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Roteiro de Viagem de 10 Dias Combinando República Tcheca e Eslováquia

Praga costuma ser o motivo inicial para planejar uma viagem à República Tcheca. A cidade tem aquela concentração de pontes, torres e ruas antigas que aparece em fotografias por toda parte. Mas seguir viagem até a Eslováquia muda bastante a experiência: entram no roteiro cidades menores, outro idioma, outra moeda e, se houver disposição para atravessar o país, paisagens de montanha bem diferentes das capitais europeias mais conhecidas.

República Tcheca e Eslováquia

Dez dias permitem fazer essa combinação sem transformar cada manhã em uma corrida para pegar trem. Ainda assim, é preciso escolher. O roteiro abaixo começa em Praga, passa por Kutná Hora e Brno, segue para Bratislava e termina nos Altos Tatras, com saída planejada por Košice. Ele funciona melhor para quem compra a passagem chegando à República Tcheca e voltando da Eslováquia. Voltar a Praga só para embarcar para casa acrescentaria um deslocamento longo ao último dia.

A proposta não depende de carro. Trens e ônibus atendem as principais ligações, embora horários, obras nas linhas e disponibilidade de bilhetes precisem ser conferidos perto da viagem. Também não exige trilhas difíceis: nos Tatras, é possível aproveitar a região com caminhadas leves, desde que o clima ajude.

Antes de reservar: como distribuir os dez dias

A divisão mais equilibrada é passar três noites em Praga, uma em Brno, duas em Bratislava e duas na região dos Altos Tatras. A última noite fica em Košice, facilitando a saída no décimo dia. Kutná Hora entra como passeio de um dia a partir de Praga.

Na prática, os dias ficam assim: Praga ocupa os três primeiros; Kutná Hora, o quarto; Brno, o quinto; Bratislava, o sexto e o sétimo; os Altos Tatras, o oitavo e boa parte do nono; Košice recebe a última noite, antes da partida no décimo dia.

Há um custo nessa escolha. A passagem pelos Tatras é curta. Quem tem o sonho de fazer caminhadas longas ou quer esperar uma janela de tempo bom deveria reservar mais dias para as montanhas. Por outro lado, tirar os Tatras do roteiro deixaria a viagem concentrada em cidades, sem mostrar uma das paisagens mais marcantes da Eslováquia.

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Dia 1: chegada a Praga, sem tentar conhecer tudo de uma vez

O primeiro dia depende muito do horário do pouso e do cansaço acumulado. Se a viagem começou no Brasil, vale resistir à tentação de encaixar os pontos mais disputados logo depois de deixar as malas. Praga é agradável para caminhar sem pressa, e uma volta pelo centro já ajuda a entender a cidade.

A Praça da Cidade Velha, conhecida como Staroměstské náměstí, é um bom ponto de partida. Ali ficam o antigo prédio da prefeitura, onde está o relógio astronômico, e a Igreja de Nossa Senhora diante de Týn. O relógio atrai gente a cada apresentação; vê-lo pode ser divertido, mas não faz sentido prender o dia inteiro ao horário de uma atração que dura pouco.

Depois, caminhe pelas ruas do centro histórico em direção ao rio Vltava. A Ponte Carlos costuma ficar cheia, especialmente durante o dia. Ainda assim, atravessá-la pela primeira vez tem seu encanto. Se houver energia, continue até Malá Strana, o bairro do outro lado do rio, e escolha um lugar para jantar por ali ou nas ruas próximas ao centro.

Para hospedagem, ficar perto de uma estação de metrô ou bonde costuma ser mais útil do que insistir em dormir a poucos passos do relógio astronômico. Praga tem uma rede de transporte urbano extensa, e uma localização prática pode compensar um endereço menos famoso. Antes de reservar, confira também como será o trajeto entre a hospedagem e a estação usada para sair da cidade.

Dia 2: Castelo de Praga e Malá Strana

Reserve a manhã para o conjunto do Castelo de Praga. Não se trata de um único prédio: a área reúne pátios, construções históricas, jardins e a Catedral de São Vito. Algumas partes podem ser vistas durante a circulação pelo complexo, enquanto outras exigem ingresso. As modalidades de visita mudam, por isso é melhor conferir o site oficial antes de escolher o bilhete.

O castelo fica em uma área elevada. Uma forma confortável de organizar o passeio é subir de transporte público e descer a pé, atravessando Malá Strana depois da visita. Esse detalhe parece pequeno, mas faz diferença quando ainda há vários quilômetros de caminhada pela frente.

A Catedral de São Vito merece tempo. Também vale observar a vista da cidade nos pontos abertos ao público ao redor do complexo. Se a Rua do Ouro estiver nos planos, confirme se ela está incluída no ingresso escolhido. Comprar entradas sem olhar o que cada uma cobre é uma maneira fácil de gastar mais e sair com a sensação de ter perdido alguma coisa.

Na descida, passe pelas ruas de Malá Strana e siga até a Ponte Carlos, se quiser vê-la com outra luz. É um dia bastante turístico, sem dúvida. Mas esses lugares são procurados por bons motivos, e tentar evitá-los apenas para fugir do óbvio seria perder uma parte importante de Praga.

Dia 3: Josefov, ruas antigas e um pouco de tempo livre

O terceiro dia permite olhar para Praga com mais calma. Uma possibilidade é visitar Josefov, o bairro judeu, onde ficam sinagogas históricas e o antigo cemitério judaico. A visita ganha muito quando se reserva tempo para ler o contexto dos lugares, em vez de apenas passar por cada entrada. Verifique horários e eventuais fechamentos ligados ao calendário religioso antes de ir.

Depois, volte às ruas do centro histórico sem uma sequência rígida de atrações. Praga recompensa esse intervalo: uma passagem estreita, uma fachada que não estava no plano e um café fora da rua mais movimentada podem render uma tarde melhor do que três ingressos comprados por impulso.

Quem preferir uma vista mais ampla pode considerar a área do parque Letná ou outros mirantes acessíveis por transporte público. Já quem gosta de arquitetura pode dedicar mais tempo aos arredores da Praça Venceslau e às construções de diferentes épocas que aparecem fora do núcleo medieval.

Esse também é o momento de resolver coisas práticas. Confira o bilhete do dia seguinte para Kutná Hora, veja de qual estação o transporte parte e confirme o horário de saída de Praga para Brno no quinto dia. Deixar essas decisões para a manhã do embarque costuma produzir uma pressa desnecessária.

Dia 4: bate-volta a Kutná Hora

Kutná Hora fica a leste de Praga e é um dos passeios de um dia mais interessantes para quem quer sair da capital sem mudar de hospedagem. A cidade cresceu ligada à extração de prata e guarda um conjunto histórico reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco. Duas visitas aparecem com frequência nos roteiros: a Catedral de Santa Bárbara e o Ossuário de Sedlec.

A Catedral de Santa Bárbara merece uma visita sem correria. Além da arquitetura, ela ajuda a perceber a importância econômica que Kutná Hora teve no passado. O centro histórico também pede uma caminhada tranquila, com tempo para observar as ruas e fazer uma pausa para almoço.

O Ossuário de Sedlec fica em outra parte da cidade. É um local religioso associado ao uso de ossos humanos em sua decoração, e convém entrar com essa informação clara. Nem todo viajante se sente à vontade ali. Não há problema algum em preferir dedicar mais tempo ao centro histórico e deixar o ossuário de fora.

Preste atenção ao ponto de chegada do trem. A estação principal de Kutná Hora não fica ao lado de todas as atrações do centro; dependendo do trajeto escolhido, será preciso usar transporte local ou caminhar mais. Consulte a ligação até Sedlec e até a região da Catedral de Santa Bárbara antes de sair de Praga. A volta pode ser feita no fim da tarde, deixando a noite livre para arrumar a bagagem.

Dia 5: Praga a Brno, com tempo para conhecer a cidade

Brno não costuma receber a mesma atenção que Praga, e isso ajuda a tornar a parada agradável. É uma cidade universitária, com vida cotidiana visível nas praças, cafés e ruas centrais. Também funciona bem como intervalo entre a capital tcheca e Bratislava: em vez de tratar todo o trajeto como uma longa transferência, o viajante ganha um dia para conhecer outro lado do país.

Saia de Praga pela manhã. Depois de chegar a Brno e deixar a mala na hospedagem, caminhe pelo centro. A Praça da Liberdade, chamada Náměstí Svobody, é um ponto simples para começar. Dali, dá para seguir pelas ruas próximas, observar o edifício da antiga prefeitura e escolher onde almoçar.

O Castelo Špilberk é uma opção para a tarde. A subida exige algum fôlego, mas oferece uma mudança de perspectiva sobre a cidade. Quem prefere arquitetura do século XX pode pesquisar a Villa Tugendhat, projetada por Ludwig Mies van der Rohe e reconhecida pela Unesco. A visita ao interior costuma exigir planejamento e reserva; não conte com a possibilidade de chegar sem ingresso e entrar.

Uma noite em Brno basta para sentir o centro, não para esgotar a cidade. Esse é justamente o ponto: o roteiro de dez dias funciona melhor quando aceita certas escolhas, em vez de fingir que cada parada será explorada em profundidade.

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Dia 6: chegada a Bratislava e primeira caminhada pela capital eslovaca

O deslocamento de Brno a Bratislava é uma das passagens internacionais do roteiro. Embora República Tcheca e Eslováquia pertençam ao Espaço Schengen, leve o passaporte de forma acessível durante a viagem. A ausência de controle de fronteira rotineiro não elimina a possibilidade de verificações de documentos.

Depois de chegar, faça o check-in e siga para a Cidade Velha de Bratislava. O centro histórico é relativamente compacto e combina bem com uma tarde de caminhada. Passe pela Praça Principal, observe os edifícios ao redor e continue em direção ao Portão de Miguel, uma das referências mais conhecidas dessa parte da cidade.

O Castelo de Bratislava domina a paisagem acima do rio Danúbio. Mesmo quem não pretende visitar as exposições pode subir para caminhar pelos arredores e ver a cidade de outro ângulo. A subida é mais confortável sem mala, outro motivo para deixar a bagagem antes de começar o passeio.

Bratislava às vezes é reduzida a um bate-volta de outra capital europeia. Uma noite já mostra por que isso é pouco. Depois que parte dos visitantes do dia vai embora, sobra espaço para jantar sem pensar no próximo transporte e caminhar pelo centro com outra tranquilidade.

Dia 7: Bratislava além do centro histórico

Use a manhã para visitar o que ficou de fora no dia anterior. A Igreja de Santa Isabel, conhecida como Igreja Azul, chama atenção pela cor e pelo estilo arquitetônico. É importante distinguir a observação da fachada da entrada no prédio: por ser uma igreja em funcionamento, o acesso interno depende dos horários e das atividades religiosas.

Outra possibilidade é passear junto ao Danúbio e prestar atenção à diferença entre a cidade antiga e as áreas transformadas mais recentemente. Não é preciso transformar essa caminhada em uma lista de monumentos. Parte da graça de Bratislava está justamente em entender sua escala e perceber como bairros diferentes se conectam.

Se quiser sair do centro, considere o Castelo de Devín. Suas ruínas ficam na confluência dos rios Danúbio e Morava, em uma área historicamente importante. É um passeio que exige conferir transporte e funcionamento antes de sair, sobretudo fora dos períodos de maior movimento turístico. Para quem gosta de história e paisagem, costuma ser uma escolha mais interessante do que preencher a tarde com atrações apenas porque estão perto umas das outras.

À noite, prepare a transferência para os Altos Tatras. Confira a estação de partida, a duração prevista da viagem e o caminho entre a estação de chegada e a hospedagem. Dormir perto de uma estação local nos Tatras facilita muito os dois dias seguintes.

Dia 8: de Bratislava aos Altos Tatras

A viagem até a região dos Altos Tatras ocupa boa parte do dia. Poprad é uma das principais portas de entrada, mas não precisa ser a base final. Starý Smokovec, Štrbské Pleso e Tatranská Lomnica são localidades usadas por viajantes que querem estar mais próximos de trilhas, paisagens de montanha e conexões ferroviárias locais.

Escolha a hospedagem conforme o tipo de passeio desejado. Starý Smokovec funciona bem como base para circular entre diferentes pontos da região. Štrbské Pleso atrai quem quer estar perto do lago e de caminhadas que partem dali. Tatranská Lomnica é outra opção conhecida, com acesso a atividades e transportes voltados à montanha. Nenhuma delas é automaticamente a melhor para todas as pessoas; o que importa é comparar a localização com o plano do dia seguinte.

Depois de chegar e deixar as malas, mantenha a tarde leve. Uma caminhada curta em área aberta ao público, uma volta pelo lago de Štrbské Pleso ou um passeio pela localidade escolhida já servem para mudar o ritmo da viagem. O erro aqui seria tentar compensar as horas de trem com uma trilha longa iniciada tarde demais.

Os Altos Tatras são uma região de montanha, não um parque urbano com clima previsível. Chuva, neblina, vento e mudanças de temperatura podem alterar os planos. Leve agasalho e calçado adequado mesmo que a previsão pareça favorável. Antes de sair para qualquer trilha, confira as condições divulgadas pelas autoridades do parque e pelos serviços locais.

Dia 9: um dia de montanha e viagem para Košice

Este é o dia mais sensível do roteiro, porque combina natureza e deslocamento. A melhor decisão é escolher uma caminhada compatível com o horário em que você precisa sair para Košice. Um passeio curto, feito pela manhã, deixa uma margem mais confortável. Uma trilha longa só faz sentido se houver tempo suficiente, boas condições meteorológicas e experiência apropriada.

A região oferece caminhos de dificuldades diferentes, além de passeios que dependem de meios de transporte locais. Algumas trilhas de maior altitude têm restrições sazonais de acesso. Essas regras existem por motivos ambientais e de segurança; confirme a situação da rota específica no Parque Nacional dos Tatras antes de sair. Nunca presuma que um caminho visto em fotos de verão estará aberto na data da sua viagem.

Se o tempo fechar, mude o programa sem culpa. Uma viagem de dez dias não precisa de uma caminhada arriscada para valer a pena. Aproveitar as vistas acessíveis, conhecer melhor a localidade onde se está hospedado e seguir cedo para Košice pode ser a escolha mais sensata.

Košice fica no leste da Eslováquia e é uma base prática para a última noite, desde que a passagem de saída tenha sido planejada para lá. Depois da chegada, caminhe pela rua Hlavná, eixo do centro histórico, e observe a Catedral de Santa Isabel. Mesmo com poucas horas disponíveis, o centro rende uma noite agradável.

Dormir em Košice, em vez de tentar chegar à cidade apenas no horário do embarque, reduz a dependência de uma conexão terrestre no último dia. Não elimina imprevistos, claro, mas tira uma pressão importante da viagem.

Dia 10: manhã em Košice e partida

O último dia deve ser organizado de trás para frente, a partir do horário da viagem aérea ou do transporte escolhido para seguir viagem. Se a partida ocorrer cedo, vá direto para o aeroporto ou para a estação. Se houver tempo livre, tome café da manhã com calma e faça outra caminhada pelo centro de Košice.

Antes de comprar as passagens, verifique como será o retorno ao Brasil. Sair de Košice normalmente envolve conexão; rotas e frequências variam. Compare o itinerário total, o tempo entre os trechos e as regras de bagagem. Uma passagem que parece conveniente à primeira vista pode trazer uma conexão apertada ou uma espera longa em outro aeroporto.

Se as opções de saída por Košice não fizerem sentido para sua viagem, ajuste o roteiro antes de reservar hospedagens. Uma alternativa é deixar os Tatras de fora e concentrar os dias finais no oeste da Eslováquia, com saída pela região de Bratislava. Outra é acrescentar uma noite ao total, criando uma margem maior para retornar de trem a outro aeroporto. O importante é não forçar um plano bonito no papel que dependa de horários improváveis.

Quanto tempo ficar em cada lugar e onde vale desacelerar

Três noites em Praga parecem muito para quem olha apenas o mapa do centro. Não são. O primeiro dia pode ser consumido pela chegada, o segundo vai facilmente para o castelo e Malá Strana, e o terceiro permite conhecer Josefov e passear sem relógio na mão. Kutná Hora usa mais um dia, mas sem troca de hotel.

Brno recebe pouco tempo neste roteiro. Ela entra como uma parada com propósito, não apenas como ponto de conexão. Se você prefere cidades a montanhas, pode transferir para Brno ou Bratislava a noite reservada aos Tatras. Se prefere natureza, faça o contrário: reduza uma parada urbana e ganhe mais tempo na Eslováquia oriental.

O trecho mais corrido é o dos Altos Tatras. São duas noites na região, com chegada no oitavo dia e saída no nono. Isso permite conhecer a paisagem e fazer um passeio moderado, mas deixa pouco espaço para esperar o tempo melhorar. Convém saber disso antes de criar expectativa com fotografias de trilhas extensas.

Melhor época para fazer a viagem

Primavera e começo do outono costumam ser escolhas agradáveis para quem quer caminhar pelas cidades sem depender de dias muito longos ou calor intenso. Para os Tatras, porém, a época exige uma decisão mais cuidadosa: condições de trilhas e acesso a caminhos de maior altitude variam conforme a estação.

No verão, há mais horas de luz para aproveitar as montanhas, mas a região também recebe muitos visitantes, e o tempo pode mudar ao longo do dia. No inverno, a paisagem é outra. Passeios que parecem simples em meses quentes podem exigir equipamento, experiência ou nem estar abertos ao público. O roteiro continua possível nessa estação, desde que a parte dos Tatras seja adaptada às condições reais.

Praga e Bratislava podem ser visitadas em diferentes épocas do ano. O que muda é o modo de organizar os dias: no frio, pausas em ambientes fechados ficam mais importantes; nos meses de maior movimento, reservas antecipadas ajudam nas atrações com capacidade limitada. Para quem quer manter exatamente a combinação de cidades e caminhadas leves descrita aqui, vale escolher as datas depois de verificar as condições habituais das rotas pretendidas.

Transportes: quando o trem ajuda e quando comparar com o ônibus

Trem é uma escolha natural em boa parte deste percurso. Ele evita o trabalho de dirigir em cidades onde o carro pouco acrescenta, elimina a preocupação com estacionamento e permite chegar perto de áreas centrais. Ainda assim, não compre toda a viagem presumindo que cada ligação terá a mesma frequência ou o mesmo tempo de percurso.

Para os trechos tchecos, consulte a operadora ferroviária e os sistemas oficiais de horários. Faça o mesmo para as ligações eslovacas e compare ônibus quando houver uma rota mais conveniente. Em viagens internacionais ou nos trechos mais procurados, reservar com antecedência pode ajudar tanto na disponibilidade quanto na escolha de horários.

Preste atenção aos nomes das estações. Uma cidade pode ter mais de uma parada ferroviária, e o nome que aparece no bilhete nem sempre corresponde ao ponto mais próximo da hospedagem. Em Kutná Hora, isso afeta diretamente o passeio. Nos Tatras, a estação certa também pode poupar uma conexão local com mala.

Não programe passeios importantes imediatamente após uma transferência longa. Horários ferroviários são planejados para funcionar, mas obras e atrasos acontecem. O roteiro deixa as noites relativamente livres justamente para que um deslocamento mais demorado não derrube todo o plano do dia.

Documentos e regras de entrada para brasileiros

República Tcheca e Eslováquia fazem parte do Espaço Schengen. Brasileiros que viajam a turismo por curta duração, em regra, podem entrar sem visto dentro do limite Schengen de até 90 dias em um período móvel de 180 dias, desde que atendam às condições de entrada. O tempo passado nos dois países conta junto com o de outros destinos Schengen visitados no mesmo período.

O passaporte precisa atender às exigências aplicáveis, incluindo validade mínima após a saída prevista do Espaço Schengen e data de emissão dentro do prazo aceito pelas regras europeias. Também podem ser solicitados comprovantes relacionados à viagem, como hospedagem, meios financeiros e saída do território. Se houver conexão fora da área Schengen, verifique separadamente as regras do país de trânsito.

Exigências e sistemas eletrônicos de fronteira podem mudar. Antes de comprar uma passagem sem possibilidade de alteração, confirme as condições atuais em fontes oficiais da União Europeia e das autoridades consulares competentes. Seguro viagem é uma proteção importante, especialmente em uma viagem que inclui montanhas, mesmo quando não for uma exigência para a situação específica do viajante.

Leve cópias digitais acessíveis dos documentos da viagem, mas mantenha o passaporte original em local seguro e disponível quando necessário. Em deslocamentos internacionais, mesmo dentro de Schengen, não conte apenas com uma foto do documento.

Dinheiro: uma mudança de moeda no meio do roteiro

A República Tcheca usa a coroa tcheca. A Eslováquia usa o euro. Essa diferença merece atenção porque as duas regiões já formaram um único país, e é fácil supor que compartilham a moeda atual. Não compartilham.

Cartões são amplamente usados nas cidades deste roteiro, mas ter acesso a alguma quantia em espécie pode ser útil para despesas pequenas. Antes da viagem, confira as tarifas cobradas pelo seu banco ou cartão para compras e saques internacionais. Ao pagar com cartão e receber a opção de cobrança na moeda do Brasil ou na moeda local, vale entender as taxas aplicadas antes de aceitar a conversão oferecida pelo estabelecimento.

Não existe um orçamento único que sirva para qualquer viajante. O gasto muda conforme a época, a antecedência da reserva, o padrão da hospedagem e as escolhas de alimentação. Praga costuma concentrar uma parte relevante das despesas com atrações e hospedagem em áreas disputadas; nos Tatras, localização e temporada também pesam bastante. Fazer uma simulação com datas reais vale mais do que confiar em uma estimativa antiga encontrada na internet.

Comida e pequenas pausas que ajudam o roteiro a funcionar

Experimentar pratos locais faz parte da viagem, mas não é preciso transformar cada refeição em um evento. Na República Tcheca, é comum encontrar pratos substanciosos com carne, molhos e acompanhamentos como knedlíky, uma preparação de massa servida em fatias em diversas receitas. Na Eslováquia, bryndzové halušky, feito com pequenos pedaços de massa de batata e queijo de ovelha, é um prato tradicional bastante conhecido.

Cardápios variam, inclusive dentro de cada cidade. Quem tem restrições alimentares deve conferir ingredientes com cuidado, sobretudo em preparações com laticínios, carne ou caldos. Nas áreas mais turísticas, olhar o menu antes de sentar também evita surpresas no preço.

Uma pausa longa para almoço pode funcionar melhor do que tentar visitar mais uma atração no horário mais cheio. Em Praga e Bratislava, caminhar é parte importante da experiência; nos Tatras, descansar e comer bem antes de uma saída cedo é uma decisão prática. O roteiro fica mais agradável quando há espaço para essas necessidades simples.

Fontes úteis para conferir informações antes de viajar

Como horários, ingressos e regras de acesso mudam, faça uma última conferência perto da partida. Para requisitos de entrada e permanência, consulte o portal oficial Your Europe e as orientações consulares aplicáveis ao seu caso. Para trens, use os canais da České dráhy e da ZSSK, comparando as ligações com a data exata da viagem.

Para planejar visitas e verificar funcionamento, os portais Visit Czechia e Slovakia Travel servem como pontos de partida. Antes de caminhar nos Altos Tatras, consulte as informações do Parque Nacional dos Tatras e os avisos locais sobre trilhas e clima. O cadastro da Unesco permite confirmar o reconhecimento dos conjuntos históricos mencionados no roteiro.

Vale guardar esses endereços não para transformar as férias em uma pesquisa interminável, mas para resolver as poucas dúvidas que realmente mudam o plano: se uma trilha está aberta, se uma visita exige reserva e se o trem escolhido sai da estação que você imaginou.

O ajuste que faz mais diferença nesta viagem

Entre todas as decisões do roteiro, a mais importante é definir a saída antes de distribuir as noites. Chegar por Praga e partir por Košice permite avançar pelo mapa sem voltar ao ponto de partida. Se a passagem encontrada exigir retorno a Praga, será preciso cortar uma parada, acrescentar tempo ou aceitar um deslocamento final cansativo.

Feita essa escolha, o restante fica mais simples. Praga oferece os dias de cidade histórica mais intensa; Kutná Hora acrescenta uma escala menor; Brno quebra o trajeto com personalidade própria; Bratislava convida a diminuir o passo; e os Tatras mudam o cenário pouco antes da despedida. Não é uma viagem para marcar o maior número possível de lugares. É uma sequência que deixa perceber, em dez dias, como dois países vizinhos podem ser próximos no mapa e bastante diferentes quando vistos pela janela do trem.

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