Where to Credit: Site Para Ganhar Mais Milhas no vôo
Aprenda a usar o Where to Credit para escolher o melhor programa e ganhar mais milhas no mesmo vôo. Veja classe tarifária, percentuais e dicas.

Ganhar milhas não precisa ser um “jogo secreto” só para quem vive disso. Em muitos casos, dá para acumular bem mais milhas no mesmo vôo, sem pagar nada a mais, apenas escolhendo o programa de fidelidade correto para creditar aquele trecho.
O problema é que a maioria das pessoas faz assim: compra a passagem, voa, e depois coloca as milhas “no programa de sempre” (ou nem coloca). Só que um mesmo vôo pode pontuar de formas bem diferentes dependendo de:
- qual programa você escolhe para creditar
- qual é a classe tarifária (booking class) do seu bilhete
- se o acúmulo é por distância voada ou por valor gasto
- se o vôo foi operado por parceira, codeshare etc.
E é exatamente aqui que entra o Where to Credit (em inglês: Where to credit): um site gratuito que ajuda você a responder uma pergunta simples e valiosa:
“Eu devo creditar este vôo em qual programa para ganhar mais milhas?”
A seguir, você vai aprender a usar a ferramenta com segurança e precisão, mesmo se for sua primeira vez, além de entender onde achar as informações que o site pede (principalmente a classe tarifária) e como não cair em armadilhas comuns.
1) O que é o Where to Credit (e o que ele não é)
O Where to Credit é um comparador de acúmulo. Você informa:
- a companhia aérea do vôo (ex.: Azul, LATAM, Air France, Qatar, Turkish)
- a classe tarifária (uma letra, tipo Y, B, M, Q, O, I, J etc.)
E o site te mostra, em uma tabela, como aquele bilhete pontua em dezenas de programas de fidelidade diferentes: percentuais do acúmulo, regras por status e às vezes mínimos de milhas.
Ele não compra passagem e não emite milha
Ele não substitui o site da companhia aérea, nem é um “clube de milhas”. É uma ferramenta para decidir onde creditar.
Por que isso importa?
Porque, em muitos casos, um bilhete pode render:
- 50% da distância em um programa
e 100%, 150% ou 200% em outro.
Ou seja: o vôo é o mesmo, o preço é o mesmo, mas suas milhas mudam.
2) O conceito que você precisa dominar: “classe tarifária” não é “classe do assento”
Muita gente confunde:
- Classe de cabine: econômica, premium economy, executiva, primeira classe
com - Classe tarifária (booking class): uma letra do seu bilhete (ex.: Y, H, K, L, O, P, I, J…)
Você pode estar na econômica, mas em uma tarifa que pontua muito mal (ou até nada) em alguns programas. E pode estar na executiva e pontuar muito mais — mas isso depende da letra da tarifa.
Resumo prático: para usar o Where to Credit direito, você precisa descobrir a letra do seu bilhete.
3) Onde encontrar a classe tarifária (sem adivinhar)
Você não deve escolher uma letra “no chute”. A classe tarifária aparece em alguns lugares:
A) No site da companhia aérea (antes de comprar)
Em algumas companhias, ao escolher a tarifa (mais barata, flexível, executiva etc.), aparece a letra da classe tarifária em algum ponto da tela.
- Em certos casos, fica bem visível.
- Em outros, fica escondido em “detalhes da tarifa”, “regras”, “fare conditions”.
B) No e-mail de confirmação / recibo / bilhete eletrônico
Depois que você compra, costuma existir um documento com detalhes. Procure por termos como:
- Booking class
- Class
- Fare class
- ou apenas uma letra isolada associada ao trecho
C) No cartão de embarque
Às vezes aparece, às vezes não. Depende do formato e do app.
D) Perguntando no atendimento (quando você não acha em lugar nenhum)
Se você realmente não encontrar, o caminho mais seguro é:
- entrar no chat/atendimento da companhia ou agência emissora
- pedir a booking class do trecho X → Y da sua reserva
Dica importante: guarde o e-mail do bilhete e o localizador. Se você apagar tudo, depois vira caça ao tesouro.
4) Como usar o Where to Credit: passo a passo (do jeito mais simples)
Passo 1: selecione a companhia aérea do seu vôo
No Where to Credit, você escolhe a companhia aérea do trecho (por exemplo, Azul). Aqui vale atenção:
- Se você comprou por uma companhia, mas quem “operou” foi outra, pode existir diferença.
- Para creditar milhas, normalmente importa o marketing carrier (companhia do bilhete) e/ou a operadora (quem vôou). Quando houver dúvida, confira no seu bilhete se aparece “Operado por…”.
Para iniciante, a regra prática é: comece escolhendo a companhia exibida no seu bilhete, e se os resultados parecerem incoerentes, revise se era codeshare.
Passo 2: selecione a classe tarifária (a letra)
Depois de escolher a companhia, você seleciona a letra (ex.: O, P, I…).
Nesse momento, o site vai gerar uma tabela com vários programas e percentuais.
Passo 3: entenda a tabela (o que aqueles percentuais significam)
O Where to Credit costuma mostrar percentuais como:
- 25%, 50%, 75%, 100%, 150%, 200%…
Na maioria dos casos, esse percentual se refere a quanto você acumula com base na distância voada.
Exemplo simples (hipotético, só para entender a conta):
- distância do vôo: 4.000 milhas
- programa A paga 75%
→ você acumula ~3.000 milhas - programa B paga 200%
→ você acumula ~8.000 milhas
Atenção: às vezes pode haver mínimo por trecho (ex.: “mínimo de 250 milhas”), e alguns programas acumulam por valor gasto em vez de distância, especialmente em certos cenários e programas.
Passo 4: não olhe só o percentual. Olhe se o programa faz sentido para você
Esse é o ponto mais importante para quem está começando.
Não adianta escolher um programa que:
- dá 200% hoje,
- mas você nunca mais vai usar,
- não consegue resgatar passagens de forma útil,
- ou tem regras ruins para o seu perfil.
Perguntas práticas para escolher bem:
- Esse programa é fácil de usar para quem mora no Brasil?
- Dá para emitir passagens que eu realmente quero (domésticas, EUA, Europa)?
- Expira rápido? É fácil renovar?
- Eu consigo juntar mais pontos nele no dia a dia (cartão, transferências)?
- Eu prefiro concentrar tudo em 1–2 programas em vez de “espalhar”?
5) Como estimar quantas milhas você vai ganhar (sem depender de chute)
O Where to Credit te dá o percentual. Falta a outra metade: a distância do vôo (quando o acúmulo é por distância).
Uma forma comum de estimar é usar sites que mostram rotas e distância aproximada em milhas. O que você precisa fazer é:
- descobrir a distância do trecho (ex.: VCP → FLL, GRU → FCO, etc.)
- aplicar o percentual do programa
Exemplo de raciocínio:
- trecho tem ~5.800 milhas
- programa paga 100%
→ ~5.800 milhas - programa paga 50%
→ ~2.900 milhas
Importante: distância pode variar um pouco por rota real. Para cálculo de acúmulo, cada programa pode usar regras próprias. Use como estimativa.
6) Casos em que o Where to Credit ajuda MUITO (na vida real)
Caso 1: vôo internacional caro, mas tarifa “ruim” no programa padrão
Você compra um vôo longo e imagina que vai ganhar muitas milhas. Aí credita no programa “de sempre” e recebe pouco (ou quase nada).
Com o Where to Credit, você descobre que em um parceiro o mesmo bilhete renderia bem mais.
Caso 2: executiva que pontua de verdade (ou não)
Muita gente acha que executiva sempre pontua alto. Nem sempre. Depende da letra.
O comparador ajuda a ver onde a executiva vira 150–200% e onde continua “mais ou menos”.
Caso 3: vôos domésticos que parecem pequenos, mas somam muito no ano
Em vez de se preocupar só com um vôo “grande”, você pode otimizar viagens recorrentes. Ao final, a diferença pode ser relevante.
7) Dicas de ouro para não errar (especialmente na primeira vez)
1) Guarde tudo: bilhete, e-mail, número do ticket e cartões de embarque
Se der problema no crédito de milhas, você vai precisar de:
- número do bilhete (ticket number)
- localizador (PNR)
- número do vôo e data
- comprovante de que você vôou
2) Credite o vôo no programa correto antes de viajar (quando possível)
Muitas companhias permitem inserir o número do programa de fidelidade:
- na compra,
- no check-in,
- no balcão,
- ou até no portão.
Fazer antes reduz chance de esquecer.
3) Se você já vôou e não creditou: ainda pode pedir depois
Muitos programas permitem solicitar milhas retroativas de vôos já realizados, mas existe prazo limite e regras.
O caminho geralmente é:
- entrar no site/app do programa
- procurar “milhas pendentes”, “claim miles”, “request missing miles”
- preencher dados do vôo
Dica prática de busca: pesquise no Google algo como:
“solicitar milhas vôo realizado + nome do programa”
e confirme que está em um link oficial.
4) Evite espalhar milhas em muitos programas no começo
Para iniciante, normalmente funciona melhor:
- concentrar em 1 programa principal
- e, no máximo, 1 secundário para oportunidades específicas
Isso facilita emitir passagens e não perder milhas por expiração.
5) Nem todo bilhete acumula milhas
Tarifas muito promocionais, bilhetes prêmio, ou certas classes podem:
- acumular pouco,
- acumular zero,
- ou acumular de forma diferente.
O Where to Credit ajuda a descobrir isso antes.
8) Um roteiro rápido para você usar em toda compra de passagem
Sempre que comprar um vôo (ou antes de comprar), faça este “mini-checklist”:
- Qual é a companhia e o número do vôo?
- Qual é a classe tarifária (letra)?
- No Where to Credit: qual programa paga mais para essa letra?
- Esse programa “faz sentido” para mim (uso/expiração/resgates)?
- Inseri meu número de fidelidade corretamente no bilhete/check-in?
- Depois do vôo: conferi se as milhas caíram?
Se você fizer isso de forma consistente, você tende a ganhar mais milhas sem gastar mais — e com menos frustração.
O “pulo do gato” é decidir onde creditar, não só acumular
O Where to Credit é valioso porque transforma milhas em algo mais previsível: você para de depender de “achismo” e passa a escolher com base em tabela e regra.
Para quem viaja pela primeira vez (ou está começando a prestar atenção nisso), o maior ganho está em:
- aprender a achar a classe tarifária,
- comparar percentuais,
- e escolher um programa que você realmente vá usar.