Passeios de Bate a Volta Possíveis a Partir de Antália na Turquia
Passeios de bate e volta a partir de Antália, na Turquia: Aspendos, Side, Termessos, Kemer, Phaselis, Monte Tahtalı, Kekova, Pamukkale, Köprülü, Green Canyon, Alanya e mais.

Antália é uma das melhores bases da Turquia para fazer passeios de bate e volta. A cidade fica bem no meio de um trecho de litoral cheio de ruínas antigas, cânions, cachoeiras, praias famosas e montanhas, e quase tudo isso cabe num único dia de estrada, saindo cedo e voltando para dormir no mesmo hotel.
Isso faz muita diferença no planejamento. Em vez de ficar trocando de hospedagem a cada dois dias, arrastando mala por ladeiras de pedra, dá para escolher um hotel em Antália e usar a cidade como ponto de partida. Um dia você está num teatro romano de quase dois mil anos. No outro, num barco olhando ruínas submersas. No seguinte, no alto de uma montanha com neve, vendo o Mediterrâneo lá embaixo.
O segredo é entender as distâncias. A província de Antália é enorme, e alguns passeios que parecem pertinho no mapa levam mais de três horas de estrada só na ida. Saber o que é tranquilo, o que é puxado e o que só vale a pena com pernoite evita aquele dia inteiro gasto dentro de um carro.
Um aviso que vale para o texto inteiro: preços de ingressos e excursões mudam com frequência na Turquia, por causa da inflação, e muitos sítios arqueológicos passaram a cobrar em euro de estrangeiros. Horários de funcionamento também variam entre verão e inverno. Confira sempre as informações atualizadas antes de sair.
Como organizar os bate-voltas
Antes de entrar nos destinos, vale pensar em como você vai se deslocar. Isso muda bastante o tipo de dia que você vai ter.
Excursões organizadas
É a forma mais usada pelos turistas. Agências e hotéis vendem passeios que buscam na porta da hospedagem, levam até as atrações e trazem de volta no fim do dia. Muitas incluem almoço, guia e, às vezes, ingressos.
A vantagem é não precisar pensar em nada. A desvantagem é o ritmo, que nem sempre é o seu, e as paradas em lojas de tapete, couro ou joias que algumas empresas colocam no trajeto. Leia o roteiro com atenção e veja as avaliações de quem já foi. Pergunte também se os ingressos estão incluídos, porque muitas vezes não estão.
Carro alugado
Para quem quer liberdade, o carro é imbatível. Dá para sair na hora que quiser, parar em mirantes, ficar mais tempo onde gostou e fugir dos horários em que os ônibus de excursão chegam todos juntos.
Na Turquia, dirige-se do lado direito, como no Brasil. As estradas principais são boas. Leve a carteira de habilitação brasileira e a Permissão Internacional para Dirigir, emitida pelo Detran. O trânsito dentro de Antália pode ser confuso, mas fora da cidade fica bem mais tranquilo.
Ônibus e dolmuş
Para alguns destinos, como Kemer, Side, Manavgat, Alanya e Kaş, há ônibus regulares saindo da rodoviária de Antália, a Otogar. É a opção mais barata. Funciona bem para cidades, mas não tanto para ruínas isoladas ou cânions, onde o transporte público não chega de forma prática.
Motorista particular
Para famílias ou grupos, contratar um carro com motorista por um dia pode sair com custo parecido com o de várias excursões somadas. E você monta o próprio roteiro.
Museum Pass
Muitos dos sítios arqueológicos citados aqui, como Aspendos, Perge, Termessos, Side, Phaselis, Olympos e Myra, fazem parte do Museum Pass da Turquia. Existe uma versão voltada para a região do Mediterrâneo. Para quem pretende fazer vários bate-voltas culturais, vale fazer as contas antes de comprar ingressos avulsos.
Bate-voltas a leste de Antália
O lado leste concentra algumas das ruínas mais importantes da região, além de Side, Manavgat, cânions e Alanya. É também o lado mais fácil de combinar vários lugares num mesmo dia, porque tudo fica mais ou menos na mesma direção.
Perge, a cidade antiga mais perto do centro
Perge fica a cerca de 18 quilômetros do centro de Antália, menos de meia hora de carro. Foi uma das cidades mais importantes da antiga Panfília, e as ruínas são extensas.
O trecho mais bonito é a rua principal, com colunas dos dois lados e um canal de água no meio. Também dá para ver termas, uma ágora, um estádio grande e os portões helenísticos, com duas torres redondas. O apóstolo Paulo passou por Perge em suas viagens, segundo o livro dos Atos.
Quase não há sombra. No verão, a regra é chegar logo na abertura, com água, chapéu e protetor. A visita leva de uma hora e meia a duas horas.
Por ser tão perto, Perge raramente é um bate-volta sozinho. O normal é combiná-la com Aspendos.
Aspendos, o teatro mais famoso da região
O teatro de Aspendos fica a cerca de 45 quilômetros de Antália, uns 50 minutos de estrada. Construído no século II, durante o reinado de Marco Aurélio, é considerado um dos teatros romanos mais bem preservados do mundo. A arquibancada e a parede do palco estão praticamente inteiras, algo raríssimo para uma construção dessa idade.
O teatro ainda recebe espetáculos. O Festival Internacional de Ópera e Balé de Aspendos costuma acontecer entre o fim do verão e o começo do outono, com datas que variam a cada ano. Se a viagem coincidir, vale procurar ingresso.
Perto do teatro há restos de um grande aqueduto romano, que muita gente deixa passar. São poucos minutos de carro e valem a parada.
Side, ruínas à beira-mar
Side fica a cerca de 75 quilômetros de Antália, algo entre uma hora e uma hora e meia de estrada. É uma cidade turística construída em volta de uma cidade antiga, numa pequena península.
O cartão-postal são as colunas do Templo de Apolo, de frente para o mar. Há também um grande teatro antigo, restos de muralhas, uma rua com colunas e um museu instalado numa antiga terma romana. Entre uma ruína e outra, ruelas com lojas e restaurantes. As praias Leste e Oeste têm areia fina, boas para um mergulho no fim da tarde.
O dia clássico do leste
O roteiro mais vendido pelas agências de Antália junta Perge, Aspendos, Side e, muitas vezes, a cachoeira de Manavgat. É um dia longo e bem cheio. De carro, a sugestão é fazer na ordem: Perge cedo, Aspendos no fim da manhã, almoço no caminho e Side à tarde, ficando até o pôr do sol no Templo de Apolo. Dá trabalho, mas é um dos dias mais bonitos de uma viagem à região.
Cachoeira de Manavgat e passeio de barco no rio
Perto de Side, a cachoeira de Manavgat é larga e baixa, mais uma corredeira do que uma grande queda. É bem turística, com lojas e restaurantes ao redor. Não é obrigatória, mas encaixa bem no caminho.
Em Manavgat também são muito populares os passeios de barco pelo rio, que descem até o ponto onde ele encontra o mar. Muitas excursões juntam o barco com uma ida ao bazar semanal da cidade, um dos mercados de rua mais conhecidos da região.
Green Canyon, o lago verde entre montanhas
O Green Canyon, ou Yeşil Kanyon, fica no interior de Manavgat, a cerca de uma hora e meia a duas horas de Antália. É um cânion inundado pela represa de Oymapınar, com água num tom de verde esmeralda impressionante, cercado por paredões de pedra e montanhas cobertas de pinheiros.
O passeio mais comum é de barco pelo lago, com paradas para banho em alguns pontos. A água costuma ser fria, mesmo no verão, o que é ótimo num dia de calor. As excursões normalmente incluem transporte e almoço.
É um passeio tranquilo, bom para quem quer uma pausa das ruínas e não tem pressa.
Cânion Tazı, o Vale da Sabedoria
Mais para o interior, na região de Manavgat, o Cânion Tazı ficou conhecido como Bilgelik Vadisi, o Vale da Sabedoria, depois de servir de cenário para filmes e séries turcas. É um cânion estreito e muito profundo, visto de cima, de uma plataforma de observação suspensa sobre o abismo.
O acesso exige estrada de montanha, e muitas agências vendem o lugar em passeios de jipe, que combinam o cânion com vilarejos e paisagens da serra. Para quem gosta de natureza e de mirantes dramáticos, vale o dia.
Cânion de Köprülü e rafting
O Parque Nacional do Cânion de Köprülü fica a cerca de uma hora e meia de Antália e é o lugar mais conhecido da região para rafting. As corredeiras costumam ser tranquilas, adequadas para iniciantes e até para famílias com crianças maiores. As excursões geralmente incluem transporte, equipamento, instrutores e almoço às margens do rio.
No parque há uma ponte romana antiga, ainda em uso, a Oluk Köprü. Quem tiver tempo e carro pode subir até as ruínas de Selge, uma cidade antiga numa área de montanha, bem menos visitada e cercada por formações rochosas curiosas.
Leve roupa de banho, uma muda seca e um saco plástico para o celular. Você vai se molhar.
Alanya e o castelo na península
Alanya fica a cerca de 130 quilômetros de Antália, algo entre duas e duas horas e meia de estrada. É um bate-volta mais longo, mas que funciona bem.
A cidade é dominada por um grande castelo medieval no alto de uma península rochosa, ampliado no período seljúcida, no século XIII, durante o governo do sultão Alaeddin Keykubad. Um teleférico sobe da área de Damlataş até a parte alta. No porto fica a Torre Vermelha, ou Kızıl Kule, construção seljúcida de 1226, símbolo da cidade.
Ao lado do castelo estão a Praia Kleopatra, longa e de areia fina, e a caverna de Damlataş, com estalactites. Do porto saem barcos que contornam a península e param em grutas marinhas. A caverna Dim, também em Alanya, um pouco para o interior, é outra opção para quem gosta de cavernas.
Para um único dia, escolha: castelo e praia, ou barco e praia. Tentar tudo deixa o passeio corrido.
Bate-voltas a oeste e ao sul de Antália
O lado oeste é onde as montanhas encostam no mar. Aqui ficam Kemer, Phaselis, o Monte Tahtalı, Olympos e a Quimera, além do caminho para Demre e Kekova.
Kemer, praia com montanha
Kemer fica a cerca de 45 quilômetros de Antália, perto de uma hora de estrada. A cidade tem marina, restaurantes, lojas e a praia Ayışığı, conhecida como Moonlight Beach, de água muito clara. Há ônibus regulares saindo de Antália, o que deixa o passeio barato e simples.
Kemer funciona como bate-volta de praia, mas rende mais como ponto de partida para Phaselis e para o Monte Tahtalı, que ficam perto.
Göynük Canyon
Perto de Kemer, o cânion de Göynük é um passeio de aventura leve. Dá para caminhar por trilhas ao longo do rio e, em alguns trechos, atravessar a água fria nadando ou com equipamentos alugados no local, como roupa de neoprene. Há também atividades de tirolesa e arvorismo na entrada. Bom programa para o verão, porque refresca de verdade.
Phaselis, ruínas e baías transparentes
Phaselis fica a cerca de 55 quilômetros de Antália, ao sul de Kemer. Foi fundada por colonos gregos de Rodes, e as ruínas ficam espalhadas entre pinheiros, ao lado de três pequenas baías que serviam de porto na Antiguidade.
Dá para caminhar pela rua principal, ver o aqueduto, o teatro e as termas, e depois entrar numa água tão clara que parece piscina. Leve roupa de banho. É um dos poucos lugares onde ruína e praia ficam a poucos passos uma da outra.
Monte Tahtalı e o teleférico Olympos
Perto de Phaselis, o teleférico Olympos sobe até o topo do Monte Tahtalı, a 2.365 metros de altitude. É um dos teleféricos mais longos do mundo, e a subida leva cerca de dez minutos.
Lá em cima a temperatura cai muito. Leve casaco, mesmo no verão. Na primavera, ainda é comum ter neve no cume. A vista do litoral é espetacular, mas some em dia nublado. Como o ingresso costuma ser cobrado em euro e não é barato, confira a previsão do tempo antes.
Um dia bem montado
Phaselis pela manhã, com banho de mar, Monte Tahtalı no começo da tarde e volta a Antália no fim do dia. Ou, para quem tem fôlego, esticar até a Quimera à noite.
Olympos, Çıralı e a Quimera
Olympos e Çıralı ficam a cerca de 80 a 90 quilômetros de Antália, perto de uma hora e meia de estrada. Em Olympos, chega-se à praia atravessando as ruínas da cidade antiga, no meio da mata, ao lado de um riacho. Çıralı, vizinha, é mais calma e é área de desova das tartarugas-marinhas Caretta caretta, com regras de proteção durante a temporada.
Perto dali fica Yanartaş, a Quimera. É uma encosta onde pequenas chamas saem naturalmente das rochas, alimentadas por gases do solo. O fenômeno é conhecido há milhares de anos e ligado ao mito da criatura que cuspia fogo. A trilha leva de 20 a 30 minutos, em subida íngreme. O melhor horário é ao anoitecer. Leve lanterna para descer.
Como a Quimera é mais bonita à noite, a volta para Antália acaba sendo tarde. De carro, funciona. De excursão, procure as que já são montadas com esse horário.
Adrasan e o barco para Suluada
Adrasan fica um pouco mais ao sul de Olympos, a cerca de duas horas de Antália. De lá saem os barcos para Suluada, ilha que muitos turcos chamam de “Maldivas da Turquia”, por causa da água em tons claros de azul e verde.
O passeio de barco ocupa praticamente o dia inteiro, com paradas em enseadas. Saindo de Antália, é preciso sair muito cedo. Algumas agências vendem o pacote com transporte incluído.
Demre, Myra e Kekova
Esse é um dos bate-voltas mais procurados e também um dos mais longos. Demre fica a cerca de 150 quilômetros de Antália, perto de duas horas e meia de estrada, por um trecho costeiro bonito, mas cheio de curvas.
Em Myra, a imagem mais forte são os túmulos lícios esculpidos direto na rocha da montanha, com fachadas que imitam templos. Ao lado há um teatro romano em bom estado. Na cidade fica a Igreja de São Nicolau, ligada ao bispo de Myra que, séculos depois, inspirou a figura do Papai Noel.
Do porto de Üçağız, perto de Demre, saem os barcos para Kekova. Ali, parte de uma antiga cidade lícia afundou depois de terremotos na Antiguidade, e dá para ver escadas, alicerces e paredes debaixo da água transparente. Nadar sobre as ruínas não é permitido, mas a vista do barco já vale. O passeio costuma parar em Kaleköy, vilarejo com um castelo no alto do morro.
As excursões que fazem Myra e Kekova num mesmo dia saindo de Antália existem e são bem vendidas. Só saiba que você vai passar boa parte do tempo na estrada. Se tiver mais dias, dormir em Kaş ou em Demre deixa a experiência bem mais agradável.
Kaş e Kaputaş, só para quem aceita estrada
Kaş fica a cerca de 190 quilômetros de Antália, entre três horas e meia e quatro horas de viagem. A praia de Kaputaş, entre Kaş e Kalkan, fica ainda um pouco além.
Fazer como bate-volta é possível, mas significa sete ou oito horas de estrada no mesmo dia. Para a maioria das pessoas, não compensa. Kaş é uma vila que pede pelo menos uma ou duas noites, com mergulho, passeios de barco e pôr do sol no pequeno teatro antigo de Antiphellos. Se o tempo for curto, prefira Kekova pelo lado de Demre.
Bate-voltas ao norte, nas montanhas
Subindo para o interior, a paisagem muda completamente. Saem as praias e entram montanhas, florestas de pinheiros, lagos e cidades antigas a mais de mil metros de altitude.
Termessos, a cidade que Alexandre não conquistou
Termessos fica a cerca de 35 quilômetros de Antália, dentro do Parque Nacional de Güllük Dağı, a mais de mil metros de altitude. É perto em distância, mas a estrada sobe a montanha e o passeio pede tempo.
A cidade tinha uma posição tão protegida que Alexandre, o Grande, a cercou por volta de 333 antes de Cristo e desistiu de conquistá-la. Do estacionamento, é preciso subir a pé por uma trilha de pedra. Tênis confortável e água são obrigatórios.
Em troca, você encontra ruínas espalhadas no meio da vegetação, túmulos, cisternas e, no alto, um teatro com uma vista incrível das montanhas. É bem menos movimentado que Aspendos e Perge. O transporte público não chega de forma prática, então vá de carro ou com excursão.
Caverna de Karain
A cerca de 27 quilômetros de Antália, a Caverna de Karain é uma das cavernas pré-históricas mais importantes da Turquia, com sinais de ocupação humana desde o Paleolítico. A visita é curta, com uma escadaria na subida e um pequeno museu ao lado. Encaixa muito bem no mesmo dia de Termessos.
Cachoeira Kurşunlu
A cerca de 20 quilômetros do centro, a cachoeira Kurşunlu fica num parque natural com lagos verdes, trilhas curtas e muita sombra. É meio dia de passeio, no máximo. Combina com Perge, que fica no mesmo sentido, ou com uma tarde livre.
Sagalassos, ruínas no alto das montanhas
Sagalassos fica perto da cidade de Ağlasun, na província de Burdur, a cerca de duas horas de Antália. É uma cidade antiga a mais de 1.400 metros de altitude, escavada por uma equipe de arqueólogos belgas há décadas.
O destaque é a Fonte Antonina, uma fonte monumental restaurada que voltou a ter água correndo. Também há um teatro grande, praças, templos e uma vista enorme das montanhas. Poucos turistas chegam até lá, e isso faz parte do encanto. Leve casaco, porque a altitude deixa o ar bem mais fresco que no litoral.
Lago Salda
O Lago Salda, também na província de Burdur, fica a cerca de duas horas e meia a três horas de Antália. Ganhou fama nos últimos anos pela água azul-turquesa e pelas margens claras, que lembram uma praia tropical. Muitos chamam de “Maldivas turcas”, e esse apelido se repete por aí.
O lago é área de proteção ambiental, e as regras de uso, como áreas permitidas para banho e acesso às margens, foram ficando mais rígidas. Confira as orientações atualizadas antes de ir. É um bate-volta longo, mas com paisagem diferente de tudo no litoral.
Pamukkale e Hierápolis
Pamukkale fica a cerca de 240 quilômetros de Antália, algo entre três horas e meia e quatro horas de estrada. Mesmo assim, é um dos bate-voltas mais vendidos pelas agências da cidade.
O lugar é famoso pelas piscinas naturais de travertino, formações brancas de calcário criadas por águas termais ricas em minerais. Para proteger as formações, é preciso andar descalço em boa parte do caminho. No alto ficam as ruínas de Hierápolis, uma cidade antiga com teatro, necrópole e a Piscina de Cleópatra, uma piscina termal onde dá para nadar entre colunas antigas caídas, com cobrança à parte.
As excursões costumam sair por volta das cinco ou seis da manhã e voltar à noite. É cansativo, mas para quem não vai passar pela região em outro momento da viagem, pode valer o esforço. Quem tiver mais tempo pode dormir em Pamukkale e seguir viagem pelo interior.
Lago Eğirdir
Mais para o norte, a cerca de duas horas e meia de Antália, o Lago Eğirdir é um dos maiores lagos de água doce da Turquia, cercado de montanhas e pomares de maçã. A pequena cidade de Eğirdir tem uma península ligada à terra por uma estreita faixa, com casas antigas e restaurantes de peixe. Bem menos turístico, bom para quem quer ver uma Turquia mais tranquila.
Bate-voltas dentro da própria cidade
Nem todo passeio precisa de estrada longa. Alguns funcionam como meio dia de saída, sem complicação.
Cachoeiras Düden
A Düden Inferior cai de um penhasco de cerca de 40 metros direto no mar, na região de Lara, e o parque no alto costuma ter entrada gratuita. A Düden Superior, mais ao norte, fica num parque arborizado e tem uma pequena gruta atrás da queda. As duas ficam perto e podem ser visitadas de ônibus urbano ou táxi.
Passeio de barco pelo porto antigo
Do porto de Kaleiçi saem barcos para roteiros de uma a seis horas, passando pela Düden Inferior e parando para banho. Pergunte antes se o barco é tranquilo ou de festa, porque a diferença é grande.
Teleférico de Tünektepe
No fim da praia de Konyaaltı, o teleférico sobe até um mirante a pouco mais de 600 metros de altitude, com vista de toda a cidade. Ótimo para o fim da tarde.
The Land of Legends
Em Belek, a cerca de 40 minutos de Antália, o parque temático The Land of Legends reúne parque aquático, montanhas-russas e shows noturnos. Para famílias com crianças, ocupa o dia inteiro sem esforço.
Quais bate-voltas valem mais a pena
Com tantas opções, uma forma prática de escolher é pensar no tipo de viajante.
Para quem gosta de história, os imperdíveis são Aspendos, Perge e Termessos. Quem quer ir além encontra em Sagalassos uma ruína espetacular e quase vazia.
Para quem quer natureza, Köprülü, Green Canyon, Tazı e o Monte Tahtalı mostram um lado de Antália que muita gente nem imagina.
Para quem quer misturar praia e cultura, Phaselis, Side e Olympos entregam as duas coisas no mesmo dia.
Para quem viaja com crianças, rafting tranquilo em Köprülü, barco no Green Canyon, The Land of Legends e as cachoeiras costumam funcionar bem.
Para quem tem pouco tempo, o dia de Perge, Aspendos e Side, e o dia de Phaselis e Tahtalı, cobrem muito em pouco espaço.
E para quem tem disposição de sobra, Pamukkale e Kekova são viagens longas, mas memoráveis.
Quanto tempo de estrada esperar
Uma ideia aproximada, saindo do centro de Antália, sem trânsito pesado:
Perge, Kurşunlu e Karain ficam a menos de 40 minutos. Termessos, Aspendos, Belek e Kemer, entre 40 minutos e uma hora. Phaselis, Tahtalı, Side e Manavgat, entre uma hora e uma hora e meia. Olympos, Çıralı, Köprülü e Green Canyon, entre uma hora e meia e duas horas. Alanya, Sagalassos, Adrasan e Tazı, por volta de duas horas. Demre, Salda e Eğirdir, perto de duas horas e meia ou mais. Pamukkale e Kaş, entre três horas e meia e quatro horas.
No verão, principalmente nos fins de semana, some uma margem de folga. A saída de Antália e as estradas para Kemer e Side ficam bem mais lentas.
Melhor época para os bate-voltas
Primavera e outono
De abril a junho e de setembro a outubro, a temperatura é agradável para caminhar em ruínas e o mar ainda está bom, principalmente em setembro e outubro. São as épocas mais equilibradas para encaixar vários passeios.
Verão
Julho e agosto são quentes, com temperaturas que passam com frequência dos 35 graus. Ruínas como Perge, Aspendos e Termessos ficam desgastantes ao meio-dia. Prefira passeios com água, como rafting, Green Canyon, Göynük e barcos, e deixe as ruínas para o começo da manhã.
Inverno
Mais tranquilo e ameno no litoral, mas frio e com possibilidade de neve nas montanhas. Estradas para Sagalassos, Salda e Eğirdir podem ter neve em alguns dias. Passeios de barco e rafting ficam limitados ou fora de temporada. Em compensação, as ruínas ficam vazias.
Dicas práticas para aproveitar os passeios
Saia cedo
Em quase todos os bate-voltas, sair cedo muda o dia. Você pega menos trânsito, menos calor e chega antes dos grupos de excursão.
O que levar
Água, protetor solar, chapéu, óculos escuros e tênis confortável. Para passeios com água, roupa de banho, toalha, muda de roupa e sandália de água. Para Tahtalı, Sagalassos e Termessos, um casaco leve.
Dinheiro
A moeda é a lira turca. Cartões são aceitos na maioria dos lugares, mas ter dinheiro em espécie ajuda em estacionamentos, banheiros pagos, barracas de comida e pequenos vilarejos.
Internet
Mapas no celular ajudam muito, principalmente de carro. Chip local, eSIM ou plano internacional resolvem.
Mesquitas no caminho
Se o roteiro incluir alguma mesquita, cubra ombros e joelhos. Mulheres também devem cobrir o cabelo. Muitas emprestam lenços na entrada.
Atenção às compras forçadas
Em algumas excursões baratas, a parada em lojas é obrigatória e longa. Não há problema em entrar e não comprar nada. Mas, se a ideia é aproveitar o tempo nas atrações, escolha empresas que deixam isso claro no roteiro.
Chegando a Antália para fazer os passeios
Não há vôos diretos do Brasil para Antália. O caminho mais comum é voar de São Paulo para Istambul, com a Turkish Airlines, e seguir num vôo doméstico de pouco mais de uma hora. Também operam esse trecho companhias de baixo custo como Pegasus e AJet. Brasileiros não precisam de visto para turismo na Turquia por até 90 dias dentro de um período de 180 dias. O passaporte deve estar válido, e a recomendação é ter pelo menos seis meses de validade. Confira as regras atualizadas no site do consulado antes de viajar.
Para quem vai fazer muitos bate-voltas, ficar hospedado no centro, em Kaleiçi ou perto dele, costuma ser mais prático. Dali saem as estradas para o leste, o oeste e o norte, e muitas excursões buscam os passageiros nessa região.
Antália como base vale a pena?
Vale muito. Poucas cidades do Mediterrâneo têm, a menos de duas horas de estrada, teatros romanos inteiros, cidades antigas no alto das montanhas, cânions com água verde, ruínas submersas, fogo saindo da rocha e um teleférico que leva da praia à neve.
O cuidado é não querer fazer tudo. Escolha três ou quatro passeios que combinam com o seu jeito de viajar, intercale com dias de praia e cidade e deixe as viagens mais longas, como Pamukkale e Kaş, para quando houver tempo de sobra. Assim, cada bate-volta vira um dia especial, e não só mais uma corrida até o próximo ponto do mapa.
