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As 15 Praias Mais Lindas da Ásia Para Conhecer

As 15 praias mais bonitas da Ásia para colocar no roteiro, com informações reais sobre melhor época para ir, como chegar, quanto custa e o que esperar de cada lugar, do sul da Tailândia às ilhas das Filipinas e do Japão.

As 15 praias mais bonitas da Ásia para colocar no roteiro, com informações reais sobre melhor época para ir, como chegar, quanto custa

Por que a Ásia tem tanta praia boa

Tem uma explicação geográfica bem direta para o fato de a Ásia concentrar tantas praias absurdas: o Sudeste Asiático fica encravado entre dois oceanos, com milhares de ilhas espalhadas em água morna, protegidas por formações de calcário e cercadas por recifes de coral. A Indonésia sozinha tem mais de 17 mil ilhas. As Filipinas passam de 7 mil. A Tailândia tem centenas. Quando você soma tudo isso, o resultado é uma quantidade de litoral que nenhum outro continente consegue rivalizar.

A água morna também não é detalhe. Boa parte dessas praias fica em torno de 27 a 29 graus o ano inteiro. Você entra no mar e não sente choque térmico. Isso muda completamente a experiência de banho, especialmente para quem está acostumado com o Atlântico Sul.

E tem o fator preço. Comer bem, dormir bem e passear em lugar de cenário de cartão-postal custa, em várias dessas regiões, menos do que custaria no litoral brasileiro em alta temporada. Não em todas, vale dizer. Maldivas e algumas ilhas do Japão fogem completamente dessa lógica. Mas o padrão geral do Sudeste Asiático é de custo baixo para qualidade alta.

A seguir, quinze praias que valem a viagem, com o que realmente importa saber antes de ir.

1. Railay Beach, Krabi, Tailândia

Railay é uma península, não uma ilha, mas funciona como ilha porque não existe estrada até lá. As paredes de calcário isolam a região por terra, então o único acesso é por barco, geralmente de longtail boat saindo de Ao Nang ou do pier de Krabi Town. A travessia de Ao Nang leva algo em torno de 15 minutos.

O que faz Railay ser tão fotografada são aquelas torres de rocha subindo direto da areia, com vegetação pendurada nas paredes. É um dos destinos de escalada esportiva mais famosos do mundo, com centenas de vias abertas na rocha. Mesmo quem não escala fica olhando o pessoal pendurado.

Railay se divide em partes. Railay West tem a praia larga de areia clara e o melhor pôr do sol. Railay East é mais lamacenta na maré baixa, com manguezal, e concentra a hospedagem mais barata. Phra Nang Cave Beach, do outro lado, é a mais bonita de todas, com uma caverna e água esverdeada. Tonsai fica ao lado e é a área mais alternativa, tomada por escaladores.

Melhor época: novembro a abril, a estação seca do lado do mar de Andamão. Entre maio e outubro chove com força e o mar fica agitado.

Uma observação prática: a maré em Railay muda muito o cenário. Vale checar a tábua de marés, porque na maré muito baixa algumas partes ficam com areia exposta e água distante.

2. Maya Bay, Koh Phi Phi Leh, Tailândia

Maya Bay é aquela enseada fechada por paredões que ficou famosa no filme “A Praia”, com Leonardo DiCaprio, lançado em 2000. O que veio depois foi um caso clássico de destino destruído pelo próprio sucesso: chegou a receber milhares de visitantes por dia, e o coral do fundo da baía basicamente morreu.

Em 2018, as autoridades tailandesas fecharam Maya Bay para recuperação ambiental. Reabriu em 2022 com regras rígidas. Hoje não é permitido nadar dentro da baía, os barcos não atracam mais na praia frontal e o acesso é feito por um pier na parte de trás da ilha, em Loh Samah. Existe limite diário de visitantes e horário controlado. Também há períodos de fechamento sazonal, normalmente durante os meses de monção.

Vale ir? Vale, mas com expectativa ajustada. É lindo de um jeito quase irreal, aquela areia branquíssima entre paredões verdes. Só não espere ficar sozinho ali nem tomar banho de mar. Os tubarões-de-recife de ponta negra voltaram a aparecer na área, o que é um sinal muito bom de recuperação.

Como chegar: passeios de barco saindo de Phi Phi Don, Krabi, Phuket ou Koh Lanta.

3. Kelingking Beach, Nusa Penida, Indonésia

Se você já viu uma foto de um penhasco verde com formato de T-Rex, com uma faixa de areia branca lá embaixo, era Kelingking. É provavelmente a paisagem costeira mais impressionante da Indonésia, e isso é dizer muito num país com Bali ao lado.

Nusa Penida fica a sudeste de Bali, com travessia de barco rápido saindo de Sanur em cerca de 45 minutos. A ilha é bem menos desenvolvida que Bali, com estradas ruins, e o transporte interno geralmente é de moto ou carro com motorista.

A descida até a areia de Kelingking é a parte séria da história. É uma trilha íngreme, escavada na encosta, com trechos onde você desce quase de bunda, segurando em corda e bambu. Leva algo entre 20 e 40 minutos para baixar e bem mais para subir, no calor. Já houve acidentes ali. Se você não estiver com boa disposição física, o mirador de cima já entrega toda a beleza.

Outro ponto: o mar em Kelingking tem correnteza forte e ondas. Não é praia de banho tranquilo. Muita gente desce, molha os pés e volta.

Melhor época: abril a outubro, estação seca.

4. Nacpan Beach, El Nido, Palawan, Filipinas

El Nido é famoso pelas lagoas e pelos passeios de island hopping, mas a praia mais bonita da área para simplesmente ficar deitado é Nacpan. São mais ou menos quatro quilômetros de areia clara, com coqueiros, e uma sensação de espaço que não existe no centro de El Nido.

Fica a cerca de 45 minutos a uma hora do centro de El Nido, por estrada de terra em parte do caminho. Dá para ir de tricycle, de van compartilhada ou de moto alugada.

O charme de Nacpan é que ainda tem cara de praia de vilarejo. Barzinhos simples de bambu, redes, cerveja gelada. O mar tem ondas moderadas, o que é bom para quem gosta de tomar banho de mar de verdade, com movimento.

Palawan aparece com frequência entre as ilhas mais bem avaliadas do mundo em rankings de revistas de viagem, e a região de El Nido é parte importante disso. A área é protegida como reserva de recursos marinhos.

Melhor época: dezembro a maio. De junho a novembro entra a temporada de chuvas e tufões.

5. Long Beach, Koh Rong, Camboja

O Camboja é lembrado por Angkor Wat, quase nunca por praia, e isso é um erro. Koh Rong tem algumas das areias mais brancas e mais finas do Sudeste Asiático, com aquele efeito de rangido embaixo do pé.

Long Beach, também chamada de Sok San Beach, tem cerca de sete quilômetros de areia e ainda é bem pouco construída. Existem trechos onde você caminha por bons minutos sem cruzar com ninguém. Água azul-turquesa, transparente, sem multidão.

Koh Rong é acessada por barco rápido saindo de Sihanoukville, com travessia em torno de 45 minutos a uma hora, dependendo da operadora e do pier de destino.

Um atrativo extra da região é o plâncton bioluminescente, visível em algumas noites, principalmente nas fases de lua nova, quando o mar acende em pontinhos azuis quando você mexe a água. Não é garantido, depende de condições, mas quando acontece é uma das coisas mais bonitas que se pode ver no mar.

Estrutura ainda é limitada em várias partes da ilha, com energia elétrica por gerador em alguns lugares e internet fraca. Faz parte do pacote.

6. Praias de Nishihama, Hateruma, Japão

Poucas pessoas associam Japão a praia caribenha, e é justamente aí que está a surpresa. O arquipélago de Okinawa, no extremo sul do país, é subtropical, com recifes de coral e água transparente.

Hateruma é a ilha habitada mais ao sul do Japão, e a praia de Nishihama é considerada por muitos japoneses a mais bonita do país. Areia branca de coral moído, água num gradiente de azul que parece filtro. A ilha é minúscula, com pouco mais de quinhentos habitantes, e o acesso é feito por ferry saindo de Ishigaki, com travessia de cerca de uma hora, sujeita a cancelamento quando o mar está agitado.

Não espere estrutura turística. Hateruma tem poucas pousadas familiares, pouquíssimos restaurantes e nada de vida noturna. Quem vai busca exatamente isso.

Se Hateruma parecer longe demais, a região de Ishigaki e Miyakojima, também em Okinawa, tem praias espetaculares com mais infraestrutura. Yonaha Maehama, em Miyakojima, tem sete quilômetros de areia branca e é bem elogiada.

Melhor época: abril a outubro. A temporada de tufões vai aproximadamente de agosto a outubro, então junho e julho tendem a ser boas apostas.

7. Padang Padang e a costa de Uluwatu, Bali, Indonésia

Bali é tão comentada que virou quase clichê, mas a costa sul, na península de Bukit, sustenta a fama. Padang Padang é aquela praia pequena que aparece em foto de surf, acessada por uma escada estreita que desce entre rochas, com uma fenda na pedra que funciona como portal para a areia.

É pequena. Fica cheia. E ainda assim é encantadora, porque a formação de rocha e a água esverdeada criam um cenário fechado, íntimo.

Ao redor tem Bingin, Padang Padang, Impossibles, Suluban e Balangan. Essa faixa é uma das melhores regiões de surf do mundo, com ondas de tubo sobre recife, para surfistas experientes. Para banho tranquilo, Balangan e a área de Jimbaran funcionam melhor.

E tem o templo de Uluwatu no alto do penhasco, com a apresentação de dança kecak ao pôr do sol. Vale combinar praia de dia com templo no fim da tarde. Cuidado com os macacos de lá, que roubam óculos e celular com uma taxa de sucesso impressionante.

Melhor época: abril a outubro para a costa sul, quando as ondas e o clima estão melhores.

8. Kuta e Tanjung Aan, Lombok, Indonésia

Lombok é a vizinha de Bali e muita gente diz que é como Bali era décadas atrás. A região sul, em volta de Kuta Lombok, é o destaque.

Tanjung Aan é uma baía em forma de ferradura com uma areia curiosa, granulada, que muita gente compara a grãos de pimenta. Água calma, azul, com dois morros nas laterais. Do alto do morro Merese, ao lado, a vista é uma das melhores da Indonésia, especialmente no fim do dia.

Selong Belanak, na mesma região, tem areia branca fina, mar raso e ondas suaves. É onde quase todo mundo aprende a surfar em Lombok.

Lombok também é a base para as Ilhas Gili, três ilhotas onde não existem carros nem motos. O transporte é bicicleta e carroça. Gili Trawangan tem mais movimento, Gili Air é intermediária e Gili Meno é a mais calma. A área é conhecida pelo mergulho com tartarugas, que aparecem com frequência bem perto da praia.

Melhor época: maio a setembro.

9. Radhanagar Beach, Havelock, Ilhas Andaman, Índia

Índia com praia paradisíaca soa estranho para quem só pensa em Goa, mas as Ilhas Andaman ficam no meio do mar de Andamão, muito mais perto de Myanmar e da Tailândia do que do continente indiano.

Radhanagar, na ilha de Havelock, hoje chamada oficialmente de Swaraj Dweep, é uma faixa larga de areia branca com floresta densa atrás e um mar azul aberto. Já foi eleita repetidas vezes como uma das melhores praias da Ásia em rankings internacionais.

O acesso é por vôo até Port Blair, capital do arquipélago, e depois ferry até Havelock, em torno de duas horas. Cidadãos estrangeiros precisam de autorização específica para visitar as Andaman, o Restricted Area Permit, que normalmente é emitido na chegada em Port Blair para as ilhas liberadas ao turismo. Vale checar as regras atualizadas antes de viajar, porque elas mudam.

Um detalhe sério: existem áreas do arquipélago com povos indígenas isolados, e a aproximação é proibida por lei. Não é atrativo turístico, é uma questão de proteção de vida humana.

Melhor época: outubro a maio.

10. Ngapali Beach, Myanmar

Ngapali é o tipo de praia que sobreviveu ao tempo por causa do isolamento. Areia clara, coqueiros inclinados, barcos de pesca de madeira, pescadores secando peixe na areia. Uma vibe de litoral antigo, quase sem construção alta.

O ponto delicado aqui é o contexto político. Myanmar passa por instabilidade e conflito interno desde o golpe militar de 2021, e vários países mantêm alertas de viagem restritivos para a região. Ou seja: é uma das praias mais bonitas da Ásia, mas não é um destino que se recomende de forma leve neste momento. Se for considerar, é obrigatório checar orientações oficiais atualizadas de segurança e a situação de vistos e vôos.

Deixo na lista pelo valor da paisagem e por honestidade geográfica, com o aviso incluído.

11. Koh Lipe, Tailândia

Koh Lipe fica no extremo sul da Tailândia, quase na fronteira marítima com a Malásia, dentro do Parque Nacional Marinho de Tarutao. É pequena, dá para atravessar a pé, e tem três praias principais: Sunrise, Sunset e Pattaya.

O que diferencia Koh Lipe é a qualidade da água. Muito transparente, com recifes acessíveis a poucos metros da areia. Você entra com snorkel direto da praia e já vê peixe colorido. Isso é raro.

Pattaya Beach é onde chegam os barcos e onde tem mais restaurante e movimento. Sunrise é mais longa e mais calma. Sunset é pequena e a mais tranquila das três.

Acesso: barco a partir de Pak Bara, no continente, ou conexões de barco desde Koh Lanta, Phi Phi e Langkawi, na Malásia, durante a alta temporada.

Melhor época: novembro a abril. Na monção, muitos barcos param de operar e boa parte da ilha fecha.

12. Praias do atol de Baa e Ari, Maldivas

Maldivas é o destino de praia mais idealizado do planeta, e boa parte da fama é justificada. São quase mil e duzentas ilhas em atóis de coral, com lagoas rasas de água azul-clara e resorts que ocupam ilhas inteiras.

Duas coisas que quase ninguém explica antes:

Primeiro, você não escolhe uma praia em Maldivas, você escolhe uma ilha. A praia é a da ilha onde você se hospeda. Isso significa que a pesquisa de hospedagem é a pesquisa de praia.

Segundo, existe uma alternativa mais acessível aos resorts, que são as guesthouses em ilhas locais, como Maafushi, Thulusdhoo, Dhigurah e Fulidhoo. Nessas ilhas as regras locais são mais conservadoras, com restrições de biquíni fora das áreas designadas e de álcool, mas o preço cai de forma drástica em comparação com resort.

A região do atol de Baa abriga a Baía de Hanifaru, reserva da biosfera reconhecida pela UNESCO, famosa pelas agregações de arraias-manta e tubarões-baleia, geralmente entre maio e novembro. É um dos melhores lugares do mundo para ver manta em grande número. O acesso é regulado, sem mergulho autônomo, apenas snorkel com operador autorizado.

Melhor época em termos de clima seco: novembro a abril. Para ver manta em Hanifaru, o período de monção úmida é o indicado, o que cria um dilema interessante.

13. Ha Long e Lan Ha, Vietnã

Ha Long Bay é mais conhecida pelos paredões de calcário saindo do mar do que pelas praias, e é honesto dizer que ali o atrativo principal é a navegação, não o banho de mar. Mas existem praias pequenas, encaixadas entre as ilhotas, e a região vizinha de Lan Ha e Cat Ba tem enseadas realmente bonitas.

Ha Long é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1994, com quase duas mil ilhotas e formações rochosas cobertas de vegetação. A experiência clássica é dormir a bordo de um barco por uma ou duas noites, com kayak entre as rochas e visita a cavernas.

Lan Ha Bay, mais ao sul, tem menos barco e mais silêncio. Quem prioriza tranquilidade costuma preferir essa área.

E se o objetivo é praia mesmo no Vietnã, vale olhar Phu Quoc, no extremo sul, ou a Ilha Con Dao, mais isolada e com praias bem preservadas.

Melhor época em Ha Long: outubro a abril, evitando o calor extremo e a temporada de tempestades. Nos meses mais frios pode haver neblina, o que muda a fotografia, às vezes até para melhor.

14. White Beach, Boracay, Filipinas

Boracay tem a areia mais famosa das Filipinas. White Beach são cerca de quatro quilômetros de areia branquíssima e finíssima, com mar raso e calmo, do tipo que você caminha bastante antes de perder o pé.

Boracay também é um caso emblemático de gestão ambiental. Em 2018, o governo filipino fechou a ilha por seis meses para uma reforma sanitária profunda, depois de problemas graves de esgoto lançado no mar. Reabriu com regras novas: limite de visitantes, proibição de festas na areia, de fumar na praia, de construções muito próximas da água e restrição a certos esportes aquáticos motorizados na faixa principal.

O resultado é uma praia visivelmente mais limpa e organizada do que era, mas ainda bastante movimentada. A ilha é dividida em estações. Station 1 tem a areia mais larga e os hotéis mais caros. Station 2 é o centro comercial, com shopping e restaurantes. Station 3 é mais econômica e mais tranquila.

Para fugir do movimento, existem Puka Shell Beach, no norte, e Diniwid, uma enseada pequena ao lado de Station 1.

Acesso: vôo até Caticlan, no continente, e travessia de barco de cerca de 15 minutos.

Melhor época: novembro a maio.

15. Koh Kradan e Koh Muk, Trang, Tailândia

Fecho com uma dupla ainda pouco conhecida por brasileiros. A província de Trang, no sul tailandês, tem ilhas muito menos visitadas que Phuket e Phi Phi, com água igualmente clara.

Koh Kradan chegou a ser eleita, em 2023, a melhor praia do mundo em uma premiação internacional bastante divulgada, a World’s 50 Best Beaches. A ilha é minúscula, com pouquíssima hospedagem, sem estradas de verdade, sem vida noturna. A praia principal fica de frente para o mar aberto, com recife de coral logo depois da arrebentação e vista para as formações de calcário no horizonte.

Koh Muk, ao lado, guarda a Emerald Cave, ou Tham Morakot. Você nada por um túnel escuro dentro da rocha, por algo em torno de oitenta metros, e sai numa lagoa interna cercada por paredes verticais com uma pequena praia de areia no fundo. É uma das experiências mais marcantes do sul da Tailândia. Precisa ser feito na maré adequada e com colete, e é melhor ir bem cedo, antes dos barcos de excursão.

Melhor época: novembro a abril. Fora disso, boa parte da hospedagem em Koh Kradan fecha.

Como montar um roteiro sem se perder na geografia

Um erro comum é tentar juntar praias que estão longe demais. A Ásia parece próxima no mapa e é enorme na prática. Vôo de Bangkok a Manila leva por volta de três horas e meia. De Bali a Maldivas não existe rota simples.

A lógica que funciona melhor é escolher uma região por viagem.

Se o foco é Tailândia, dá para combinar Krabi, Railay, Koh Lanta, Koh Lipe e as ilhas de Trang em duas ou três semanas, com deslocamentos por barco e van.

Se o foco é Indonésia, Bali com Nusa Penida e Lombok com as Gili formam um circuito bem redondo.

Se o foco é Filipinas, Palawan com El Nido e Coron já preenche muito tempo, e Boracay entra como complemento.

Vietnã e Camboja combinam bem, com praia como parte de uma viagem que inclui cidades e história.

Japão e Maldivas são viagens à parte, com caráter e orçamento próprios.

Estação seca importa mais que qualquer outra coisa

Essa é a informação que mais evita frustração no Sudeste Asiático: a maior parte da região tem monção, e a diferença entre estar no mês certo e no mês errado é enorme.

Na Tailândia existem dois lados com calendários diferentes. O lado do mar de Andamão, com Phuket, Krabi, Phi Phi, Koh Lanta e Koh Lipe, tem melhor tempo entre novembro e abril. O lado do golfo, com Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao, funciona melhor mais ou menos de fevereiro a setembro, com o pior período em novembro.

Indonésia tem seca de abril a outubro.

Filipinas tem melhor tempo de dezembro a maio, com risco de tufão principalmente entre julho e novembro.

Vietnã é complicado porque é um país longo e cada região tem seu próprio padrão.

Maldivas tem seca de novembro a abril.

Não é que chover impede a viagem. É que na monção plena os barcos cancelam, as travessias ficam desconfortáveis, a visibilidade para snorkel cai e muitos estabelecimentos em ilhas pequenas simplesmente fecham as portas.

Custos reais e o que muda de país para país

Tailândia, Vietnã, Camboja e Indonésia continuam sendo destinos de custo baixo para padrões brasileiros no dia a dia. Refeição em restaurante local, transporte interno e hospedagem simples custam pouco. O peso maior fica na passagem aérea internacional, que é longa e caro sair do Brasil.

Filipinas custa um pouco mais em transporte interno, porque a geografia obriga muitos vôos domésticos e travessias de barco.

Japão é caro em hospedagem e transporte, e Okinawa não é exceção, ainda que comer bem ali seja mais em conta do que muita gente imagina.

Maldivas é o extremo. Resort em ilha privativa entra em outra categoria de orçamento, com transfer de hidroavião que pode custar centenas de dólares por pessoa. A saída econômica são as guesthouses em ilhas locais com ferry público.

Cuidados que ninguém deveria ignorar

Protetor solar de recife. Vários destinos com coral, incluindo áreas protegidas em Palau e políticas restritivas em outros lugares, proíbem ou desencorajam protetores com oxibenzona e octinoxato, que danificam coral. Camiseta de lycra resolve boa parte do problema e é mais confiável.

Correnteza. Praias bonitas de mar aberto muitas vezes têm corrente forte. Kelingking, várias praias do sul de Bali e trechos de Palawan não são para banho relaxado. Bandeira e aviso local existem por um motivo.

Água-viva. Em algumas áreas do Sudeste Asiático há registro de espécies perigosas em determinados períodos. Vale perguntar localmente.

Dengue e mosquitos. Presente na região. Repelente é item básico, não opcional.

Vistos. Regras mudam. Brasileiro tem isenção ou facilidade em vários desses países, mas cada um tem tempo de permanência e exigências próprias, e a autorização das Ilhas Andaman é um caso específico. Checar em fonte oficial perto da data é o único método que funciona.

Barcos e clima. Se a travessia foi cancelada por mar agitado, aceite. Ferry pequeno em mar ruim no Sudeste Asiático já causou acidentes graves. Não vale insistir com operador que sai com tempo fechado.

Coral e vida marinha. Não pisar, não tocar, não pegar estrela-do-mar para foto. Parece óbvio e ainda é o comportamento mais visto nesses lugares.

O que fica depois de conhecer essas praias

Existe uma diferença perceptível entre as praias asiáticas de maior fama e as que ainda passam meio despercebidas. Maya Bay e Boracay entregam paisagem espetacular com gente em volta e regras de manejo. Koh Kradan, Hateruma, Long Beach em Koh Rong e Nacpan entregam algo mais raro hoje, que é espaço.

Se eu tivesse que apostar em qual dessas experiências marca mais, apostaria nas menos organizadas. A areia branca aparece em foto de todas elas. O silêncio, não.

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