2 Hostels Recomendados Para Ficar em Cartagena

Viajero Cartagena: comparando os hostels de Getsemaní e do Centro para escolher o seu.

Viajero Cartagena – Getsemaní Hostel

A rede Viajero opera dois dos hostels mais elogiados de Cartagena, um em Getsemaní com rooftop e piscina, outro dentro da Cidade Amuralhada em uma casa colonial, ambos com avaliações acima de 9 no Hostelworld e foco em viajantes solo, jovens e mochileiros que buscam experiência social.

Quem chega em Cartagena com mochila nas costas e orçamento controlado cedo ou tarde esbarra no nome Viajero. A rede uruguaia, que cresceu pela América Latina e hoje tem unidades em Colômbia, Uruguai, México e Estados Unidos, opera dois endereços bem diferentes na cidade caribenha. Um fica em Getsemaní, o bairro mais animado de Cartagena, e tem rooftop com piscina virado para a baía. O outro fica dentro da Cidade Amuralhada, em uma casa colonial do século XIX, com pátios coloridos e vibe mais clássica. Os dois levam o mesmo nome, mas entregam experiências distintas, e essa é a primeira coisa que o viajante precisa entender antes de fechar reserva.

Vale dizer logo: ambos são premiados. Os dois venceram o Hoscars 2026 do Hostelworld, prêmio que considera milhares de avaliações reais de hóspedes. O Centro pontua 9,4 com mais de 10 mil avaliações, e o Getsemaní pontua 9,3 com mais de 200 avaliações na plataforma, e nota 8,6 em outros agregadores como Booking. Em outras palavras, escolher errado entre os dois não vai estragar a viagem. Mas escolher o que combina mais com o seu perfil pode transformá-la.

A rede Viajero, em poucas palavras

O Viajero Hostels é uma das marcas mais consolidadas no mercado de hospedagem econômica da América Latina. Fundada por um uruguaio fanático por viagem e futebol, Federico Lavagna, a rede começou pequena e foi se espalhando. Hoje tem unidades em Cali, Medellín, Bogotá, Salento, San Andres, Santa Marta, Tayrona, Buenos Aires, Montevidéu, Sayulita no México, Miami nos Estados Unidos, e em outros pontos. Em Cartagena, são duas unidades, e a marca virou referência para mochileiro que circula pelo continente.

A proposta é clara: hostel com pegada social, atividades diárias, aulas de salsa, pub crawls, café da manhã, ar-condicionado em todos os quartos (algo que em hostel colombiano nem sempre é regra), bar interno, e uma comunidade de viajantes que muda a cada dia mas mantém o mesmo clima. Não é hostel para quem quer silêncio absoluto e sono regrado. É hostel para quem quer conhecer gente, sair à noite, dançar champeta sem saber dançar, e voltar para o quarto sabendo que vai dormir tarde.

Viajero Cartagena Getsemaní

O endereço é Calle 25 #8b-148, em pleno coração de Getsemaní, o bairro que virou queridinho do turismo nos últimos dez anos. Antigamente classe trabalhadora e meio decadente, hoje Getsemaní é arte de rua, bandeirinhas coloridas penduradas nas vielas, salsa na Plaza de la Trinidad todas as noites, restaurantes autorais, bares de coquetel, vida noturna intensa.

O hostel ocupa uma estrutura mais nova e moderna que a unidade do Centro. Tem 47 quartos entre dormitórios compartilhados (com ar-condicionado, lockers e camas com cortina) e quartos privativos com cama de casal ou duas camas de solteiro. O grande diferencial é o rooftop com piscina, que segundo a própria rede é a única piscina de cobertura em Cartagena com vista panorâmica para a cidade e a baía. Esse rooftop funciona como bar, área de evento com DJ no fim de semana, espaço para tomar pôr do sol com cerveja Águila gelada e ponto de encontro dos hóspedes.

A nota no Hostelworld é 9,3, considerada Superb. No Booking, a localização especificamente recebe 9,7, o que é raro de ver. Quem se hospeda lá geralmente pontua bem o ambiente social, o rooftop, a estrutura nova, a limpeza e o staff atencioso.

Prós do Viajero Getsemaní

A localização é simplesmente imbatível para quem quer viver Cartagena pela noite. Você sai do hostel e em três minutos está na Plaza de la Trinidad, onde se concentra grande parte do agito. Em cinco minutos chega na Cidade Amuralhada. O Centro de Convenções fica a três minutos a pé, a Torre do Relógio a oito, e a entrada de Getsemaní pelos murais coloridos da Calle de la Sierpe está a uma esquina.

O rooftop é diferencial real. Em uma cidade onde calor e umidade castigam, ter uma piscina ao final do dia, com vista para a baía, é luxo no formato hostel. À noite, vira balada com DJ, e mesmo quem não está no hostel paga entrada para subir, o que diz muito sobre a qualidade do espaço.

A estrutura é mais nova do que a média dos hostels da cidade. Quartos com ar-condicionado bom, cama com tomada individual, cortina, USB, locker espaçoso. Banheiros compartilhados com pressão de água decente. Wi-Fi razoável.

Atividades diárias funcionam de verdade. Aula de salsa, beer pong, pub crawl pelos bares de Getsemaní, city tour, aulas de culinária local, sessões de yoga em alguns dias. Para quem viaja sozinho, isso resolve o desafio de quebrar o gelo com outros hóspedes.

Tem cowork, que é um detalhe importante para nômade digital. Espaço silencioso (relativamente) com mesa, cadeira ergonômica e Wi-Fi mais estável.

Recepção 24 horas, depósito de bagagem, transfer do aeroporto sob pedido, tour desk para ajudar a comprar passeios para Islas del Rosario, Playa Blanca, Vulcão de Lodo Totumo.

Contras do Viajero Getsemaní

Barulho. Esse é o ponto que mais aparece nas avaliações negativas. Getsemaní é um bairro festivo de natureza, e o próprio hostel promove eventos no rooftop até tarde. Quem dorme cedo ou tem sono leve sofre. Em alta temporada, a festa esquenta cinco a seis noites por semana.

Preço acima da média dos hostels colombianos. Diária de cama em dormitório começa em torno de 24 a 35 dólares, o que para padrão Colômbia é caro. Um Selina ou um hostel menor pode custar metade. Você paga pelo conjunto da obra: localização, rooftop, estrutura, atividades.

Café da manhã não está incluso na maioria das tarifas. Existe restaurante e bar com café da manhã pago, em torno de 15 mil a 25 mil pesos colombianos. Quem busca hostel com café incluso (o que é comum na Colômbia) pode se frustrar.

A piscina é pequena. Funciona como mergulho refrescante e ponto social, mas não é piscina para nadar. Em alta temporada, principalmente entre dezembro e fevereiro, lota.

Quartos compartilhados grandes, alguns com 8 a 10 camas, podem ser barulhentos com idas e vindas, sons de mochila sendo aberta às 5 da manhã para pegar voo, e por aí vai. Faz parte do jogo, mas é bom calibrar a expectativa.

Pet not friendly em alguns formatos de quarto, e o hostel é apenas para adultos em determinadas reservas. Vale conferir as regras antes.

Perfil ideal para o Getsemaní

É o viajante solo, jovem (entre 22 e 35, em média), mochileiro internacional, que quer experiência social intensa, vida noturna, fazer amigos rápido, dançar até tarde e curtir a cara contemporânea de Cartagena. Casal jovem que viaja com vibe de mochileiro também se dá bem. Nômade digital que quer combinar trabalho de dia e festa de noite encontra ali um bom encaixe.

Não é o hostel ideal para família com criança, viajante mais velho que busca tranquilidade, ou alguém que precisa dormir cedo por questão de trabalho ou voo cedo todo dia.

Viajero Cartagena Centro

O endereço é Calle 38 No 9-45, no bairro San Diego, dentro da Cidade Amuralhada de Cartagena. A propriedade ocupa uma casa colonial típica do século XIX, com aquela arquitetura de pé direito alto, sacadas de madeira, pátios internos, paredes de cor forte e janelas que dão para ruas estreitas tomadas por flores e vendedores ambulantes. É outro tipo de imersão na cidade.

O hostel tem 17 quartos privativos (incluindo suítes) e dormitórios compartilhados, alguns só para mulheres. Pequeno almoço incluso, e segundo a própria rede, é o único hostel dentro da cidade amuralhada com café da manhã e ar-condicionado em todos os quartos. Dois pátios coloniais funcionam como áreas comuns, com bar, TV com Netflix, e ambiente de convivência.

A nota no Hostelworld é 9,4, com mais de 10.800 avaliações. Esse volume gigantesco de avaliação é um sinal de consistência ao longo do tempo. No Booking, a nota de localização chega a 9,5. O hostel ganhou Hoscar 2026 e foi eleito melhor hostel da América do Sul em 2013 também pelo Hostelworld.

Prós do Viajero Centro

Localização dentro da Cidade Amuralhada. Esse é o argumento maior. Você sai pela porta e está no cenário de cartão postal, com casas coloridas, igrejas históricas, praças, museus, restaurantes top da cidade, lojas de artesanato. Para quem quer fotografar, caminhar e absorver a Cartagena clássica, é a posição perfeita.

Café da manhã incluso. Simples mas funcional, com café colombiano (que é dos melhores do mundo), frutas tropicais frescas, pão e ovos. Diferença real no orçamento diário.

Charme arquitetônico. Dormir em uma casa colonial do século XIX, com pátio interno, plantas tropicais, janelas altas, é uma experiência que hostel novo nenhum entrega. Tem um valor sentimental e estético que pesa.

Aulas de salsa e champeta gratuitas, ministradas por professores locais. Acontecem quase todas as noites e são um dos pontos mais elogiados pelos hóspedes. A vibe é descontraída e mesmo quem não dança nada se solta.

Bar interno aberto até meia noite, com música boa e drinks acessíveis. Como não tem rooftop nem piscina, a festa é mais contida do que no Getsemaní. Para quem quer dormir relativamente cedo, isso é vantagem.

Cozinha equipada disponível para uso dos hóspedes. Quem quer economizar fazendo a própria comida tem onde.

Aluguel de bicicleta no hostel, agência de viagens na recepção, computadores com internet para quem não está com notebook, Wi-Fi em todas as áreas.

Preço mais em conta do que o Getsemaní. Dormitório a partir de 13 dólares em algumas datas, contra mais de 20 no irmão de Getsemaní.

Algumas plataformas categorizam como 4 estrelas dentro do nicho de hostel, e é mesmo um dos endereços mais bem avaliados de Cartagena no segmento.

Contras do Viajero Centro

Casa antiga significa estrutura antiga. Pé direito alto deixa o ar-condicionado trabalhando mais para refrescar, e em alguns quartos a sensação térmica fica acima do ideal. Em compensação, mantém o charme.

Acústica de prédio colonial é traiçoeira. Som ecoa pelos pátios internos, e quartos próximos da área comum sofrem com barulho até a meia-noite. Quem fica em quarto interno mais retirado tem sono melhor. Vale pedir na hora da reserva.

Cidade Amuralhada é caríssima para comer fora. Restaurante turístico no centro cobra três a quatro vezes mais que o mesmo prato em Getsemaní ou Bocagrande. Quem se hospeda no Centro acaba gastando mais em refeições, a não ser que cozinhe no hostel ou caminhe até bairros vizinhos.

Não há piscina. Em uma cidade com calor de 32 graus o ano todo, fim de tarde sem mergulho pesa. O hostel compensa com o ambiente fresco dos pátios coloniais, mas piscina mesmo só no Getsemaní.

Não aceita menores de 18 anos, regra clara da casa.

A festa noturna é menor do que no Getsemaní. Para quem busca balada constante, pode ser ponto negativo. Para quem busca descanso, é ponto positivo.

Vida noturna mais agitada acontece fora da Cidade Amuralhada, principalmente em Getsemaní. Significa que a galera do Viajero Centro pega táxi ou caminha 10 a 15 minutos para curtir os melhores lugares de festa, e volta de madrugada caminhando ou de Uber.

Atenção redobrada para não confundir com o Hotel Viajero, que tem nome semelhante e fica em outro endereço da mesma região. A própria rede recomenda dizer ao taxista o nome da rua, Calle 7 Infantes, para evitar erro.

Perfil ideal para o Centro

É o viajante que valoriza imersão histórica e arquitetônica, quer dormir dentro da Cidade Amuralhada, gosta de caminhar pelas vielas coloridas de manhã cedo, preza por café da manhã incluso, busca um hostel com personalidade colonial e vibe social mais equilibrada, sem o peso da balada constante.

Atende bem casais mochileiros, viajantes solo um pouco mais maduros (de 25 a 45 anos), nômades digitais que querem combinar produtividade e turismo cultural, e quem prefere fazer amizade ao redor de um drink no pátio do que numa pista de dança no rooftop.

Comparativo lado a lado

CritérioViajero GetsemaníViajero Centro
LocalizaçãoBairro de GetsemaníDentro da Cidade Amuralhada (San Diego)
EstruturaMais nova e modernaCasa colonial do século XIX
PiscinaSim, no rooftop com vistaNão
Café da manhãPago à parteIncluso
Vida noturna no hostelIntensa, com DJ no rooftopMais contida, bar até meia noite
Quartos47 entre privativos e dorms17 privativos mais dormitórios
Nota Hostelworld9,3 Superb9,4 Superb
Volume de avaliaçõesMais de 200Mais de 10.800
Preço médio dorm24 a 35 USD13 a 25 USD
Aulas de salsaSimSim, gratuitas todas as noites
CoworkSimLimitado
Cozinha para hóspedesNãoSim
Idade mínimaAdulto em algumas reservas18 anos
PerfilFesta, social intenso, jovemCultural, histórico, equilibrado

Qual escolher

Não existe resposta única, e quem passou por Cartagena sabe que a melhor estratégia, se a viagem permitir, é dividir as noites entre os dois. Comece pelo Centro nas primeiras noites para mergulhar na Cidade Amuralhada com a calma necessária, e depois mude para o Getsemaní para os últimos dias mais agitados, com piscina, festa e energia mais alta. Os dois ficam a 10 a 15 minutos a pé um do outro, e a transição é simples.

Se for escolher só um, vale pensar no que você mais quer da viagem. Para fotografia, charme histórico, café da manhã, equilíbrio entre social e descanso, vá de Centro. Para piscina, festa, vibe jovem internacional, rooftop com pôr do sol, vá de Getsemaní.

Quem viaja sozinho pela primeira vez na América Latina costuma se dar muito bem nos dois, com leve vantagem para o Getsemaní quando o objetivo é fazer amigos rápido. Quem viaja em casal e busca uma experiência mais clássica de Cartagena tende a curtir mais o Centro.

E uma observação importante para quem reserva: nos dois hostels, os quartos privativos costumam esgotar com semanas de antecedência em alta temporada (dezembro, janeiro, Semana Santa, julho). Para dormitório, a margem de manobra é maior, mas reservar com antecedência sempre garante preço melhor. Reservar direto pelo Hostelworld ou pelo site da rede costuma trazer cancelamento gratuito quando feito com mais de três dias de antecedência, o que é uma flexibilidade boa para quem ainda está montando o roteiro.

O que esperar de uma estadia em qualquer um dos dois

A experiência Viajero tem alguns elementos que se repetem nas duas unidades. Recepção bilíngue (espanhol e inglês fluentes, e algum nível de português aqui e ali), cultura de hospitalidade latina, abertura para conversa, equipe que ajuda a montar passeios para Islas del Rosario, Playa Blanca, mergulho, vulcão de lodo, tour de comida e por aí vai. Em ambos é fácil fazer amigos no jantar, no bar, na aula de salsa.

Limpeza é elogiada nas duas unidades. Cama com lençol fresco, banheiros higienizados várias vezes ao dia, área comum mantida. Para padrão hostel, está acima da média.

Segurança também é ponto forte. Locker com cadeado individual, recepção 24 horas, ruas vigiadas. Cartagena no geral é segura para o turista no centro e em Getsemaní durante o dia e nas primeiras horas da noite. Depois de meia-noite, recomenda-se Uber ou táxi para deslocamentos, e a recepção dos dois hostels ajuda a chamar.

Rede de viajantes é talvez o maior ativo invisível da Viajero. Quem se hospeda em uma unidade e gosta acaba seguindo para outra unidade da rede em outra cidade da Colômbia, do México, do Uruguai. É comum encontrar gente no Viajero Cartagena que veio do Viajero Medellín ou está indo para o Viajero Salento. Esse efeito comunidade é parte do que justifica notas tão altas em tantos países.

Vale a pena se hospedar no Viajero

A resposta curta é sim, para o perfil certo. A Viajero não é uma rede genérica, e tem uma proposta clara que entrega aquilo que promete. Hostel social, com estrutura acima da média, atividades reais, localizações de primeira em cada cidade onde opera. Em Cartagena especificamente, as duas unidades estão entre as três ou quatro melhores opções de hostel da cidade, ao lado do Mamallena e de algumas casas menores em Getsemaní.

Não é a opção mais barata, mas dificilmente é a errada. E em Cartagena, onde escolher mal pode significar barulho excessivo, calor mal resolvido, banheiro duvidoso ou localização que obriga a táxi para tudo, ter um nome confiável na lista é meio caminho andado para a viagem dar certo.

Para quem está montando roteiro pela Colômbia agora e precisa decidir, a conta mental é simples: Centro para imersão histórica e descanso com qualidade, Getsemaní para festa, piscina e energia jovem. Os dois entregam, dentro do seu nicho, uma experiência que justifica a nota acima de 9 que mantêm de forma consistente há anos. E talvez essa seja a maior recomendação possível para quem está em dúvida.

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