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7 Dias nos Alpes Suíços: Roteiro dia a dia

7 dias nos Alpes Suíços: roteiro dia por dia por Lauterbrunnen, Mürren, Gimmelwald, Grindelwald, Jungfraujoch, Oeschinensee, Zermatt e Lucerna, com tempos reais de trem, preços de teleférico em francos e as trocas de base que evitam horas perdidas no caminho.

https://pixabay.com/photos/switzerland-village-mountains-alps-6969601/

Sete dias nos Alpes é tempo suficiente para ver muita coisa boa e tempo curtíssimo para errar a logística. E o erro mais comum não é escolher o lugar errado, é escolher a base errada e passar a viagem inteira subindo e descendo montanha em trem.

Vou desenhar o roteiro de sete dias como ele funciona de fato, com as distâncias corretas, os preços que você vai pagar e as decisões que valem a pena tomar antes de comprar qualquer coisa.

Antes de começar, uma correção estrutural importante. Existe uma versão desse roteiro que coloca Interlaken como base dos dias 3 a 5, com bate e volta para Grindelwald, Jungfraujoch e Oeschinensee. Isso funciona, mas custa caro em tempo. Interlaken está no fundo do vale, e todos os pontos altos ficam acima dela. Você acaba fazendo o mesmo trecho de subida duas vezes por dia. A alternativa que rende mais é dormir dentro da montanha, em Lauterbrunnen ou Grindelwald, e usar Interlaken apenas como ponto de troca de trem. Vou montar assim.

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O panorama geral do roteiro

DiaBase para dormirFoco do dia
1LauterbrunnenVale, cachoeiras, aclimatação
2LauterbrunnenMürren, Gimmelwald, Allmendhubel
3GrindelwaldFirst, Bachalpsee
4GrindelwaldJungfraujoch
5Grindelwald ou KanderstegOeschinensee
6ZermattGornergrat, Matterhorn
7LucernaCidade, lago, partida

Só essa mudança de base economiza umas quatro horas de trem ao longo da semana. Quatro horas nos Alpes é uma caminhada inteira.

Dia 1: Lauterbrunnen, o vale que não decepciona

Chegando de Zurique, são cerca de 2h30 até Lauterbrunnen, com troca em Interlaken Ost. De Genebra, algo em torno de 3 horas. Chegue pela manhã se conseguir, porque o primeiro dia perde metade do valor se você desembarca às cinco da tarde.

Lauterbrunnen é um vale glacial em U, com paredes verticais de quase 500 metros e um número absurdo de cachoeiras. A conta popular fala em 72, e não existe medição oficial disso, mas o efeito é real: você olha para cima e vê água caindo em vários pontos ao mesmo tempo.

A Staubbach é a primeira. Tem 297 metros de queda praticamente livre e está visível da rua principal do povoado. Você caminha uns dez minutos e chega numa galeria escavada atrás dela, aberta de junho a outubro. Em dia de vento, a água se dissolve em névoa no meio do ar antes de tocar o chão. É de graça e é uma das melhores coisas do vale.

As Trümmelbachfälle são diferentes e melhores, na minha opinião. São dez cachoeiras dentro da montanha, escavadas na rocha pela água de degelo dos glaciares do Eiger, Mönch e Jungfrau. Passam 20 mil litros por segundo no pico do verão. Você sobe num elevador dentro da pedra e vai andando por galerias com passarelas. A entrada custa em torno de CHF 14, funciona de abril a novembro, e você chega de ônibus em uns dez minutos desde a estação. Leve capa de chuva leve. Você vai se molhar.

Uma correção de expectativa útil: as Trümmelbachfälle são frias e úmidas mesmo em pleno agosto. Sandália ali é um erro.

O resto do dia é caminhar pelo fundo do vale. Existe um percurso plano de Lauterbrunnen até Stechelberg, cerca de 3 quilômetros de caminho quase sem subida, e essa é a melhor introdução possível à região.

Dia 2: Mürren e Gimmelwald, as duas vilas sem carro

Aqui está a rota que eu faria, na ordem que rende mais.

Do centro de Lauterbrunnen, pegue o funicular para Grütschalp e depois o trenzinho panorâmico até Mürren. Esse trem corre na beira do precipício, com o Eiger, o Mönch e o Jungfrau de frente. É plano, é lento e é uma das vistas mais generosas do país por um bilhete simples. Vale corrigir uma confusão frequente: não é um teleférico até Mürren pela via de Grütschalp, é funicular mais trem. O teleférico direto sai de Stechelberg, na outra ponta do vale, passando por Gimmelwald.

Mürren está a 1.638 metros, é livre de carros e tem cerca de 400 habitantes. É bonita de um jeito quase irritante. Uma rua principal, chalés de madeira escurecida, geranios nas janelas e a parede de três dos picos mais famosos da Europa do outro lado do vale.

De Mürren, suba no funicular do Allmendhubel, a 1.907 metros. Sobe em quatro minutos e entrega uma vista aberta que Mürren, por estar encaixada, não tem. Lá em cima começa a Northface Trail, uma trilha circular de cerca de 4,5 quilômetros que passa por pastagens altas com o Eiger de frente. É moderada, faz em duas horas com calma, e é aberta de junho a outubro.

Depois, o trecho que ninguém deveria pular: a caminhada de Mürren até Gimmelwald. São cerca de 1,5 quilômetro de descida, uns 30 a 40 minutos, num caminho pavimentado e fácil. Gimmelwald tem menos de 130 moradores, também sem carros, e é um lugar que quase não mudou. Não tem loja de souvenir, não tem hotel grande. Tem estábulo, tem vaca, tem uma caixinha de honestidade onde você deixa o dinheiro do queijo que pegou. Para mim, é o lugar mais autêntico dessa região toda.

De Gimmelwald você desce de teleférico até Stechelberg e volta de ônibus para Lauterbrunnen.

Sobre o Schilthorn, a 2.970 metros, com o restaurante rotativo que apareceu no filme do James Bond de 1969: o teleférico completo custa em torno de CHF 108 ida e volta desde Stechelberg. Vale se o dia estiver perfeitamente limpo. Se tiver nuvem, você paga isso para ver cinza. Existe uma economia real aí: com o Swiss Travel Pass, o trecho até Mürren está incluído e o restante fica com 50% de desconto.

Dia 3: mudança para Grindelwald e o mirante First

Faça a mudança de base pela manhã, com a bagagem. De Lauterbrunnen a Grindelwald são cerca de 20 quilômetros por estrada, com troca de trem em Zweilütschinen, e leva entre 35 e 45 minutos. São dois vales paralelos separados pelo maciço, então não existe caminho direto por cima.

Deixe as malas no hotel e vá para o terminal do teleférico. A gôndola até Grindelwald First sobe a 2.168 metros em cerca de 25 minutos, com duas paradas intermediárias, Bort e Schreckfeld. Custa em torno de CHF 72 ida e volta, com desconto de 50% para quem tem Swiss Travel Pass ou Half Fare Card.

Lá em cima, o First Cliff Walk é uma passarela metálica pregada na parede rochosa, com um trecho suspenso que avança no vazio. É de graça, incluída no teleférico, e leva quinze minutos. Dá medo, mas é seguro.

O que realmente justifica o dia é a caminhada até o Bachalpsee. São 3 quilômetros de ida, cerca de uma hora, num caminho largo e bem marcado, com subida suave. O lago fica a 2.265 metros e, quando o vento para, ele reflete o Schreckhorn e o Wetterhorn como um espelho. É provavelmente a caminhada mais fotografada da Suíça e continua valendo a pena mesmo com gente. A trilha só está livre de neve de meados de junho até outubro.

Descendo, existem os brinquedos: First Flyer, uma tirolesa que chega a 84 km/h, e os Mountain Carts e Trottibikes, que são carrinhos e patinetes de montanha. Cada um custa entre CHF 19 e CHF 31 por trecho. Funcionam apenas no verão e fecham com chuva forte.

Aviso honesto: o First é um dos mirantes mais movimentados dos Alpes. Suba na primeira gôndola, por volta das oito e meia, e você faz a caminhada até o lago quase sozinho.

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Dia 4: Jungfraujoch, o dia mais caro da semana

O Jungfraujoch está a 3.454 metros e tem a estação de trem mais alta da Europa. A ferrovia foi terminada em 1912, depois de dezesseis anos de obra, e sobe os últimos sete quilômetros dentro de um túnel escavado na rocha do Eiger e do Mönch.

Vale corrigir o apelido: o marketing chama de Top of Europe, mas o Jungfraujoch não é o ponto mais alto da Europa nem dos Alpes. É a estação de trem mais alta do continente. O ponto mais alto acessível por teleférico é outro, e a montanha mais alta dos Alpes é o Mont Blanc, com 4.808 metros.

Desde Grindelwald, o caminho mais rápido é o terminal Eiger Express, um teleférico tricabo inaugurado em dezembro de 2020 que leva a Eigergletscher em 15 minutos. De lá você troca para o trem e chega ao topo. Tempo total desde Grindelwald: cerca de 45 minutos. Antes do Eiger Express, esse mesmo trajeto levava quase o dobro.

O preço é o problema. A ida e volta desde Grindelwald custa em torno de CHF 220 a CHF 240, e mesmo com desconto você ainda paga bastante. Com o Swiss Travel Pass, o desconto é de 25% no trecho final, entre Grindelwald e Jungfraujoch. Com o Half Fare Card, você paga metade nos trechos anteriores e ainda enfrenta a tarifa cheia do trecho de montanha. Existe também um bilhete promocional de primeira hora, o Good Morning Ticket, para quem sobe nos primeiros trens do dia, e essa é a forma mais barata de fazer.

O que tem lá em cima: o Palácio de Gelo, galerias escavadas dentro do glaciar com esculturas, o Observatório Sphinx, com terraço a 3.571 metros, o Snow Fun Park, com tirolesa e tubing na neve, que funciona de maio a outubro, e a vista do Glaciar Aletsch, o maior dos Alpes, com cerca de 23 quilômetros de comprimento e Patrimônio da UNESCO.

Duas coisas práticas que fazem diferença de verdade. A primeira: em 3.454 metros o oxigênio é bem menor, e é normal sentir dor de cabeça leve ou falta de ar. Ande devagar, beba água, não corra escada. A segunda: a temperatura lá em cima fica perto de zero mesmo em julho. Jaqueta, gorro, luva e óculos de sol, porque a neve reflete e queima.

E o ponto mais importante: não vá ao Jungfraujoch em dia nublado. Você gasta o equivalente a duas noites de hotel para ver névoa por dentro de uma janela. Verifique a webcam do topo pela manhã e, se estiver fechado, troque de plano sem culpa. Guarde esse dia como flexível na semana.

Dia 5: Oeschinensee, o lago que vale a viagem

Esse é o dia que mais gente corta do roteiro e provavelmente não deveria.

O Oeschinensee fica acima de Kandersteg, num circo de montanhas com paredes de mais de mil metros ao redor e um azul-turquesa que vem do degelo. Faz parte do sítio UNESCO Alpes Suíços Jungfrau-Aletsch.

Sobre a logística, corrijo uma informação que circula errada. Kandersteg está no vale do Kander, do outro lado do maciço em relação a Grindelwald, e a viagem de trem leva cerca de 1h40 a 2 horas, com troca em Spiez. Não é um bate e volta curto. Desde Interlaken, são cerca de 1h10. Se você quer aproveitar o lugar com calma, dormir uma noite em Kandersteg é a melhor decisão, e a vila é bem mais barata que Grindelwald.

De Kandersteg, uma gôndola sobe até a estação superior em uns oito minutos, e depois são cerca de 20 a 25 minutos de caminhada até a beira da água. A gôndola custa em torno de CHF 32 ida e volta, com 50% de desconto para Swiss Travel Pass, e opera de maio a outubro e depois no inverno.

Na beira do lago você pode alugar um barco a remo, cerca de CHF 25 por meia hora, e essa é a melhor forma de entender o tamanho do lugar. Existe também um circuito a pé pela margem norte, de umas duas horas, que leva até a ponta oposta e volta. E, na descida, existe um trenó de verão, o Rodelbahn, com 750 metros de trilho.

O lago congela no inverno e fica caminhável quando a espessura permite, mas isso depende do ano e da liberação oficial.

Dia 6: Zermatt e o Gornergrat

Dia de deslocamento longo, então acorde cedo. De Grindelwald a Zermatt são cerca de 3 horas a 3h30, com trocas em Interlaken Ost, Spiez e Visp. A distância em linha reta é curta, mas há um maciço inteiro no meio, e o trem faz o contorno.

Se você vem de Kandersteg, a viagem é bem mais curta, cerca de 1h40, e existe uma curiosidade útil: o trem atravessa o Túnel de Base do Lötschberg ou o antigo túnel com serviço de transporte de carros, o que corta caminho na direção do Valais.

Zermatt está a 1.620 metros e é livre de carros a combustão. Quem chega de automóvel para em Täsch, num estacionamento coberto que custa por volta de CHF 16 por dia, e sobe os últimos cinco quilômetros num trem shuttle de 12 minutos. Dentro da vila só circulam táxis elétricos pequenos e carroças.

O motivo de tudo é o Matterhorn, com 4.478 metros, aquela pirâmide de quatro faces que virou símbolo do país inteiro. Foi escalada pela primeira vez em 1865, numa expedição que terminou com quatro mortos na descida.

A ferrovia do Gornergrat é o programa principal. Elétrica desde 1898, com cremalheira, sobe de Zermatt até 3.089 metros em 33 minutos e opera durante o ano inteiro. Do topo você vê 29 picos acima de 4 mil metros, incluindo o Monte Rosa, com o Dufourspitze de 4.634 metros, que é a montanha mais alta inteiramente em solo suíço. A passagem ida e volta custa por volta de CHF 132, com 50% de desconto para quem tem Swiss Travel Pass. Reserva de assento não é obrigatória, mas em alta temporada compensa. Senta do lado direito na subida.

A dica de melhor retorno por franco gasto em toda a região do Valais: desça do trem em Rotenboden e caminhe cinco minutos até o Riffelsee. É um lago pequeno onde o Matterhorn aparece refletido inteiro. Depois siga a pé até Riffelberg, cerca de uma hora de descida tranquila, e pegue o trem de volta ali. Não custa nada extra e é a lembrança que fica.

O Matterhorn Glacier Paradise é a outra opção, subindo a 3.883 metros no teleférico mais alto da Europa, com esqui possível o ano todo e um palácio de gelo. Custa em torno de CHF 120 ida e volta, com metade do valor no Swiss Travel Pass. Se você já fez Jungfraujoch nessa mesma semana, sinceramente pule. É experiência repetida de glaciar por preço alto.

E o momento gratuito que bate qualquer teleférico: vá até a ponte Kirchbrücke logo antes do amanhecer. O primeiro sol atinge só a ponta do Matterhorn e pinta ela de laranja enquanto o vale ainda está no escuro. Dura uns dez minutos.

Dia 7: Lucerna e a saída

De Zermatt a Lucerna são cerca de 3h15 a 3h30, com troca em Visp e depois Berna ou Olten. Chegue de manhã, deixe a mala no guarda-volumes da estação, que custa uns CHF 9, e use o dia inteiro sem carregar peso.

Lucerna encerra bem a viagem porque é o contraste: depois de uma semana de rocha e gelo, uma cidade medieval encostada num lago.

O Kapellbrücke é a ponte de madeira coberta mais antiga da Europa, de 1333, com painéis pintados no teto do século XVII. Sofreu um incêndio grave em 1993 e foi reconstruída, com parte das pinturas originais perdida. A Wasserturm, a torre octogonal ao lado, é anterior à ponte. Existe também a Spreuerbrücke, mais adiante, menos visitada e com a Dança da Morte pintada no teto, e essa quase ninguém fotografa.

O Monumento do Leão é um leão moribundo esculpido na rocha em 1821, em memória aos guardas suíços mortos em Paris em 1792. Mark Twain chamou de a pedra mais triste e mais comovente do mundo, e ele estava certo.

O cruzeiro no Lago dos Quatro Cantões é o que eu faria se sobrasse tempo, porque os barcos regulares estão inclusos no Swiss Travel Pass, incluindo os barcos a vapor históricos com roda de pás. Você não paga nada a mais e a vista da água é diferente de tudo que viu na semana.

Se ainda houver energia, o Rigi ou o Pilatus. O Pilatus tem a ferrovia de cremalheira mais inclinada do mundo, com 48% de rampa, e opera de maio a novembro. O clássico circuito Golden Round Trip inclui barco, trem de cremalheira e teleférico, e leva cerca de cinco horas. O Rigi é mais suave e funciona todo o ano, com 50% de desconto no Swiss Travel Pass em ambos.

Sobre o mapa mental do país: Lucerna não fica a 3 horas de Zermatt por acidente. Ela está no centro, e é a partir dela que Zurique fica a 45 minutos e o aeroporto a pouco mais de uma hora.

Quanto isso custa de verdade

ItemValor por pessoa
Hospedagem econômicaCHF 80–150 / noite
Hospedagem intermediáriaCHF 180–300 / noite
Taxa turísticaCHF 2,50–7,50 / noite
Refeição em restauranteCHF 25–45
Supermercado, refeição prontaCHF 8–15
JungfraujochCHF 220–240
GornergratCHF 132
Grindelwald FirstCHF 72
Oeschinensee gôndolaCHF 32

Uma correção necessária sobre orçamento: a faixa de CHF 70 por noite existe, mas em hostel, em quarto compartilhado, e nos vilarejos de montanha em alta temporada ela praticamente desaparece. Em Lauterbrunnen e Grindelwald em agosto, o piso realista de quarto privativo é mais perto de CHF 130 a 160.

Sobre o passe: para esse roteiro específico, com sete dias e muitos trechos de montanha, faça a conta antes. O Swiss Travel Pass de 8 dias em segunda classe custa por volta de CHF 419 e cobre trens, ônibus, barcos e transporte urbano, além dos descontos nas montanhas e dos museus. O Half Fare Card, por cerca de CHF 120 e válido um mês, dá metade do preço em quase tudo, e para quem faz poucos deslocamentos longos ele sai melhor. A regra prática é simples: se você vai atravessar o país mais de duas vezes, o passe ganha. Se vai ficar concentrado numa região, o Half Fare ganha.

O que eu mudaria nesse roteiro

Duas coisas.

Primeiro, sete dias com seis programas de montanha é muita altitude sem descanso. Coloque uma manhã sem plano nenhum, de preferência no dia 5. Você vai agradecer.

Segundo, não fixe qual dia será o Jungfraujoch antes de chegar. Reserve os deslocamentos de base e deixe os dias de mirante flutuando, decidindo na véspera pela webcam. As webcams ao vivo dos teleféricos suíços são atualizadas a cada poucos minutos e são gratuitas. Nos Alpes, o clima muda em duas horas, e a diferença entre um dia inesquecível e um prejuízo de duzentos francos é literalmente a nuvem.

Melhor época: junho a setembro para caminhada, com julho e agosto sendo os mais cheios e mais caros. Junho tem cachoeira no volume máximo por causa do degelo, mas algumas trilhas altas ainda têm neve. Setembro tem tempo estável, menos gente e a luz mais bonita do ano. Dezembro a março é temporada de neve, com esqui completo, mas várias trilhas e teleféricos secundários fecham. Evite os meses de troca, novembro e a primeira metade de maio, quando metade das atrações está em manutenção.

O que levar, resumido em uma frase: roupa em camadas, jaqueta corta-vento mesmo em pleno verão, tênis com sola boa de agarre, óculos de sol e protetor solar de fator alto, porque em 3 mil metros a radiação é bem mais forte do que você imagina. E garrafa reutilizável, porque a água da torneira e das fontes é potável em praticamente toda a Suíça e você economiza uns oito francos por dia.

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