O que é o Site Klook no Universo de Viagens?
Imagina ter na palma da mão um catálogo com mais de cem mil experiências de viagem, de ingressos para a Disney a aulas de culinária em Bangkok, de aluguel de Wi-Fi portátil a passagens de trem-bala no Japão. Esse é o Klook, uma plataforma que transformou o jeito como viajantes do mundo inteiro montam seus roteiros.

Viajar é uma dessas coisas que a gente idealiza como pura liberdade, mas quem já montou um roteiro do zero sabe que o planejamento pode ser um exercício de paciência. Você tem a passagem aérea, o hotel está reservado, e aí começa a segunda etapa: o que fazer em cada dia. E é aí que entram as intermináveis abas do navegador. Site do parque temático, site da empresa de tour, blog de viagem com dica de transfer, mais um site para alugar chip de internet. Quando vê, você está com vinte páginas abertas e a sensação de que planejar a viagem está dando mais trabalho do que o seu emprego.
Foi para resolver exatamente esse caos que a Klook foi criada. E não, não é mais um site de promoções milagrosas que aparece do nada e some seis meses depois. A Klook é hoje uma das maiores plataformas de reserva de experiências de viagem do mundo. Mas o que ela é de fato, como funciona, o que vende, onde brilha e onde deixa a desejar? É disso que este texto trata. Sem floreios, sem firulas de marketing, e com o máximo de informação verificada que cabe numa leitura que não te faça dormir.
Klook.comComo a Klook foi parar no mapa das viagens globais
A Klook surgiu em setembro de 2014, em Hong Kong, fundada por Ethan Lin e Eric Gnock Fah. O nome, aliás, vem da junção de “keep looking”, algo como “continue procurando”. A ideia original era simples e direta: criar uma ponte entre turistas e operadores locais de passeios, atrações e serviços de viagem. Nada muito diferente do que outros marketplaces já faziam em outros setores. Só que o turismo de experiências ainda era um território fragmentado, cheio de sites desconexos e pouca padronização. Havia espaço para alguém organizar a bagunça.
A execução foi tão boa que em menos de quatro anos, em 2018, a Klook já tinha atingido o status de unicórnio. Para quem não é do mundo das startups, isso significa valuation acima de um bilhão de dólares. E quem estava colocando dinheiro ali não era fundo de investimento amador: Sequoia Capital, Goldman Sachs, SoftBank, Bessemer Venture Partners, BPEA EQT. Gente grande, que não aposta em qualquer aventura.
Até hoje, a Klook já captou mais de US$ 1,2 bilhão em rodadas de investimento. Em novembro de 2025, protocolou seu pedido de abertura de capital na bolsa de Nova York, buscando levantar entre US$ 300 e US$ 500 milhões, com valuation estimado em US$ 4 bilhões. Abrir capital nos Estados Unidos significa se submeter a um escrutínio pesado da SEC, o xerife do mercado financeiro americano. Auditoria independente, transparência contábil, divulgação de riscos. Empresa que tem algo a esconder simplesmente não passa por esse filtro.
Nos primeiros nove meses de 2025, a Klook reportou receita de US$ 407,4 milhões. Foram mais de 65 milhões de reservas processadas em doze meses. A base de usuários é composta majoritariamente por millennials e Geração Z, faixa que responde por cerca de 70% do total. É um público que pesquisa, compara, lê avaliação, desconfia de oferta boa demais. E mesmo assim, continua usando a plataforma.
A sede fica em Hong Kong, mas a Klook tem escritórios espalhados por vários países. Cobre mais de 2.700 destinos. Começou obviamente focada na Ásia, seu quintal de origem, mas expandiu para Oceania, Europa e Américas. Hoje é uma empresa global, com site e aplicativo disponíveis em vários idiomas, incluindo o português.
O que exatamente a Klook vende
Se você nunca usou a plataforma, pode pensar que é só mais um site de venda de ingressos. Não é. A Klook é um marketplace de experiências de viagem. Isso engloba uma variedade enorme de produtos e serviços que vão muito além daquele bilhete para entrar num museu.
Só para dar uma ideia da diversidade: ingressos para parques temáticos, sim. Mas também tours guiados, experiências gastronômicas, aluguel de Wi-Fi portátil, chip de celular para viagem, traslado de aeroporto, aluguel de carro, passagens de trem, passes de transporte público, reservas em restaurantes, ingressos para eventos e espetáculos, bilhetes para observação de vida selvagem, cruzeiros, aulas de culinária, estadias em hotéis, ingressos para spas e águas termais. A lista é longa.
O que une tudo isso é o conceito de “coisas para fazer no destino”. A Klook não vende passagem aérea. Não é uma concorrente direta de agências de viagem tradicionais nesse sentido, embora ofereça hotéis e, em alguns mercados, até pacotes que lembram miniestadias. O foco está no que acontece depois que você desembarcou.
A plataforma organiza esses produtos por destino e por categoria. Você escolhe para onde vai, e o sistema te mostra tudo que está disponível naquela cidade ou região. Dá para filtrar por tipo de atividade, faixa de preço, duração, idioma do guia. É um cardápio extenso, e a qualidade das fotos e descrições costuma ser boa, o que ajuda na decisão.
O modelo de negócio é o de intermediação. A Klook firma parceria com operadores locais, que são os verdadeiros fornecedores da experiência. A plataforma cuida da parte comercial: exibição do produto, processamento do pagamento, emissão do voucher, atendimento ao cliente em primeira instância. O operador local cuida da execução: o guia que te encontra no ponto de encontro, o ônibus que faz o traslado, o ingresso que é validado na catraca.
Esse modelo tem vantagens claras. A principal é a conveniência de ter tudo centralizado num lugar só, com possibilidade de comparar preços e ler avaliações de outros viajantes antes de decidir. Também tem a segurança do pagamento: a Klook usa certificação PCI-DSS, o mesmo padrão de segurança de dados financeiros que bancos e companhias aéreas adotam. Seus dados de cartão passam por sistemas criptografados. A plataforma aceita 39 moedas, incluindo o real, e oferece PayPal como alternativa para quem quer uma camada extra de proteção.
Onde a Klook brilha: Ásia, e muito
Se a Klook tivesse uma pátria espiritual, seria o Japão. Basta abrir o app, selecionar Tóquio ou Osaka, e a quantidade de opções é quase intimidante. Ingressos para a Tokyo Disneyland e DisneySea. Entradas para o Universal Studios Japan. Japan Rail Pass. Passagens avulsas de Shinkansen, o trem-bala japonês. Aluguel de Wi-Fi portátil para retirar no aeroporto. Tours gastronômicos em Kyoto. Aulas de preparo de sushi e lamén. Ingressos para o teamLab Borderless, aquele museu de arte digital que parece ter saído de um sonho. Roteiros pelo Monte Fuji.
A força da Klook no Japão é tão grande que a empresa desenvolveu um produto próprio, o Klook Value Rail Pass, uma alternativa ao tradicional Japan Rail Pass voltada para mercados específicos. Também tem presença fortíssima em outros destinos asiáticos: Coreia do Sul, Tailândia, Taiwan, Singapura, Hong Kong, Indonésia, Vietnã. Para esses lugares, a Klook costuma ser imbatível em variedade e preço.
Na Coreia, você encontra desde ingressos para os parques temáticos de Seul até aluguel de hanbok, a roupa tradicional coreana, para passear pelos palácios históricos. Na Tailândia, tours de barco pelas ilhas, ingressos para santuários de elefantes éticos, aulas de boxe tailandês. Em Singapura, ingressos para o Gardens by the Bay e o Marina Bay Sands.
Fora da Ásia, a Klook também funciona, mas com intensidade variável. Na Austrália e Nova Zelândia, a cobertura é boa: tours pelas Blue Mountains, mergulho na Grande Barreira de Coral, passeios em Queenstown. Na Europa, a presença cresceu bastante nos últimos anos, mas ainda não tem a mesma densidade de ofertas dos concorrentes locais, como GetYourGuide e Civitatis. Nas Américas, vale para atrações mais turísticas de grandes cidades: Nova York, Orlando, Cancún, Buenos Aires.
Para o Brasil, especificamente, a Klook lista algumas centenas de atividades. Passeios no Rio de Janeiro, Cataratas do Iguaçu, Paraty, Salvador, Manaus. Nada comparável ao que se encontra para o Japão ou a Tailândia, mas suficiente para quem quer resolver passeios pontuais sem precisar garimpar em vários sites locais.
A Klook para o viajante brasileiro
Um ponto que merece destaque é que a Klook tem site e aplicativo em português. Não é uma tradução automática tosca; a localização é decente. As FAQs, a central de ajuda, as descrições dos produtos, tudo está acessível no nosso idioma. O suporte ao cliente pode ser acionado em português, embora a qualidade do atendimento varie e nem sempre haja um falante nativo do outro lado.
O pagamento de tudo na plataforma será sempre cobrado na moeda local, mesmo que o site mostre valores aproximados em Reais. A Klook não cobra taxa de serviço adicional. Mas atenção: como o processamento financeiro acontece em Hong Kong, os bancos brasileiros vão classificar a transação como internacional e cobrar IOF e um spread bem ruim em compras feitas com cartão de crédito internacional. Isso não é culpa da plataforma, é uma particularidade do nosso sistema bancário. Vale a pena consultar seu banco se for fazer compras de valores mais altos.
Minha recomendação pessoal: o que eu sempre faço é pagar tudo no site da Klook com meu cartão de débito digital de conta global como Wise e Revolut, já carregado em moeda estrangeira. Assim eu consigo um câmbio muito melhor para comprar moeda estrangeira e ainda por cima não pago IOF mais caro.
Outro detalhe relevante: o horário de funcionamento do suporte segue o fuso asiático. Se você tiver um problema durante a madrugada no Brasil, que é horário comercial em Hong Kong, pode ser atendido mais rapidamente. Mas se algo der errado num domingo à tarde no seu destino de viagem, a resposta pode demorar um pouco mais do que você gostaria.
Pagamento e segurança: a parte que todo mundo quer saber
A Klook tem certificação PCI-DSS, que é o padrão de segurança de dados para transações financeiras com cartão de crédito. É o mesmo nível de exigência técnica que bancos e grandes varejistas precisam cumprir. Na prática, isso significa que os dados do seu cartão passam por canais criptografados e não ficam armazenados de forma vulnerável nos servidores da empresa.
Os métodos de pagamento aceitos incluem cartão de crédito, cartão de débito e PayPal. O PayPal adiciona uma camada extra de proteção para o comprador, porque tem política própria de resolução de disputas. Se você é do time que prefere não espalhar os dados do cartão por vários sites, usar o PayPal na Klook é uma opção sensata.
A plataforma tem um recurso chamado “Pague Depois”, disponível para algumas reservas de hotel. Você garante a reserva sem pagar na hora, e o valor é debitado automaticamente numa data posterior. É conveniente, mas exige atenção: se o cartão não tiver limite disponível na data da cobrança, a reserva pode ser cancelada.
Quanto a reembolsos, a Klook informa que o prazo para o valor aparecer na fatura do cartão de crédito varia de 3 a 14 dias úteis, podendo chegar ao ciclo de faturamento seguinte. Em outros métodos, como PayPal, o prazo depende da instituição financeira. Na prática, há relatos de usuários que receberam em poucos dias e outros que esperaram semanas. A própria Klook orienta que, se o reembolso não aparecer em até 30 dias, o cliente deve entrar em contato.
Não existe uma política de cancelamento única. Cada atividade tem suas próprias regras, definidas pelo operador local. Tem produto que permite cancelamento gratuito até 24 horas antes, tem produto que é estritamente não reembolsável. As condições estão descritas na página de cada atividade, mas nem todo mundo lê. E aí surge a frustração. O conselho básico e essencial: leia a política de cancelamento antes de clicar em comprar. É um minuto do seu tempo que pode poupar dias de dor de cabeça.
Klook Rewards, KlookCash e economia real
Toda vez que você faz uma reserva na Klook, acumula KlookCash. Esse crédito pode ser usado para abater valores em compras futuras. Não é um cashback direto, mas funciona como moeda interna da plataforma. O KlookCash tem data de validade, então não adianta acumular eternamente.
Além disso, a Klook tem um sistema de códigos promocionais. Cupons de primeira compra costumam dar descontos interessantes. Também rolam promoções sazonais, especialmente em datas como Black Friday, Ano Novo Chinês e feriados asiáticos. Vale seguir as redes sociais da Klook e ficar de olho em sites brasileiros que divulgam cupons.
A plataforma também tem uma política de “Melhor Preço Garantido”. Se você encontrar o mesmo produto mais barato em outro lugar, a Klook se compromete a reembolsar a diferença. A aplicação prática disso pode envolver alguma burocracia, mas a existência da política já indica que a empresa confia na competitividade dos seus preços.
Klook.comO aplicativo e a experiência de uso
O aplicativo da Klook é um dos pontos altos da plataforma. Bem desenhado, rápido, com navegação intuitiva. Dá para buscar por destino, por tipo de atividade ou por palavra-chave. As avaliações de outros usuários aparecem com destaque, e as fotos são geralmente de boa qualidade, diferente daqueles sites que usam imagens genéricas de banco de fotos.
Um recurso importante: os vouchers ficam disponíveis no app mesmo sem conexão de internet. Em viagem internacional, você nem sempre vai ter dados móveis disponíveis. Poder abrir o voucher offline e mostrar a tela do celular na catraca da atração é uma vantagem prática considerável.
O app também centraliza a comunicação com o suporte. Em vez de ter que caçar um e-mail ou telefone, você acessa a reserva em questão e inicia o chat. As notificações sobre alterações, confirmações e lembretes chegam pelo app também.
A nota do app reflete essa qualidade: dependendo da loja e da região, varia entre 4,4 e 4,8 de 5 estrelas. As avaliações positivas mencionam com frequência a facilidade de uso, a confirmação instantânea dos vouchers e a economia em relação a comprar direto no local.
O que as pessoas reclamam: o lado B da Klook
Nenhuma plataforma que lida com milhares de fornecedores espalhados pelo mundo vai ter índice zero de reclamação. E a Klook tem suas manchas no currículo, que aparecem com consistência quando você lê avaliações em sites como Trustpilot (onde, apesar de tudo, a nota é 4,4 de 5), ProductReview australiano (4,2 de 5 com 85% de avaliações positivas) e PissedConsumer (nota 2,0, mas lembre que sites de reclamação têm viés negativo).
Os padrões de queixa são os seguintes.
Operador local que falha. Guia que não apareceu no ponto de encontro. Ônibus que não passou no horário combinado. Voucher que o funcionário da atração não aceitou, alegando que o código era inválido. Informações desatualizadas na página do produto, como horário de traslado que mudou e a plataforma não atualizou.
Nesses casos, o problema não é com o sistema da Klook em si, mas com o fornecedor terceirizado. Só que a responsabilidade de resolver recai sobre a plataforma. E aí entra a segunda queixa recorrente.
Atendimento ao cliente lento ou ineficaz. Tem relatos de pessoas que foram transferidas entre cinco atendentes diferentes sem solução. Outros mencionam promessa de retorno em 48 horas que se arrastou por uma semana. É um sintoma clássico de empresa que cresceu muito rápido e cuja estrutura de suporte não acompanhou o volume de demanda, especialmente em mercados fora da Ásia.
Demora em reembolso. Embora a Klook informe prazos claros e diga que a responsabilidade pelo tempo de processamento é da instituição financeira, tem usuário que relata esperar semanas por um estorno.
Cancelamento por parte do operador. Passeios que exigem número mínimo de participantes e são cancelados em cima da hora porque não atingiram a cota. A Klook reembolsa, mas o estrago no roteiro está feito.
Política de cancelamento confusa ou restritiva. Aquele produto que parecia flexível, mas na letra miúda é não reembolsável. Ou aquele reembolso que precisa ser solicitado com 48 horas de antecedência e você só percebeu o conflito de horário na véspera.
Nada disso invalida a plataforma. Mas são riscos reais, que merecem ser considerados, especialmente se você for do tipo que prefere zero de estresse durante a viagem.
Klook versus concorrentes: cada um no seu quadrado
O universo das plataformas de reserva de experiências tem alguns nomes estabelecidos. A GetYourGuide, alemã, é provavelmente a principal referência quando o assunto é Europa. Tem um catálogo amplo, preços competitivos e suporte multilíngue mais maduro para o mercado ocidental. A Civitatis, espanhola, cresceu muito na América Latina e também tem presença forte na Europa. A Viator, do grupo TripAdvisor, se beneficia da sinergia com o maior site de avaliações de viagem do planeta, o que dá acesso a um volume imenso de opiniões de usuários. A KKday, taiwanesa, é a concorrente mais direta da Klook, com foco parecido e origem similar.
A Klook se diferencia pela força na Ásia e, de forma crescente, na Oceania. Se você está montando um roteiro pelo Japão, Coreia ou Tailândia, dificilmente outra plataforma vai entregar a mesma combinação de variedade, preço agressivo e integração com serviços locais. O app da Klook também costuma ser apontado como superior ao da concorrência em design e usabilidade.
Por outro lado, para o viajante que vai passar férias na Itália, França ou Espanha, a GetYourGuide e a Civitatis podem oferecer mais opções e um suporte mais próximo, inclusive com canais de atendimento em português mais estruturados.
Nenhuma dessas plataformas inventou a roda nem reinventou o turismo. O modelo de marketplace é essencialmente o mesmo. O que muda é a curadoria de fornecedores, a qualidade do suporte e a penetração em cada região.
O que você precisa saber antes de comprar pela primeira vez
A Klook não é um bicho de sete cabeças, mas também não é um passe de mágica. Alguns cuidados simples fazem a diferença entre uma experiência redonda e uma frustração que poderia ter sido evitada.
Leia avaliações recentes. Não é só para saber se o passeio é bom. É para detectar se há algum padrão de problema. Se três ou quatro pessoas diferentes mencionam que o voucher não foi aceito em determinada atração, ou que o guia atrasou quarenta minutos, leve isso a sério.
Confira a política de cancelamento com calma. Se você tem qualquer dúvida sobre conseguir cumprir o horário ou a data, priorize atividades com cancelamento gratuito. Pode custar um pouco mais caro, mas o seguro contra imprevisto compensa.
Guarde comprovante de tudo. Print do voucher, e-mail de confirmação, conversa com o suporte. Se der problema, você vai precisar de evidência. E não conte apenas com o app; salve os vouchers em PDF no seu celular ou, melhor ainda, imprima os mais importantes.
Verifique se seu cartão está habilitado para compras internacionais. A Klook cobra em reais e o preço aparece em reais, mas o processamento é feito em Hong Kong. Cartão com bloqueio para transação internacional pode ser recusado, e você perde tempo tentando entender o motivo.
Para atividades absolutamente críticas no seu roteiro, aquelas que são o motivo principal da viagem, considere comprar direto no site oficial da atração. A diferença de preço às vezes é pequena, e a relação direta com o fornecedor elimina a camada de intermediação que, em caso de problema, pode atrasar a solução.
Use o PayPal se puder. A camada extra de proteção ao comprador pode ser útil em caso de disputa.
O que a Klook representa no universo das viagens hoje
A Klook não é apenas mais um site de ingressos com desconto. É um sintoma de como o turismo mudou. Durante décadas, a lógica era: compre a passagem, reserve o hotel, e o resto você resolve lá. Agências de turismo tradicionais vendiam pacotes fechados. O viajante independente tinha que garimpar informação em guias impressos e contar com a sorte.
A Klook e suas concorrentes inverteram essa lógica. Agora, o viajante monta o roteiro peça por peça, com previsibilidade de preço, avaliações de outros usuários e confirmação instantânea. É uma transformação que democratizou o acesso a experiências que antes dependiam de indicação local ou de agências presenciais.
A empresa também reflete a ascensão do turismo asiático como força global. Os fundadores identificaram que o turista asiático, especialmente o chinês, coreano e japonês, queria uma plataforma que falasse sua língua, aceitasse seus meios de pagamento e entendesse suas preferências. A Klook nasceu para atender esse público e, aos poucos, foi se tornando global. Hoje está presente em todos os continentes, mas ainda carrega o DNA asiático na curadoria, no design e nas prioridades de negócio.
A decisão de abrir capital nos Estados Unidos, ainda em processo, sinaliza ambição de longo prazo. Não é uma startup tentando ser comprada por um concorrente maior. É uma empresa que quer se consolidar como player independente e perene no mercado de turismo.
Para o viajante brasileiro, a Klook é uma ferramenta que vale a pena conhecer e testar. Não é a única, não é perfeita, e tem destinos onde outras plataformas entregam mais. Mas é grande, é real, é auditada, e resolve de verdade o problema de quem quer organizar passeios, traslados e ingressos sem ter que abrir vinte abas do navegador e rezar para dar certo.
No fim, a pergunta que define se a Klook serve para você não é “ela é confiável?”, mas sim “ela é a melhor ponte entre o que eu quero viver no meu destino e o operador que entrega essa experiência?”. A resposta varia de caso a caso. E está tudo bem. Agora você tem informação para decidir.
