A Companhia Aérea Lufthansa te Leva do Brasil Para a Alemanha e de lá Pelo Mundo

Quem mora no Brasil e sonha em conhecer a Europa sabe que a travessia do Atlântico Sul é longa: são cerca de 11 horas de avião até chegar ao continente europeu. Por isso, a escolha da companhia aérea e da rota não é detalhe pequeno. A Lufthansa, companhia aérea bandeira da Alemanha, opera vôos diretos saindo de São Paulo e do Rio de Janeiro para Frankfurt e Munique, e, a partir desses dois hubs, conecta o passageiro brasileiro a praticamente qualquer lugar do planeta com um único bilhete.

Quem mora no Brasil e sonha em conhecer a Europa sabe que a travessia do Atlântico Sul é longa: são cerca de 11 horas de avião até chegar ao continente europeu

Neste texto, vamos percorrer passo a passo essa jornada: como são os vôos diretos do Brasil, o que esperar a bordo, como funciona a chegada à Alemanha, quais documentos o brasileiro precisa, como seguir viagem pela Europa e pelo mundo, como aproveitar o programa de milhas e quais cuidados tomar antes de embarcar. A ideia é que você entenda exatamente como a Lufthansa pode ser a ponte entre o Brasil e os seus próximos destinos.

Saindo do Brasil: os vôos diretos para a Alemanha

A Lufthansa opera atualmente três linhas diretas entre o Brasil e a Alemanha. A principal é São Paulo–Frankfurt, com um vôo diário nos dois sentidos. Saindo de Guarulhos, o vôo LH507 decola geralmente no fim da tarde ou início da noite e chega a Frankfurt no dia seguinte, pela manhã, após cerca de 11 horas e 40 minutos de viagem. O vôo de volta, LH506, sai de Frankfurt no final da tarde e chega a São Paulo na noite do mesmo dia, aproveitando o fuso horário. A rota é operada majoritariamente pelo Boeing 747-8, o maior e mais moderno modelo do famoso “Jumbo”, o que faz dela uma das poucas rotas no mundo ainda servidas por esse ícone da aviação.

A segunda linha é São Paulo–Munique, operada pelo vôo LH505, com três freqüências semanais, geralmente às segundas, quartas e sextas-feiras. A viagem dura cerca de 11 horas e 25 minutos, e a vantagem de chegar em Munique é o hub mais moderno e menos movimentado, além de maior chance de pegar aviões com o novo produto de cabines Allegris. Quem vai para a Baviera, Áustria, norte da Itália ou Leste Europeu costuma se beneficiar dessa rota, pois a conexão final é mais curta.

A terceira linha é Rio de Janeiro–Frankfurt, com saída do Galeão (GIG) de cinco a seis vezes por semana  no verão europeu de 2026, a expectativa é de seis freqüências semanais. Os vôos LH501 e LH543 são operados pelo Boeing 787-9 Dreamliner, uma aeronave mais nova, mais silenciosa e com maior umidade na cabine, o que reduz a sensação de cansaço em vôos longos. Uma novidade interessante para os cariocas é que a rota do Rio figura entre os destinos que passam a receber a nova cabine Allegris a partir de Frankfurt, ou seja, há boa chance de você voar na nova classe executiva com assentos que viram cama e acesso direto ao corredor.

Além dos vôos diretos, a Lufthansa vende bilhetes combinados com trechos domésticos dentro do Brasil até Guarulhos ou Galeão, por meio de acordos com companhias parceiras. Isso significa que quem mora em capitais como Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Salvador ou Recife pode emitir uma passagem só, com a bagagem despachada direto até o destino final na Europa, sem precisar comprar dois bilhetes separados e se preocupar com a conexão nacional.

Uma dica para quem gosta de aviação: a rota São Paulo–Frankfurt em um Boeing 747-8 é uma experiência à parte. A classe executiva fica na parte superior da aeronave, na famosa “corcunda”, com uma cabine menor e mais intimista. Se você tiver a oportunidade de viajar na executiva, vale a pena escolher um assento no convés superior.

A bordo: o que esperar nas 11 horas de travessia

Um vôo de 11 horas exige preparo, e a Lufthansa oferece estrutura para torná-lo mais suportável. Na classe econômica, cada passageiro tem tela individual com dezenas de filmes, séries, músicas e jogos, tomada para carregar aparelhos e refeição incluída, com bebidas alcoólicas e não alcoólicas servidas ao longo do vôo. O cardápio costuma ter opções de carne, frango ou massa, e é possível solicitar refeições especiais (vegetariana, vegana, sem glúten, infantil, entre outras) com antecedência pelo site ou aplicativo.

Quem quer mais conforto pode optar pela Premium Economy, uma classe intermediária com assentos mais largos, mais espaço para as pernas, kit de amenidades e uma refeição servida com louça e talher de melhor qualidade. Em um vôo de 11 horas, esse espaço extra faz uma diferença enorme na hora de chegar descansado.

Na classe executiva, a experiência varia conforme a aeronave. Nos Boeing 747-8 e em alguns Airbus A330 e A340, o layout é o antigo 2-2-2, no qual o assento do meio não tem acesso direto ao corredor. Já nos 787-9 com cabine Allegris  como os que voam para o Rio  e nos A350 que saem de Munique, todos os assentos têm acesso direto ao corredor, viram cama totalmente plana, contam com aquecimento e resfriamento reguláveis, conexão Bluetooth para os seus fones de ouvido e, em alguns casos, até porta e minibar pessoal. Por isso, se você vai viajar na executiva, vale checar qual aeronave vai operar o seu vôo antes de escolher a rota.

A internet a bordo, chamada FlyNet, está disponível nos vôos intercontinentais e pode ser contratada por pacotes de uma hora, de quatro horas ou para o vôo inteiro. A conexão não é das mais rápidas, mas serve para mensagens, e-mails e até chamadas de voz em condições boas. Para quem precisa trabalhar ou manter contato com a família no Brasil, é um recurso útil.

Uma característica marcante do serviço da Lufthansa é a discrição e a eficiência da tripulação. Não é um serviço efusivo, mas é consistente: você sabe o que vai receber, e o padrão se repete vôo após vôo. Para muitos passageiros, essa previsibilidade é justamente o que eles buscam em uma viagem longa.

Chegando à Alemanha: documentos e entrada no país

Uma grande vantagem para o passageiro brasileiro é que o Brasil está na lista de países isentos de visto para o Espaço Schengen, que inclui a Alemanha e mais de 20 países europeus. Com um passaporte válido, o brasileiro pode entrar na Alemanha e ficar até 90 dias em um período de 180 dias, sem precisar de visto de turista. A regra vale tanto para quem vai só à Alemanha quanto para quem vai a outros países do acordo.

A novidade para os próximos meses é o ETIAS, o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem. Trata-se de uma autorização eletrônica pré-viagem, parecida com o ESTA dos Estados Unidos, que passará a ser obrigatória para brasileiros e cidadãos de outros 59 países isentos de visto. A previsão é que entre em operação no último trimestre de 2026. O pedido é feito online, em poucos minutos, com uma taxa baixa, e a autorização vale por três anos ou até o vencimento do passaporte. Não é um visto, e não muda a regra de isenção  mas, sem ele, o passageiro não embarca. Por isso, se você for viajar para a Alemanha a partir de 2026, fique atento à data de início e providencie o seu ETIAS com antecedência.

Na chegada a Frankfurt ou Munique, o passageiro brasileiro passa pelo controle de passaporte da Polícia Federal Alemã. É recomendável ter em mãos comprovantes como reserva de hospedagem, passagem de volta e seguro viagem, pois podem ser solicitados. O seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros é um requisito formal do Espaço Schengen, ainda que nem sempre seja conferido. Vale contratar um antes de viajar, não só para cumprir a regra, mas para ter tranquilidade em caso de imprevistos médicos.

Depois da imigração, quem vai seguir para outro vôo pode seguir diretamente para a área de traslado, sem precisar buscar a bagagem, pois ela é despachada direto até o destino final. Quem vai parar na Alemanha segue para o desembarque e, de lá, para o trem ou ônibus que leva à cidade.

Frankfurt e Munique: as duas portas de entrada

Ao chegar à Alemanha com a Lufthansa, você vai desembarcar em um dos dois hubs da companhia. Frankfurt é o maior e mais movimentado, com cerca de 63 milhões de passageiros por ano e vôos para mais de 290 destinos diretos em 94 países. É a porta de entrada ideal para quem vai ao oeste da Alemanha, à Holanda, à Bélgica, à França ou a destinos intercontinentais na Ásia e na América do Norte. O aeroporto tem uma estação de trens de alta velocidade integrada, o que permite seguir para cidades como Colônia, Düsseldorf, Stuttgart e até Paris ou Basileia sem precisar de outro vôo.

Munique é menor, com cerca de 40 milhões de passageiros por ano, mas é considerada mais moderna e mais fácil de navegar. O Terminal 2 é operado em parceria entre o aeroporto e a própria Lufthansa, e concentra todas as operações da companhia e da Star Alliance num só lugar. Os tempos de conexão são mais curtos  entre dois vôos dentro do Espaço Schengen, podem ser de apenas 30 minutos  e a chance de pegar um avião com a nova cabine Allegris é maior. É a porta ideal para quem vai à Baviera, à Áustria, à Suíça, ao norte da Itália ou ao Leste Europeu.

Para o passageiro brasileiro, a boa notícia é que dá para escolher por qual das duas portas entrar. Como existem vôos diretos de São Paulo para ambos e do Rio para Frankfurt, você pode montar o roteiro da forma que for mais conveniente. Se quiser conhecer as duas cidades, pode chegar por uma e sair pela outra, em um bilhete de chegada e saída por aeroportos diferentes, que muitas vezes custa o mesmo.

Pela Europa: de avião ou de trem, o continente ao seu alcance

Uma vez na Alemanha, a Europa se abre. A Lufthansa e suas subsidiárias regionais, como a Lufthansa CityLine e a Air Dolomiti, operam vôos curtos para dezenas de cidades europeias a partir de Frankfurt e Munique. É possível, por exemplo, sair de São Paulo à noite, chegar a Frankfurt de manhã e, ainda no mesmo dia, estar em Berlim, Hamburgo, Viena, Zurique, Roma, Barcelona, Lisboa, Copenhague, Praga ou Varsóvia. A conexão é rápida, e a bagagem segue direto.

Para destinos próximos, o trem pode ser até mais prático do que o avião. A Lufthansa oferece o produto AIRail, no qual trechos de trem de alta velocidade ICE são vendidos como se fossem vôos da companhia, com direito a bagagem despachada e acúmulo de milhas. De Frankfurt, o ICE leva a Colônia em cerca de uma hora, a Düsseldorf em pouco mais de uma hora e a Stuttgart em pouco mais de uma hora. De Munique, o trem chega a Salzburgo, na Áustria, em cerca de uma hora e meia, e a Viena em cerca de quatro horas. Para quem não gosta de fazer conexão aérea curta, o trem é uma alternativa confortável e com paisagens bonitas pelo caminho.

Como o Brasil é isento de visto para o Espaço Schengen, uma vez na Alemanha você pode viajar livremente por todos os países do acordo sem novos controles de passaporte. Isso significa que um roteiro por Alemanha, França, Itália, Espanha, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Áustria, Suíça, República Tcheca e muitos outros pode ser feito com toda a liberdade, usando vôos curtos da Lufthansa ou trens de alta velocidade.

Pelo mundo a partir da Alemanha: mais longe do que você imagina

O grande diferencial de voar pela Lufthansa é que a Alemanha não precisa ser o destino final  ela pode ser apenas a porta de entrada para outros continentes. A partir de Frankfurt, a Lufthansa opera vôos diretos para a América do Norte, com dezenas de freqüências semanais para cidades como Nova York, Chicago, Los Angeles, São Francisco, Miami, Boston, Washington, Houston, Dallas, Seattle, Toronto e Montreal. Por meio da joint venture transatlântica com a United Airlines e a Air Canada, as opções se multiplicam, e é possível chegar a praticamente qualquer cidade dos Estados Unidos e do Canadá com um único bilhete.

Para a Ásia, Frankfurt e Munique oferecem vôos diretos para Pequim, Xangai, Hong Kong, Tóquio, Osaka, Seul, Cingapura, Bangkok, Delhi, Mumbai, Hyderabad e Bengaluru, entre outras. A Índia tem sido um mercado em expansão para a Lufthansa, com aumento de freqüências nos últimos anos. Para a África, há vôos para Johanesburgo, Cidade do Cabo, Nairobi, Lagos, Luanda, Acra e outros destinos. Para o Oriente Médio, conexões via Dubai, Doha e Tel Aviv, além de códigos compartilhados com parceiras.

Um número que dá a dimensão: saindo de Frankfurt, existem vôos diretos para cerca de 290 destinos em 94 países. O vôo mais longo da Lufthansa a partir de Frankfurt é para Buenos Aires, com cerca de 13 horas e 45 minutos de duração. Ou seja, do Brasil, você pode ir para a Alemanha e, de lá, seguir para qualquer ponto do globo, muitas vezes com apenas uma conexão.

A Star Alliance, da qual a Lufthansa foi membro fundador, amplia ainda mais essa rede. Companhias como Singapore Airlines, ANA, Thai, Turkish Airlines, Ethiopian Airlines, Air China, EVA Air e muitas outras operam lado a lado com a Lufthansa nos hubs de Frankfurt e Munique, e os passageiros podem acumular e usar milhas do Miles & More em qualquer uma delas. Para quem vai para a Ásia ou para a África, voar com uma parceira da Star Alliance a partir da Alemanha é tão simples quanto voar com a própria Lufthansa.

Um bilhete só, várias companhias: como funcionam os códigos compartilhados

Muita gente se assusta quando, ao comprar uma passagem da Lufthansa, descobre que um trecho será operado por outra companhia. Isso é normal e se chama código compartilhado, ou codeshare. A Lufthansa vende o bilhete com o seu número de vôo, mas a operação pode ser feita por uma parceira como United, Air Canada, SWISS, Austrian, Brussels Airlines, ITA Airways ou outra. Para o passageiro, isso não costuma ser problema: a bagagem é despachada direto, o check-in pode ser feito pela Lufthansa, e as regras de passagem são as da companhia que emitiu o bilhete.

O importante é ficar atento ao terminal de conexão. Em Frankfurt, por exemplo, a maioria das parceiras da Star Alliance fica no Terminal 1, junto com a Lufthansa, mas algumas podem estar no novo Terminal 3. Sempre confira o terminal no cartão de embarque e deixe uma margem de tempo se precisar trocar de terminal. Em Munique, todas as parceiras da Star Alliance ficam no Terminal 2, o que simplifica muito as conexões.

O Miles & More: como o brasileiro pode aproveitar o programa de milhas

Para quem viaja com freqüência entre o Brasil e a Europa, o programa de fidelidade Miles & More pode valer bastante a pena. A inscrição é gratuita, e cada vôo da Lufthansa e das parceiras do grupo e da Star Alliance gera pontos. Um vôo de São Paulo a Frankfurt na classe econômica gera milhas suficientes para, em algumas viagens, conseguir um upgrade para a Premium Economy ou até para a executiva, dependendo da tarifa.

Os níveis de status são Frequent Traveller (prata), Senator (ouro) e HON Circle (o mais alto). Quem chega ao nível Senator tem acesso a lounges no mundo inteiro, embarque prioritário, franquia de bagagem maior e vouchers de upgrade. Para quem faz duas ou três viagens internacionais por ano, é possível chegar ao primeiro status com relativa facilidade, concentrando os vôos na Lufthansa e nas parceiras.

As milhas podem ser usadas para passagens, upgrades e produtos de parceiros. Uma dica para os brasileiros: como a rota Brasil–Europa é longa, ela gera muitas milhas, e usar essas milhas para um upgrade na volta  depois de dias de viagem, quando você está cansado  é uma das melhores formas de aproveitá-las. Outra dica: enquanto você mantém um status ativo, as milhas não expiram, o que é um incentivo a mais para concentrar os vôos no programa.

Transforme a escala em destino: a arte do stopover

Muita gente não sabe, mas a Lufthansa permite, em muitas tarifas, incluir uma parada de alguns dias em Frankfurt ou Munique sem alterar o preço da passagem. É o chamado stopover. Na prática, você pode, por exemplo, sair de São Paulo, passar três dias conhecendo Munique, seguir para o seu destino final na Itália ou na Ásia, e voltar por Frankfurt, onde passa mais dois dias. Tudo no mesmo bilhete, sem custo adicional.

Essa é uma forma excelente de conhecer a Alemanha sem precisar de um vôo extra. Frankfurt, apesar de não ser uma cidade turística famosa, tem um centro histórico reconstruído charmoso, ótimos museus às margens do rio Main e uma vida gastronômica surpreendente. Munique, por sua vez, é uma cidade vibrante, com cervejarias centenárias, parques como o Englischer Garten e proximidade com os Alpes e com castelos como o de Neuschwanstein. Uma parada de dois ou três dias em qualquer uma das duas já é suficiente para conhecer o básico e descansar antes de seguir viagem.

Se quiser ir além, também é possível programar paradas em hubs do grupo, como Zurique, na Suíça, ou Viena, na Áustria, combinando vôos da SWISS ou da Austrian Airlines no mesmo bilhete. O resultado é uma viagem com vários destinos pelo preço de uma passagem só.

Dicas práticas para o brasileiro voar pela Lufthansa

Algumas dicas simples tornam a viagem mais tranquila. Primeiro, reserve com antecedência. As tarifas mais baixas para a Europa costumam aparecer com três a seis meses de antecedência, especialmente em períodos de alta temporada como verão europeu, Natal e Réveillon. Segundo, fique atento ao tipo de tarifa: a tarifa Light é a mais barata, mas não inclui bagagem despachada, o que pode sair caro para quem vai ficar semanas na Europa. Para viagens longas, geralmente vale a pena a tarifa Classic, que inclui uma mala de até 23 quilos.

Terceiro, escolha o assento com antecedência. No site da Lufthansa, é possível ver o mapa da aeronave e escolher o assento mediante pagamento em algumas tarifas. Na econômica, as saídas de emergência e as primeiras fileiras têm mais espaço para as pernas e valem o investimento em um vôo de 11 horas. Na executiva com cabine Allegris, lembre-se de que alguns tipos de assento têm custo extra de reserva.

Quarto, programe-se para o fuso horário. Os vôos do Brasil para a Alemanha saem à noite e chegam de manhã. O ideal é dormir o máximo possível no avião e, ao chegar, manter-se acordado até a noite local para ajustar o relógio biológico mais rápido. A Lufthansa serve refeições em horários que ajudam nessa adaptação, mas o esforço final é seu.

Quinto, não deixe o seguro viagem para a última hora, e providencie o ETIAS assim que ele estiver disponível, se a sua viagem for após o início da obrigatoriedade. Sexto, baixe o aplicativo da Lufthansa: ele permite fazer check-in, acompanhar o vôo, receber notificações de atraso e até rastrear a sua bagagem em tempo real.

Pontos de atenção antes de embarcar

Como em qualquer viagem internacional, existem cuidados que evitam surpresas. O primeiro é com o tipo de aeronave e a cabine. Como o novo produto Allegris está sendo implantado aos poucos, nem todos os vôos do Brasil para a Alemanha têm a nova executiva. A rota do Rio, com 787-9, é a que tem mais chance de oferecê-la; a rota de São Paulo, com 747-8, ainda usa o produto antigo em boa parte das vezes. Se a experiência da executiva for um fator decisivo, confirme a configuração antes de comprar.

O segundo cuidado é com greves e clima. Na Alemanha, sindicatos de pilotos e comissários ocasionalmente realizam paralisações, que afetam principalmente os hubs de Frankfurt e Munique. No inverno, nevascas podem causar atrasos. Se a sua viagem for nesses períodos, vale contratar uma tarifa flexível ou um seguro que cubra imprevistos.

O terceiro cuidado é com a conexão. Em Frankfurt, evite conexões muito curtas (menos de 45 minutos), especialmente se o seu vôo internacional chegar atrasado. Prefira pelo menos uma hora e meia se precisar passar pela imigração ou trocar de terminal. Em Munique, conexões de 45 minutos são seguras, mas sempre com a ressalva de atrasos.

O quarto cuidado é com a bagagem. Como as tarifas Light não incluem mala despachada, confirme o que está incluído na sua passagem. Se precisar levar mala, pague a bagagem com antecedência pelo site, pois o preço no aeroporto é mais alto. E lembre-se de que, em conexões com parceiras, a franquia pode variar  confirme na hora da compra.

A Alemanha como destino: o que fazer por lá

Se a sua intenção é conhecer a própria Alemanha, a Lufthansa te leva aos principais pontos. Frankfurt é a porta de entrada para a região do Reno, com vinhedos e cidades como Heidelberg e Wiesbaden. Munique é a base para a Baviera, com os castelos de Ludwig II, os Alpes e a famosa Oktoberfest. Berlim, a capital, é servida por vôos curtos de Frankfurt e Munique e é uma das cidades mais vibrantes da Europa, com história, arte e vida noturna de primeiro mundo. Hamburgo, no norte, é uma cidade portuária charmosa; Colônia tem a catedral gótica mais famosa do país; Dresden e Leipzig, no leste, reconstroem sua história barroca.

Com o passe de trens alemão ou com vôos curtos da Lufthansa, é possível montar um roteiro por várias cidades alemãs em poucas semanas. E como o país é membro do Espaço Schengen, você pode ainda combinar Alemanha com países vizinhos como Áustria, Suíça, República Tcheca, Polônia, Holanda, Bélgica, Luxemburgo e França, tudo sem controle de passaporte.

Para fechar

A Lufthansa oferece ao passageiro brasileiro uma ponte direta e confiável entre o Brasil e a Alemanha, com vôos diários de São Paulo a Frankfurt, três vezes por semana de São Paulo a Munique e quase diariamente do Rio de Janeiro a Frankfurt. A partir desses dois hubs, a rede da companhia, do grupo e da Star Alliance se estende por mais de 290 destinos em dezenas de países, permitindo chegar a qualquer lugar do mundo com um único bilhete e com a bagagem despachada até o destino final.

Para o brasileiro, as vantagens são muitas: isenção de visto para a Alemanha e para o Espaço Schengen, possibilidade de fazer stopover e conhecer Frankfurt ou Munique sem custo extra, acúmulo de milhas em um programa sólido, opção de seguir viagem de trem de alta velocidade e uma frota que inclui desde o clássico Boeing 747-8 até o moderno 787 Dreamliner e o novo produto Allegris.

Como sempre, o ideal é planejar com antecedência, escolher a tarifa certa, confirmar o tipo de aeronave e deixar uma margem de segurança nas conexões. Feito isso, a Lufthansa pode ser muito mais do que uma companhia aérea: pode ser a forma como você transforma um vôo de 11 horas em uma viagem por vários países, com a Alemanha como porta de entrada e o mundo como destino.

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