Conheça os Melhores Destinos de Viagem de Malta

Malta, um arquipélago estrategicamente posicionado no coração do Mediterrâneo, é um destino que frequentemente surpreende pela sua densidade de atrações. Para o viajante de primeira viagem, pode ser um desafio decifrar para onde ir e como organizar um roteiro que contemple a vasta riqueza histórica, as paisagens naturais e a vibrante vida cultural distribuídas em suas ilhas. Este guia se propõe a ser um mapa detalhado, decifrando os melhores destinos dentro de Malta, ajudando você a planejar uma viagem lógica, completa e inesquecível.

Foto de Polina ⠀: https://www.pexels.com/pt-br/foto/mar-cidade-meio-urbano-agua-7664595/

Mais do que apenas um país, Malta é um conjunto de experiências distintas. A ilha principal, também chamada Malta, concentra a maior parte da agitação urbana e dos sítios históricos. Gozo, a ilha-irmã, oferece um refúgio rural e tranquilo. E a pequena Comino é o lar de uma das mais famosas maravilhas naturais do Mediterrâneo. Entender a vocação de cada região é o primeiro passo para uma viagem bem-sucedida.

1. Valletta: O Coração Histórico e Cultural

Ideal para: Amantes de história, arquitetura, cultura e gastronomia sofisticada.
Tempo recomendado: 1 a 2 dias inteiros.

Construída no século XVI pelos Cavaleiros da Ordem de São João, Valletta não é apenas a capital de Malta; é um Patrimônio Mundial da UNESCO e o epicentro da vida cultural do país. Suas ruas, projetadas em uma grade retilínea, são um espetáculo arquitetônico, com edifícios de calcário cor de mel e as icônicas sacadas de madeira coloridas.

O que fazer em Valletta:

  • Co-Catedral de São João: Por fora, a catedral pode parecer austera, mas seu interior é uma explosão do barroco, com cada centímetro coberto de ouro, mármore e pinturas detalhadas. É aqui que se encontra a obra-prima de Caravaggio, “A Decapitação de São João Batista”, uma parada obrigatória.
  • Jardins Upper e Lower Barrakka: Oferecem as vistas mais espetaculares do Grand Harbour e das Três Cidades. Nos Jardins Upper, a “Saluting Battery” dispara canhões diariamente ao meio-dia e às 16h, uma tradição histórica que atrai muitos visitantes.
  • Palácio do Grão-Mestre: Antiga residência dos líderes dos Cavaleiros de Malta e hoje sede do gabinete do Presidente, o palácio abriga salas de estado suntuosas e um impressionante arsenal com armaduras e armas da época.
  • Passeio pela Republic Street e Merchant Street: As principais artérias comerciais de Valletta, repletas de lojas, cafés e restaurantes. É o lugar perfeito para sentir o pulso da cidade.

Valletta também se transformou em um polo gastronômico, com restaurantes que vão desde a cozinha tradicional maltesa a conceitos de alta gastronomia. À noite, a cidade adquire uma atmosfera mais tranquila e sofisticada, ideal para um jantar ou um copo de vinho em um dos charmosos bares de suas ruelas.

2. As Três Cidades: Vittoriosa (Birgu), Senglea e Cospicua

Ideal para: Uma imersão na autêntica história marítima de Malta, longe das multidões.
Tempo recomendado: Meio dia a 1 dia.

Do outro lado do Grand Harbour, em frente a Valletta, encontram-se as Três Cidades. Esta área foi o primeiro lar dos Cavaleiros de São João e o palco do Grande Cerco de 1565. Visitar Vittoriosa, Senglea e Cospicua é como voltar no tempo para uma Malta mais autêntica e menos turística.

O que fazer nas Três Cidades:

  • Vittoriosa (Birgu): É a mais charmosa e historicamente significativa das três. Perca-se em suas ruelas estreitas, admire o Forte St. Angelo (que oferece vistas incríveis de Valletta) e caminhe pela marina, repleta de iates luxuosos contrastando com a arquitetura antiga.
  • Senglea (L-Isla): Conhecida pelo seu posto de vigia na ponta da península, o Gardjola Gardens. O olho e o ouvido esculpidos no posto simbolizam a vigilância e são um dos cartões-postais da região.
  • Travessia de “Dghajsa”: A forma mais tradicional e cênica de cruzar o porto entre Valletta e as Três Cidades é a bordo de uma “dghajsa”, um pequeno barco a remo semelhante a uma gôndola veneziana.

3. Sliema e St. Julian’s: O Centro Moderno e a Vida Noturna

Ideal para: Compras, vida noturna, restaurantes modernos e base de hospedagem central.
Tempo recomendado: Base para a estadia; as atrações podem ser vistas em trânsito.

Sliema e a vizinha St. Julian’s formam a área mais moderna e cosmopolita de Malta. É aqui que se concentra a maior parte dos hotéis, shoppings, restaurantes internacionais e a agitada vida noturna.

O que fazer em Sliema e St. Julian’s:

  • Passeio pela Orla (Promenade): Uma longa avenida conecta as duas cidades, perfeita para uma caminhada ao final da tarde com vista para o mar e para a silhueta de Valletta ao longe.
  • Paceville: Este bairro dentro de St. Julian’s é o epicentro da vida noturna de Malta. Uma área compacta repleta de bares, pubs e discotecas que ficam abertos até de madrugada, atraindo um público jovem e estudantes de todo o mundo.
  • Compras: Sliema é o principal centro comercial do país, com shoppings como o “The Point” e diversas lojas de marcas internacionais.
  • Base para Passeios de Barco: A orla de Sliema é o principal ponto de partida para a maioria dos passeios de barco que levam a Comino, Gozo e outras partes da costa maltesa.

Para o viajante que busca conveniência e agito, hospedar-se nesta região é a escolha mais prática.

4. Noroeste de Malta: As Melhores Praias de Areia

Ideal para: Amantes de praia, famílias com crianças e apreciadores de pores do sol.
Tempo recomendado: 1 dia inteiro dedicado às praias.

Enquanto grande parte da costa maltesa é rochosa, a região noroeste da ilha principal abriga as praias de areia mais famosas e bonitas.

As praias a não perder:

  • Golden Bay: Uma praia de areia dourada, de fácil acesso e com excelente infraestrutura de bares e restaurantes. É popular e pode ficar cheia, mas sua beleza compensa.
  • Għajn Tuffieħa (Riviera Beach): Considerada por muitos a praia mais bonita de Malta, fica ao lado de Golden Bay, mas é acessada por uma longa escadaria. Isso a torna mais preservada e selvagem, com vistas espetaculares, especialmente durante o pôr do sol.
  • Mellieħa Bay (Ghadira Bay): A maior praia de areia de Malta, com águas muito rasas e calmas, o que a torna a favorita das famílias com crianças.
  • Popeye Village: Próximo a Mellieħa, encontra-se este parque temático, o set de filmagem original do filme “Popeye” de 1980, uma atração divertida para todas as idades.

5. Mdina e Rabat: A Cidade Silenciosa e seus Tesouros Subterrâneos

Ideal para: Uma viagem no tempo, amantes de história medieval e atmosfera tranquila.
Tempo recomendado: Meio dia a 1 dia.

Mdina, a antiga capital de Malta, é uma cidade medieval fortificada que parece parada no tempo. Conhecida como a “Cidade Silenciosa” devido à restrição de carros e à sua atmosfera serena, suas ruelas estreitas e palácios nobres criam um cenário mágico.

O que fazer em Mdina e Rabat:

  • Explorar as Ruelas de Mdina: A melhor forma de conhecer Mdina é se perder em seu labirinto de ruas, descobrindo pátios escondidos e vistas panorâmicas a partir de suas muralhas.
  • Catacumbas de São Paulo (Rabat): A cidade de Rabat, que fica fora das muralhas de Mdina, abriga um complexo de catacumbas subterrâneas do período romano, usadas para rituais funerários. É um vislumbre fascinante da história antiga da ilha.
  • Fontanella Tea Garden (Mdina): Famoso por seus bolos e pela vista deslumbrante da ilha a partir das muralhas da cidade.

6. Ilha de Gozo: O Refúgio Rural

Ideal para: Quem busca tranquilidade, natureza, mergulho e uma experiência mais autêntica.
Tempo recomendado: 1 a 2 dias (é possível fazer um bate e volta, mas pernoitar é recomendado).

A apenas 25 minutos de balsa da ilha principal, Gozo oferece um ritmo de vida completamente diferente. É mais verde, mais rural e mais tranquila. É o lugar ideal para desacelerar e apreciar a natureza.

O que fazer em Gozo:

  • Victoria (Rabat): A capital de Gozo, com sua impressionante Cidadela fortificada no topo de uma colina, que oferece vistas de 360 graus da ilha.
  • Ramla Bay: A maior e mais famosa praia de areia de Gozo, conhecida por sua areia de cor avermelhada.
  • Dwejra Bay: Embora a famosa Azure Window tenha desabado em 2017, a área ainda é espetacular, com o Blue Hole (um dos melhores pontos de mergulho da Europa) e o Inland Sea (um lago de água salgada conectado ao mar por um túnel natural).
  • Templos de Ġgantija: Mais antigos que as pirâmides do Egito, estes templos megalíticos são um testemunho impressionante da engenhosidade pré-histórica.

7. Ilha de Comino: O Paraíso da Blue Lagoon

Ideal para: Nadar em águas cristalinas, snorkel e fotografia.
Tempo recomendado: Meio dia (como parte de um passeio de barco).

A pequena ilha de Comino, situada entre Malta e Gozo, é praticamente desabitada, mas abriga a atração natural mais famosa do arquipélago: a Blue Lagoon (Lagoa Azul). Suas águas incrivelmente transparentes e de um azul-turquesa vibrante a tornam um paraíso para nadar e praticar snorkel.

Dica importante: A Blue Lagoon fica extremamente lotada durante o verão. Para uma experiência melhor, visite durante a semana, chegue no primeiro barco da manhã (antes das 10h) ou no final da tarde, ou opte por um passeio de barco privado que permita explorar enseadas mais tranquilas ao redor.

Decifrar Malta é entender que cada região oferece uma peça única do quebra-cabeça. Ao combinar a majestade histórica de Valletta, a tranquilidade rural de Gozo, a agitação moderna de Sliema e a beleza natural de suas praias e lagoas, o viajante consegue montar uma experiência completa e rica, que justifica plenamente a fama deste tesouro do Mediterrâneo.

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