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Guia do Vietnã: Roteiro, Custos e Tudo o que Você Precisa Saber

O Vietnã é daqueles países que bagunçam todas as suas referências. Você chega achando que sabe o que vai encontrar — afinal, leu artigos, assistiu vídeos, rolou o feed inteiro — e mesmo assim toma um choque. Não é um choque ruim, pelo contrário. É o tipo de surpresa que faz você questionar por que demorou tanto para ir.

Foto de Huy Phan: https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-andando-de-bicicleta-1422386/

Quando pisei pela primeira vez em Ho Chi Minh, a antiga Saigon, minha primeira reação foi pensar que tinha cometido um erro. Milhares de motos vinham em todas as direções, o calor grudava na pele, e eu não fazia ideia de como atravessar uma rua. Mas bastou uma tigela de phở num banquinho de plástico na calçada, por menos de dois dólares, para entender que aquele caos tinha um ritmo próprio. E que eu ia me apaixonar por ele.

O Vietnã tem essa capacidade rara de ser ao mesmo tempo exótico e acessível. É um país onde você gasta pouco, come como um rei e volta para casa com histórias que ninguém acredita. De norte a sul, são mais de 3.000 quilômetros de litoral, montanhas que desaparecem nas nuvens, cidades milenares, praias que competem com qualquer cartão-postal do Caribe e uma cultura que resiste, se reinventa e encanta. Vou tentar passar um pouco do que vivi e aprendi em cada canto desse país que, honestamente, merecia mais atenção dos viajantes brasileiros.

Ho Chi Minh: a porta de entrada que não te deixa indiferente

A maioria dos brasileiros que vão ao Vietnã desembarca em Ho Chi Minh. É a maior cidade do país, o centro econômico, a antiga capital do sul. E é um furacão.

O Ben Thanh Market é quase obrigatório, mesmo que você não compre nada. É o tipo de mercado onde se encontra de tudo: especiarias, roupas, lembrancinhas, frutas que você nunca viu na vida. A dica é ir cedo, quando o calor ainda não está insuportável e os vendedores estão com mais paciência para barganhar. Porque sim, barganhar é parte da cultura. Se o vendedor pedir 300 mil dongs, ofereça 100. Não é falta de educação, é o jogo. Eles esperam isso.

O Landmark 81 impressiona pela imponência. É o prédio mais alto do Vietnã, com 461 metros, e o observatório no topo oferece uma vista que coloca toda a imensidão da cidade em perspectiva. Vale para fotos, vale para entender a escala daquele lugar. Mas confesso que o que mais me marcou em Ho Chi Minh não foram os arranha-céus — foi a Bui Vien Street, a famosa rua dos mochileiros. De noite, aquilo vira um festival a céu aberto: música ao vivo em cada esquina, bares com cerveja a menos de um dólar, gente de todo canto do mundo sentada em banquinhos na calçada. Tem um certo caos que, estranhamente, funciona.

Agora, se você quer realmente entender o Vietnã — não o Vietnã turístico, mas o Vietnã que carrega suas cicatrizes — precisa ir aos Túneis de Cu Chi e ao War Remnants Museum. Os túneis ficam a cerca de uma hora do centro e são uma rede subterrânea que os vietcongues usaram durante a guerra. Você entra naqueles corredores apertados, escuros, e começa a dimensionar o que foi aquele conflito de um jeito que nenhum livro consegue transmitir. O museu, no centro da cidade, é ainda mais visceral. Há fotografias, armamentos, relatos. Não é um passeio leve, mas é necessário. Sai de lá em silêncio.

Hoi An: a cidade que parece ter parado no tempo

De Ho Chi Minh, muita gente voa direto para Da Nang e de lá pega um carro ou transfer até Hoi An, que fica a uns 30 quilômetros. E é aqui que o Vietnã muda completamente de tom.

Hoi An é pequena. Dá para conhecer o centro histórico a pé, de bicicleta, sem pressa. A Ancient Town é Patrimônio Mundial da UNESCO e carrega influências chinesas, japonesas e francesas na arquitetura. As casas são baixas, coloridas, com lanternas penduradas em cada fachada. De dia já é bonito. De noite, quando as lanternas acendem e se refletem no rio Thu Bon, é de tirar o fôlego. Sem exagero.

A Japanese Covered Bridge é o cartão-postal da cidade, construída no século XVI pelos japoneses que viviam ali. É pequena, meio escura por dentro, mas tem um charme que faz você voltar mais de uma vez para fotografar.

Agora, o que realmente transforma Hoi An em algo especial são duas experiências. A primeira é o Night Market com os Lantern Boats. Você compra uma lanterna de papel, sobe num barquinho e solta ela no rio. Parece simples — e é — mas tem uma beleza silenciosa que fica com você. A segunda é o Bay Mau Coconut Forest, uma floresta de coqueiros onde os moradores locais te levam em barquinhos redondos de bambu, os chamados “basket boats”. Os barqueiros fazem manobras, giram o barco, brincam com os turistas. É divertido, é genuíno, e é o tipo de coisa que você não encontra em nenhum outro lugar.

A An Bang Beach merece uma tarde inteira. Não é a praia mais bonita do Vietnã, mas é tranquila, tem uma boa estrutura de bares de praia e é perfeita para descansar depois de dias intensos de passeio. Pedi uma cerveja gelada, sentei numa espreguiçadeira e fiquei ali vendo o sol descer. Às vezes a viagem precisa disso.

Da Nang: entre pontes, montanhas e praia

Da Nang costuma ser tratada como um ponto de passagem entre Hoi An e Huế, mas isso é um erro. A cidade tem personalidade própria e merece pelo menos dois dias.

A Dragon Bridge é o grande símbolo da cidade — uma ponte de seis pistas em forma de dragão que, aos sábados e domingos à noite, cospe fogo e água. É kitsch? Talvez. Mas funciona. A multidão que se junta nas margens para assistir ao espetáculo cria uma atmosfera festiva, quase infantil. Todo mundo filma, todo mundo ri. Tem algo de puro nisso.

A My Khe Beach é frequentemente citada entre as praias mais bonitas do Sudeste Asiático. Longa, limpa, com ondas boas para surfe. De manhã cedo, dá para ver os locais fazendo exercícios na areia, jogando vôlei, nadando. É uma praia viva, mas sem o sufoco das praias superlotadas.

As Marble Mountains são cinco montanhas de mármore e calcário com templos, cavernas e mirantes. A escalada principal não é difícil — leva uns 20 minutos — mas pode ser escorregadia quando chove. Lá em cima, as vistas compensam qualquer suor.

A Son Tra Peninsula é menos conhecida pelos turistas e justamente por isso vale a visita. É uma área de preservação com trilhas na mata, mirantes e uma estátua gigante de Buda que se avista de longe. E é aqui que muitos macacos vivem soltos, o que rende encontros inesperados.

Dois destinos nos arredores de Da Nang merecem menção especial. O Ba Na Hills é um parque temático no alto de uma montanha, famoso pela Golden Bridge — aquela ponte sustentada por duas mãos gigantes de pedra que viralizou no mundo inteiro. É turístico? Sim, bastante. Mas a engenharia é impressionante, a vista é espetacular e o teleférico que leva até lá é um dos mais longos do mundo. Vá durante a semana, se possível, para evitar as multidões. Já o Hai Van Pass é para quem gosta de estrada. São cerca de 21 quilômetros de curvas entre Da Nang e Huế, com o mar de um lado e montanhas do outro. Muitos viajantes fazem esse trecho de moto, e é considerado um dos trechos rodoviários mais bonitos do mundo. Eu fiz de transfer, mas admito: se voltasse, alugava uma scooter.

Klook.com

Hanói: a capital que pulsa em ritmo próprio

Hanói é o oposto de Ho Chi Minh em quase tudo. Onde Saigon é moderna, veloz, capitalista, Hanói é antiga, labiríntica, cheia de camadas. A capital do Vietnã tem mais de mil anos de história e cada rua do Old Quarter parece guardar um pedaço disso.

O bairro antigo é organizado — se é que se pode usar essa palavra — por guildas. Cada rua vendia originalmente um tipo de produto: uma rua de sedas, outra de ferramentas, outra de sapatos. Essa lógica se mantém parcialmente até hoje. Caminhar pelo Old Quarter é uma sobrecarga sensorial: barracas de comida de rua, motos passando rente, senhoras vendendo frutas em cestos de bambu equilibrados nos ombros. É fascinante e caótico ao mesmo tempo.

O Hoan Kiem Lake fica no coração da cidade e é o ponto de encontro dos moradores. De manhã, dezenas de pessoas fazem tai chi na margem. Aos fins de semana, as ruas ao redor fecham para carros e viram uma grande área de lazer. Tem algo muito bonito em ver uma capital asiática desse tamanho ainda valorizar esse tipo de espaço público.

A Train Street é um daqueles lugares que parecem existir só para o Instagram, mas que na verdade são reais — e surreais. É uma rua estreita, com casas dos dois lados, por onde um trem passa duas vezes ao dia. As pessoas sentam nos cafés literalmente a centímetros dos trilhos e, quando o trem vem, recolhem as mesas e cadeiras numa operação ensaiada. É perigoso? Um pouco. É incrível? Muito. As autoridades vietnamitas restringem o acesso de tempos em tempos por questões de segurança, então verifique antes de ir.

O West Lake é o maior lago de Hanói e a região ao redor virou um polo de cafés, restaurantes e vida noturna. É uma Hanói mais cosmopolita, mais relaxada. E nas margens do lago fica a Tran Quoc Pagoda, um dos templos budistas mais antigos do Vietnã, com mais de 1.500 anos. A pagoda se projeta sobre a água e, ao pôr do sol, cria uma das imagens mais fotogênicas da cidade.

Sapa: onde o Vietnã encontra o céu

Sapa é outra viagem. Literalmente e figurativamente. Fica no extremo norte do país, perto da fronteira com a China, e chegar lá exige um voo até Hanói e depois um trem noturno ou um ônibus de seis horas. A estrada é sinuosa, o trânsito é caótico e a paisagem vai mudando gradualmente — do concreto de Hanói para os terraços de arroz de Sapa, que são de uma beleza quase irreal.

O Fansipan Peak, com 3.143 metros, é o ponto mais alto da Indochina. Dá para subir de teleférico — a experiência em si já vale — ou encarar a trilha de dois dias, que é exigente mas recompensadora. Lá em cima, se o céu estiver limpo, a vista é de outro mundo. Se estiver nublado, você fica dentro de uma nuvem. Literalmente. Também é bonito, de um jeito diferente.

A Cat Cat Village é a vila étnica mais acessível a partir de Sapa e oferece um contato genuíno com os Hmong, uma das minorias étnicas que habitam a região. As mulheres vestem trajes tradicionais — não por encenação turística, mas porque é assim mesmo — e vendem artesanato feito à mão. A caminhada até a vila passa por cachoeiras e campos de arroz. É simples, mas tem alma.

O Muong Hoa Valley é onde estão os terraços de arroz mais fotografados do Vietnã. A melhor época para ver os campos verdes e vibrantes é entre maio e setembro. No outono, eles ficam dourados antes da colheita. Cada estação tem sua beleza. A Ham Rong Mountain e a Silver Waterfall complementam o roteiro em Sapa e são acessíveis sem grandes dificuldades.

Ha Long Bay: o cartão-postal que supera as expectativas

Ha Long Bay é um daqueles lugares que você vê em fotos e pensa: “deve ser Photoshop”. Não é. São mais de 1.600 ilhas e ilhotas de calcário emergindo de águas esmeralda, formando um cenário que a UNESCO reconheceu como Patrimônio Mundial. A baía fica a cerca de duas horas de Hanói e a forma mais comum de explorá-la é em um cruzeiro de uma ou duas noites.

A Sung Sot Cave (Caverna da Surpresa) é enorme — com câmaras de teto alto iluminadas por luzes coloridas — e a Luon Cave é mais íntima, acessível de caiaque. A combinação das duas dá uma boa dimensão da geologia do lugar.

As ilhas Ti Top e Tuan Chau oferecem praias e mirantes. Ti Top tem uma escadaria íngreme que leva a um ponto de observação no topo — são degraus suficientes para fazer qualquer sedentário reconsiderar suas escolhas de vida, mas a vista de 360 graus de Ha Long Bay vale cada gota de suor.

A Cua Van Floating Village é uma das maiores vilas flutuantes da baía. Casas sobre a água, pescadores em barcos de madeira, crianças brincando — é um modo de vida que existe há gerações e que resiste ao avanço do turismo. Muitos cruzeiros param ali para uma visita breve. Tente ir com um grupo pequeno, se possível.

O Sun World Halong é um parque de diversões moderno com teleférico, roda-gigante e brinquedos variados. Não é para todo mundo, mas se você está viajando com crianças ou simplesmente quer uma tarde mais leve, funciona bem.

Phu Quoc: o Vietnã praiano que poucos conhecem

Phu Quoc é uma ilha no sul do Vietnã, no Golfo da Tailândia, e durante muito tempo foi um segredo bem guardado. Hoje já é mais turística, mas ainda conserva trechos de praia praticamente desertos e uma vibe mais relaxada que o restante do país.

A Starfish Beach é exatamente o que o nome promete: uma praia com estrelas-do-mar. A água é rasa, morna e tão transparente que dá para ver tudo sem máscara de mergulho. Sao Beach, por sua vez, é considerada a mais bonita da ilha — areia branca, mar azul-turquesa, aquele cenário que parece saído de um comercial de cerveja.

O Hon Thom Cable Car é o teleférico sobre o mar mais longo do mundo, com quase oito quilômetros. A travessia dura uns 15 minutos e leva até a ilha de Hon Thom, onde fica a Sunset Town, um complexo com arquitetura que imita vilarejos mediterrâneos. É artificial? Sim. É fotogênico? Muito.

O VinWonders & Safari é o parque temático da ilha, parte do grupo Vingroup (o mesmo dos Vinpearl). Tem montanha-russa, aquário, safári com animais e shows diversos. É bem produzido e surpreende pela qualidade, especialmente considerando que estamos numa ilha vietnamita.

O Phu Quoc Night Market é obrigatório para qualquer amante de frutos do mar. Lagostas, camarões, lulas, peixes — tudo fresco, grelhado na hora, a preços que fariam qualquer restaurante europeu chorar de inveja. Uma refeição farta de frutos do mar sai por volta de 200 a 400 mil dongs (algo entre R$ 40 e R$ 80, dependendo do câmbio).

Aplicativos que salvam a viagem

Viajar pelo Vietnã sem alguns aplicativos no celular é possível, mas desnecessariamente mais difícil. Depois de alguma experimentação, cheguei a uma lista que considero essencial.

O Grab é o Uber do Sudeste Asiático e funciona perfeitamente no Vietnã. Motos e carros, com preço fixo antes de aceitar a corrida. É barato, seguro e elimina a necessidade de negociar com taxistas, o que no Vietnã pode ser um exercício de paciência.

O Klook é ótimo para comprar ingressos de atrações com desconto e reservar passeios. Ba Na Hills, cruzeiros em Ha Long Bay, tours em Cu Chi — quase tudo aparece lá, geralmente mais barato que comprar na hora.

O Vexere é a plataforma para comprar passagens de ônibus e trem dentro do Vietnã. A interface não é a mais bonita do mundo, mas funciona. Dá para comparar horários, empresas e preços, e o e-ticket chega no e-mail.

O Agoda é o booking preferido da Ásia. Tem mais opções de hotéis e guesthouses no Vietnã do que o Booking.com, especialmente nas cidades menores. Os preços costumam ser competitivos.

O Foody é o iFood vietnamita, mas vai além da entrega. Funciona como um guia de restaurantes com avaliações de locais. Se você quer encontrar o melhor phở de um bairro, é ali que vai achar.

O TripAdvisor dispensa apresentações, mas no Vietnã é especialmente útil para filtrar restaurantes e passeios que realmente valem a pena em meio à enxurrada de opções.

O HappyCow é para quem é vegetariano ou vegano. O Vietnã, por influência budista, tem uma cena vegetariana surpreendentemente rica, e o app ajuda a encontrar os melhores lugares.

Quanto custa viajar para o Vietnã em 2026

Essa é a pergunta que todo mundo faz. E a resposta boa é: o Vietnã continua sendo um dos destinos mais baratos do Sudeste Asiático, e significativamente mais barato que a Tailândia na maioria das categorias.

Para um viajante econômico, o custo diário gira em torno de US$ 25 a 35 por dia, incluindo hospedagem em hostel ou guesthouse, comida de rua, transporte local e algumas atrações. Para quem prefere um nível intermediário de conforto — hotéis boutique, restaurantes com ar-condicionado, tours organizados — o valor sobe para US$ 50 a 80 por dia. E para quem quer conforto total, com hotéis de luxo e experiências premium, o orçamento parte de US$ 120 por dia.

Uma refeição de rua custa entre US$ 1,50 e US$ 3. Uma cerveja local sai por menos de US$ 1. Uma corrida de Grab dentro da cidade raramente passa de US$ 3. Hospedagem em hotel decente com café da manhã pode ser encontrada por US$ 20 a 40 a diária. É o tipo de destino onde seu dinheiro rende — e muito.

O item mais caro da viagem, para brasileiros, continua sendo a passagem aérea. Não existem voos diretos do Brasil para o Vietnã, então o trajeto envolve pelo menos uma conexão — geralmente via Doha (Qatar Airways), Dubai (Emirates), Istambul (Turkish Airlines) ou algum hub asiático como Bangcoc ou Singapura. Os preços variam bastante conforme a época, mas fique de olho em promoções: já vi passagens por volta de R$ 4.000 a R$ 5.500 ida e volta, saindo de São Paulo ou do Rio, com boa antecedência.

Quando ir e quanto tempo ficar

O Vietnã é um país longo — se estende por quase 15 graus de latitude — e o clima varia bastante entre norte e sul. De modo geral, a melhor época para visitar é de novembro a abril, quando chove menos na maior parte do país. O norte fica frio entre dezembro e fevereiro (Sapa pode ter temperaturas próximas de zero), enquanto o sul permanece quente o ano inteiro.

Quanto ao tempo, depende do quanto você quer ver. Um roteiro de 10 a 14 dias permite cobrir os destaques com um ritmo saudável: dois dias em Ho Chi Minh, dois em Hoi An, um em Da Nang, três em Hanói com Ha Long Bay, e dois ou três em Sapa. Se tiver três semanas, dá para incluir Phu Quoc com folga e viajar com mais calma, o que sempre recomendo.

Visto e entrada

Brasileiros precisam de visto para entrar no Vietnã. A boa notícia é que o processo ficou mais simples nos últimos anos com o e-Visa, que pode ser solicitado online e permite permanência de até 90 dias com entrada única ou múltipla. O custo do e-Visa é de US$ 25, e o processamento leva de três a cinco dias úteis. Não esqueça de ter o passaporte com validade mínima de seis meses a partir da data de entrada.

O que eu gostaria de ter sabido antes de ir

Atravessar a rua: não espere o trânsito parar. Ele não vai parar. Ande devagar, em linha reta, e as motos desviam de você. Parece loucura, e é, mas funciona.

Barganhar é regra, não exceção. Em mercados, lojas de rua e até em alguns restaurantes, o primeiro preço é quase sempre inflado para turistas. Negocie com sorriso.

O café vietnamita é viciante. Sério. O cà phê sữa đá (café gelado com leite condensado) vai arruinar qualquer outro café da sua vida.

Carregue papel higiênico. Nem todos os banheiros têm. Parece bobagem, mas você vai agradecer esse conselho.

Instale o Grab antes de sair do aeroporto. A diferença de preço entre um Grab e um táxi no balcão pode ser de três a cinco vezes.

O Vietnã é um país seguro para turistas, mas golpes existem. Os mais comuns envolvem taxistas com taxímetro adulterado, passeios vendidos por agências de fachada e troco errado. Nada grave, mas atenção nunca é demais.

O Vietnã surpreende porque entrega mais do que promete. É barato sem parecer barato, é bonito sem ser artificial, é intenso sem ser cansativo — desde que você respeite o próprio ritmo. Cada cidade tem uma personalidade tão distinta que às vezes parece que você está trocando de país, não de destino. De Ha Long Bay a Phu Quoc, do caos de Ho Chi Minh à serenidade de Hoi An, há uma viagem ali dentro para cada tipo de viajante. E a melhor parte é que, quando você volta, já começa a pensar em quando pode ir de novo.

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