 em rotas cobradas em libra, além de a mala poder seguir para o porão.

É por isso que o planejamento anterior faz tanta diferença. Pagar pela mala ao reservar a passagem costuma ser mais barato do que comprar depois. A mesma lógica vale para a bagagem despachada.

Não conte com a sorte ou com a distração dos funcionários. A fiscalização pode variar de aeroporto para aeroporto, mas a empresa tem todo o direito de medir os volumes e aplicar a regra da passagem comprada.


Bagagem despachada: opções de 15 kg e 23 kg

Quando a mochila e a mala de cabine não bastam, entra a bagagem despachada. Ela é entregue no balcão ou no ponto de bag drop antes de passar pelo controle de segurança e é devolvida na esteira do aeroporto de chegada.

A easyJet trabalha principalmente com duas franquias:

  • Mala despachada de até 15 kg.
  • Mala despachada de até 23 kg.

Também é possível comprar peso extra online em blocos de 3 kg, respeitando o teto de 32 kg por mala. A companhia permite até três malas despachadas por passageiro, incluindo crianças e bebês que tenham reserva vinculada.

A mala de 15 kg costuma funcionar bem para viagens de uma semana no verão, desde que a pessoa viaje de forma organizada. Ela também pode ser útil para quem vai combinar uma mochila pequena com uma mala despachada, deixando os itens mais pesados no porão.

A franquia de 23 kg é mais indicada para roteiros maiores, viagens de inverno, famílias, intercâmbios, deslocamentos com equipamentos especiais ou férias em que haverá muitas compras.

A decisão entre 15 kg e 23 kg deve ser feita com realismo. Não adianta comprar 15 kg pensando em “dar um jeito” na hora. Casacos, botas, cosméticos, presentes e eletrônicos rapidamente aumentam o peso.

Em trajetos por vários países, também é preciso observar as regras das outras companhias. Uma pessoa pode despachar 23 kg na easyJet e depois ter uma franquia de 10 kg ou apenas uma mochila em uma empresa diferente. Em roteiros com vários bilhetes separados, a mala precisa seguir a regra de cada trecho.


O limite de 32 kg por mala

Mesmo que você compre peso adicional, nenhuma mala despachada pode ultrapassar 32 kg. Esse teto existe por segurança operacional e para proteger as equipes que movimentam a bagagem nos aeroportos.

Se a mala ultrapassar o limite, não basta pagar uma taxa e seguir adiante. Em muitos casos, o passageiro terá de abrir a bagagem no balcão, retirar itens e reorganizar tudo diante de uma fila de pessoas esperando atendimento.

É uma situação que ninguém quer enfrentar, especialmente quando o horário do embarque está próximo.

Para evitar isso, use uma balança portátil de bagagem ainda no hotel ou na hospedagem. Esses modelos têm um gancho, são leves e permitem conferir o peso antes de ir ao aeroporto. Também é possível usar a balança comum do hotel, subindo nela sem a mala e depois com a mala nas mãos. A diferença entre os dois números mostra o peso aproximado.

Deixe uma margem de segurança. Se sua franquia é de 23 kg, tente ficar em torno de 21 kg ou 22 kg. Balanças diferentes podem apresentar pequenas variações, e uma lembrança comprada na última hora pode fazer você passar do limite.


Compartilhamento de peso entre pessoas da mesma reserva

Uma regra útil da easyJet é o compartilhamento de peso entre passageiros que viajam no mesmo vôo e estão na mesma reserva. Isso pode ajudar casais, famílias e grupos de amigos.

Imagine duas pessoas que compraram uma mala despachada de 23 kg cada. Juntas, elas têm 46 kg de franquia. Uma mala pode pesar 27 kg e a outra 19 kg, por exemplo, desde que o total permaneça dentro de 46 kg e nenhuma das malas ultrapasse os 32 kg.

Essa flexibilidade evita aquela troca de roupas e objetos no balcão, feita sob pressão e sem espaço. Mas ela só funciona para bagagens despachadas vinculadas à mesma reserva e ao mesmo trecho.

O peso não pode ser compartilhado entre uma mala despachada e equipamentos esportivos. Também não se aplica livremente quando os passageiros fizeram reservas separadas, mesmo que estejam no mesmo vôo.

Se você viaja em grupo, vale fazer uma pesagem conjunta antes de sair para o aeroporto. Muitas vezes, uma pessoa está levando uma mala quase vazia e outra está excedendo a franquia. Redistribuir itens na hospedagem é bem mais prático do que abrir a mala no saguão.


Dimensões máximas da bagagem despachada

Além do peso, a easyJet estabelece um limite de tamanho para malas despachadas. A soma de altura, largura e profundidade deve ficar abaixo de 275 cm.

Na prática, uma mala grande convencional costuma ficar dentro dessa regra. O cuidado maior é necessário com itens muito volumosos, como caixas, malas especiais, instrumentos, carrinhos grandes ou embalagens rígidas para equipamentos esportivos.

Antes de comprar uma mala muito grande, avalie se ela será prática em todo o roteiro. Uma mala gigante pode ser aceita pela empresa e ainda assim se tornar um problema em estações de trem, hotéis sem elevador, metrôs lotados, calçadas de pedra e apartamentos compactos.

Uma mala média, bem organizada, costuma funcionar melhor para viagens pela Europa. Ela facilita deslocamentos, reduz o risco de excesso de peso e deixa o viajante mais livre para trocar de cidade.


Quando incluir a bagagem na reserva

A resposta curta é: o quanto antes.

Você pode adicionar bagagem durante a compra da passagem, depois pela área “Manage Bookings” no site ou aplicativo da easyJet e, em alguns casos, até duas horas antes da saída programada. Mas esperar não costuma ser vantajoso.

Os preços de serviços adicionais variam por rota, data, demanda e momento de compra. Em feriados, férias escolares, verão europeu e períodos de alta procura, as malas podem ficar mais caras.

Quem sabe que precisa de uma mala despachada deve incluí-la já na emissão do bilhete. Se ainda houver dúvida, vale avaliar a viagem com calma antes de deixar a decisão para os últimos dias.

Na hora de comparar preços, faça a conta com todos os itens necessários:

  • Passagem.
  • Bagagem.
  • Assento, se você quiser escolher.
  • Transporte até o aeroporto.
  • Possível hospedagem em caso de horário ruim.
  • Alimentação no terminal.
  • Seguro viagem.
  • Taxas de pagamento, se houver.

A tarifa mais baixa nem sempre representa a viagem mais barata. Um bilhete muito barato para um aeroporto distante, com mala cobrada e deslocamento caro até o centro, pode custar mais do que uma opção inicialmente mais cara.


Líquidos, cremes e produtos de higiene na cabine

Quem viaja apenas com bagagem de cabine precisa seguir as regras de segurança para líquidos. Elas são definidas pelo aeroporto e pelas autoridades de aviação, não apenas pela easyJet.

Em geral, líquidos, cremes, géis, aerossóis, pastas e produtos semelhantes devem estar em recipientes de até 100 ml cada. Eles precisam ser colocados em uma embalagem plástica transparente e fechável, normalmente com capacidade total de até 1 litro.

Nessa categoria entram:

  • Shampoo.
  • Condicionador.
  • Perfume.
  • Creme hidratante.
  • Pasta de dente.
  • Desodorante aerossol.
  • Protetor solar.
  • Base líquida.
  • Rímel.
  • Gel de cabelo.
  • Pomadas.
  • Bebidas.
  • Iogurtes e alimentos pastosos.

O ponto importante é o tamanho do frasco, não a quantidade que restou dentro dele. Uma embalagem de 200 ml pela metade ainda pode ser barrada na inspeção. O recipiente precisa indicar capacidade de até 100 ml.

Produtos sólidos, como sabonete em barra, shampoo sólido, desodorante em pedra e maquiagem em pó, normalmente facilitam a viagem de quem quer levar pouca bagagem. Eles ocupam menos espaço na nécessaire e não entram na mesma limitação aplicada aos líquidos.

Se você vai despachar uma mala, pode levar frascos maiores no porão. Ainda assim, vale embalar produtos que possam vazar dentro de sacos plásticos e colocar roupas ao redor para evitar danos.


Remédios e itens de saúde

Medicamentos essenciais devem viajar na bagagem de cabine, nunca na mala despachada. Isso vale para remédios de uso diário, canetas injetáveis, medicamentos controlados, receitas, óculos de grau, equipamentos de saúde e itens que podem ser necessários durante o trajeto.

Se você usa medicação líquida em volume maior que 100 ml, leve uma receita ou relatório médico em inglês, preferencialmente com o nome do passageiro, o princípio ativo e a indicação de uso. A inspeção de segurança pode pedir esclarecimentos.

É prudente levar os medicamentos na embalagem original. Dividir comprimidos em porta-remédios pode ser prático, mas manter a caixa ou a bula ajuda caso surja qualquer dúvida em uma fiscalização.

Para viagens internacionais, também vale conferir se o medicamento é permitido no país de destino. Algumas substâncias legais no Brasil têm restrições em outros lugares.


Baterias, eletrônicos e malas inteligentes

Baterias de lítio exigem cuidados especiais. Celulares, notebooks, câmeras, tablets, fones sem fio e baterias portáteis devem viajar com o passageiro na cabine, sempre que possível.

Power banks não devem ser colocados em bagagens despachadas. O motivo é a segurança: se houver superaquecimento ou dano à bateria, a equipe de cabine consegue identificar e lidar com a situação mais rapidamente.

As chamadas malas inteligentes, que possuem bateria embutida para rastreamento, carregamento ou outras funções, também merecem atenção. Caso a mala seja despachada, a bateria ou power bank removível precisa ser retirada antes de entregar a bagagem no bag drop.

Se a bateria não puder ser removida, a mala pode não ser aceita para transporte no porão. Antes de viajar, confira as orientações atualizadas da easyJet e também as regras do aeroporto de saída, pois exigências operacionais podem variar.

Eletrônicos caros, documentos, joias, cartões, dinheiro, chaves e objetos frágeis devem ficar com você. Mesmo uma mala despachada bem fechada está sujeita a impactos, atrasos e manuseio intenso.


Como levar roupas de inverno sem ocupar a mala inteira

O inverno europeu é um grande teste para a bagagem. Casacos grossos, botas, segunda pele, luvas, cachecóis e roupas de lã ocupam muito mais espaço do que camisetas e roupas leves.

A primeira estratégia é viajar vestindo as peças mais volumosas. Use o casaco, a bota e o suéter mais pesado no dia do embarque. Isso reduz o volume da mochila ou da mala de cabine sem quebrar nenhuma regra.

Outra saída é apostar em camadas, em vez de levar vários casacos enormes. Uma segunda pele, uma blusa térmica, um fleece e uma jaqueta impermeável podem ser mais úteis do que um único casaco muito pesado. Além de ocupar menos espaço, esse conjunto se adapta melhor a mudanças de temperatura.

Roupas que combinam entre si também fazem diferença. Em vez de levar uma calça para cada dia, escolha duas ou três que funcionem com várias blusas. Sapatos são pesados, então tente limitar a viagem a um par confortável para caminhar e outro mais leve, se realmente for necessário.

Sacos organizadores podem ajudar a separar roupas íntimas, acessórios e camisetas. Porém, eles não reduzem peso. São úteis para manter a mala em ordem, mas não substituem um planejamento de volume.


Bagagem para bebês e crianças

A easyJet possui regras específicas para famílias que viajam com bebês e crianças. Crianças que têm assento próprio seguem a franquia de bagagem correspondente à tarifa comprada, como qualquer outro passageiro.

Bebês que viajam no colo dos responsáveis têm regras próprias para itens infantis. A companhia permite o transporte de até dois itens de equipamento para crianças por bebê, como carrinho, cadeirinha para automóvel, berço portátil ou itens equivalentes dentro das regras aplicáveis.

Esses equipamentos podem ser entregues no balcão de bagagens ou, em alguns aeroportos, usados até o portão e recolhidos antes do embarque. A devolução na chegada pode ocorrer na esteira ou junto à porta da aeronave, dependendo do aeroporto e da operação local.

Por isso, é importante perguntar no balcão de bag drop onde o item será retirado no destino. Não presuma que o carrinho aparecerá na porta do avião.

Famílias com crianças menores de 5 anos costumam ter prioridade após os clientes de Speedy Boarding, segundo a ordem de embarque divulgada pela easyJet. Isso ajuda bastante, pois permite acomodar mochilas, carrinhos dobráveis e itens infantis com menos correria.

Para crianças, o melhor é deixar na mochila de cabine uma troca de roupa, fraldas, lenços, snacks, brinquedos pequenos, remédios necessários e uma camada extra de roupa. Mesmo em trajetos curtos, atrasos podem acontecer.


Instrumentos musicais e equipamentos esportivos

Instrumentos musicais e equipamentos esportivos não devem ser tratados como bagagem comum sem antes consultar as regras específicas da companhia.

Instrumentos pequenos, como violinos, podem viajar na cabine se couberem dentro da franquia de bagagem permitida e puderem ser acomodados com segurança. Instrumentos maiores podem exigir uma poltrona adicional, comprada exclusivamente para o objeto, ou transporte no porão em embalagem apropriada.

No caso de equipamentos esportivos, a easyJet possui categorias próprias, com cobrança específica para itens pequenos e grandes. Bicicletas, pranchas, tacos de golfe, esquis, equipamentos de mergulho e outros objetos precisam ser adicionados à reserva com antecedência.

Uma bicicleta, por exemplo, normalmente precisa ser embalada de acordo com os requisitos da empresa, com pedais removidos ou recolhidos, pneus esvaziados e guidão ajustado. Não é o tipo de item que deve ser levado sem planejamento.

Pranchas e outros objetos longos também exigem embalagens resistentes. Mesmo quando a companhia aceita o transporte, a proteção do equipamento continua sendo responsabilidade do passageiro.


O que não deve ir na mala despachada

Mesmo em viagens longas, alguns itens precisam ficar na sua mochila ou bolsa de cabine. Entre eles estão:

  • Passaporte.
  • Documentos de viagem.
  • Cartões bancários.
  • Dinheiro.
  • Celular.
  • Notebook.
  • Câmera.
  • Baterias portáteis.
  • Medicamentos.
  • Chaves.
  • Joias.
  • Objetos frágeis.
  • Itens de valor emocional ou financeiro.
  • Uma troca de roupa básica, especialmente em conexões ou viagens longas.

A razão é prática. Malas despachadas podem atrasar, ser encaminhadas para uma esteira errada ou chegar depois do passageiro em situações de irregularidade operacional. Isso não é o mais comum, mas acontece.

Levar ao menos uma muda de roupa na cabine ajuda muito se a mala do porão demorar a aparecer. Em uma viagem de inverno, tenha também uma camada quente na mochila. Não dependa da mala despachada para acessar algo essencial logo ao desembarcar.


Como evitar taxas e problemas no aeroporto

A maneira mais eficiente de economizar é não deixar decisões de bagagem para o dia do embarque. Algumas atitudes simples evitam a maior parte dos problemas:

Meça a mochila ou mala já cheia. Não basta conferir o tamanho dela vazia.

Pese a mala em casa ou na hospedagem. Deixe uma margem abaixo da franquia comprada.

Inclua a bagagem no momento da reserva. Os valores online tendem a ser menores do que no aeroporto.

Leia o cartão de embarque. Ele indica a franquia associada à sua reserva.

Use o aplicativo da easyJet. Nele, é possível acompanhar a reserva, adicionar serviços e acessar o cartão de embarque.

Chegue com antecedência. O balcão de despacho fecha antes do horário de saída, e as filas podem ser longas em aeroportos movimentados.

Evite levar várias sacolas extras. A franquia gratuita é de uma peça pequena, não de mochila mais bolsa mais compras.

Verifique as regras dos demais trechos. Se seu roteiro envolve outras companhias, cada uma pode ter um padrão diferente.

Não tente esconder volumes. Vestir um casaco no aeroporto é normal. Mas tentar embarcar com várias bolsas ou colocar uma mala fora do tamanho permitido como se fosse item gratuito pode gerar cobrança no portão.


A experiência muda de acordo com o aeroporto

A easyJet opera em aeroportos muito diferentes entre si. Alguns têm terminais modernos, filas organizadas, bag drop automático e portas conectadas diretamente à aeronave. Outros são mais simples, usam ônibus até o pátio e têm pouco espaço perto do portão.

Isso influencia a experiência com a bagagem.

Em aeroportos onde o embarque é feito por escadas no pátio, você pode precisar carregar a mochila e subir degraus. Se a mala grande de cabine estiver muito pesada, isso se torna cansativo. Em terminais maiores, o deslocamento até o portão pode envolver longas caminhadas.

Por isso, viajar leve ainda é uma vantagem. Mesmo quando você tem direito a levar uma mala grande, não precisa enchê-la até o limite. Uma mala que você consegue puxar, levantar e reorganizar com facilidade torna toda a jornada mais leve.

A viagem não começa quando você chega ao destino. Ela começa ao fechar a porta de casa, enfrentar o transporte até o aeroporto, passar pela segurança, andar até o portão e encontrar espaço para seus pertences dentro da aeronave.

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