Hong Kong e Macau: Roteiro de 6 Dias com Gastos
Roteiro detalhado de 6 dias (5 noites) em Hong Kong e Macau para iniciantes: transporte, Octopus, onde ficar, atrações, compras e gastos.

Hong Kong e Macau: guia completo para primeira viagem (roteiro de 6 dias + gastos)
Se você vai para Hong Kong pela primeira vez, é normal ficar perdido com três coisas: logística, dinheiro/transporte e o que cabe no tempo. Agora, quando você inclui Macau na viagem, aparece um quarto ponto: como atravessar e voltar sem estresse (e sem gastar mais do que precisa).
Este artigo organiza tudo em linguagem simples e com detalhes práticos, no estilo “passo a passo”, inspirado em um roteiro real de 6 dias e 5 noites (Hong Kong + 1 noite em Macau). Você vai encontrar:
- o que fazer assim que chegar no aeroporto de Hong Kong
- como usar Octopus e escolher o melhor transporte (MTR, ônibus, ferry)
- sugestão de base e bairros (TST, Central, áreas mais “estratégicas”)
- roteiro por dias com lugares que ficam próximos (para não cruzar a cidade à toa)
- como ir de Hong Kong para Macau (ferry e ônibus) e o que fazer em um day tour
- uma forma realista de pensar gastos (com avisos do que varia)
1) Antes de embarcar: o que separar e deixar pronto
Documentos e entrada
Hong Kong e Macau têm regras que variam por nacionalidade (tempo de permanência sem visto, exigência de passagem de saída, etc.). Para não ter surpresa:
Checklist prático:
- passaporte válido (idealmente com boa margem de validade)
- passagem de saída (retorno ou onward ticket)
- reservas de hospedagem (Hong Kong e Macau, se for dormir lá)
- seguro viagem (muito recomendado; saúde pode ser cara para turista)
Onde confirmar (oficial):
- imigração de Hong Kong (requisitos por nacionalidade)
- imigração de Macau (requisitos por nacionalidade)
Internet (decisão que evita perrengue)
Você vai depender de mapas, MTR e comunicação. Então resolva isso no início.
Opções comuns:
- eSIM (prático se seu celular aceita)
- chip físico (compra em lojas/conveniências)
- Wi‑Fi portátil (bom se você viaja em grupo e quer compartilhar)
Dica de iniciante: se você chegar tarde, eSIM costuma ser o caminho mais rápido porque você não precisa procurar loja aberta.
Dinheiro: trocar, sacar e quando usar cash
Hong Kong é bem “cashless”, mas ainda vale ter dinheiro em espécie para:
- mercados de rua
- algumas lojinhas e restaurantes bem locais
- transporte pontual (dependendo do caso)
Formas de conseguir HKD:
- casa de câmbio (trocar moeda)
- saque em ATM (atenção a taxas do seu banco e do caixa)
Evite depender 100% de dinheiro: cartões e pagamentos por aproximação funcionam em muitos lugares, mas em mercados pode ser o contrário.
2) Chegada em Hong Kong (HKG): 4 coisas para fazer no aeroporto
Pense na chegada como “montar sua base” para o resto da viagem.
1) Ativar internet
Sem isso, você perde tempo com rota, horário e plataformas.
2) Organizar dinheiro
Se você não quiser trocar muito no aeroporto, tudo bem. Mas tenha o suficiente para:
- primeiro transporte até o hotel
- um lanche/água
- recarga inicial (se necessário)
3) Pegar o Octopus (ou configurar no celular)
O Octopus é o cartão-chave em Hong Kong.
Você usa em:
- MTR (metrô)
- ônibus
- trams (ding ding)
- vários ferries
- muitas lojas de conveniência
Por que é ótimo para primeira viagem: você não fica comprando bilhete toda hora e não trava na catraca.
4) Escolher como ir do aeroporto ao hotel
As opções mais comuns (ordem do mais confortável ao mais barato):
- Airport Express: rápido, prático, ótimo com malas
- transfer/van: útil em grupo ou com muitas malas
- MTR/combinações: pode exigir trocas (nem sempre é o mais simples)
- táxi/Uber: direto, mas costuma ser mais caro
- ônibus: normalmente a opção mais barata (e pode ser tranquila se você estiver com mala leve)
Regra simples: se você chegou cansado e com pouco tempo de viagem, pagar pela praticidade (Airport Express/transfer) pode valer mais do que economizar no primeiro trajeto.
3) Onde ficar em Hong Kong (primeira vez): escolha com lógica
Em Hong Kong, a localização muda muito sua experiência. Para iniciantes, os bairros mais comuns são:
Tsim Sha Tsui (TST) – melhor para skyline e “turismo fácil”
Você fica perto de:
- orla com vista do skyline
- Avenue of Stars
- museus (como o de Arte)
- shoppings e conexões fáceis
É uma base excelente se você quer ver a Symphony of Lights sem depender de deslocamento.
Central – melhor para atrações clássicas e vida urbana
Bom para:
- Peak Tram (mais perto)
- Mid-Levels Escalators
- bares e restaurantes
Ponto de atenção: tem áreas com mais subida e você pode suar bastante no calor.
Área “estratégica” mais afastada (perto de aeroporto/Lantau)
Algumas pessoas escolhem ficar mais longe (por economia ou por ser perto de Disneyland/Lantau). Isso pode funcionar se:
- seu roteiro tem foco em Lantau/Disney/Citygate
- você aceita deslocar para o centro nos dias de “cidade”
Dica honesta: ficar longe pode ser bom para economizar, mas calcule o custo em tempo (e em transporte). Em primeira viagem, tempo vale muito.
4) Como se locomover em Hong Kong (sem se perder)
MTR (metrô): sua espinha dorsal
- rápido e eficiente
- conecta Central, TST, Mong Kok, Quarry Bay e mais
Dica prática: em estações grandes, escolha a Exit certa. A saída errada vira caminhada extra.
Ferry: barato e lindo
A travessia entre Central e TST é um mini passeio (vista e vento bom).
Tram (ding ding): city tour barato
Na Hong Kong Island, pegue o tram para ver a cidade no nível da rua. Não é rápido, mas é muito “Hong Kong”.
Ônibus: útil para áreas específicas
Perfeito para:
- praias
- Lantau (alguns trechos)
- pontos menos diretos por MTR
5) Roteiro de 6 dias e 5 noites (Hong Kong + Macau)
Abaixo está um modelo bem “copiável” para iniciantes. Ajuste conforme seu hotel e seu ritmo.
Dia 1 – Chegada + check-in + noite leve
Objetivo: não se esgotar.
- chegada, internet, Octopus e transporte até o hotel
- check-in e descanso curto
- jantar simples perto do hotel (cha chaan teng é uma boa para começar)
- se estiver em TST: caminhada na orla para sentir o skyline
Dica: não deixe atrações grandes para o dia 1. Seu corpo ainda está no fuso e no cansaço do voo.
Dia 2 – TST e Central: atrações grátis e bem próximas
Este dia funciona muito bem para quem quer “ver muito sem pagar ingresso”.
Manhã e tarde (TST)
- Avenue of Stars
- orla do Victoria Harbour
- Hong Kong Museum of Art (confira dias/horários)
- K11 (se você curte shopping/arquitetura/design)
- se gostar: Space Museum por fora (área rende fotos e passeio)
Fim de tarde: ferry para Central
Pegue o ferry para viver a travessia.
Noite: Symphony of Lights
Volte para o ponto onde você quer assistir (muita gente prefere o lado de TST para ver mais prédios “de frente”).
Dia 3 – Victoria Peak (o clássico) + opções de tarde
Manhã: Peak Tram + Sky Terrace
- vá cedo para diminuir fila
- se puder, compre ingresso antecipado (ajuda muito)
- sente do lado com melhor vista na subida (muita gente prefere o lado direito, mas confirme na hora dependendo do sentido)
No Peak:
- suba até o deck do topo (vista do skyline + mar/montanhas do outro lado)
- reserve tempo para vento e fotos
Tarde: escolha 1 (para não virar correria)
- Ocean Park (se esse tipo de parque combina com você)
- Ngong Ping 360 (se o tempo estiver bom)
- Lamma Island (dia mais “nature vibe”, restaurantes e caminhada)
Se chover ou estiver com visibilidade ruim, Peak perde parte do impacto. Nesse caso, troque a ordem: faça museu/compras e deixe Peak para um dia com céu melhor.
Dia 4 – Lantau: Ngong Ping 360 + vilas (dia de natureza)
Este é o bate-volta mais “primeira viagem friendly”.
Sugestão de sequência:
- ir cedo para Lantau
- Ngong Ping 360 (se o céu ajudar)
- Big Buddha
- seguir para Tai O (se couber no seu tempo e energia)
Estratégia econômica comum: ir de ônibus em um trecho e usar o cable car no outro, para equilibrar custo e experiência.
Dia 5 – Compras e “dia livre” (Citygate + Mong Kok)
Dia ideal para:
- comprar lembrancinhas e presentes
- aproveitar outlets
- repor energia
Citygate Outlets
Funciona bem se você já vai para a região de Lantau/terminal do Ngong Ping.
Dica de iniciante: compare promoções do tipo “leve 2/3/4 e ganhe desconto”. Às vezes vale juntar compras com alguém.
Mong Kok (fim de tarde/noite)
- Ladies Market
- Sneaker Street
- comida de rua e energia urbana
Dia 6 – Macau day tour (ou 1 noite) + retorno
Macau pode ser bate-volta ou 1 pernoite. Se for sua primeira vez, a pernoite pode deixar o dia menos corrido.
Como ir de Hong Kong para Macau
Opções principais:
- ferry (TurboJet/Cotai Water Jet ou similares, dependendo do terminal e do destino)
- ônibus (pela ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau; costuma ser uma das opções mais baratas)
Pontos de atenção:
- você passa por imigração ao entrar em Macau
- confira se seu ferry vai para Macau Peninsula ou Taipa (isso muda sua logística com hotel)
Roteiro simples em Macau (1 dia)
- Senado Square
- Ruins of St. Paul
- (se quiser cassinos/hotéis temáticos) The Londoner, The Parisian e The Venetian (são próximos entre si)
Dica de dinheiro: em Macau, você vai ver MOP (pataca), mas HKD às vezes é aceito. Só que o inverso nem sempre funciona (não conte com MOP em Hong Kong). Tenha moedas/troco para ônibus, porque em alguns casos não há troco.
6) Gastos: como montar um orçamento realista (sem se enganar)
Os custos variam muito por:
- temporada (hotel e passagem mudam bastante)
- estilo de hospedagem (hotel econômico vs bem localizado)
- quantidade de atrações pagas (Disney, parques, mirantes, teleférico)
- alimentação (street food vs restaurantes turísticos)
Categorias que você deve separar no seu orçamento
- Passagem aérea
- Hospedagem (geralmente o item mais pesado em Hong Kong)
- Internet (eSIM/SIM/roaming)
- Transporte local (Octopus + recargas)
- Atrações (Disney, Peak Tram/Sky Terrace, Ngong Ping 360, parques)
- Comida (café da manhã + almoço + jantar + lanches)
- Compras (outlets, mercados, lembrancinhas)
- Macau (transporte + alimentação + entradas, se houver)
Uma forma prática de estimar (sem prometer valores fixos)
- comida: defina um valor por dia e ajuste pelo seu estilo (street food economiza; restaurantes e cafés famosos aumentam)
- transporte: recarregue o Octopus aos poucos e acompanhe o gasto real
- atrações: some apenas as que você tem certeza que fará (Disney e teleférico, por exemplo)
Dica de verdade: muita gente estoura orçamento não é na atração grande, e sim em “pequenas filas” (café famoso + chá famoso + doce famoso + mais um lanche). Escolha 1 ou 2 “paradas hypadas” por dia e pronto.
Como fazer Hong Kong + Macau dar certo na primeira vez
Se você lembrar de três ideias, sua viagem melhora muito:
- Resolva internet + Octopus no início (vai economizar tempo o resto da viagem)
- Agrupe por região (TST em um dia, Central/Peak em outro, Lantau em outro)
- Macau exige logística de imigração e terminal (Taipa vs Peninsula)