Como Visitar Hua Hin a Partir de Bangkok na Tailândia

Se você está em Bangkok e procura um respiro do caos urbano sem precisar pegar avião ou gastar uma fortuna, Hua Hin é provavelmente a resposta que estava buscando, e chegar lá é bem mais simples do que muita gente imagina.

https://pixabay.com/photos/flow-asia-cloud-heaven-landscape-4726298/

Hua Hin fica a cerca de 200 quilômetros ao sul de Bangkok. Não é perto, mas também não é longe demais — aquela distância perfeita para uma escapada de fim de semana ou alguns dias de praia sem complicação. A cidade já foi uma vila de pescadores tranquila e hoje é um dos balneários mais queridos pelos próprios tailandeses, especialmente quem mora na capital e quer fugir da poluição e do trânsito sem ter que planejar demais.

Quando fui pela primeira vez, achei que seria só mais uma praia tailandesa cheia de turistas europeus aposentados. E sim, tem alguns, mas Hua Hin tem uma personalidade própria. É relaxada, menos festa que Pattaya, menos aglomerada que Phuket, e com uma vibe mais família, sabe? Os próprios bangkokianos passam fins de semana por lá, o que já diz bastante sobre o lugar.

A melhor forma de ir: trem, ônibus ou carro?

Essa é a primeira pergunta que todo mundo faz. E a resposta honesta é: depende do que você valoriza mais. Cada opção tem seus prós e contras, e todas funcionam bem.

Ir de trem é, na minha opinião, a forma mais charmosa e uma das mais confortáveis. Os trens partem da estação Hua Lamphong (ou Bang Sue Grand Station, dependendo da linha) em Bangkok e levam cerca de quatro horas até Hua Hin. Parece muito tempo, mas a viagem passa rápido. O trem vai serpenteando pelo interior da Tailândia, você vê plantações de arroz, casinhas coloridas, templos ao longe. É bonito. E diferente de um ônibus onde você fica ali preso no banco, no trem dá pra levantar, esticar as pernas, ir ao banheiro sem drama.

Tem diferentes classes de trem. A terceira classe é a mais barata, mas também a mais básica — bancos de madeira, ventilador de teto, e você vai dividir o vagão com muita gente local. Não é desconfortável, mas é bem raiz. A segunda classe já tem bancos estofados e ar-condicionado, e vale muito a pena pagar um pouco mais. Algumas composições têm até poltronas reclináveis. Os preços variam, mas geralmente ficam entre 100 e 300 bahts, dependendo da classe e do horário.

Uma coisa legal do trem é que a estação de Hua Hin é linda, bem no centro da cidade, perto de tudo. Você desce ali e já está basicamente no coração do balneário. A estação em si é uma atração — pintada com cores vibrantes, com um pavilhão real histórico que foi usado pela família real tailandesa antigamente.

O ônibus é a opção mais rápida e, para muita gente, a mais prática. Saem ônibus o tempo todo do terminal Southern Bus Terminal (Sai Tai Mai) em Bangkok. A viagem leva entre três e quatro horas, dependendo do trânsito — e isso é importante porque sair de Bangkok pode ser uma eternidade se você pegar horário de rush. Os ônibus são confortáveis, com ar-condicionado forte demais (leve uma blusa), e o preço gira em torno de 150 a 250 bahts.

Eu peguei ônibus algumas vezes e funcionou bem. O problema é que o terminal rodoviário em Hua Hin fica meio afastado do centro, então você vai precisar pegar um táxi ou songthaew (aquelas pickups adaptadas) até o hotel. Não é caro, mas é mais um passo na logística.

Tem também vans compartilhadas que saem de alguns pontos específicos em Bangkok, principalmente da região de Khao San Road e Victory Monument. Essas vans são rápidas porque param menos, mas são apertadas e não tão confortáveis para quem é muito alto ou tem muita bagagem. Mas se você viaja leve e quer economizar tempo, pode ser uma boa.

Ir de carro, seja alugado ou com motorista particular, dá mais liberdade. A estrada é boa, tem pedágio, mas nada de outro mundo. A vantagem é que você para onde quiser, pode conhecer lugares no caminho, e não depende de horários. A desvantagem é o custo — alugar carro na Tailândia não é tão barato quanto parece, e se você não está acostumado a dirigir no sudeste asiático, pode ser estressante. Também tem a questão do estacionamento em Hua Hin, que dependendo do hotel pode ser tranquilo ou meio chato.

Motoristas particulares são uma opção que muita gente não considera, mas podem valer a pena se você estiver viajando em grupo. Dá pra negociar uma diária ou só a ida e volta, e sai mais barato dividido entre três ou quatro pessoas. Além disso, o motorista conhece o caminho, você relaxa no banco de trás, e tem a flexibilidade de parar para fotos ou almoçar em algum lugar no meio do caminho.

Quando ir e quanto tempo ficar

Hua Hin funciona o ano inteiro, mas existem épocas melhores que outras. A alta temporada vai de novembro a fevereiro, quando o clima está mais seco e as temperaturas são mais amenas — amenas para padrões tailandeses, claro, ainda faz calor, mas não é aquele calor sufocante. Essa é a época em que os hotéis estão mais cheios e os preços sobem, mas o clima realmente compensa.

De março a maio é a época mais quente. O sol é implacável, e se você não está acostumado com calor intenso, pode ser pesado. Mas as praias ficam lindas, com o mar calmo e azul, e é temporada baixa, então você consegue preços melhores e menos gente.

A temporada de chuvas vai de junho a outubro. Não significa que chove o tempo todo — geralmente são pancadas fortes no final da tarde ou à noite, e o resto do dia pode ser ensolarado. O mar fica mais agitado e com ondas maiores, o que atrai alguns surfistas, mas não é o ideal se você quer só relaxar na praia. Por outro lado, tudo fica mais barato, e Hua Hin tem muitas atrações além da praia, então dá pra aproveitar mesmo com alguma chuva.

Quanto tempo ficar? Três dias é o mínimo para conhecer Hua Hin sem correria. Dois dias completos mais as chegadas e saídas. Dá pra curtir as praias, fazer alguns passeios, provar a comida local, e ainda ter tempo para não fazer nada. Se você tem uma semana, melhor ainda — dá pra explorar os arredores, fazer bate-voltas para lugares como o Parque Nacional Khao Sam Roi Yot ou visitar vinícolas na região.

O que realmente vale a pena fazer em Hua Hin

Muita gente vai para Hua Hin só pela praia, mas seria um erro limitar a visita a isso. Claro, as praias são ótimas — a praia principal, que leva o nome da cidade, é extensa, com areia clara e águas rasas. É boa para caminhar, para sentar numa espreguiçadeira com uma cerveja gelada, para cavalgar (tem vários lugares que alugam cavalos na praia, e é uma experiência bem legal, principalmente no final da tarde).

Mas Hua Hin tem outras coisas interessantes. O mercado noturno, por exemplo, é obrigatório. Fica no centrinho, perto do píer, e todas as noites vira um formigueiro de gente, barraquinhas de comida, artesanato, roupas. A comida é o destaque — frutos do mar frescos grelhados, pad thai, espetinhos de tudo quanto é tipo, frutas tropicais. É o tipo de lugar onde você come bem, paga pouco, e ainda absorve um pouco da vida local.

Falando em frutos do mar, Hua Hin é famosa por isso. Sendo uma cidade costeira com forte tradição pesqueira, o peixe e camarão que você come ali foram pescados há poucas horas. Tem restaurantes mais sofisticados ao longo da praia, mas também tem lugares simples, quase botequins, onde a comida é tão boa quanto e muito mais barata.

O Cicada Market é outro mercado que vale a visita, mas esse funciona só nos fins de semana. É mais voltado para arte e artesanato, com música ao vivo, apresentações de teatro de rua, e um clima mais despojado. Se você curte arte, design, e uma atmosfera mais criativa, vale encaixar no roteiro.

Uma atração que surpreende muita gente é o Palácio Maruekhathaiyawan, uns 20 minutos ao norte de Hua Hin. É um palácio todo feito de madeira dourada, construído nos anos 1920 como retiro de verão do rei Rama VI. A arquitetura é linda, toda elevada do chão, com passarelas conectando os diferentes pavilhões. Fica bem de frente para a praia, e a visita é tranquila, não demora muito, mas é culturalmente interessante e as fotos ficam incríveis.

Tem também o Plearnwan, um vilarejo retrô criado artificialmente mas que consegue ser charmoso mesmo assim. É basicamente uma homenagem à Tailândia dos anos 1950 e 1960, com lojinhas vintage, café antigo, e decoração nostálgica. É meio turístico, mas divertido para passar uma hora, tirar fotos, tomar um sorvete.

Se você gosta de natureza, o Parque Nacional Khao Sam Roi Yot fica a cerca de uma hora de Hua Hin e é espetacular. Tem cavernas enormes com templos dentro, trilhas, mangues, praias desertas, e a famosa caverna Phraya Nakhon onde entra um raio de luz natural que ilumina um pavilhão dourado — é uma das imagens mais icônicas da Tailândia. A caminhada até a caverna é puxada, especialmente no calor, mas vale muito o esforço.

Para quem curte vinhos, a região ao redor de Hua Hin tem algumas vinícolas. A Hua Hin Hills Vineyard é a mais conhecida, e você pode fazer degustação, almoçar no restaurante com vista para as montanhas, e aprender um pouco sobre como é produzir vinho em clima tropical. Não é Toscana, mas é uma experiência diferente e surpreendentemente boa.

Onde ficar: do básico ao luxo

Hua Hin tem opções de hospedagem para todos os bolsos. Se você é mochileiro ou está viajando com orçamento apertado, tem vários hostels e guesthouses simples mas limpos no centro, perto do mercado noturno. Você não vai ter luxo, mas vai estar bem localizado e pagar barato.

A faixa intermediária tem muitas opções boas, desde hotéis boutique charmosos até resorts de rede com piscina, café da manhã incluído, e acesso direto à praia. Essa é a faixa onde a maioria das pessoas fica, porque o custo-benefício é excelente. Você consegue um quarto confortável, ar-condicionado, piscina, por um preço que seria impensável em destinos de praia mais famosos.

E tem os resorts de luxo. Hua Hin tem vários, alguns com história — o Centara Grand Beach Resort, por exemplo, foi construído nos anos 1920 como o Railway Hotel, e mantém aquele charme de hotel clássico tailandês. Tem também resorts modernos, com spas, campos de golfe (Hua Hin é conhecida pelos campos de golfe), villas particulares, serviço impecável.

A escolha de onde ficar depende do que você quer. Se quer estar perto da ação, do mercado noturno, de restaurantes e lojas, fique no centro. Se quer tranquilidade, praia privativa, e não se importa de pegar táxi para sair, um resort mais afastado pode ser ideal.

Dicas práticas que fazem diferença

Use protetor solar, e reaplique. O sol tailandês não perdoa, mesmo em dias nublados. Queimadura de sol é uma das reclamações mais comuns de quem viaja para lá.

Se for alugar uma moto, tenha cuidado. Hua Hin é tranquila comparada a Bangkok, mas acidentes acontecem, especialmente com turistas que não estão acostumados a dirigir do lado “errado” da rua. E use capacete sempre — além de ser obrigatório, é questão de segurança.

Negocie preços de táxi e tuk-tuk antes de entrar. Hua Hin é relativamente honesta, mas sempre tem alguém tentando cobrar a mais de turista. Pergunte o preço antes, ou melhor ainda, use aplicativos como Grab ou Bolt que mostram o valor estimado da corrida.

Aprenda algumas palavras em tailandês. “Sawadee krap/ka” (olá), “khop khun krap/ka” (obrigado), “aroi” (delicioso) — essas palavrinhas simples fazem toda a diferença na receptividade das pessoas. Tailandeses adoram quando estrangeiros tentam falar a língua deles, mesmo que seja só o básico.

Leve dinheiro em espécie. Muitos lugares pequenos, barraquinhas de comida, e alguns hotéis menores não aceitam cartão. Tem caixas eletrônicos por toda parte, mas é sempre bom ter alguns bahts no bolso.

Respeite a cultura local. Hua Hin pode ser turística, mas ainda é Tailândia. Vista-se adequadamente quando visitar templos — ombros e joelhos cobertos. Tire os sapatos antes de entrar em casas ou áreas sagradas. Não aponte os pés para pessoas ou imagens de Buda — na cultura tailandesa, os pés são considerados a parte mais baixa e impura do corpo.

A comida: o que comer e onde

Impossível falar de Hua Hin sem dedicar um bom espaço para a comida. Como toda cidade costeira na Tailândia, os frutos do mar dominam, mas tem de tudo.

Comece pelo mercado noturno. Ali você encontra barracas de frutos do mar onde você escolhe o que quer — camarões, lulas, caranguejos, peixes — e eles preparam na hora, geralmente grelhado ou frito. Você come ali mesmo, em mesinhas de plástico, com uma cerveja Chang gelada. É simples, mas é uma das melhores experiências gastronômicas que você vai ter.

Pad thai, o prato tailandês mais famoso, você encontra em cada esquina. Mas experimente também outras coisas menos conhecidas: som tam (salada de papaia verde picante), khao man gai (frango com arroz preparado de forma especial), tom yum goong (sopa picante de camarão), massaman curry, e por aí vai.

Tem restaurantes mais sofisticados também. Alguns com vista para o mar, perfeitos para um jantar romântico ao pôr do sol. Outros especializados em culinária real tailandesa, que é mais refinada e menos picante que a comida de rua. O preço é mais alto, mas ainda assim bem razoável comparado ao que você pagaria por uma experiência similar no Ocidente.

E não esqueça das frutas. Manga, mangostão, rambutan, lichia, melancia — tudo fresco, doce, e barato. Tem vendedores ambulantes por toda parte, e comprar um saco de frutas cortadas para comer na praia é um dos prazeres simples que fazem Hua Hin tão gostosa.

Comparando Hua Hin com outros destinos tailandeses

Muita gente fica na dúvida: por que Hua Hin e não Pattaya, ou Phuket, ou Krabi?

Pattaya é mais perto de Bangkok, cerca de duas horas de viagem, e tem uma vida noturna intensa — talvez intensa demais, dependendo do que você busca. Pattaya tem fama de ser um pouco “pesada”, com muita prostituição e turismo sexual. Claro que tem áreas familiares e praias bonitas, mas a vibe geral é diferente. Hua Hin é mais tranquila, mais familiar, menos festa e mais relaxamento.

Phuket é linda, sem dúvida. As praias são espetaculares, tem opções para todos os gostos, infraestrutura turística de primeiro mundo. Mas é mais longe (precisa pegar avião), mais cara, e muito mais cheia de turistas. Hua Hin tem aquela sensação de que você ainda está na Tailândia de verdade, sabe? Não é uma bolha turística completa.

Krabi e as ilhas ao redor, como Phi Phi e Railay, são paradisíacas. Se você quer cartão postal, águas cristalinas, falésias de calcário, essas regiões são imbatíveis. Mas de novo, você precisa pegar avião, gastar mais, e lidar com muito turista. Hua Hin não tem aquelas praias de revista, mas tem charme próprio, e a facilidade de acesso faz toda a diferença.

Ko Samui, Ko Pha Ngan, Ko Tao — todas no Golfo da Tailândia, como Hua Hin — são ilhas maravilhosas, cada uma com sua personalidade. Mas são ilhas, então o acesso é mais complicado (avião mais ferry, ou ônibus mais ferry). Hua Hin você vai de trem, sai de manhã de Bangkok e almoça na praia. Essa praticidade conta muito.

A realidade de Hua Hin: expectativa vs realidade

Acho importante ser honesto sobre o que esperar. Hua Hin não é aquele paraíso tropical intocado com água azul-turquesa e areia branca fininha. A areia é mais escura, meio amarelada. A água não é cristalina — é bonita, mas não é Maldivas. Tem vendedores na praia que vão te oferecer massagem, comida, bebida, artesanato. Não são insistentes como em alguns lugares, mas estão lá.

O centrinho pode ficar meio caótico, especialmente nos fins de semana quando os tailandeses de Bangkok invadem a cidade. Trânsito, barulho, muita gente. Se você está buscando silêncio absoluto e isolamento, talvez Hua Hin não seja a melhor escolha — ou pelo menos escolha um resort bem afastado.

Mas aqui está a coisa: essas “imperfeições” são parte do que torna Hua Hin autêntica. Você não está numa ilha artificial criada para turistas. Você está numa cidade de verdade, onde tailandeses vivem, trabalham, passam férias. E isso, na minha opinião, é muito mais interessante.

Bate-voltas e arredores

Se você ficar mais que três dias em Hua Hin, vale a pena explorar os arredores. Já mencionei o Parque Nacional Khao Sam Roi Yot, que é imperdível se você curte natureza.

Tem também a cidade de Cha-am, uns 25 quilômetros ao norte. É menor e mais tranquila que Hua Hin, com uma longa praia que é favorita das famílias tailandesas. Não tem muito o que fazer além da praia, mas é justamente essa a ideia — ir lá, estender a canga, ficar algumas horas sem fazer absolutamente nada.

A vila de Ban Phu Noi é interessante se você quer ver um pouco da vida rural tailandesa. É um projeto de turismo comunitário onde você pode passar o dia com uma família local, aprender a fazer curry, plantar arroz, andar de búfalo. É bem turístico, no sentido de ser organizado para turistas, mas a experiência é genuína e educativa.

Para os aventureiros, tem a Kaeng Krachan National Park, o maior parque nacional da Tailândia, a cerca de duas horas de Hua Hin. Tem cachoeiras, trilhas, observação de pássaros, acampamento. É mais para quem realmente curte natureza e está disposto a acordar cedo e fazer algum esforço físico.

Voltando para Bangkok: o fim sempre chega

Eventualmente, você vai ter que voltar para Bangkok. A boa notícia é que é tão fácil quanto a ida. Mesmas opções: trem, ônibus, van, carro.

Uma coisa que notei é que na volta sempre bate uma melancolia. Você passou dias relaxando, comendo bem, sem pressa, e de repente está de volta ao caos de Bangkok, ao metrô lotado, ao trânsito interminável. Mas ao mesmo tempo, tem algo de reconfortante em saber que esse escape está ali, a apenas três ou quatro horas de distância. Hua Hin não é um lugar que você visita uma vez e nunca mais volta. É daqueles destinos que você guarda no bolso para quando precisar de um respiro, de uns dias de praia sem complicação, de comida boa e mar na frente.

Reflexões sobre a experiência

Depois de ter ido algumas vezes para Hua Hin, o que mais me marca é justamente essa simplicidade. Não é o destino mais exótico da Tailândia, não tem as paisagens mais espetaculares, não é o lugar que vai dominar seu Instagram com fotos impossíveis. Mas é gostoso. É humano. É real.

Você vê famílias tailandesas construindo castelos de areia, casais de idosos caminhando de mãos dadas ao pôr do sol, grupos de amigos rindo alto numa mesa cheia de frutos do mar. Você come um pad thai preparado por uma senhora que faz aquilo há trinta anos e sabe exatamente o ponto certo de cada ingrediente. Você acorda sem despertador, porque não tem compromisso marcado, e decide no café da manhã o que vai fazer no dia — ou se vai fazer alguma coisa.

Hua Hin não tenta impressionar. Ela simplesmente é. E nisso reside seu maior charme.

Se você está em Bangkok e tem uns dias livres, não precisa pensar muito. Compre uma passagem de trem ou ônibus, jogue algumas roupas numa mochila, e vá. Você vai voltar mais relaxado, com a pele salgada e o coração leve. E provavelmente já pensando em quando vai poder voltar.

A Tailândia é cheia de lugares incríveis, cada um com suas particularidades. Mas Hua Hin tem um lugarzinho especial — aquele destino confiável, acessível, acolhedor, que funciona para praticamente qualquer tipo de viajante. Seja você um mochileiro contando baht, um casal em lua de mel, uma família com crianças, ou um aposentado buscando sossego, Hua Hin tem espaço para você.

E no final das contas, não é disso que se trata viajar? Encontrar lugares que te fazem sentir bem, que te desconectam da rotina, que te lembram que o mundo é grande e cheio de possibilidades. Hua Hin faz isso de um jeito despretensioso, sem firulas, mas extremamente eficaz. Não é a Tailândia dos sonhos que você vê nos filmes. É a Tailândia de verdade, aquela onde as pessoas vivem, riem, comem, e curtam a vida. E poder experimentar um pouquinho disso, mesmo que por apenas alguns dias, já vale toda a viagem.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário