Melhores Cidades e Vilas de Montanha da Suíça
Melhores cidades e vilas de montanha da Suíça: Zurique, Genebra, Berna, Basileia, Lucerna, Interlaken, Lauterbrunnen, Grindelwald, Zermatt, St. Moritz e o Lago Oeschinen, com preços, tempos de trem e roteiro real.

A Suíça é um país de 41.285 quilômetros quadrados, mais ou menos o tamanho do estado do Rio de Janeiro, com cerca de 9 milhões de habitantes e quatro línguas oficiais. Parece pequena no mapa e é. Só que o relevo faz esse país se comportar como se fosse três vezes maior. Uma distância de 100 quilômetros em linha reta pode significar três horas de viagem, duas trocas de trem e um teleférico.
É isso que quase todo roteiro de Suíça erra. As pessoas olham o mapa, veem tudo pertinho e montam uma lista de dez lugares em sete dias. Aí descobrem, no meio da viagem, que Zermatt não é uma parada rápida no caminho de nada, e que o Lago Oeschinen exige uma caminhada de verdade.
Então vamos organizar isso de forma honesta, região por região, com os tempos reais e os preços reais.
Antes de tudo: entenda a geografia de verdade
A Suíça se divide, na prática, em quatro blocos de viagem.
O planalto suíço (Mittelland), no norte e centro, é onde estão quase todas as cidades grandes: Zurique, Berna, Basileia, Lausanne, e onde vive a maior parte da população. Não é montanha. É colina, lago e cidade.
A Suíça central, com Lucerna no meio e as montanhas médias em volta (Rigi, Pilatus, Titlis). É a porta de entrada dos Alpes.
O Oberland Bernês, ao sul de Berna, onde ficam Interlaken, Lauterbrunnen, Grindelwald, Kandersteg e o Lago Oeschinen. É o coração alpino mais acessível do país.
O sul e o sudeste, separados do resto por montanhas altas. Ali estão Zermatt, no cantão de Valais, e St. Moritz, no cantão de Graubünden. São extremos opostos do país e ficam longe de tudo, cada um a umas quatro horas do outro.
Uma correção importante que muda o planejamento: Zermatt está no extremo sul do país, na fronteira com a Itália, e não no centro-sul. Ela fica no fundo de um vale sem saída, o Mattertal, a cerca de 3h30 de Zurique. E St. Moritz está no canto sudeste, quase na Itália também, mas do outro lado, num vale alto chamado Engadina, a cerca de 3h20 de Zurique. Colocar as duas na mesma semana significa gastar um dia inteiro de trem entre elas, mesmo que o trajeto seja o Glacier Express, que é justamente o trem que liga uma à outra em oito horas.
Zurique: a cidade grande, e não a capital
Zurique é a maior cidade do país, com cerca de 440 mil habitantes e 1,4 milhão na região metropolitana. Ela não é a capital da Suíça, e isso confunde muita gente. A capital é Berna.
Zurique também não fica nos Alpes. Ela está no planalto, a 408 metros de altitude, na ponta norte do Lago de Zurique. Em dias limpos você vê os picos ao sul, longe, no horizonte. É bonito, mas não é uma cidade de montanha.
O que ela é: um centro financeiro e cultural muito rico, com uma cidade velha grande e caminhável. O Lindenhof, colina onde a cidade nasceu, dá a melhor vista do centro de graça. A Bahnhofstrasse é uma das ruas de compras mais caras do mundo e desce direto até o lago. A igreja St. Peter tem o maior mostrador de relógio de torre da Europa, com quase 9 metros. A Fraumünster guarda vitrais de Marc Chagall que valem os poucos francos da entrada. E a Grossmünster, do outro lado do rio Limmat, é onde Huldrych Zwingli iniciou a Reforma protestante suíça em 1519. Subir a torre custa em torno de CHF 5.
Para vista de verdade, o Uetliberg, a 869 metros, é o mirante da cidade, acessível em cerca de 20 minutos pelo trem S10. Sobe-se com bilhete comum de transporte.
No verão o lago é usado para banho, e é limpo. Há praias públicas gratuitas e balneários históricos de madeira, como o Frauenbad Stadthausquai, que funciona só para mulheres durante o dia e virou bar à noite.
O bairro Zürich West, antiga zona industrial, hoje concentra bares, restaurantes e design, com os arcos do viaduto ferroviário transformados em mercado gastronômico.
Transporte: o bilhete de 24 horas para toda a cidade sai em torno de CHF 9,20 e vale para tram, ônibus, trólebus, trem urbano e barco. Não existem catracas, mas há fiscalização, e a multa começa em CHF 100. Do aeroporto ao centro são 10 a 13 minutos de trem por cerca de CHF 7.
Dois dias em Zurique bastam para a maioria. Ela funciona muito bem como base de chegada e saída, porque o aeroporto é o maior do país.
Genebra: a mais internacional e a menos suíça
Genebra fica no extremo oeste do país, encravada num apêndice de território quase totalmente cercado pela França, na ponta sul do Lago Léman. É a segunda maior cidade suíça, com cerca de 200 mil habitantes, e a língua é o francês.
Ela é sede europeia da ONU, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, da OMS e do CERN. Isso dá à cidade um ar cosmopolita e um pouco corporativo. Muita gente acha Genebra a cidade suíça menos interessante para turismo, e eu entendo o argumento, embora ache exagerado.
O que vale: o Jet d’Eau, jato de água de 140 metros no lago, que bombeia 500 litros por segundo; a cidade velha em cima da colina, com a Catedral de São Pedro e a subida da torre; o Museu Internacional da Cruz Vermelha, que é durÍssimo e excelente; e a visita ao Palácio das Nações, com entrada guiada por cerca de CHF 22 e passaporte obrigatório.
O grande truque de Genebra é o Geneva Transport Card, gratuito para quem se hospeda na cidade, que dá transporte público de graça. Peça no check-in.
E dali é fácil chegar a Chamonix, na França, em cerca de 1h30 de ônibus, para ver o Mont Blanc. Muita gente usa Genebra só para isso.
Berna: a capital que quase ninguém dedica tempo
Berna é a capital federal e tem cerca de 135 mil habitantes. É pequena para o cargo, e isso é bem suíço.
O centro histórico é Patrimônio Mundial da UNESCO, com seis quilômetros de arcadas cobertas, as mais longas da Europa, o que significa que dá para passear na chuva sem se molhar. O rio Aare faz uma curva fechada em volta da cidade velha, quase uma península.
O destaque é a Zytglogge, a torre do relógio astronômico do século 13, com um mecanismo que faz uma pequena apresentação alguns minutos antes de cada hora. A Catedral de Berna tem a torre mais alta da Suíça, com 100 metros e 344 degraus, e a vista de lá cobre os Alpes berneses. Custa em torno de CHF 5.
Tem também o Zentrum Paul Klee, projetado por Renzo Piano, com a maior coleção do artista no mundo, e o Museu Einstein, além do apartamento onde ele morava em 1905 quando publicou a teoria da relatividade especial.
No verão, os berneses descem o rio Aare a nado, na correnteza. É uma tradição local e é mais forte do que parece. Só entre se você for nadador confiante e saiba exatamente onde sair.
Um dia ou uma tarde longa resolve Berna. Ela é passagem natural entre Zurique e Genebra, ou entre Lucerna e o Oberland.
Basileia: arte, e a fronteira tripla
Basileia fica no extremo norte, exatamente onde a Suíça, a Alemanha e a França se encontram. O ponto chamado Dreiländereck marca isso fisicamente, e você pode caminhar da Suíça para a Alemanha sem perceber.
A cidade velha é bonita, com a Münster de arenito vermelho, a praça do mercado e a prefeitura vermelha decorada. Mas o motivo real de ir a Basileia é a arte. Ela tem cerca de 40 museus, a maior densidade do país.
O Kunstmuseum Basel é o museu de arte municipal mais antigo do mundo, com coleção pública desde 1661. A Fondation Beyeler, em Riehen, num prédio de Renzo Piano, é para mim o museu mais bonito da Suíça. E a Feira Art Basel, em junho, é o evento de arte contemporânea mais importante do planeta, o que também significa hotéis impossíveis nessa semana.
No verão, os basileus nadam no Reno com uma bolsa impermeável chamada Wickelfisch, que guarda roupa e sapato enquanto você flutua rio abaixo. É uma cena urbana e muito divertida de ver.
Basileia é também um nó ferroviário e tem aeroporto compartilhado com a França. Fica a pouco mais de uma hora de Zurique.
Lucerna: a mais fotogênica das cidades médias
Lucerna, com cerca de 82 mil habitantes, fica onde o rio Reuss sai do Lago dos Quatro Cantões, no centro geográfico do país. A 45 minutos a 1 hora de Zurique, é o bate-volta mais popular da Suíça.
O símbolo é o Kapellbrücke, ponte de madeira coberta de 1333, a mais antiga da Europa nesse estilo, que pegou fogo em 1993 e foi reconstruída. Boa parte dos painéis pintados sob o telhado é cópia, e uns 30 originais sobreviveram. A ponte vizinha, a Spreuerbrücke, de 1408, tem a série Dança da Morte e quase ninguém vai lá.
Também estão ali a muralha Museggmauer com nove torres, o Löwendenkmal, o leão moribundo esculpido na rocha em 1821, e o Verkehrshaus, o museu mais visitado do país.
Vale registrar que Lucerna não tem castelo medieval com teleférico. O que existe é o Château Gütsch, um hotel do século 19 em estilo de castelo, com um funicular curto próprio.
Em volta estão as montanhas mais acessíveis do país: Rigi, a 1.798 metros, com a primeira ferrovia de montanha da Europa, de 1871; Pilatus, a 2.132 metros, com a cremalheira mais inclinada do mundo, até 48%, aberta apenas de maio a novembro; e Stanserhorn, com o único teleférico do mundo com deque superior aberto.
Lucerna esvazia depois das 18h, quando os grupos voltam para Zurique. Dormir lá muda completamente a experiência.
Interlaken: base, não destino
Interlaken tem cerca de 5.700 habitantes e fica entre dois lagos, o Thun e o Brienz, a 566 metros. É chamada de capital da aventura, com parapente, canyoning, rafting e salto de paraquedas.
Vale ser direto: Interlaken em si não é uma vila alpina bonita. É uma cidade de serviço, com hotéis, lojas de relógio, redes de fast-food e trânsito. O que ela tem de excepcional é a localização: duas estações de trem, conexões para todo o vale de Lauterbrunnen e Grindelwald, e para o Jungfraujoch.
Se você quer ficar em algum lugar com vista de cartão-postal, durma em cima, em Wengen, Mürren ou Grindelwald, e use Interlaken apenas de passagem. Se quer preço mais baixo, mais opções de restaurante e mais transporte, Interlaken ganha.
Perto dela, o Harder Kulm, a 1.322 metros, é acessível por funicular em 8 minutos e tem uma plataforma suspensa com vista para Eiger, Mönch e Jungfrau.
Lauterbrunnen: o vale das 72 cachoeiras
Lauterbrunnen é uma vila de cerca de 2.400 habitantes no fundo de um vale glacial em forma de U, com paredes verticais de até 300 metros dos dois lados e 72 cachoeiras. É provavelmente a paisagem mais dramática da Suíça acessível de trem, e dizem que inspirou Tolkien a criar Valfenda.
A Staubbachfall cai 297 metros direto na vila e é a mais visível. As Trümmelbachfälle ficam dentro da montanha: dez cachoeiras glaciais dentro da rocha, com um elevador escavado, drenando 20 mil litros por segundo do gelo do Eiger, Mönch e Jungfrau. Abre de abril a novembro e custa em torno de CHF 14. É o passeio mais subestimado da região.
De Lauterbrunnen saem dois acessos. O trem sobe para Wengen, e o teleférico mais funicular vai para Mürren, uma vila sem carros a 1.638 metros que fica pendurada na borda do penhasco, com vista frontal para o Eiger. De Mürren se sobe ao Schilthorn, a 2.970 metros, onde foi filmado o James Bond de 1969, com restaurante rotativo. Ida e volta desde Lauterbrunnen sai em torno de CHF 90 na tarifa cheia, com metade de preço para quem tem passe.
Um aviso prático que quase ninguém dá: no inverno, o sol chega ao fundo do vale de Lauterbrunnen muito tarde e por pouco tempo, porque as paredes bloqueiam a luz. Se for entre novembro e fevereiro, durma em cima.
Grindelwald: a vila embaixo do Eiger
Grindelwald tem cerca de 3.800 habitantes e fica a 1.034 metros, com a face norte do Eiger literalmente em cima dela. É uma parede de 1.800 metros de rocha vertical, uma das mais famosas do alpinismo mundial, e a vila cresceu olhando para ela desde o século 19.
De lá saem duas coisas importantes. O Eiger Express, teleférico tricabo inaugurado em 2020, leva 15 minutos até a Eigergletscher e encurtou bastante o acesso ao Jungfraujoch. E a First, a 2.168 metros, tem o conjunto mais divertido de atividades da Suíça: o Cliff Walk, passarela metálica na beira do penhasco, o First Flyer, tirolesa a até 84 km/h, o First Glider, que voa em forma de abutre, e os trotinetes de montanha. Somando teleférico e atividades, gasta-se em torno de CHF 70 a 110.
Dali sai também a caminhada até o Bachalpsee, um lago que reflete os picos nevados, uma hora de trilha fácil e uma das mais bonitas do país.
O Jungfraujoch, a 3.454 metros, é a estação de trem mais alta da Europa e leva o apelido de Top of Europe. É espetacular e é caro: em torno de CHF 210 a 240 ida e volta desde Interlaken na tarifa cheia, com desconto de cerca de 25% com Swiss Travel Pass. Minha opinião franca: se o dia estiver fechado, não vá, porque você paga para ver névoa. Nesse caso o Schilthorn ou a First custam metade e entregam mais.
Lago Oeschinen: o mais bonito, e o que exige mais esforço
O Oeschinensee fica a 1.578 metros acima de Kandersteg, no Oberland Bernês. É um lago de água azul-turquesa cercado por paredes de rocha de 2 mil metros e várias cachoeiras, e faz parte do Patrimônio Mundial da UNESCO Alpes Suíços Jungfrau-Aletsch.
Importante: ele não fica perto de Interlaken nem de Lauterbrunnen, apesar de parecer. Kandersteg está num vale diferente, e o trajeto desde Interlaken leva cerca de 1h15 com troca em Spiez. Desde Berna, umas 1h05.
De Kandersteg pega-se uma gôndola até Oeschinen, cerca de CHF 32 ida e volta, e depois se caminha uns 20 a 30 minutos até o lago. Também é possível subir tudo a pé, em cerca de 1h30. No verão dá para alugar barco a remo, e existe um trenó de montanha de 750 metros na descida. O lago congela no inverno e vira pista de patinação natural.
Duas coisas que vale saber: é proibido usar drone na área, e a temperatura da água raramente passa dos 15 graus, mesmo em agosto. Gente entra. Ninguém fica muito tempo.
Zermatt: o Matterhorn e a vila sem carros
Zermatt tem cerca de 5.800 habitantes e fica a 1.620 metros, no fim do vale Mattertal, no cantão de Valais, praticamente na fronteira italiana. É uma vila sem carros a combustão: você deixa o veículo em Täsch, cinco quilômetros antes, e pega um trem de cinco minutos. Dentro da vila circulam táxis elétricos pequenos e carroças.
O motivo é uma montanha só: o Matterhorn, 4.478 metros, a pirâmide de quatro faces que virou símbolo da Suíça e do chocolate Toblerone. Ela foi escalada pela primeira vez em 14 de julho de 1865 por Edward Whymper, e quatro dos sete membros da expedição morreram na descida. O cemitério dos alpinistas, no centro da vila, conta essa história em silêncio e merece dez minutos.
Os acessos principais:
O Gornergrat, a 3.089 metros, alcançado por ferrovia de cremalheira aberta em 1898, a primeira eletrificada da Suíça. Trinta e três minutos de subida, vista para 29 picos acima de 4 mil metros e para o glaciar Gorner. Ida e volta em torno de CHF 132, metade com passe. É o meu preferido dos três, pela relação vista e preço.
O Matterhorn Glacier Paradise, a 3.883 metros, o teleférico mais alto da Europa, com palácio de gelo escavado no glaciar e esqui no verão. Em torno de CHF 120 a 130.
E o Rothorn e o Sunnegga, acessos mais baratos, sendo o Sunnegga um funicular curto que leva ao Stellisee, o lago onde se tira a foto clássica do Matterhorn refletido. A trilha dos Cinco Lagos, o 5-Seenweg, passa por ali e é uma das caminhadas mais bonitas e mais fáceis dos Alpes.
Zermatt precisa de duas ou três noites, no mínimo. Chegar e sair no mesmo dia desde Zurique é sete horas de trem para ver talvez uma montanha nublada.
St. Moritz: o luxo antigo e o inverno inventado
St. Moritz fica na Engadina Alta, no cantão de Graubünden, a 1.822 metros, no extremo sudeste do país. Tem cerca de 5 mil habitantes e uma reputação bem maior que o tamanho.
Ela é o berço do turismo de inverno. Em 1864, o hoteleiro Johannes Badrutt apostou com quatro ingleses que eles gostariam do inverno alpino, oferecendo devolver a viagem se não gostassem. Eles adoraram, e a ideia de férias de neve nasceu ali. St. Moritz sediou as Olimpíadas de Inverno duas vezes, em 1928 e 1948.
Hoje é caríssima, com hotéis cinco estrelas, joalherias e uma pista de bobsleigh natural de gelo, a Cresta Run, que existe desde 1885. No inverno, o lago congelado recebe polo sobre gelo, críquete e corridas de cavalos com esquiadores rebocados, o White Turf. É extremamente específico e bem estranho de assistir, no melhor sentido.
O que muita gente não sabe é que a Engadina tem mais de 300 dias de sol por ano e um clima seco de alta montanha, e que ao redor há vilas de casas com fachadas decoradas em sgraffito, como Guarda e Zuoz, mais interessantes que a própria St. Moritz para quem gosta de arquitetura.
E de lá sai o Bernina Express, que atravessa até Tirano, na Itália, cruzando o glaciar e o viaduto helicoidal de Brusio. É Patrimônio da UNESCO e, com apenas quatro horas, é o trem cênico mais eficiente da Suíça.
Tempos reais de trem
| Trajeto | Tempo aproximado |
|---|---|
| Zurique a Lucerna | 45 min a 1h |
| Zurique a Berna | 1h |
| Zurique a Basileia | 1h05 |
| Zurique a Interlaken | 2h |
| Zurique a Zermatt | 3h10 a 3h30 |
| Zurique a St. Moritz | 3h20 |
| Zurique a Genebra | 2h45 |
| Berna a Genebra | 1h50 |
| Lucerna a Interlaken | 2h (trem panorâmico) |
| Interlaken a Lauterbrunnen | 20 min |
| Interlaken a Grindelwald | 35 min |
| Interlaken a Kandersteg | 1h15 |
| Zermatt a St. Moritz | 8h (Glacier Express) |
Preços que doem, e como reduzir
| Item | Faixa aproximada |
|---|---|
| Hotel 3 estrelas | CHF 180 a 320 |
| Albergue ou dormitório | CHF 45 a 90 |
| Prato principal médio | CHF 28 a 50 |
| Menu do dia no almoço | CHF 20 a 30 |
| Cerveja | CHF 7 a 10 |
| Café expresso | CHF 4,50 a 6 |
| Fondue por pessoa | CHF 30 a 50 |
| Jungfraujoch ida e volta | CHF 210 a 240 |
| Gornergrat ida e volta | CHF 132 |
| Swiss Travel Pass 8 dias 2ª classe | CHF 470 aprox. |
| Half Fare Card 1 mês | CHF 120 aprox. |
O Swiss Travel Pass cobre trens, ônibus, barcos e transporte urbano, dá entrada gratuita em mais de 500 museus e cobre a Rigi por completo. Nas montanhas grandes ele dá desconto de 25% a 50%, não gratuidade. Se seu roteiro tem muitos deslocamentos longos, ele compensa. Se você vai ficar cinco dias parado em Grindelwald subindo montanha, o Half Fare Card mais os passes regionais, como o Jungfrau Travel Pass ou o Tell-Pass, saem melhor. Vale fazer a conta com os preços do trecho, não no chute.
Para comer: Coop e Migros nas estações, menu do dia no almoço, e o hábito muito suíço de comprar pão, queijo e fruta e comer na beira do lago. Isso corta a conta de comida quase pela metade.
Roteiros que funcionam
Sete dias, primeira viagem: duas noites em Lucerna com uma montanha, três noites em Lauterbrunnen ou Grindelwald com dois teleféricos e uma caminhada, uma noite em Berna, saída por Zurique. Sem correria e com pouco tempo perdido em trem.
Dez dias: o mesmo acima mais três noites em Zermatt, entrando por Genebra e saindo por Zurique, ou o contrário.
Duas semanas ou mais: aí sim acrescente St. Moritz e a Engadina, fechando o círculo com o Glacier Express ou o Bernina Express. Menos que isso, escolha entre Zermatt e St. Moritz. Tentar os dois em pouco tempo é passar a viagem sentado.
O que mais melhora uma viagem à Suíça
Duas coisas, e nenhuma delas custa dinheiro.
A primeira é decidir as montanhas na véspera, olhando previsão e webcam ao vivo dos sites oficiais. Todo teleférico suíço tem câmera. Um dia nublado no Jungfraujoch custa CHF 230 e entrega uma parede branca. Guarde os dias fechados para cidade, museu, barco e cachoeira dentro da rocha, e gaste o dia limpo em cima.
A segunda é aceitar ficar mais tempo em menos lugares. A Suíça recompensa quem fica. As melhores horas em qualquer vila alpina são de manhã cedo e no fim da tarde, exatamente quando os bate-voltas ainda não chegaram ou já foram embora. Quem dorme na montanha vê um país diferente do que vê quem só passa por ele.

